História Bios - Capítulo 5


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Categorias Bleach
Personagens Byakuya Kuchiki, Orihime Inoue
Tags Anjos, Bleach, Byahime, Byakuya, Clã, Ficção Cientifica, Nefilins, Orihime, Romance, Tattoonthesky
Visualizações 16
Palavras 3.234
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Mutilação, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - Friendzoned


Fanfic / Fanfiction Bios - Capítulo 5 - Friendzoned

Orihime chegou em seu quarto com o coração quase a palpitar, seu rosto corado. Um abraço era um contato muito íntimo para uma japonesa como ela, mas soube lidar com isso bem em relação às mulheres, mas já um homem a abraçando, era meio... ela ficava de cabelos em pé, seu corpo tinha as mais diversas reações, algumas nada puras!

– Tudo bem, eu sou uma mulher, isso é normal, é normal...  – Ia ter que aprender a lidar com isso uma hora. Ouviu a ducha ligada, com certeza era Naomi. Foi até o quarto terminar de desfazer suas malas. Tinha se mudado para ali há apenas dois dias por insistência de Naomi. Orihime acabou aceitando porque ficaria economicamente mais em conta, o lugar era lindo, mais perto da universidade e teria a companhia de sua queria amiga! Só teve a ganhar.

Depois de ter tomado banho na suíte (casa com mais de um banheiro é um máximo) em que estava, foi até a sala onde encontrou Naomi deitada pensativa sobre o sofá branco, mas as pernas e os braços cruzados. Orihime já sabia que havia algo de não tão agradável em sua mente, pois esta era a linguagem corporal dela.

– O que há?

– Muitas coisas. Mais de noventa por cento eu nem posso falar. – Ela disse, sinceramente anda olhando para o teto com seus olhos verdes e claríssimos.

– Pelo menos essa pequena parte que pode ser dita eu vou ouvir? – Orihime se sentou ao lado dela, vestida com meias sete oitavos e agasalhos quentinhos. – Conta pra mim! Você e o Byakuya me deixaram de fora, não é justo! Eu mereço saber um pouquinho! – Ela choramingou de maneira muito fofa, o que fez a outra sorrir e apertar suas bochechas dizendo como ela conseguia ser tão “kawaii” daquele jeito!

– Em comparação a você eu pareço um cacto. – Ela comentou com grande divertimento, e Orihime disse que ela era incrível e não havia nada de errado com sua personalidade.

– Claro que sou incrível, o sal da terra dá sabor à vida! – Ela era tão convencida, mas incrivelmente não havia nada de ofensivo em sua postura. Isso era um dom para poucos! Naomi sempre a fazia rir. Mas a ruiva observou ela se deitar e permanecer séria como antes. – Você acredita nas coisas que eu falo sobre Deus?

– Eu entendo a sua posição, mas eu também tenho as minhas.

– Então não adianta te dizer. – Ela continuava impenetrável olhando um ponto fixo qualquer.

– Você não saberá se não tentar.

– Coincidências não existem. Eu não acredito nisso, nem vou acreditar. Você acha que foi proposital conhecer Kuchiki Byakuya?

– Eu não pensei nisso... Mas acho que entrei na vida dele na hora certa. Ele precisa de alguém para não se perder. – Ela disse honestamente, lembrando-se de como o tinha encontrado no cemitério, afogado em tormento. Ela observou Naomi sorrir de canto, sem parar de olhar para cima.

– Bobinha. Isso não é nem cinco por cento do que aconteceu com esse evento.

– Então me mostre. O que aconteceu? – Orihime queria entender também. Ela tentava frequentemente não pensar sobre o dia da conferência, o colapso que teve na escada, os olhos de Rowan... “Minha alma... como pode ser?” – Você acha que uma única alma pode habitar dois corpos diferentes? – Ela acabou perguntando sem conseguir se conter. Aquilo a estava perturbando.

– De jeito nenhum. A alma depende do corpo para nascer, portanto cada alma é exclusiva ao corpo que habita.

– E o que você faria se encontrasse alguém que fosse a sua alma? Mas fora de você? – Ela perguntou olhando fixamente para os olhos verdes. Naomi se sentou e ficou de frente para ela.

– Eu saberia que não é a minha alma, mas um fenômeno peculiar. Talvez, seja alguém a quem eu esteja ligada, mas não seria eu. – Orihime permaneceu em silêncio quanto a isso. “Eu não sei mesmo o que houve então sequer posso julgar o que ela diz.”

– Entendo. Mas e você, diga-me do que estava falando. Eu quero saber. O que tem a ver o Kuchiki com seu humor?

Naomi a encarou de volta cogitando se seria plausível dizê-la algo e agradeceu mentalmente o fato de ela estar sentada. – Eu também sou uma Kuchiki. Tecnicamente. – Orihime ficou a encarando fixamente. Depois de piscar os olhos algumas vezes, pediu para ela explicar exatamente o que aquilo significava. “Você é japonesa?” – Não! Calma! – Ela teve que criar distância antes que a ruiva deitasse em cima dela por ter chegado tão perto como se isso fosse de alguma maneira arrancar as verdades que queria saber. – Eu sou americana mesmo, de japonês só sei “Kawaii” e “arigato”! – Ela se ajeitou com almofadas em seu colo. – É uma longa e complicada história...

– Que bom que estamos morando sob o mesmo teto agora, tenho todo o tempo para ouvir! – Orihime estava quase explodindo de curiosidade. – Bem que eu achei vocês dois muito parecidos! São idênticos na aparência!

– Eu sei. Eu tive que admitir quando vi a cara dele. Você diz isso porque não viu o meu pai. Eles são quase clones, só que meu pai também é loiro. – Orihime pediu para que ela partisse logo para a parte em que ela explica essa história inteira, sem dar voltas! – Há coisas que eu não posso falar. Mas meu pai é irmão do Byakuya. Só isso é o que interessa ser dito. O Byakuya nem deve sonhar com isso. Mas a casa em que ele está morando agora é do meu pai, e não dele. Eu admito que foi engraçado ele achando que podia me expulsar de lá. Sabe de nada, inocente! – Ela se recostou no sofá e Orihime achava aquilo tudo muito incrível. Era muita coincidência! Mas Naomi não cria em coincidências. – Meu pai foi rejeitado pela mãe depois que o Byakuya nasceu. Ela tentou procriar um macho para dar continuidade ao sangue, porém teve que se submeter a se unir com uma pessoa de outra casa, e teve um filho. Mas, após uma nova tentativa ela conseguiu um menino saudável e não precisava mais do papai. Ele queria muito se ver livre do nome “Kuchiki” então diz que não se importou. Mas eu acho sacanagem.

– Pobrezinhos, eles nunca foram amados como filhos, mas sempre tratados como coisas que serviriam a propósitos do qual eles não tinham como escapar. Posso imaginar então como que a alma de Byakuya chegou a tal ponto. – Disse Orihime, com os olhos cheios d’água. Naomi sorriu.

– Você é um anjo de compaixão, não é? Não tome a dor dos outros sobre seus ombros. Você não é Jesus, não vai conseguir fazer isso.

– Essa mulher pelo menos sabe que o filho que tanto se esforçou para ter estava a ponto de se matar? – Exclamou a ruiva, com notas de revolta em sua voz. Ela não a conhecia para julgá-la, mas aquilo era horrível!

– Existe muita dor nessa vida. – Naomi se levantou e foi até a janela, observou a paisagem da noite límpida, sem nuvem nenhuma, e congelada lá fora. – Mas eu começo a compreender que eu tenho a missão de atar alguns nós que ficaram soltos. Mas eu não sei como fazer isso. Eu tenho medo da reação deles, de que catástrofes virão.

– Deles quem? O que é este peso que está em seus ombros? Não me esconda nada, ainda que eu não entenda, revele pra mim. Eu quero ajudar e também quero saber o que há comigo, não me deixe de fora!

– Boas intenções somente não produzem resultados excelentes. Mas eu acredito que você vai acabar caindo de cabeça em tudo isso. Eu só não quero ser a responsável. – Ela então se voltou para Orihime e a abraçou afetuosamente. Insistiu que ela ficasse ali para protegê-la. Mas sabe bem que não é onipotente e não pode fazer coisas que só Deus faz. “Socorre-nos e endireite nossos caminhos, porque acabamos de entrar no vale de trevas.”

Elas foram dormir cada uma em seu quarto e Orihime respondia as mensagens que recebera, e também conversava com Byakuya nos dias que não se viam. Ela gostava de manter contato para estreitar o relacionamento e para que ele soubesse que podia mesmo confiar nela. Estava tentando convencê-lo a participar de reuniões abertas feitas para soldados em reabilitação, um momento de música, lazer e trocas. Ela acredita que ia fazê-lo bem. Ele não era um soldado, mas lidou com a morte como aqueles homens. Os dias passaram com alguma correria, mas o fim de semana veio trazendo eventos para socializar. Ela ia cantar em um bar restaurante com música ao vivo e convidou Byakuya para ir com seus amigos visitar o lugar, se ele sentisse vontade. Como o lugar tinha um estilo country ela iria cantar blues, levou seu violão e colocou suas botas de cowboy, jeans e armou o cabelo pra cima no melhor estilo texano que conseguiu e no fim ficou satisfeita com o resultado ao jogar no corpo uma jaqueta de couro parda.

Quando estava lá para fazer seu trabalho ela procurou pelo moreno, mas já era hora do show então a banda começou a tocar, começando pelo solo de gaita, ela já puxou o ritmo com o violão e a noite seguia. Byakuya chegou na terceira canção, o que a fez se sentir ainda mais animada. Ele estava sim acompanhado por algumas pessoas, deviam ser mais nerds do MIT. Após o repertório de doze músicas com direito a um bis, ela recebeu os aplausos animados dos ouvintes que queriam mais, porém o tempo já tinha acabado. Ela foi até o Kuchiki para cumprimentá-lo e conheceu os colegas dele. Não demorou para que todos fossem embora e os deixasse sozinhos.

Orihime percebeu que Byakuya tinha passado um pouco da conta com o álcool e isso o deixava infinitamente mais expressivo do que o usual, sem medo de sorrir, de trocar olhares e menos ainda de ser honesto.

– Eu estou incrivelmente tentado a beijar sua boca. – Ele disse após ela ter falado qualquer coisa sobre como amava aquele tipo de ambiente e ele mordiscava seu polegar com um olhar sugestivo. Orihime ficou vermelha.

– Não me coloque nessa posição! – Ela exclamou, sentindo-se incomodada por não saber como contornar.

– Eu estou sendo honesto. Eu não sei se vou manter a minha postura até o fim da noite, talvez seja melhor nós irmos. Mas eu não quero. – Ele disse, segurando uma das mãos dela sobre a mesa. Seu olhar dava a entender o que queria.

– Assim não vale, você está me dando apenas duas opções e eu não quero nenhuma das duas! – Ela exclamou, soltando sua mão tentando lidar com aquilo pensando o tempo todo que ele estava apenas embriagado.

– O que a senhorita deseja então? – Ele bebeu mais uma dose de uísque e ela disse que já era hora de parar.

– Eu quero conversar com você, ser sua amiga. – Foi franca e o viu arquear uma sobrancelha enquanto bebia.

– Mal te conheço e já fui friendzonado? – Orihime não conseguiu segurar a sua gargalhada. A expressão de choque dele foi tão indignada e ao mesmo tempo hilária que ela não pôde se conter, aquilo devia virar meme! – ‘Cê ta de sacanagem comigo! – Ela estava tentando parar de rir, sem sucesso. – Me encontro aqui totalmente gamado por ti e você me vem com esse papo de amigo? – Ela riu novamente, justo agora que estava conseguindo parar.

– Sinto muito, mas é isso mesmo. – Ela disse, tomando fôlego e conseguindo falar. Estava usando um batom vermelho para combinar com a blusa e seu violão. Talvez não tenha sido o melhor, ela pensava, podia estar o provocando mesmo sem intenção alguma. – Eu quero conhecer você, construir uma amizade.

– Então façamos o seguinte, a gente volta a ser amigos amanhã, hoje nós podemos ser amantes.

-

– Dia Seguinte –

-

– Ainda arde? Me perdoe, eu exagerei! – Ela exclamou, checando que a impressão de seus dedos ficou perfeitamente marcada na cara do Kuchiki.

– Eu é que peço perdão pelo meu comportamento lamentável ontem à noite. Eu não sou daquele jeito...

Eles estavam se dirigindo ao boliche e Orihime podia perceber como ele estava com vergonha da própria atitude na noite anterior. Ele simplesmente avançou pra cima dela como um animal movido por instintos, ela, muito certa, não o poupou de agressões, já que palavras não bastaram. Ele não tinha sido insistente ao ponto de deixá-la furiosa, mas Orihime precisou se esforçar para fazê-lo entender que não iria de jeito nenhum se prestar àquilo. Como ela não tinha conseguido conversar apropriadamente com ele, marcou para que os dois se encontrassem no dia seguinte, momento que ele aproveitou para se retratar. Ele estava decidido a nunca mais voltar a beber.

“Ela me odeia. Eu sou um panaca. Perdi todas as minhas chances. Merda.” Ele se amaldiçoava mentalmente enquanto seguia curso ao lado dela, em completo silêncio, mas com uma expressão sempre impenetrável.

– Não fique deprimido, eu entendo que você estava fora de si. Eu sei que você é uma pessoa sensata e um homem que respeita as mulheres. – Mas nada parecia resolver, então para provar que não o odiava ela segurou a mão dele.

– Não me dê falsas esperanças se eu já estou na friendzone! – Ele reclamou, soltando-se dela, e ela sufocou uma gargalhada. Não conseguia evitar. Ele ficava tão fofo daquele jeito! Dava vontade de apertar suas bochechas! “Se eu fizer isso ele vai entrar em estágio avançado de depressão! Será muito humilhante!” Mas ela bem que queria.

– Estar na minha friendzone é tão ruim assim?

– É péssimo. Eu vou ficar aqui te querendo sabendo que não vou ter, parece uma amostra grátis do inferno.

– Como você é dramático! – Ela levava no humor porque não era capaz de lidar com essa sinceridade sem ficar completamente travada e constrangida. Apesar de seus esforços, o rosto dela já estava corado de vergonha. – Você nem me conhece, sua atração por mim é como a de um objeto em queda atraído ao chão pela gravidade!

– Você está certa quanto a isso. Mas não deixa de ser ruim. Então vamos deixar isso de lado e pular para a parte em que você e eu construímos nossa amizade. – Ele nem acreditou no que disse. Já teve alguma amiga mulher na vida além de Yoruichi? Não se lembra. Soi Fong era chata pacas. As outras eram a fim dele. Outras, ele é que era a fim.

– Como estão as coisas com a polícia?

– Sem corpo, sem provas, sem nada... estão cogitando que eu tenha algum problema mental. – Que ironia, um assassino se entregando, mas não foi preso!

– Mesmo assim eu estou muito feliz com a sua atitude, prova a sua humanidade e consciência de seus atos. – Ela ficou tão feliz quando soube que ele tinha ido entregar-se por ter cometido aquele crime. E ela nem tinha o incentivado a isso, embora pensasse que isso ia ser bom. Foi como se tivesse lido seus pensamentos!

– Aquilo aconteceu sob certas condições específicas... eu duvido que eles vão encontrar algo. E a minha família já encontrou com uma ação legal para me poupar. – Orihime ouvia o que finalmente queria saber. Como foi que tinha acontecido o crime, qual era a relação que ele tinha com sua casa.

– Eles sabem? – Ele afirmou com a cabeça.

– Eles foram meus cúmplices. – Aquilo a chocou. O coração dela começou a disparar, mas se conteve.

– Como assim? – Estavam sentados em uma mesinha de frente um pro outro, junto à parede de vidro do shopping no quarto andar, com a vista de Boston no inverno e o Rio Charles congelado. Embora estivessem no boliche, preferiram se sentarem e conversar. Naomi tinha dito à Orihime que ela estava terminantemente proibida de ficar sozinha com ele em um local que não fosse público. Não que Orihime fosse acatar todas as ordens dela, mas também achava que era mais prudente dessa maneira. – O que houve nesse momento? – Ela o viu hesitar a dizer. Esperou pacientemente que ele tomasse sua decisão. Byakuya já tinha pensado sobre isso nos dias anteriores: por que não dizer a ela? O pior já tinha revelado, que suas mãos estavam cobertas de sangue. Mas ele não poderia contar os segredos do clã Kuchiki. Se fizesse isso, ela seria marcada para morrer. Ele e Naomi concordaram.


 

– Não importa o que aconteça, nós nunca devemos dizê-la nada! – Ele disse, com muita angústia. – Por favor, fique calada e não a ponha em perigo.
 

– Eu sei muito bem dos riscos, eu jamais faria tal coisa! Mas vigie bem. Se eles encontrarem uma Aramitama irão te convocar novamente. E o que você vai fazer? – Ele ficou calado sob o olhar inquisidor dela, e viu o semblante de Naomi se transfigurar em fúria. – Você vai matar de novo?

– Eu não vou! Eu não quero fazer isso novamente! – Ela se aproximou bastante dele, até seus rostos ficarem muito próximos, era um desafio, uma imposição.

– Se você tem amor à própria vida, cumpra o que disse.

– Isso é uma ameaça? O que você pretende?

– Não. É um aviso. Eu sei do que você não sabe. E eu sei que tempestade vai vir sobre nós. Então, por favor, não levante sua mão para tirar outra vida, porque se o fizer você não escapará com vida de seus atos.

 

– Eu não posso te dizer. Existem coisas... coisas envolvidas que podem te colocar em perigo. Não insista comigo.

– Tudo bem, eu não vou forçar você. Mas eu posso ao menos saber o que você disse à polícia?

– Que eu a assassinei... na cidade de Salém. Por causa de uma cerimônia ocultista.

– Então é daí que vem a sua raiva por religiões? – Ele acenou com a cabeça, confirmando. Aquele assunto era muito desconfortável para ele.

– Vamos parar de falar de mim. Me diz de você. Se vamos ser amigos, então eu também tenho que te conhecer. Quem é você, Inoue Orihime? É verdade que você só tem dezoito anos? – Ela disse que sim, que era verdade, e o perguntou se foi Naomi quem tinha dito. – Foi ela sim. Que nova, é quase um bebê! – Ela rolou os olhos.

– Sou apenas quatro anos mais nova! – Ele comentou que quase se sentia um pedófilo e ela disse que ele era um bobo exagerado. – Eu gosto de música, de dança, de yoga e de cozinhar! E também sou apaixonada por psicologia e viagens!

– Alguma remota chance de eu entrar na lista de coisas que você ama? – Ele perguntou enquanto bebia café, tão naturalmente como quem pergunta sobre o tempo.

– Você não desiste mesmo! Vamos começar outra vez? – Ela perguntou, completamente vermelha, para logo em seguida ver uma incrível cena em que ele riu abertamente. Não era como na noite anterior. Agora ele não estava bêbado. Estava sendo honesto diante dela. Ela ficou pasma.

– Eu disse isso só para ver essa adorável cara vermelha envergonhada que você faz. – Ela se escondeu com o menu.

– Você é cruel, não tem piedade nenhuma com meu coração! – Os olhos dela estavam espremidos de vergonha.

– Eu é que devia dizer isso! Fui jogado pra escanteio sem dó nem piedade. – Ele se levantou da cadeira em que estava e a convidou para uma partida de boliche. Ela aceitou. – Vamos fazer uma aposta: se eu vencer, você sai para dançar comigo por uma noite.

– Negado! – Mas ele insistiu. Disse que era absolutamente sem segundas intenções. “Você não gosta de dançar? O que há demais então? Pode levar outras pessoas, não é do meu interesse te aborrecer.” – Se é assim, então eu topo uma confraternização. Mas não se esqueça: é só na amizade!

– Sim, senhora!



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