História Bios - Capítulo 11


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Categorias Bleach
Personagens Byakuya Kuchiki, Orihime Inoue
Tags Anjos, Bleach, Byahime, Byakuya, Clã, Ficção Cientifica, Nefilins, Orihime, Romance, Tattoonthesky
Visualizações 12
Palavras 3.596
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Mutilação, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 11 - Colisão, Resgate e o Selo...


Fanfic / Fanfiction Bios - Capítulo 11 - Colisão, Resgate e o Selo...

Era um ambiente completamente diferente. Orihime olhou à sua volta espantada! Mas o mais importante, Byakuya estava ali! Deitado sobre uma plataforma, cercado de selos de kidou, equipamentos mágicos, uma mistura de tecnologia com poderes misteriosos. Orihime tentou ir até ele, porém se via impedida por uma barreira.

– Me deixe ir até ele, por favor! – Suplicou à Oboro.

– Primeiro, você me diz, o que é que aquela majou fez com você? Como ela foi capaz de te forjar até se tornar uma Kushimitama? – Oboro mudou completamente de semblante. Seu rosto revelava fúria, segurou Orihime pelo pescoço. – Estamos numa área completamente isolada, o poder dessa fita de cabelo não irá me ferir enquanto permanecermos dentro do selo de distorção espacial. Diga-me logo! – Ela estava completamente alterada. – Aquela maldita é uma híbrida como eu, não deixarei que ela forje uma espada melhor do que a minha! O que foi, Hime-sama? Não vai me contar?

– Eu não tenho nada além do que já foi dito para te falar!

– Mentira! Você está escondendo de mim! – E ela atacou Orihime. A fez se machucar e agiu com violência, descontando nela a sua humilhação, de ter sido preterida pelo príncipe, de ser obrigada a se curvar diante de uma imunda com sangue sujo de asuras, de ter seu orgulho massacrado ao ver outra pessoa conquistando e produzindo uma forja mágica melhor do que a sua. Havia tantas coisas que odiava sobre Inoue Orihime! Ela podia apenas morrer e levar seu querido Byakuya para o inferno junto com ela! Oboro arrancou aquela fita irritante dos cabelos ruivos e colocou em si mesma. – É assim que deveria ser. É assim que teria sido se você não tivesse aparecido! Ajoelhe-se!

Inoue correu. Mesmo que tivesse poderes, não saberia como usá-los. Ela era uma pessoa anti-violência e não fazia questão de se envolver em brigas, por isso se tornou alvo fácil! Estava óbvio que aquela mulher queria destruí-la.

– Sua insolente, como se atreve a correr? Você deveria lamber meus pés! Já que você não quer revelar coisa alguma, pelo menos poderei brincar com você até que minha ira diminua um pouco! – Dizia Oboro enquanto a perseguia e a atacava com golpes de hadou byakurai. – Quer brincar de caça e caçador? Muito bem, corra que será mais divertido!

– Pare com essa loucura, quando a grande sacerdotisa descobrir acha que não vai ser punida?

– Aquela velha maldita pode apenas ir para o inferno também! Eu não me importo com os Kuchikis! Tudo o que eu quero é forjar a arma suprema, então por que você não desembucha de uma vez e me conte qual é o segredo daquela bruxa? – Ela lançou um soukatsui que passou de raspão pela ruiva, mas explodiu a parede atrás de si. Ela foi muito ferida pelos estilhaços, um corte imenso abriu em suas costas, sangrava abundantemente, mas se levantou sendo capaz de resistir mais do que esperava. Foi capturada com bakudou nº 4: Hainawa. O chicote-relâmpago amarelado a prendeu e não havia nada que pudesse fazer para se soltar, então por pura maldade Oboro ficou brincando com o corpo de Orihime, fazendo-a se chocar contra todas as superfícies, com total intenção de acabar com ela. Gargalhava feito uma doida. – O que você acha disso, está gostando, Hime-sama? O melhor tratamento estético de todos! Você vai ficar deformada quando eu acabar!

“Droga, eu tenho que sair daqui! Eu preciso chegar até Byakuya! Eu só quero chegar até ele!” Quando foi lançada ao chão ela reagiu rapidamente, segurando o chicote de kidou, dando um puxão que derrubou a conjuradora. Orihime se surpreendeu com a sua força, mas não perdeu um segundo sequer. Assim que o kidou foi cancelado ela correu até Byakuya, sua yukata branca estava manchada de sangue, mas ignorava todos os seus ferimentos.

– Você não vai fugir, Inoue Orihime! – Na queda ela ganhou um ferimento no braço que só a fez mais louca de raiva. – Eu já decidi, vou acabar com você! Depois disso fugirei e vou me camuflar com esse feitiço do laço, mas definitivamente você vai morrer hoje! ‘Salpique os ossos da besta! Torre afiada, cristal carmesim, círculo de aço. Mova-se e faça o vento. Pare e traga a tranquilidade. – Ela corria com shunpoo atrás de Orihime, nunca a deixando sair de seu campo de visão. A ruiva no desespero não sabia para onde estava indo, porém chegou em um beco sem saída, havia somente uma grande parede atrás de si, e aquela maldita barreira! Oboro tinha os olhos e o sorriso maligno em seus lábios, a reiatsu ao redor dela se concentrava com intensidade. Iria matar aquela vadia! Inoue ainda tentou correr mais um pouco, tomando uma rota alternativa, seguindo por um dos corredores da bifurcação em T na qual estava. – ‘O som das lanças hostis preenche o castelo vazio!’ – Era isso, conjuração completa! “Corra o quanto quiser, pois você definitivamente vai morrer com isso!” – Hadou nº 63: Raikohou!

A massiva rajada de reiatsu amarela foi lançada contra Orihime, incrementada com milhões de raios e completa intenção assassina. Aquele poder desintegrou as paredes, o chão e o que quer que ficasse no caminho, atingindo seu alvo em veio. Oboro começou a gargalhar certa de que tinha matado a ruiva mas uma comoção diferente a alarmou. Seu Raikohou foi cortado ao meio por uma lâmina, dividindo-se em dois e destruindo os obstáculos e a barreira que estavam atrás de Orihime. Uma posição firme de alguém treinado nas artes da espada, um olhar penetrante e brilhante com a cor azul cobalto, o azul dos puros devatas. O semblante dela estava diferente e frio, com uma cortante convicção. “Quem é esta pessoa? Esta não é Inoue Orihime.” Oboro suou frio. Parecia até...

– Quem é você? – Ela exclamou, porém a barreira tinha sido quebrada, os cientistas e magos descobriram a invasão. Droga, não havia tempo a perder! Se fosse capturada, seria seu fim! Oboro fugiu, deixando Orihime para trás. Para Inoue foi como sair de um transe. Ela não se deu conta do que houve, nem sabe com detalhes, somente que seu corpo tinha se movido sozinho e então ela virou e... onde estava aquela mulher? E aquele grande poder? Ouviu vozes atrás de si e quando virou seu rosto algumas pessoas se assustaram, pois sabiam que não deveriam desrespeitá-la, isso a deu alguns segundos para que pudesse ir correndo até Byakuya, pois ele estava ali, no centro.

– Ela não carrega o selo da família real, vamos capturá-la! – Disse um deles, então aquelas pessoas se lançaram contra a ruiva para a prenderem, porém ela resistia e chamava pelo Kuchiki.

– Byakuya! Byakuya! Ouça-me, por favor! Abra os seus olhos! Eu finalmente consegui chegar aqui! – Ela chorava muito e de alguma maneira se livrou daquelas mãos, deixou cair a espada e quando o alcançou, o abraçou. – Por favor, mexa-se, dê algum sinal, me deixa saber que ainda está vivo, por favor! – Ninguém teve compaixão de suas súplicas ou lágrimas, ela foi acorrentada por kidous e estava sendo impiedosamente arrastada para longe dele, aos prantos e gritos. A espada que estava caída no chão começou a liberar uma reiatsu magenta, e liberou sozinha a shikai. Uma muralha de pétalas de cerejeiras se materializou naquele salão, cercando Byakuya e Orihime e os separando dos outros, anulando todos os kidous. Orihime ao se ver livre não entendia a razão, quem tinha usado aquele poder?

– Levante-se, não fique aí igual a uma mosca morta, feiosa. – Ela se assustou muito com aquela voz, especialmente porque tinha falado junto ao seu ouvido, por trás dela.

– Credo, pare de assustar os outros, assim você parece um espírito das trevas!

– Segundo o clã Kuchiki, é isso o que eu sou. – Ele a ajudou a se levantar e ela o perguntou como foi parar ali, o que estava acontecendo. – Já que você tem me ajudado por tanto tempo, agora está na hora de cumprir a minha parte no trato. Não me pergunte sobre isso, okay? – Ele repeliu a curiosa mão de Orihime que estava acariciando sua comprida trança negra para ver se o cabelo era verdadeiro ou falso (quem cresce tanto um cabelo em apenas algumas horas?) eles adquiriram uma certa intimidade que chegava a tal ponto.

– Por favor, Edros-sama, cure o Byakuya! Eu não aguento mais ficar sem ele! – Ela voltou a se desmontar em lágrimas. Ignorou o fato de que ele não explicou como tinha chegado ali.

– Arruma essa cara, não vai querer que ele encontre uma menina catarrenta com a cara vermelha quando ele acordar, ou vai? – Ele disse, com um sorriso misterioso. Ela limpou o rosto o melhor que pôde. Estava muito pior do que ele narrava, estava cortada, suada, descabelada, completamente desalinhada e com roupas sujas e rasgadas. Mas nada disso era importante. – Só me deixe avisá-los, os dois. – Edros começou a falar conforme uma luz azul emanava de Orihime, comum quando Edros removia dela totens de ícor. Mas, dessa vez era a ferida do Kuchiki que estava emanando aquela reiatsu. – Essa não será a última vez que irão me ver. Senbonzakura!

A espada selou a shikai sobre o corpo desacordado do Kuchiki, e estava sendo claramente manipulada por aquele intruso estranho. Antes que Orihime pudesse sequer protestar, ela fincou diretamente na ferida mortal de Byakuya. Orihime deu o grito mais desesperado da sua vida, e o maldito só se deu ao trabalho de explicar depois que o coração dela já estava saindo pela boca:

– O ícor dele já está assimilado ao seu corpo, então a única maneira para que ele viva é colocando um novo no lugar, que tenha a capacidade de curar e regenerar. Mas em troca disso... – Seu olhar ganhou notas de um prazer cruel e maligno conforme aquela reiatsu magenta fazia um redemoinho naquela imensa sala, espantosamente forte, terrivelmente abominável. Os Kuchikis, todos, observavam em choque seu príncipe se tornando a pior das abominações. – Ele viverá marcado como um alvo a ser exterminado, será um renegado de seu próprio clã. – O olhar do mago se voltou para Orihime. Ele nunca esteve tão, tão parecido com Lady Evelyn. – Serão capazes de suportar?

Uma veloz nuvem de lâminas de pétalas de cerejeira passou por ele o ocultando, e ele já não estava mais ali. Inoue contemplava, maravilhada, o ferimento de Byakuya sendo regenerado por aquela reiatsu rosada, e o vento ao redor deles diminuía. Porém, os subordinados não ficariam quietos. Iriam ter uma rápida resposta: matariam Inoue Orihime e o príncipe Kuchiki Byakuya seria executado, pois para ele Byakuya já estava morto, agora ele se tornou um híbrido Sachi-Ara Mitama, uma mistura entre deva e asura. A reiatsu das zanpakutous são capturadas de seres vivos que foram mortos para forjarem as espadas, e muitas vezes os inimigos foram utilizados nessa forja. E agora, a reiatsu de vários híbridos Sachi-Ara se tornou o novo icor, o sangue espiritual de Kuchiki Byakuya. Inaceitável.

Inoue viu as pálpebras dele se mexerem e correu até ele, chamou pelo seu nome, porém novamente ela foi capturada, ela sentiu correntes, mãos a prenderem e espadas a tocarem, prontas para a retalharem. Viu seu amado Kuchiki ser envolvido por aquelas pessoas crueis.

– Não, parem! Ele está ferido, seus covardes, deixem-no em paz! – Ela sentiu um desejo tão forte de ter poder para parar tudo aquilo que antes que eles conseguissem executar seu Byakuya um escudo branco instintivamente se projetou ao redor dele, e ela emanava a mesma reiatsu estranha, misteriosa, ou “Kushimitama”.

– A minha lâmina não o alcança! – Disse um dos executores.

– Não perca tempo, aumentem a força e matem-no, cada segundo de vida dele é uma desgraça para nós! – Orihime esperneava tanto que eles a espancavam para que ela ficasse quieta, tanto atacaram que conseguiram por fim quebrarem o escudo que o envolvia. Aquilo deu pânico em Orihime. Ela rodou a baiana. Conseguiu se liberar de kidous e o que mais tivesse a segurando. Foi correndo e passou voando por cima de Byakuya numa digníssima voadora improvisada, pulou em cima de todo mundo, mordeu, puxou cabelo, arranhou a cara, fez o que deu para poder pará-los.

– Droga, essa mulher é irritante! Vamos matá-la primeiro! – As veias estavam saltando nas cabeças deles, assim como os galos de cascudos estavam doloridos, eles se aglomeraram em volta dela e a espancaram, se livrariam dela primeiro. Porém nesse tempo de distração, não perceberam que Byakuya tinha despertado completamente.

“O que... o que está havendo?” Ele ainda estava desnorteado, porém ao ouvir o grito de Orihime todos os seus instintos de combate despertaram. A pressão espiritual daquele lugar se tornou subitamente sufocante e furiosa, todos os inimigos foram simplesmente varridos pelas lâminas de cerejeira, para longe dela. Quando olharam para ver de onde tinha vindo aquela pancada, encararam incrédulos Byakuya, completamente são, os fitando com ódio.

– O que significa isso? – Ele disse em baixo tom de voz, diante do silêncio absoluto de todos. – O que vocês pensam que estão fazendo contra Inoue Orihime? Quem lhes deu ordem? – O silêncio era completo da parte deles, porém Orihime irrompeu em lágrimas mais uma vez, lançando-se sobre ele, o capturando em um abraço.

– Byakuya, você voltou! Voltou pra mim! Eu estou tão feliz, tão feliz! – Ela chorava copiosamente sentindo o mais completo alívio. Não havia mais medo, não havia mais angústia, não havia mais nada. Sentir os braços dele a envolvendo calorosamente era simplesmente o paraíso. Ouvir a sua voz, sentir as batidas de seu coração vivo, ela nunca pensou que coisas tão simples seriam capazes de deixá-la completamente feliz.

– Orihime... você está muito ferida! – Ele exclamou ao ver suas mãos ensopadas com o sangue de seu grave ferimento nas costas. Contemplou o rosto dela que estava deveras exaustos, com olhos roxos e cheia de sinais do seu abatimento e do abuso das pancadas. Mas ainda assim, um sorriso radiante, um brilho inconfundível de prazer por poder, simplesmente, vê-lo.

– Eu não me importo... com os ferimentos... eu só quero que você saiba que, depois de tudo... tudo... eu só pensava no que você me disse... nas suas palavras... naquela declaração... – Lágrimas de emoção rolaram pelos olhos dela, enquanto ela o tocava, fitava o semblante dele de espanto, de surpresa. – E eu quero viver isso... eu quero ser sua... e ficar com você. Só com você, Byakuya. – Ela selou a sua confissão com um beijo casto nos lábios dele, um ósculo. E depois disso, sua mão caiu flácida ao lado do corpo, ela perdeu a consciência pela severa hemorragia, e ele a segurou, uma boneca frágil e enfraquecida, completamente ferida.

– Orihime... Orihime! Seus... Eu não os perdoarei! Nunca! – A fúria borbulhava para cima em seu peito como um vulcão que entrava em erupção, era definitivamente muita informação para quem acabou sair do coma, mas era o bastante saber que sua amada foi ferida, era o bastante para o enfurecer e se tornar uma besta vingativa.

Enquanto sua amada confessava e ele seu amor, as víboras ardilosas conjuravam juntas um bakudou de aprisionamento nível 90, Kurohitsuji, porém com um único movimento de mão Byakuya foi capaz de quebrá-lo. Ele percebeu que tinha o poder da Senbonzakura em si. Não sabia como, mas agora nada interessava além de salvar Orihime, e para isso precisava abrir o caminho. Atacou e subjugou seus inimigos com o poder da zanpakutou, criando várias espadas de reiatsu que aprisionaram aqueles malditos. – Vocês hoje apenas viverão porque eu amo essa mulher, e eu sei que ela ficaria triste se soubesse que eu tenho o sangue de outras pessoas nas minhas mãos. Lembrem-se disso, inúteis. – Ele dizia, enquanto atravessava aquele lugar, carregando-a em seus braços. Porém, voltou seu olhar impiedoso para aqueles malditos deixando um aviso – Se a tocarem novamente, não terei piedade.

Byakuya correu com shunpoo procurando uma saída, na impaciência criou um caminho ele mesmo: para cima, destruindo qualquer espécie de obstáculo. Do lado de fora encontrou um céu noturno estrelado com algumas poucas nuvens. A temperatura estava agradável. “Já é primavera? Quanto tempo se passou?” Estava no ar, olhando ao redor tentando se localizar. Estavam em uma cidade pequena, há quilômetros da metrópole, em uma das bases secretas de pesquisa do clã. Era completamente isolado! Droga! Não havia tempo a perder!

Byakuya pousou na mata e começou a correr ao sentido sudoeste, a direção para a qual viu algum sinal de civilização. Ele estancou os ferimentos dela no improviso e tentava curá-la com seus poderes. Não sabia se ia dar certo, mas não podia parar de correr, a vida dela dependia disso! Quando conseguiu encontrar um posto de saúde de uma vila, descobriu que o machucado dela estava muito mais fechado do que esperava! Ficou com aquilo na cabeça. “Serão meus novos poderes?” Olhava as próprias mãos enquanto ela estava sendo tratada por enfermeiras. Os dois estavam vestidos como perfeitos japoneses tradicionais. O chefe do plantão chegou mandando a real pra ele: diga o que aconteceu, já chamamos a polícia. Casos assim eram claros de violência, então eles tinham a obrigação social de lidarem com isso conforme a lei. Byakuya disse que foram espancados por uma gangue relacionada à Yakuza. Que eles tinham uma base secreta há alguns quilômetros. Assim que conseguiu despistar os plantonistas ele pegou Orihime e fugiu dali, porque não queria se envolver com polícia, burocracia e a fins. Mal o Kuchiki tinha saído da vila quando topou com um rosto conhecido.

– Acho que vocês dois precisam de ajuda. Querem uma carona? – Disse o homem com seu sorriso maroto, recostado num Porshe preto.

– Quem é você? – Perguntou Byakuya, na defensiva.

– Não somos inimigos. – Interveio a ruiva, e o Kuchiki estremeceu com o quão parecida ela era com Orihime! Julgou ser alguma parente.

– Você é uma Inoue? Como se chama? De onde vieram? Por que você roubou a Sode no Shirayuki? – Falava com Ren.

– Calma, calma, são muitas perguntas ao mesmo tempo! – Respondeu o moreno.

– Por favor, venha conosco, precisamos tratar dela urgentemente. – Mayumi se adiantou ajudando a acomodar a ruiva no carro e Byakuya se sentiu muito feliz por estar se locomovendo feito um ser humano normal, no incrível conforto de um carrão. Às vezes o natural é melhor do que o sobrenatural.

– Vocês tem alguma relação com o clã Kuchiki? – Perguntou à Ren.

– Sim. – Ren respondeu. – É uma história muito longa, não pergunte detalhes agora. Mayumi, você não acha que deveria ficar atrás?

– Não. Eu não sei lidar com esse icor, se eu errar irei feri-la mais. Ele conseguiu porque o icor dele está no corpo dela.

Byakuya desistiu de fazer perguntas. Ele acariciava o rosto de Orihime inconsciente, e tentou mais uma vez, com a sua reiatsu, curar seus ferimentos com kidou de cura. Ele notou que ela estava saindo magenta, e não cobalto. Olhou para sua própria mão com espanto. “Minhas propriedades foram completamente alteradas! Essa pressão espiritual, é como se eu tivesse me tornado Senbonzakura!” Ele se lembra do dia em que esteve na biblioteca. Dos arquivos de indivíduos registrados e capturados pelo clã. “Eu me tornei um híbrido! E o da pior espécie para o meu clã!” Por serem tão raros ele não sabia quais eram as propriedades daquela reiatsu, mas ficou maravilhado ao ver os ferimentos de Orihime se fecharem com a ação do seu poder. Abominação ou não, ele não rejeitaria aquele poder! Porém tal habilidade certamente consumia muito de suas forças.

– Agora você é uma abelha. – Disse a ruiva extremamente parecida com Orihime. – Você cura e constroi.

– O que isso significa? Você conhece esses poderes?

– Sim, eu conheço. Porque nós dois somos iguais. – E então ela colocou a mão para fora da janela do carro, e Byakuya percebeu que estavam indo em direção a uma pequena ponte quebrada. Chocado, ele viu a reiatsu magenta dela escapar de seu corpo, e então as pedras, a poeira, as coisas ao redor se moldavam com a ação de seu poder sendo transformados uma perfeita ponte, reparada, como se nunca tivesse sido destruída, e o carro passou por ela. Os olhos arregalados de Byakuya contemplaram aquele milagre , e ainda ficaram encarando pela traseira.  Ren riu. Como o Kuchiki era ingênuo e inocente...

– Vamos repousar em Cambridge, não fiquemos tão em baixo dos narizes Kuchikis. – Sugeriu Mayumi. Eles deixaram Byakuya e Orihime em um quarto desocupado na república universitária de Harvard, que era justamente ocupado por Zoey antes de ela ter se mudado. Não havia roomates ali. “É melhor permanecerem em um local público, evita um ataque imediato dos Kuchikis.” Byakuya concordou. Mayumi deu um banho em Orihime e trocou as roupas dela, Byakuya olhava o calendário e se atualizava. Ele ficou quase um mês inteiro em coma! Chocante! Ren trouxe alimentos e ia ficar de patrulha ao redor, só por precaução, e Mayumi o atualizou das coisas mais relevantes para o momento, deixando Byakuya de queixo caído a cada frase dita.

– São muitas informações, mas eu prefiro dizer algo somente depois que ela acordar, então peço que descanse o seu corpo e sua mente por este tempo. – Já tinha amanhecido, mas estavam exaustos. Ela o deixou a sós com Orihime naquele quarto e ele não conseguiu pregar o olho pensando em quanto sofrimento ela deve ter passado todo aquele tempo. Descobriu um assoalho solto no chão e o retirou. Encontrou um diário escondido com o nome de Zoey. “O universo inteiro está conspirando.” Deduziu. Ele definitivamente o leria. Informações são necessárias. Mas antes que pudesse abrir aquilo, ouviu a voz de Orihime, aquilo imediatamente fez o mundo se resumir a ela.

– Byakuya... – Ele se voltou para a ruiva e foi até ela imediatamente e a abraçou. – Como eu sonhei com isso!

– Shh... não diga nada. Apenas sinta. – Ele disse, a olhando nos olhos, e então a capturou em um longo beijo...



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