História Bios - Capítulo 7


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Categorias Bleach
Personagens Byakuya Kuchiki, Orihime Inoue
Tags Anjos, Bleach, Byahime, Byakuya, Clã, Ficção Cientifica, Nefilins, Orihime, Romance, Tattoonthesky
Visualizações 10
Palavras 3.111
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Mutilação, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 7 - Turbilhão da Dor


Fanfic / Fanfiction Bios - Capítulo 7 - Turbilhão da Dor

Orihime estava petrificada de perplexidade. Seus olhos permaneceram fixos na mulher sorridente à sua frente.

– O que está fazendo aí? Entre de uma vez! Naomi me falou muito bem de você. Que lindas! – Ela elogiava suas flores conforme a ruiva entrava. Inoue encarou bem o rosto daquela mulher linda e alta de cabelos roxos longos e lisos, sorriso vibrante, pele bronzeada, olhos cor de mel... Mas não havia medo como naquela vez.

– Zoey Gillespie, se não me engano. Muito obrigada pela sua liberalidade em me permitir viver aqui! – Orihime foi educada com a mulher simpática, de pernas longas e um ar completamente jovial. Mas... aquele rosto... Flashes do incidente ocorrido voltavam à sua cabeça. “Não existe coincidência.” – Lembrava das palavras de Naomi.

– Algo de errado? Você está tão calada. – As duas estavam na sala de estar, conversando. Orihime pediu perdão.

– Onde está Naomi? Ela deveria estar aqui agora.

– Eu também não sei, eu pensei que fosse ela. – Orihime viu malas na sala e a perguntou se ela ficaria ali por um tempo. – Sim, viver em dormitórios acadêmicos pode ser muito estressante. Descansarei de toda aquela bagunça.

– Que ótimo, assim poderemos nos conhecer melhor! – Ela sorriu, sendo correspondida pela outra. Zoey era educada, linda e tinha um belo medalhão de ouro pendurado no pescoço. Orihime gastou horas conversando com ela, mas ambas ficaram preocupadas com Naomi: ela não apareceu em casa naquele dia.

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Aquela foi uma incrível manhã para Byakuya, ele estava até mais feliz e sorridente do que o normal (mas disfarçava diante de todo mundo) fez seus trabalhos pendentes como se ainda estivesse sonhando e se repreendeu por ser idiota. Mas a verdade é que ele ficou mesmo impressionado. A Orihime estava tentando. Ela também sofria, mas ao invés de ficar se lamuriando inutilmente, ela estava se esforçando para fazer do mundo um lugar melhor. E ele? Era até de dar vergonha sua atitude.  Mas há uma substancial diferença entre ser vítima e ser algoz...
 

Rukia diz: encontramos Aramitama. Prepare-se. Será em três dias, na lua nova.
 

Ao ler aquela mensagem na madrugada, quando se levantou no meio da noite para ir ao banheiro, seus dedos gelaram, a respiração acelerou... todo o seu corpo começou a reagir com horror àquilo. Eles queriam que ele fizesse aquilo outra vez! Como poderia escapar? E a resposta foi que ele não escapou. Teclou pouco com Orihime dando desculpas esfarrapadas, e três dias depois estava em Salém outra vez, apavorado. Ele foi cerimonialmente preparado como da outra vez. Mas, o sacrifício não agia como antes. Ao invés da delicada, pálida e silenciosa asiática, ela era uma mulher muito alta de mais de dois metros, que estava acorrentada ao chão com magia pesada, e uma horda de magos apenas para contê-la. Ela variava entre gritos de raiva e pedidos suplicantes para que fosse poupada.

– Por favor, eu não sei o que está acontecendo, não sei por que estou aqui! Não me machuque! Eu só quero encontrar a minha família! – Ela exclamava em lágrimas, que faziam um nó na garganta de Byakuya. Mas às suas costas ele estava sendo pressionado pela presença infame daquela mulher terrível. “Eu vou ter coragem de fazer isso? Vou ter coragem de sacrificar essa vida?” E ele pensava que se não fizesse, outra pessoa o faria, e ele apenas iria morrer em vão, porque não salvaria nem a ela e nem a si mesmo. “Por favor, algum milagre. Eu preciso de um milagre. Se há Deus no céu, então faça alguma coisa agora, antes que eu me perca para sempre na maldade!”

Ele estava com a espada erguida encarando o céu negro cheio de nuvens que refletiam o brilho alaranjado das luzes da cidade. A lâmina voltada para baixo, pronta para ceifar outra vida. Ela penetraria aquela carne escura e puxaria a Alma do Valente para fora, como fez com a Alma do Diligente. E no momento em que desceu a espada para ceifar, a lâmina foi primeiro repelida e logo em seguida bloqueada, pois no susto ele contra atacou automaticamente.

– Sode no Shirayuki! – Rukia exclamou perplexa ao ver a lâmina branca empunhada por aquele homem maldito.

– Por que você está apontando uma espada para uma mulher indefesa? Isso não é coisa de guerreiro. – Byakuya encarava incrédulo aquele homem. Seu semblante e face, tudo dele era como sua exata cópia, exceto pelos seus olhos... mais arredondados e cinzentos. Seu olhar esbugalhado não ocultava seu espanto e os dois rapidamente se afastaram. O intruso rapidamente dominou a atmosfera daquele lugar com a sua reiatsu, quebrando as correntes mágicas e tomando em seu colo a mulher, que estava tão perplexa quanto todos, ou até mais. – Que decepção. Eu não achei que você fosse um covarde, Kuchiki Byakuya. – E ele partiu, levando consigo o sacrifício.

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– Muito obrigada por me salvar, eu não sei como agradecer! – Disse Tiffany assim que se viu livre dos braços do rapaz. Ela teve que ser um pouco firme porque ele não parecia querer soltá-la.

– Você pode me agradecer com um beijo... na boca. – Ele disse de maneira sedutora, aliciante e sem vergonha.

– Eu sou casada. – Ela respondeu sem mudar de expressão e Mayumi chegou o dando uma voadora de lado gritando que não permitiria adultério em sua presença.

– Tiffany, eu imagino que você esteja um pouco perdida com o que está acontecendo, mas nós estamos aqui para esclarecer tudo, e para te ajudar também. Eu me chamo Mayumi, prazer em conhecê-la. – Ela estendeu a mão em um cumprimento americano e Tiffany aceitou, ainda um pouco desnorteada.

– Foi quem Deus quem os enviou. Louvado seja. – Ela disse com alívio após perceber que não seria alvo de nada além de um interesse infrutífero por parte do rapaz. Ele disse que se chamava Ren.

– Antes de explicá-la qualquer coisa devemos ir a um lugar seguro onde possamos ter alguma privacidade e não seremos perseguidos pelos Kuchiki. – Ele sugeriu e ela ia recusar viajar com ele a carregando, mas ele se apressou antes que Mayumi o impedisse e a levou, voando pelo céu. Ela ficou com muito medo novamente e se agarrou no pescoço dele. Ela estava vendo asas. E viu tempo o suficiente para entender que era real e não alucinação.

– O que você é? – Ela perguntou, com medo. – Você não é um anjo caído, é? Se for, solte-me agora mesmo!

– Tem certeza? Você vai morrer e eu não quero estragar esse corpo lindo. – Ele parecia um íncubo insistente.

– Largue-me agora mesmo! – Ela se enfureceu no ar. A reiatsu ao seu redor queimava carmesim e ele sentiu a pressão desintegradora de sua presença. “Isso não é normal, mesmo que ela seja um nefilim, somente berserkers são capazes de decompor a matéria dessa maneira...” Ela parecia fazer de maneira inconsciente e ele deixou-a cair propositalmente para evitar que ela furasse seus olhos.  – Solte-me! Eu não quero ser carregada por um ser como você! – Ela a tinha segurado pelo pulso mas ela ainda tentava resistir.

– “Ser como você”? – Ele arqueou uma sobrancelha e riu. Provavelmente ela o julgava um ser sobrenatural, sem saber que ela mesma é que era o que abominava. – Veja, Mayumi, tem um nefilim me desprezando! O século XXI é hilário! – Ele não conseguia parar de rir. Mayumi o mandou ficar quieto e se concentrar na missão.

Tiffany protestou e quase o derrubou algumas vezes. Ela era muito violenta e era visível que estava fora de controle e não era capaz de manter a personalidade dominante por mais do que cinco minutos. Quando eles chegaram ao seu esconderijo, que era uma casa desocupada de gente rica no leste de Boston, com vista para o Atlântico, isolaram aquela área com um campo magnético especial que funcionava como barreira para aquela energia agressiva, e ela foi colocada para dormir através de um método não tão delicado da parte de Mayumi.

– Tomara que ela te assassine! – Exclamava a ruiva quando passava em frente ao cômodo onde ela estava e via Ren analisando minuciosamente o corpo dela. Se ela ver um centímetro de pano a menos cobrindo aquele corpo, ele pagará caro.

Ren tinha má fama então não havia o que fazer, mas o que estava observando não eram somente curvas obscenamente provocantes, mas sim a composição epitelial de Tiffany. Aparentemente ela era só uma pessoa de pele negra comum, mas ele ao se aproximar conseguia ver o resplendor avermelhado não usual, um indicador visível de que os pigmentos melânicos se ligaram às partículas da pedra filosofal. Aquele sistema era incrivelmente estável para aquela época, então acabava por alisar a pele, admirado. “Ela assimilou fantasticamente como se fosse um berserk, por isso sua reiatsu queima a matéria com a qual entra em contato.” Quando seus dedos tocaram o ombro dela, Tiffany por reflexo enganchou sua mão em torno do pescoço dele, e apertou tão forte que se não fosse Ren mas sim alguém normal, já teria sido decapitado. O moreno reagiu com calma, ativando sua reiatsu e perturbando o fluxo com delicadeza para não feri-la. Ela lentamente abriu seus olhos e eles eram brancos e reluzentes, com dois pontos negros no centro, as pupilas. Mayumi a segurou pelo pulso gentilmente, recanalizando o fluxo de reiatsu antes que ela despertasse e Tiffany fechou os olhos como um vampiro cujo sarcófago volta a se fechar sobre si.

– E foi assim que surgiram as historias de vampiro. – Disse Mayumi, observando a cena sinistra.

– Há algo de errado, mesmo ela sendo um nefilim age como um berserk. O ichor no corpo dela está louco.

– Aqueles estúpidos infelizes. – Mayumi estava desgostosa. Tiveram que agir na pressa porque senão este planeta teria apenas sumido no meio do vácuo universal. – Eles não sabem o que fazem?

– Claro que não, eles ainda acreditam que são magos e que lidam com magia, o que você esperava? Ainda não aprenderam que todos esses poderes não passam de leis da natureza, ciência avançada!

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– No Dia Seguinte –

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Mais de 48 horas de sumiço, Naomi fora oficialmente dada como desaparecida. Ninguém sabia dela. Orihime estava com os olhos vermelhos enquanto tentava lembrar o telefone de mais alguém. Ela e Zoey procuraram entre todos os conhecidos e os perguntaram. As pessoas da igreja dela começaram a interceder por isso com orações. Orihime estava inconsolável. Seu humor melancólico tornava aquele lugar pesado. Ela tentava, mas não conseguia se animar com Zoey diante de tal situação, e também porque olhá-la era se lembrar de algo terrível. Ela levou uma das mãos ao rosto. Não queria ser indelicada com sua anfitriã, mas... A campainha tocou. Era a mãe da Naomi, Joise Mackenzie. Como ela era linda!  Orihime ficou chocada com sua aparência jovem e tão misteriosa, ela tinha exatamente a mesma descrição que a Branca de Neve. Foi uma visita muito breve, Joise era sofisticada e elegante e estava visivelmente abalada pelo sumiço da filha. Ela já estava em contato com a polícia e estaria à disposição das garotas o tempo inteiro. Trocaram contatos e conversaram um pouco. Zoey insistiu para que ela ficasse hospedada ali, mas Joise se recusou. Ela ficaria mais confortável em um hotel. Despediram-se e ela foi embora. Após ter fechado a porta, Orihime se sentiu tão diferente...

– Você acha que tinha um ar diferente nela? – Perguntou a ruiva, intrigada.

– Diferente como? – Orihime não soube explicar. Mas sabe que tinha.

Zoey preparou comida congelada já que ninguém animava cozinhar, jogou uma lasanha no microondas e as duas conversaram sobre teorias, sobre onde Naomi poderia estar. Nenhuma queria citar a possibilidade de algo trágico ter acontecido, embora este medo permeasse o silêncio das duas. Orihime sabia que havia algo de diferente em Zoey desde a ida de Joise, mas não conseguia perceber o quê, exatamente. Quando estava pensando nisso, ainda na metade do prato, Zoey levou uma mão ao pescoço quase que em desespero.

– Onde foi parar meu medalhão? – É isso, era aquilo que faltava! Zoey o usava sempre e só o tirava para tomar banho. Orihime se lembra de tê-la visto usando ainda quando Joise estava ali.

Zoey começou a procurar muito desesperada. Aquilo era importante. Era a única lembrança que tinha de seus pais. Orihime nunca soube da história do medalhão, na verdade ela não queria saber tanto sobre Zoey. Tinha uma irracional apreensão quanto a ela. Ajudou-a. Procurou por todo o apartamento até que finalmente o encontrou deitado na janela, como se uma ave o tivesse trago em seu bico e abandonado ali. Pelo menos essa foi a impressão que Orihime teve. Estranho...

A ruiva pegou aquele medalhão e ao invés de avisar Zoey de imediato, a curiosidade falou muito alto então o abriu para ver o que tinha dentro. Como esperado, era uma foto de seus pais, mas era um casal peculiar... e... meu Deus! Aquele homem! Aquele homem de novo! Orihime o visualizou em sua frente como se tivesse se materializado daquela fotografia. Ele estava ali, bem na sua frente! Ele estava ali! Diante da janela! Ela entrou em pânico e começou a ter uma crise. E ele também, ao vê-la, entrava em pânico.

Zoey, ouvindo o barulho, foi à sala e encontrou Orihime estranhamente gritando diante da janela aberta, pensou que ela se assustou com alguma ave ou inseto, correu até ela, mas nada viu, nada tinha lá. Ela, porém, agia como se ali houvesse alguém. Orihime não foi capaz de dizer o que estava acontecendo, e Zoey viu seu medalhão com ela. Aliviada por ele ter sido achado ela o tomou de volta imediatamente e colocou em seu pescoço depressa. Mas Orihime correu para o quarto onde ficava e se trancou lá dentro. Quando Zoey foi falar com ela, a ruiva pediu para ficar sozinha um pouco, usando uma força descomunal para ser educada com a sua anfitriã.

Naquela noite, após a meia-noite, Orihime encontrou Zoey acordada e preparando um café-com-leite. Ela estava acanhada de se aproximar depois do que houve, mas a outra foi receptiva.

– Ah, Orihime, acordada ainda? Quer um pouco também?

– Você está sendo muito gentil, me perdoe por estar te perturbando! E hoje eu surtei... desculpa. – Ela estava mesmo envergonhada por estar sendo um peso morto.

– Imagine. É muito difícil. Eu não ia aguentar ficar aqui sozinha numa situação dessas. Você me faz sentir mais calma por simplesmente estar aqui. – Ela disse com um sorriso de canto cansado. Ela gostava muito de vestir branco e estava toda de branco parecendo uma boneca de neve, porém sua pele dourada quase árabe e seus cabelos cor de vinho faziam um lindo contraste. Era exatamente como Rowan.

– Eu vi o seu medalhão... onde estão os seus pais?

– Morreram. – Ela respondeu, sem hesitar.

– Ah, sério? Perdoe-me. – Ela não julgou que eram mortos porque Rowan estava bem vivo.

– Tudo bem, isso foi quando eu ainda tinha dias de vida.

– Posso saber da história?

– Foram assassinados. Ninguém sabe a razão por trás disso até hoje.

– E você tem mais algum membro da família? Tios, irmãos...

– Tem a família da minha mãe, mas eles me rejeitam por alguma razão. Não tenho contato com eles.

– E da família do seu pai?

– Meu pai não tinha família, ele era um órfão que chegou à vida adulta sem saber das próprias origens.

– Como eles se chamavam? Você tem os nomes deles? – Ela deu um sorriso que foi triste e fez Orihime se sentir uma intrusa. Ela estava tão abalada pelo medo que estava sendo absolutamente insensível, mal podia acreditar. – Me perdoe, não diga se não quiser. Eu estou sendo estúpida com você. Acho que a minha cabeça ainda não está no lugar. – Ela levou uma mão à testa para esconder seus olhos marejados. Magoara-se consigo mesma. Estava traindo sua convicção agindo daquele modo.

– Sibyl e Rowan. – Orihime não ficou surpresa, mas à essa altura já estava aos prantos. Eram muitas coisas na sua cabeça. Byakuya estava estranho e esquivo, o que estaria havendo de repente? Chorou sem se importar com a plateia, porque era simplesmente demais. Não era pecado ser humana. Ela sentiu uma mão em seu ombro e então Zoey gentilmente a abraçou em silêncio. Ela era uma alma bondosa. Orihime a correspondeu com um abraço apertado. Precisaria pedir desculpas depois por tê-la julgado por nada. Ficaram assim juntas por um bom tempo.

– Querida Zoey – ela não sabe porque a chamou assim – obrigada.

– Não agradeça. – Ela a abraçava apertado e acariciava seus cabelos. Quando se separou, encarando nos olhos dela, soltou uma fala que era tão delicadamente singela, mas tão terrível, que Orihime amou e morreu um pouco.

– Eu gosto de você, Orihime. Não te conheço, mas eu gosto de você. Não te conheço, mas parece que te conheci a vida inteira. Louco, não? – Ela deu um sorriso maroto e foi para o quarto dizendo pra ela ficar tranquila porque não era lésbica. Orihime riu da piada, mas deixada sozinha naquela cozinha, pensou com convicção. “Não é por mim, mas pelo seu pai que você se sente assim.”

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Edros Evelyn Belethiele. Este era o maldito verdadeiro nome de Joise Mackenzie, nome que matou toda a sua família deixando-a completamente só no mundo, há mais de trinta anos. Contudo, Evelyn parecia ela mesma tão jovem que tal história poderia ser impossível de se crer. Ninguém acreditava que era a mãe da Naomi logo de primeira. “Será que ela achou o medalhão de volta?” Mas sabe que seus corvos não falharam. Estava chorando. Seu coração não se acalmava por causa daquele rosto. “Era o Rowan, eu sei que era. Como é possível?” A imagem de Orihime voltava à sua mente, o choque que sentiu, o frio na sua espinha, e quando a abraçou, muito sutil, mas decididamente ali, aquela energia maléfica e única. Tão assustadora... Tão conhecida...

“Ele está vivo. E está aqui!”

O rebento bastardo da casa Shihouin, rejeitado pelo clã desde o nascimento. Jamais aceitariam o filho de um nefilim em sua casa. Mas, a sua maldição também era a sua maior bênção. Podia ser o juiz e o carrasco, dar o veredito e executar a sentença. Que talento desperdiçado. Mas foi o melhor para sua vida. “Você jamais teria sido um anjo se tivesse sido criado naquele clã, meu amigo. Eu o invejo por isso.” Ela estava atravessando o parque da Scientific Church, seus cabelos de ébano esvoaçantes em contraste com a pele pálida. Lembrando de felizes memórias dolorosas, quando era ela, Christopher e seus filhos, junto com seu melhor amigo, Rowan.

Aqueles olhos dourados eram tão quentes e faziam o caos do planeta inteiro simplesmente sumirem. Nunca existiu amigo que amasse tanto, mas ainda assim Christopher era o mais apegado, tanto que a dava ciúmes. Imagens de explosões vieram à sua mente. Lágrimas. Sangue. Dor. Todos deveriam estar mortos, então o que estava havendo?


Notas Finais


EDROS-SAMA ♥


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