História Bios - Capítulo 10


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Categorias Bleach
Personagens Byakuya Kuchiki, Orihime Inoue
Tags Anjos, Bleach, Byahime, Byakuya, Clã, Ficção Cientifica, Nefilins, Orihime, Romance, Tattoonthesky
Visualizações 7
Palavras 3.734
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Mutilação, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 10 - Doloroso Processo


Fanfic / Fanfiction Bios - Capítulo 10 - Doloroso Processo

– O-o que é isso, Byakuya-kun? – Afastaram-se um do outro e ainda assim parecia que um relâmpago branco tinha criado vida e agora girava ao redor deles.

– Eu também não sei, nunca vi algo assim! Tome cuidado! – Ele não estava conseguindo anular aquilo com nenhuma técnica que possuísse.

– Foi assim que eu te toquei, como na primeira vez! – Ele estreitou os olhos. Então ela também tinha percebido? Mas antes que pudesse dizer algo, uma chuva de estilhaços se espalhou pelo apartamento, e o som da destruição ecoou por todo o lugar. Seus corpos foram puxados para fora, no ar, e Orihime estava a-pa-vo-ra-da por estar flutuando. A temperatura era abaixo de zero, e os dois puderam contemplar a presença de uma misteriosa mulher acima.

– Você é a senhora Mackenzie! – Exclamou Orihime, chocada. “Então é ela.” Pensou Byakuya, tentando identificá-la. Ele não sabia nada além do fato de ela ser uma híbrida como o clã Muramasa. De fato, ela parecia um deles.

– A qual casa você pertence, majou? – Orihime se assustou. “Majou”? Então era uma bruxa? Ela viu uma ruga de irritação no rosto de Joise, e Byakuya começou a gemer de dor e parecia ser eletrocutado. Orihime chamou o seu nome em desespero, implorando a ela que não o matasse.

– Insolente e arrogante, o que eu deveria esperar de um deva? – Num movimento extremamente rápido ela o alcançou e segurou pelo rosto, apertando-o. Seu olhar era penetrante e azul muito claro, sobrenatural. – Vocês adoram fazer isso com os outros, então é justo que provem do próprio veneno.

Orihime foi testemunha da mais bizarra e assustadora cena que poderia imaginar, Joise golpeou o peito de Byakuya e sua mão fez um buraco nele. Ela o viu sangrar e teve certeza de que ele ia morrer, no instante seguinte algo como uma ave ou um raio cobalto foi puxado para fora dele, deixando-o imóvel, quando saiu tudo o corpo dele caiu inerte. Orihime se debulhava em lágrimas, seu coração quebrou ao ver o Kuchiki caído e sangrando horrores, a neve abundante amorteceu a queda, mas estava manchada com muito sangue.

– O que você vai fazer comigo? Se afaste! – Era inútil resistir a ela. Não dirigiu uma palavra a Orihime, nada de satisfações. Tudo o que ela fez foi segurá-la e, da mesma maneira que fez com Byakuya, prosseguiu com a ruiva, só que dessa vez introduzindo o ícor dentro dela, que teve uma reação física tão traumática quanto ele. Ao fim, deixou-a cair inerte na neve.

– Vai deixar que ele morra, quanta crueldade. – Eirien surgiu ao lado dela, observando a cena com imparcialidade.

– O próximo será você, se não devolver a minha filha. – Ela voltou para ele seu olhar assassino. – Onde ela está?

– Se você pudesse mesmo me vencer, não estaria fazendo o que eu mando, estaria? – Ela deu um sorriso de escárnio, mas não disse nada. Seu semblante se tornou neutro e ela deu as costas e desapareceu. Os olhos azuis dele voltaram para baixo e viu o pequeno garoto loiro correndo até os dois jovens. Jugram colocou as suas mãos sobre o peito aberto de Byakuya e começou a curá-lo com o seu poder. Orihime ainda não tinha perdido totalmente a consciência. Ela se revolveu na neve e com todas as suas forças esticou o seu braço para tocar a mão de Byakuya.

– Byakuya... kun... me desculpe... eu não... pude ajudá-lo... – Lamentou antes que perdesse a consciência.

Naquela mesma hora, em outra parte da cidade, o clã Kuchiki estava invadindo o esconderijo de Mayumi e Ren. Eles conseguiram rastreá-los usando a leitura da Sode no Shirayuki. Rukia estava no comando do ataque. Eles vieram em peso, estava além do que a dupla de viajantes no tempo esperava! Rukia pairava no ar, coberta de sangue, mas com seu olhar determinado. Seus olhos cobaltos eram trovejantes, e suas seis asas prateadas tão brilhantes dariam inveja em qualquer serafim. Ela conjurava relâmpagos com os movimentos de suas mãos, e os fazia cair sobre seus inimigos. Ren e Mayumi estavam sob uma barreira protetora. Assustada, Tiffany que se encolhia atrás dos dois.

– É como Rohini, Mayumi. – Disse Ren, estreitando os olhos. – Eu não acredito que ela consegue invocar uma estrela real com um corpo tão frágil, mas era o que eu deveria esperar já que ela tinha Formalhault.

– Ela não vai suportar a carga. Mesmo Rohini demorou décadas para ficar pronta para controlar o olho vermelho. – Eles não tiveram mais tempo para se falarem, pois o raio que caiu sobre eles quebrou a barreira, Mayumi conseguiu desviar levando Tiffany, Ren contra-atacou com a Sode no Shirayuki. Ele avançou até Rukia e começou a atacá-la com intenção de matar e conseguiu derrubá-la.

– Desista! Você não é capaz de controlar esses relâmpagos, tudo o que você veio fazer aqui foi morrer.

– Não me importa... o que acontecerá... eu apenas... vou cumprir minha missão! – Ela se impulsionou com seu poder, e o ultrapassou, indo até a refém, mas foi empalada por uma estaca que se formou do chão, atravessando-a. Mayumi liberava sua reiatsu magenta e com simples movimentos de mão era capaz de manipular a matéria ao redor, fazendo-a mudar de forma. – Sua abominação nojenta, eu não acredito que tive o desgosto de ver uma híbrida Sachi-Ara Mitama perante os meus olhos! – Ela se livrou da prisão, e ficou muito enfurecida! A batalha somente se intensificava, toda a paisagem foi destruída ao redor deles, havia somente destroços a um certo ponto. Estavam Rukia e Ren, ambos feridos e ofegantes.

– Por quê? Por que você vai tão longe? O que você pretende? – Perguntou Ren, cuspindo sangue. Rukia, no seu estado igualmente lamentável e acabado o responde:

– Porque... eu quero ir pra casa!... Eu não pertenço... a este lugar! – Ela o atacou com todas as forças que ainda lhe restavam, era muito rápido, tão rápido que não era possível acompanhar com os olhos.– Eu não me importo com a minha vida! Nem com este mundo! Eu sei que no fim vou encontrar a minha liberdade, quando eu puder entrar naquele lugar, no meu verdadeiro lar, por isso... – Ren percebeu tarde demais, que estava sendo levado para uma armadilha! Ela o fez recuar até chegar muito perto da Aramitama, que tinha sido separada da outra terrorista, Mayumi, e dessa maneira Rukia se deixou ser acertada de propósito. Sode no Shirayuki estava cravada em seu corpo. Somente naquele instante ele percebeu sua loucura.

– Não! Se você fizer isso, irá destruir tudo! – Ele gritou, ao ver a reiatsu ao redor dela se multiplicar. Ela estava invocando a estrela. “Como ela consegue controlar dois gigantes ao mesmo tempo e não ser despedaçada no ato?”

– Você é um deva igual a mim, então deveria entender que destruir tudo é exatamente a razão pela qual vivemos! – E então ela removeu a espada de seu corpo e com todo o seu poder perfurou o sacrifício. Eles assistiam à cena perplexos, enquanto a espada liberava a intensa reiatsu, o corpo da Kuchiki caiu ao chão com uma expressão de satisfação. Ela estava à beira da morte. Sode no Shirayuki estava sugando o sangue e o poder da aramitama. Maldição, como ele pode ter falhado daquela maneira? Correu até ela e segurou no cabo da zanpakutou, sentindo a pressão terrível, vendo os relâmpagos vermelhos de reiatsu sendo expelidos de seu corpo, e seus gritos estavam começando a provocar terremotos. Se nada fosse feito, muitas erupções vulcânicas iriam simplesmente começar a acontecer. Ela estava chamando a pedra filosofal do centro da Terra. Mayumi, ferida, se levantou e foi até ele, para ajudá-lo. Não havia nada a ser dito, mas tudo a ser feito.

-

– Após muitos, muitos dias... –

-

Já era primavera. O gelo se foi, a temperatura estava muito agradável, as tulipas estavam radiantes e todas as árvores floridas. O Rio Charles voltou a correr e barcos velejavam sobre ele, pintando a paisagem de branco. A primavera era a sua estação favorita do ano. Gostava de andar com calma pelas ruas e observar o florescer que enfeitava lindamente a cidade. Se não fizesse isso, perderia a magia da vida. Se bem que agora, tudo se tornou literalmente mágico. Muitas coisas aconteceram. Orihime agora estava hospedada e sendo protegida pelo clã Kuchiki, pois o ícor do único filho homem da sacerdotisa estava em seu corpo. Byakuya ainda estava em um estado entre a vida e a morte, e não havia nada que o mudasse. Zoey desapareceu e Naomi continuava sumida. Ela conheceu Mayumi, Ren e aprendeu sobre os objetivos de Eirien, seus propósitos. Para Orihime, ele era um deva que estava tentando forçar uma entrada no reino de cima e habitar em seu lugar original, porém Eirien dizia não crer em tais lendas. Ele queria voltar ao tempo para encontrar o verdadeiro nefilim, segundo suas palavras. Tiffany desapareceu em uma massa de poder junto com Sode no Shirayuki, Ren e Mayumi não conseguiram impedir. Não faziam ideia se ela estava viva ou morta, mas pelos sinais que o céu estava começando a demonstrar, ela poderia muito bem não ter resistido. Orihime não a conhecia, mas sabe que Rowan ficaria inconsolável. E por falar em Rowan, ela ainda não o tinha encontrado pessoalmente. Mayumi e Ren continuavam buscando incessantemente por Eirien, e também por um método de capturá-lo e impedir que o mundo acabe no processo (cancelar o ritual de forja da próxima Kushimitama) mas para isso eles precisavam de algo chamado “Hougyoku” e ninguém tinha ideia do que era isso. Mayumi era simpática e focada, mas Ren parecia não gostar da presença de Orihime e evitava falar com a ruiva. “Pode ser apenas minha impressão” pensava a ruiva. Ela não o entendia. Mayumi dizia que era coisa dele.

Agora, Orihime caminhava com aquele fogo batendo em seu peito. O icor verde era incrivelmente passional e agradável. Estava andando pelo campus em uma área que aparentava não ter nada além de um gramado vasto, algumas árvores e pouco movimento naquele horário. Subitamente foi como se cruzasse uma parede invisível e ela sabia que tinha entrado no território dele. Olhou ao redor, procurando-o, e viu uma mão acenando por trás de uma árvore. Foi até lá. Cada encontro era em um lugar diferente. Inoue se aproximou para ver novamente aquele semblante de sofrimento contido. Ele não conseguia ficar de pé, então ela se sentou na grama, de frente para ele.

– Você está bem mesmo? Parece que piorou. – Ele demorava algum tempo para falar, pois até isso era difícil.

– Bem eu não estou desde aquele maldito sacrifício. – Levou uma mão ao rosto para retirar a franja preta que cobria seus olhos, azuis e muito claros. Algumas vezes eles ficavam brancos como sóis. Era sempre mau sinal. – Foi um icor verde que você recebeu desta vez. Certo, me dê o amuleto. – Ele estendeu a sua mão em direção ao peito dela, sem tocá-la. Puxou a reiatsu com delicadeza para a ponta dos seus dedos, até cristalizá-la em um pequeno navete que parecia uma esmeralda comum.

– Esse é o último, não é? Quando você vai curar o Byakuya? O que mais é necessário para que ele desperte e fique bem? – Ela estava preocupada demais. Ouviu que quanto mais o tempo passasse, menores eram as chances. Até mesmo sussurros infames entre os Kuchikis sugeriam que deveriam tomar o bastardo (o pai da Naomi) de volta aos domínios do clã, que ele deveria se tornar o sucessor do sexo masculino, porque a rainha sempre será Rea Kuchiki.

– Não fique com medo. – Ele guardou o totem em seu bolso como se fosse um objeto casual. Seu cabelo estava cortado na altura dos ombros. – Ela ainda não terminou a forja. Quando isso acontecer, você vai ser capaz de fazer o que eu realmente preciso para poder curá-lo. Se eu tentasse agora, o certo é que eu o mataria.

– Não,isso eu não permitirei! – Ela começou a chorar. Ela se sentia à vontade para lamentar da sua vida insana na presença deste homem misterioso. – Eu não quero que a minha vida acabe em mais tragédia e perdas. – Ele permanecia sério, impenetrável. – Você entende o que eu sinto?

– Eu odeio dizer que sim. Eu entendo.

Orihime ainda teve mais uma aula para assistir antes de ir para a limusine que a esperava na entrada do campus. Tanto luxo e regalo significava apenas uma coisa: ela estaria sendo constantemente vigiada. Porém, esses magos jamais seriam capazes de parar Lady Evelyn. À noite, no jardim japonês que exibia uma explendorosa e florida árvore de cerejeira, Evelyn surgiu como se a segurança daquele lugar inexistisse. Ela era sempre séria e focava. Ela não falava nada além do absolutamente crucial para Orihime. Mesmo que Inoue tocasse nas áreas mais sensíveis.

– Hoje eu encontrei o Dominique. Ele não se sente bem. – Nenhuma reação, como usual. – Por que você não diz nada? Você não se importa com o próprio filho? – Evelyn a olhou fixamente e continuou sem palavras, quando ela começou a andar Orihime se assustou ao ser elevada a muitos metros do chão, e estavam subindo em grande velocidade, acima das nuvens. A ruiva tossiu e sentiu muito frio, pois o ar era rarefeito. O sol poente era perfeitamente visível e pintava o céu de rosa e as nuvens de dourado. Evelyn tinha quatro asas perfeitamente brancas, como nas pinturas, como um anjo idealizado pela mente humana. Era um querubim, bem podia ser Lúcifer. Era bonita e cruel. Ela revelou uma pena negra que trazia oculta ao seu peito. – Isso é a pena de um nefilim!

– Não “um nefilim”, mas “o nefilim”. – Ela fez aquela pena flutuar sobre sua mão envolta em uma esfera vermelha, e então a atirou feito uma flecha no peito de Orihime. Novamente aquela sensação de algo que penetra abrindo uma ferida. Quando seu corpo se assimilou com aquela pena, a reiatsu da híbrida envolveu a ruiva e Orihime não sabe explicar o que foi que houve. Sentiu como se todas as suas entranhas estivessem sendo remexidas, como se o seu corpo virasse um caldeirão de bruxa e dentro dele ela cozinhava alguma maldição poderosa. Ela não acreditava que ainda possuísse pele, que seu corpo não estava disforme, somente o que foi que houve? Orihime sentiu seu corpo pousar na cama no fim de tudo, mas não sabe como chegou ali. Antes que se rendesse ao extremo cansaço, ouviu aquela misteriosa mulher sussurrar na escuridão.

– Sou uma péssima mãe. Eu não suportei a pressão da perseguição, e me deixei ser capturada em um laço que agora só me trás arrependimentos. – Aquilo era chocante, era a primeira vez que a via demonstrar alguma emoção, olhando para a janela como se estivesse vendo sua vida, seus erros. – Eu abandonei aqueles seres frágeis e indefesos... eu não posso apagar o que aconteceu. Toda aquela dor, eu não posso apagar! – Ela começou a verter lágrimas, e se encolhei como se tudo em si também gemesse. – Aquele menino, eu não queria que sofresse. O que eu posso fazer agora que tudo aquilo o atravessou? Não posso apagar a dor que ele teve de ter sido como eu.

Orihime queria fazer perguntas. Orihime queria dizer coisas. Ela também sofria. Ela queria perguntá-la o que fazer para não perder mais nada! Não, corpo! Não se renda agora! Mas, era tarde. Não conseguiu permanecer consciente.

Quando despertou, Orihime se sentia fantástica. “Eu mudei. Algo em mim definitivamente não é o mesmo.” Ela sabia que foi por causa de Evelyn, foi o que ela fez consigo. “Será que era disso que ele estava falando?” Ao sair de seu quarto, encontrou muitas pessoas à sua espera, para uma reunião imediata. Ela encontrou, inclusive, a deusa do clã. Kuchiki Rea. Era a primeira vez que olhava seu rosto e se espantou em como era pequenina, belíssima e tão jovem! Parecia mais uma irmã mais nova para Byakuya do que sua mãe; nem mesmo Rukia conseguia ser comparada em beleza e juventude. Mas o rosto dela era distante e misterioso como Evelyn. Seria coisa de bruxa? Orihime se abaixou mostrando devido respeito, aguardando qualquer espécie de pronunciamento.

– Levante-se, Kushimitama. – Murmúrios. “O quê? Ela está falando de mim?” Os murmúrios se intensificaram, mas sumiram rapidamente, porque Rea fez sinal com a sua mão, e todos se calaram. Orihime se levantou.

– É verdadeiro. A reiatsu dela é como as katanas sagradas da criação. – Disse Sengo Muramasa, o supremo líder do clã que se prendeu à servidão aos Kuchikis. O forjador de espadas mais habilidoso que criou as duas zanpakutous. Oboro se encontrava atrás, com a testa colada ao chão, queimando de ódio por dentro.

 – Nós toleramos a intrusão daquela sacerdotisa inferior porque sabemos que ela conhece o Hougyoku. Uma Kushimitama só pode ser forjada com o Hougyoku. Onde ele está? O que ela fez? – Kuchiki Kouga, apesar de não ser filho direto de Rea, ele era respeitado como o governante da sede japonesa tradicional.

– Lady Evelyn introduziu uma pena de nefilim em meu corpo. Isso é tudo o que sei. – Disse Orihime, e aquilo gerou mais murmúrios. Orihime tinha passado por todo um ritual de purificação e preparação para estar diante de Rea, naquela sala. Ela estava descalça sobre pedras sagradas, e nenhuma cor de vestimenta lhe era permitida, além da cor branca. Era a cor do sacrifício. Aquilo a fazia engolir em seco. Seu cabelo estava de maneira simples atado para cima com uma fita escarlate como viu Byakuya usando várias vezes, para que a identificassem como o receptáculo do icor do príncipe Kuchiki, e não a tocassem, e nem levantassem os olhos para encará-la, mas recebesse o mesmo tratamento que ele, porém sempre sendo vigiada. Quando Orihime mencionou a pena, houve mais murmúrios.

– Não pode ser! – Exclamou Kouga. – Por que algo tão imundo iria-

– Silêncio! – Exclamou a matriarca. Ela olhava para Orihime fixamente. – A purificação do mal resultará na perfeita existência dotada de verdadeira pureza. Não há surpresa alguma, mas ainda assim, olhem para esta falha. – Ela se levantou imponente naquele salão. – Fraca desse jeito, não haverá uso nenhum para nós. Mas ainda assim, eu suportarei tudo o que for necessário para ter de volta meu precioso filho.

Ela encerrou aquela reunião e Orihime se retirou. Ela estava muito nervosa. Trancou-se em seu quarto porque não queria ver a cara de nenhum Kuchiki, esperava ansiosamente para a próxima aula, teria que aguardar o fim de semana passar porque quando não estava no Berklee era a prisioneira dos Kuchikis. Na manhã de segunda teve seu desejum rico e farto e andava por um dos imensos corredores da mansão japonesa, encontrou Muramasa Oboro. Vira-a algumas vezes mas não tinha conversado com ela nenhuma. Orihime jamais podia retirar a fita de cabelo que pertence ao príncipe. Ela tem um pêndulo de ouro imantado com a reiatsu de Rea, e por todo lugar onde ela passa as pessoas são obrigadas a se curvarem ou então serão punidas pela reiatsu. Orihime achava aquilo muito desagradável, porque afastava as pessoas e alimentava o orgulho daqueles que já eram arrogantes. Muitos Kuchikis se achavam os donos do planeta Terra, mesmo não sendo da família principal. Imagine se fossem.

– Hime-sama, por favor conceda-me um minuto. – Oboro estava com o rosto no chão. Inoue não confiava nela, mas se estava disposta a passar por essa humilhação apenas para lhe dirigir a palavra então devia ser algo sério.

– Diga o que quer, e por favor, levante-se. – Com a permissão concedida, Oboro apenas levantou seu rosto e a fitou.

– Eu tenho uma proposta para você. Se me contares o segredo do Hougyoku, então eu posso conseguir que você chegue até o lugar onde o Byajuya-oji-sama se encontra. E então, o que me diz? – Ela ofertou com um sorriso maquiavélico. Orihime petrificou. Era o que ela mais queria! Não pôs seus olhos sobre Byakuya sequer uma vez, era obrigada a se contentar com o que diziam a si sobre o estado dele.

– É claro, eu quero! Mas como isso será feito? E que garantias me dá de que eu posso confiar em você?

– Não se preocupe, eu prepararei tudo. – Ela disse, com um sorriso misterioso. – Se você quer uma prova de que estou falando sério, encontre-me no auge madrugada sob a cerejeira morta no meio da floresta de bambus. – Ao dizer Orihime recebeu um sinal de que era a sua hora de ir e passou por ela, que permaneceu em sua posição até o momento que a ruiva desapareceu de sua presença, indo até a faculdade.

Ele teve dificuldades em se aproximar de Orihime. Mesmo de longe, aquela presença era evidente. O que aquela vadia estava querendo? Por acaso era uma provocação? Se preparou mentalmente sentindo toda a tristeza do mundo o esmagando, até entender que no fim isso sempre seria mais forte do que ele. Não podia perder tempo. Chamou-a com um assobio e ela o viu através da barreira de espelho. Estava mais forte. Estavam forjados, os dois. Ela se aproximou sorridente mas notou o seu semblante profundamente melancólico. “O que houve?” “Nada.”

Ele retirou um totem de Orihime, mas ela percebeu que este era vermelho, não era como os outros. Ele chorou demais, e ela nunca o tinha visto verter uma lágrima, mas fazia seu descomunal esforço masculino para segurar o que não era capaz. – A quem pertence isso? – “Ao amor da minha vida.” Orihime ficou com várias estrelinhas ao seu redor. Quem era? Qual o nome? Conte a história! Mas não obteve nada além de um “não se meta, feiosa”. É isso, ele não gostava da sua cara. Ele dizia que o lembrava a mulher que mais odiava na terra. Nada animador, com certeza. Depois de uma misteriosa despedida prometeu-a que em breve a procuraria de novo, que não iria ter que esperar mais. Isso foi perfeito! Essa frase compensou todo seu sofrimento. De madrugada, quando chegou ao auge, Orihime saiu de seu quarto vestindo a yukata, e foi até à floresta de bambus, preparada artificialmente para imitar a sede japonesa. Lá, ela encontrou Muramasa Oboro, com um misterioso brilho no olhar, e segurando uma katana. Inoue a perguntou o que era aquilo.

– Essa é a Senbonzakura, é a katana do Byakuya. Com isto, você poderá vê-lo. – Ela disse, virando-se para a árvore enquanto Orihime desembainhava aquela espada, admirando seu brilho. – Toque nesta árvore com essa espada. – E quando assim fez, Orihime viu um selo de kidou se revelar sob os pés das duas. – Bakudou Kuukanten’i! – Um flash intenso de luz verde as envolveu com um turbilhão, e quando Orihime abriu seus olhos estavam em outro lugar.



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