História Bios - Capítulo 1


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Categorias Bleach
Personagens Byakuya Kuchiki, Orihime Inoue
Tags Anjos, Bleach, Byahime, Byakuya, Clã, Ficção Cientifica, Nefilins, Orihime, Romance, Tattoonthesky
Visualizações 44
Palavras 2.851
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Mutilação, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


AndyInoue estava postando essa fanfic, mas eu sempre quero mudar algo, sempre quero adicionar algo, e sempre quero postar algo, e eu odeio sentir que estou incomodando alguém, então decidi depois de alguma relutância publicar eu mesma. Além disso, me sinto culpada em não responder quem comenta. </3 Também tenho ganas de escrever uma oneshot uma vez ou outra e publicar, então esta conta veio a calhar. Andy, obrigada pelo apoio. Me perdoe qualquer embaraço!

Meu intuito com esta fic é cumprir a palavra de que eu daria uma fanfic de presente para AndyInoue, mas eu nunca cheguei a concluir aquela que eu tinha escrito. Então agora, eu escrevo esta para cumprir aquela palavra, e compartilho com vocês, espero que gostem também.



ESTA FANFIC TERÁ 20 CAPÍTULOS. Eu já tenho muitos prontos. Eu agora me policio, assim não corro o risco de escrever fanfics maiores do que toda a saga de Harry Potter e nunca terminá-las.


AVISO: Sou um ser humano cristão (amo♥) e não vivo sem meu Deus, não se surpreenda em ler coisas referentes à minha fé por aqui. Eu não abro mão disso.

Boa leitura.

Capítulo 1 - Acaso Que Nos Une


Fanfic / Fanfiction Bios - Capítulo 1 - Acaso Que Nos Une

Byakuya continuava olhando para a tela do seu celular:
 

Kuchiki Rukia diz: Reunião amanhã, na mansão da família.
 

Ele quis atirar o telefone para longe, mas abaixou a cabeça em resignação. De alguma maneira sempre teria que lidar com aqueles chatos. Suspirou pesadamente e o ar expirado condensou pelo frio intenso. Levantou-se conforme via que estava próximo ao seu ponto, e por acidente acabou derrubando todas as suas coisas. Praguejou baixo e catou tudo depressa, descendo rápido do ônibus antes que o motorista fechasse as portas e seguisse com a viagem. Estava fora de Cambridge, indo ao encontro de seu sinistro clã de caçadores.

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Orihime subiu para o ônibus de costume. Dentro do veículo ela caminhou até o fundo, nos últimos bancos, onde se sentou. Aquele ônibus estava bem vazio. Ansiando por chegar em casa e ficar livre do ar gelado do inverno, sentiu que seu pé bateu em alguma coisa e quando verificou descobriu se tratar de uma carteira branca. Pegou no chão e a abriu, vendo a identificação e uma grande quantidade de dinheiro dentro.

– Kuchiki Byakuya... – “Um japonês igual a mim!” Se surpreendeu. “Mas ele não parece japonês... será que é mestiço?” Pensou ainda empolgada, observando bem a identidade. Era um jovem de vinte e um anos, que faria vinte e dois no dia seguinte, dia 31 de janeiro. Quantas coincidências! Ela vasculhou a fim de achar algo que lhe fornecesse mais informações e encontrou carteira de motorista e uma carteira de estudante do MIT. “Pelo menos 70% de probabilidade de ele ser um rato de laboratório!” Orihime deduziu, sorrindo de divertimento. Ele era muito gatinho para ser um nerd, mas por que não? Ali havia um ticket para uma palestra de Nanotecnologia Aplicada à Biologia Sintética, no auditório CAD-IV do prédio de Engenharia Biológica. “Se tem ticket então as vagas são limitadas, e a data é amanhã!” Ela estava certa. Ele era um nerd! Continuou procurando qualquer coisa que indicasse seu número de telefone ou alguma forma de entrar em contato diretamente, mas não teve sucesso. “Espero que ele tente ir à palestra, lá eu devolvo essa carteira pra ele. Que sorte que fui eu quem achou isso, poderia ter sido alguém que tiraria proveito! Roubar dinheiro de universitários é um pecado mortal.”

Ela sabe bem porque também era universitária e cada centavo era essencial. Inoue Orihime estudava Musicoterapia no Berklee, logo do outro lado do rio Charles.

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– Dia Seguinte –

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Byakuya foi voando de volta para o MIT depois da reunião da madrugada. Conseguiu apenas uma hora e meia de sono. Tinha protelado se juntar àqueles loucos, mas por prezar sua paz e seus estudos o ritual oficial da madrugada ele não poderia perder, a liberação da nigimitama... Seu corpo ainda sentia resquícios do que aconteceu à noite. Não pode descrever quão insano aquilo tudo era, mas o Kuchiki é um cético. Ele não acredita no sobrenatural, acredita no natural que ainda não foi explicado. Tentar compreender a real natureza daqueles fenômenos foi o que despertou seu interesse por engenharia biológica. Se pudesse descobrir o que havia em seu corpo que condicionasse tudo aquilo, quão incrível seria sua descoberta! Isso definiria o curso de toda a humanidade.
 

– Lembre-se, Byakuya, nós ainda não terminamos.
 

Seu estômago embrulhava só em se imaginar lá novamente, mas deveria se sujeitar a isso se quisesse chegar ao alvo final de seus estudos. “Desde que seja Rukia, e não eu, quem faça aquele trabalho sujo...”

Ter uma irmã gêmea era conveniente nessas horas. Mas uma grande inconveniência foi a perda de sua carteira! Que ótimo, Kuchiki Byakuya! Porém, não havia tempo a perder com aquilo, a palestra daquele dia seria importante. Tentaria entrar de algum modo, conversar com alguém, dar um jeito.

Queria café, por favor! Seu cérebro clamava por cafeína e açúcar! Decidiu que compraria café na cafeteria perto do auditório, sacaria dinheiro, mas se lembrou de que estava sem seus cartões! Perdeu-os junto com a carteira. Sorte que o celular não foi junto; rapidamente bloqueou seus cartões pelos apps de internet banking.

Enquanto se aproximava do prédio viu uma mulher ruiva e bem arrumada na escadaria. Ela estava parada, parecia esperar alguém. Ele sentiu atração. Ela era linda. Ela o devolveu o olhar sem constrangimento ou medo e ele desviou achando que tinha sido indelicado, não era sua intenção. Ia passando ao lado dela quando a ouviu o chamar.

– Kuchiki Byakuya? – Ele voltou-se para ela surpreso, pois tem certeza de que não a conhecia. Não a esqueceria.

– Sou eu. – O rosto dela se iluminou com um sorriso. O dia dele acabou de ficar muito melhor com uma visão agradável, mas sua expressão sisuda de Kuchiki não mudou nem um pouco.

– Eu encontrei a sua carteira no ônibus. – Ela explicou, sendo simpática, dizendo que foi uma sorte tê-la encontrado, e mais ainda topar com ele naquele antro de universitários. – Eu não tinha certeza se ia conseguir te achar.

– Você é um anjo! – Ele exclamou com autêntica expressão de alívio ao pegar sua bendita carteira e checando se seu ticket estava lá dentro, sentindo um grande peso sair de suas costas. Não ia perder a palestra! Ela o estendeu um pacote de papel pardo. – O que é isso?

– É apenas uma lembrança... pro seu aniversário. – Ela disse, com o rosto corando, mas ainda sendo simpática. Ele arqueou as duas sobrancelhas. Não esperava tamanha delicadeza e cortesia, seu dia estava sendo de sorte!

– Muito obrigado, mesmo, pela sua atenção bem-vinda! – Ela sorriu e disse que fazia questão, era uma data especial.  Ele descobriu que havia uma fumegante porção de capuccino em um copo térmico, e isso era o que ele mais queria depois de sua carteira. – Senhorita, você está realizando todos os meus desejos essa manhã. Minha desconfiança de que és uma mensageira do paraíso acaba de se confirmar. – Ele falou de um modo tão convicto que ela riu. É claro que ele estava brincando, mas alguém poderia até acreditar nas palavras dele tamanha era a segurança de suas palavras! Ele viu que um “happy B-day” tinha sido cuidadosamente escrito com canela sobre a espuma cremosa. Dava até dó de beber. Ele a encarou fixamente e permitiu seu contentamento aflorar timidamente pelo seu rosto.

– Fiz o que qualquer cidadã honesta deveria fazer. – Ele fez uma expressão de prazer sincero ao beber aquele néctar dos deuses. Ela ficou satisfeita em saber que sua humilde escolha fora tão certeira!

– Isso está ótimo! Muito obrigado. – Ele disse, bebendo mais sentindo o delicioso gosto paradisíaco de cafeína e especiarias em sua boca. – Depois de uma noite horrível sou recompensado...

 – Aconteceu algo? – Ela tinha percebido que os olhos dele estavam injetados. Ele desconversou a convidando para entrar. Ele a levou de volta para a cafeteria (era de lá que ela tinha vindo). Sentaram-se em um lugar agradável com um som suave de jazz.

– Você é aluna aqui do MIT? Quer comer alguma coisa? Eu quero. Eu insisto que você escolha. E é por minha conta.

– Não sou daqui, estudo musicoterapia no Berklee. Eu vou querer um café, obrigada. – Eles fizeram os pedidos.

– Uma mulher que não faz cerimônia, eu amo isso. – Ele disse sem segundas intenções, mas acabou fazendo-a corar. Ele não adicionou comentários para não constrangê-la mais. – Eu nunca ouvi falar sobre musicoterapia, mas parece interessante. Fale-me um pouco.

– A música faz maravilhas, ela mexe com a alma, com a cultura e com a sociedade de maneiras profundas. Que maneira melhor de tirar proveito dela senão sarando feridas? Existem trabalhos lindos que recuperam pessoas que sofreram grandes traumas e perdas, acrescentando beleza, harmonia e prazer a vidas que perderam a alegria.

– Faz sentido, as ondas sonoras causam efeitos diversos nos neurônios ocasionando a liberação de receptores. – Ele já viu um pouco disso, mas tinha passado porque não era de seu interesse. – Vocês lidam com as ondas binaurais?

– Eu ainda não cheguei nisso, mas é uma pesquisa alternativa que não é totalmente inserida na musicoterapia. E, além disso, mas temos total interesse nos efeitos físico-químicos as ondas binaurais no cérebro que interferem na inteligência e aptidões diversas. Admito que acho este um campo muito interessante. – Ela sorriu internalizando a diversão característica de conversar com um nerd. Ele conseguiu fazer uma discussão de terapia musical virar assunto de neurociência avançada.

Seus pedidos chegaram, ele insistiu que ela deveria comer alguma coisa. Ela aceitou um donut. Enquanto ele falava, ela contemplava os olhos lilases dele, olhos muito diferentes. Que cor rara! Não se lembra de ter visto alguém com olhos tão exóticos. Mas eles estavam mesmo muito injetados.

– Você não dormiu essa noite.

– Vejo que és profeta¹. – Ela soltou uma gargalhada que usou as mãos para conter.

– Do manto das revelações! – Ela respondeu num tom divertido e ele, mesmo sendo discreto acabou por rir também, mas de muito leve. – Você é cristão?

– Não. Esses movimentos atuais não me interessam. Nem protestantes, nem muçulmanos, nem supremacia branca ou questão indígena; tudo isso é um problema. – Ela tinha um posicionamento quase igual ao dele.

– Essa cidade ficou louca desde a eleição do novo presidente!, mas sempre podemos rir dos memes na internet.

– Com certeza. – Aquela cidade por ser tão intelectual centro de tantos estudiosos e cientistas estava sofrendo com graves choques ideológicos e manifestações de todas as espécies e segmentos. A sorte do Kuchiki é que ele era da área de ciências, Harvard estava um caos por ter tantos cursos de humanas, especialmente ciências políticas. O MIT estava tecnicamente mais seguro, mas sempre tinha um chato para discutir bioética já que ele estava fazendo pesquisas tão profundas de manipulação de vida. Moralistas religiosos enchem o saco. Ciência é ciência, poxa! Mas eles rendem bons memes, isso Byakuya não podia negar. – Só espero não ser expulso do país por ser um imigrante.

– Então estamos no mesmo barco! – Ela comentou, divertida. – Você é do Japão, não é?

– Sim. – Ele já tinha terminado sua refeição. – Você é de onde?

– Eu sou do Japão também. Me chamo Inoue Orihime. – Quando ela o respondeu Byakuya percebeu a sua incrível gafe: estava conversando com a moça sem sequer ter perguntado o seu nome!

– Me perdoe, Inoue Orihime, minha cabeça parece que ainda não terminou de acordar para eu não ter perguntado seu nome antes!

– Não se preocupe, Kuchiki! Você está mesmo exausto, é bom que descanse na primeira oportunidade.

– Você está certa, mas agora preciso acordar. – Ele pediu um bullet proof cofee e sabia que não devia tomar depois de ter comido alguma coisa, mas iria mandar pra dentro assim mesmo, esperando que algum efeito positivo se manifeste, como, por exemplo, deixá-lo acordado e com energia para encarar o dia. Ele já tinha quebrado todas as regras de biohacking nas últimas 24 horas. – De que parte do Japão você é? Seu inglês é perfeito.

– Eu nasci e cresci em Karakura. Meu irmão me ensinou desde pequena, por isso eu sou fluente. E você, de onde é?

– Da Seireitei. – Isso era literalmente do outro lado do país, o que ela comentou. – Você é descendente de europeus?

– Sim, de alemães mais especificamente. Por parte de mãe. E você? Não se parece nada com um japonês. – Mas ele tinha sotaque leve.

– Minha família era do oeste da Rússia, mas se estabeleceu no Japão há alguns séculos. – Aquela curiosidade ingênua dela o fez se lembrar dos sombrios segredos de seu clã, que ele se esforçou para afastar da mente.

– Que interessante, parece ser uma família tradicional! – Ela observou, notando que para saber a história da família de séculos atrás deve-se no mínimo saber de muita coisa sobre a própria linhagem.

– Sim. É uma família tradicional, de alguma forma nos envolvemos com samurais e tantas coisas... É uma longa história. – Ele viu os olhos dela brilharem de empolgação. Pobre criatura, nem imagina que tipo de clã era o seu.

Orihime ouvia verdadeiramente interessada. Não esperava encontrar um cidadão japonês com uma história incrível, isso a fazia matar um pouco da saudade. Estados Unidos era legal, mas Japão sempre será sua terra, e Karakura sua cidade. Ele explicava algo sobre como eram descendentes de samurais e parte da sua família vivia ali nos Estados Unidos, mas ele não podia ser naturalizado porque seus ancestrais próximos não eram japoneses. Ele era um cara interessante e educado. Não fazia do tipo esfuziante e barulhento, mas sim equilibrado, coisa que a agradava. E ele era muito bonito também, fato que ela admitia sem se sentir no fundo do poço por apenas constatar a verdade. Ser mais espontânea foi uma qualidade muito bem-vinda que aprendeu com os americanos. A liberdade que eles tinham nos relacionamentos sociais era outro nível.

Mas apesar de estar legal conversar com o nerd gatinho de coturno e jaqueta de couro (ela desconfiava de que ele tivesse apreço por rock n’ roll ou vertentes a fins da música – assunto do qual ela muito entende) Orihime precisava ir para a própria aula no Berklee, a professora de Harmonia não gostava de atrasos. E, além disso, ela teria uma experiência em visitar uma clínica de musicoterapia que lidava com soldados que vieram de zonas de conflito e sofriam de estresse pós-traumático, um trabalho muito lindo onde a música sarava feridas de guerra, ela queria demais ver isso de perto.

– Kuchiki-san, posso te chamar assim? – Ela disse em japonês.

– Claro. – Ele respondeu, também em japonês. Como era bom falar a própria língua com alguém normal que não tratasse de assuntos sobre caçar monstros, exterminar pessoas...

– Eu preciso ir para o Berklee, meu tempo está findando.

– Eu te daria uma carona se tivesse com o meu carro; vou pagar um táxi.

– Imagine, não há necessidade!

– Eu insisto! Você salvou minha vida, nem tem ideia! – Ele estava decidido, e também pagou a sua conta. Ele era um cavalheiro à moda antiga que não ia aceitar um não. Ela acabou de aprender sobre como Kuchiki Byakuya era orgulhoso e teimoso. Ele insistia grandemente que ela aceitasse sua cortesia, o que ela fez, e quando se levantaram daquela pequena mesa após ele pagar a conta e dar uma bela gorjeta à garçonete, eles se dirigiam para a saída da cafeteria. Ele estendeu sua mão para que ela o segurasse e ele pudesse ajudá-la a descer as escadas, apenas quatro degraus. O que parecia um cavalheirismo um pouco exagerado era apenas uma desculpa para estabelecer algum contato físico com ela. Ele a olhou de maneira significativa enquanto esperava ela aceitar seu gesto, e foi ali que ela finalmente corou. Ela ainda não sabia lidar com o interesse masculino dirigido à sua inocente pessoa.

– Arigato. – Ela pousou sua mão sobre a dele.

Quando as suas peles se tocaram, pela primeira vez em todo aquele encontro, eles viram nitidamente um clarão azul e amarelo surgir do contato, e se tornar branco como se tudo tivesse se tornado partículas de luz. Uma grande onda de impacto desconhecida percorreu toda aquela cidade, o que gerou um blackout completo. Após o ocorrido ambos se encaravam assustados, sem compreender o que houve, petrificados por um tempo que pareceu infinito. Mas não acabou por aí, tudo escureceu como se o Sol tivesse sido devorado, e um breu completo se instalou.

Aquilo causou pânico em todos, que começaram a sair correndo dali. Ele ligou a lanterna do celular, Orihime sem entender perguntava o que estava acontecendo, também assustada. Byakuya, por ser do clã Kuchiki, manteve a calma. Ele já ouviu daquele evento.

“Eu não acredito... isso não pode ser real! Não pode ser real!”

– Mantenha a calma. – Ele tinha receio em tocar a mão dela então a pegou pelo ombro coberto de roupas. Ela estava trêmula. Ele a encaminhou até um banco onde ela sentou, as pessoas estavam fazendo muito barulho. – Fique aqui.

– Aonde você vai? – Ela pensou que seria deixada sozinha.

– Eu não vou a lugar nenhum, eu estou aqui. – No impulso ela segurou a mão dele novamente, para tocá-lo, saber onde estava, e desta vez não aconteceu nada. Ele a disse para ficar calma, respirar com calma.

– Não parece, mas eu estou calma, o meu corpo é que está reagindo assim. – Ela disse, esforçando-se para conter sua voz.

– Tudo bem, Inoue, eu estou aqui. Vou continuar do seu lado até que isso acabe.

– Obrigada, Kuchiki-san. – Ela falava em japonês, e ele também. – O que você acha que aconteceu? O nosso Sol... ele não pode ter simplesmente sumido desse jeito! – Ela agora revelou um grau mais alto de nervosismo, e ele mesmo estava tentando não pensar naquilo tudo.

– Deve ser algum fenômeno astronômico inusitado, no máximo. Se fosse qualquer outra coisa perigosa, estaríamos todos mortos, então podemos descartar a possibilidade de um buraco negro ou morte estelar.

– Que jeito incrível de acalmar alguém. – Ela disse, rindo.

– Desculpe, eu não sou bom com isso. – Ele estava sentado bem perto dela. Seus celulares lançavam luz sobre seus rostos.

– Tudo bem, você está sendo incrível. Eu é que peço perdão.

E ali eles permaneceram até que a luz voltou àquele lugar, tão inexplicavelmente como tinha acontecido ao desaparecer. Os dois foram correndo para fora e viram o céu azul, aliviados. Ela ficou lívida, como se só então tivesse deixado o seu corpo reagir ao medo que sentira antes.


Notas Finais


1: Profetas também são considerados videntes/ trocadilho com o diálogo de Jesus e a samaritana no poço de Jacó, ele revelou a vida dela contando os podres que ela tinha e a samaritana respondeu “Vejo que és profeta.” João 4: 16 a 19 /Particularmente, eu acho super hilário KKKKKKKKKKK 

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Devido ao meu posicionamento de fé, não tenho intenção em escrever cenas pesadas como antes: sexo explícito, cenas violentas demais e qualquer texto que seja muito, muito pesado. Eu era terrivelmente crua em certas cenas. Não esperem mais esse tipo de coisa de mim, a menos que seja por um objetivo muito específico.


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