História Bios - Capítulo 8


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Categorias Bleach
Personagens Byakuya Kuchiki, Orihime Inoue
Tags Anjos, Bleach, Byahime, Byakuya, Clã, Ficção Cientifica, Nefilins, Orihime, Romance, Tattoonthesky
Visualizações 11
Palavras 3.824
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Mutilação, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 8 - Maior Do Que Eu Pensava


Fanfic / Fanfiction Bios - Capítulo 8 - Maior Do Que Eu Pensava

Eram cinco da madrugada, a geada estava congelando absolutamente tudo, logo iria nevar. Byakuya parou com o carro em frente ao prédio luxuoso onde estava hospedada sua musa de inspiração. Ele deu um sorriso incrédulo para si mesmo. Como é que tinha chegado a esse ponto? Ele não podia fazer nada se ela tinha conseguido tocar tão fundo em si. Queria falar com ela, mas estava se sentindo indigno. Batia a testa no volante dizendo a si mesmo que devia virar homem de uma vez e parar de agir como um covarde. “Como vou encará-la e dizer que eu ia matar outra vez?” Tudo o que tinha acontecido foi loucura. Quem era aquele cara? Como ele conseguia usar o tesouro sagrado da família, Sode no Shirayuki? “Com certeza ele é um de nós, Kuchiki. Será que é algum bastardo?” Não conseguia deduzir nada além disso. Mas era maravilhoso não ter mais sangue em suas mãos. “Ele estava certo. Eu fui um grande covarde. Eu nem tentei resistir.” Aquilo era absolutamente vergonhoso. Levantou a cabeça e a recostou no assento, respirando fundo e então olhou para o lado por instinto. Ele ficou surpreso ao ver Orihime no portão de grade, segurando as barras com as mãos nuas e prensando seu rosto no espaço entre elas, olhando-o fixamente e chorando silenciosa, a verdadeira face do desamparo. Imediatamente seu corpo pareceu se mover sozinho, ele saiu daquele carro e foi até ela não pensando em mais nada. Abraçou-a e sentiu seu calor, preocupado em aquecê-la. O que estava fazendo ali fora? Não devia ser louca de encostar-se a metal no inverno com as mãos nuas. Sua pele iria congelar e necrosar. Estava mal agasalhada e ele a levou para dentro do prédio e ficaram na recepção aquecida, sentados em grandes sofás.

– Eu te vi pela janela do meu quarto. Eu queria saber o que estava havendo... – Ela tentava falar, mas ela não queria. Não queria... e ele sabia. Era óbvio. Ele já passou por aquilo um milhão de vezes. Como resposta voltou a envolver os ombros dela com os seus braços e deixou que ela fosse consolada pela sua mera presença e ficaram ali juntos até que ela decidisse dizer alguma coisa. – Por que você sumiu?

– Eu tive problemas com o clã. – Ele não iria dizer mais do que isso no momento. Ela permanecia calada e não se atrevia a olhá-lo. Estava sendo insuportável olhar para a face deprimida de Orihime e não fazer absolutamente nada, portanto deixou para trás sua crise e decidiu ir mais fundo até que ela se expusesse. Chegou seu rosto perto dela e com suavidade a perguntou – Do que é que você está com medo?

Ele sabia que era isso. Era uma das habilidades do seu tipo. Eles podiam captar as emoções das pessoas se ficassem concentrados. Sabiam exatamente o que sentiam, mas nunca o que pensavam. Ler pensamentos é um mito que simplesmente não existe, porém os mais espertos conseguem prever com muita eficiência e deduzir os pensamentos com base nas emoções. E Orihime Inoue, acima de toda a sua preocupação, estava sentindo muito medo de algo e ele não conseguia imaginar o que poderia estar a assustando.

– De perder mais alguém. – Ela disse em japonês. – Se a Naomi-chan não aparecer, eu não sei... não sei o que eu faço! Não sei! – Ele percebeu um pico de estresse muito grande e, sutilmente, usava a sua reiatsu para equilibrá-la. Isso a daria uma sensação de paz inexplicável. Mas mesmo sabendo como tudo acontecia na teoria, ele ficou muito satisfeito ao vê-la relaxar e respirar fundo, acalmando-se.

“Oh, my God!” Ela exclamou dando um sorriso imediatamente, fechando os olhos e aconchegando-se mansamente no ombro dele. – O que é isso? Parece que veio uma fada e fez “plim!” e tudo desapareceu. – Byakuya já foi chamado de muitas coisas, mas nunca de “fada”.

– A Naomi é mais forte do que você acha. E, além disso, ela tem o Espírito Santo, então não devíamos nos preocupar. – Ele se lembrou da séria advertência que ela tinha dado a Byakuya em particular da vez em que se encontraram na sua casa que na verdade pertencia ao seu irmão. “Eu sei do que você não sabe. E eu sei que tempestade vai vir sobre nós. Então, por favor, não levante sua mão para tirar outra vida, porque se o fizer você não escapará com vida de seus atos.” Byakuya achou muito intrigante o que Naomi tinha dito, e agora ela desapareceu desse jeito. “Será que foi algo relacionado aos Kuchikis?” Orihime precisava da sua ajuda. Era justo apoiá-la já que ela fez tanto por si.

– Não achei que você acreditasse nisso.

– Não acredito. Mas existem mais mistérios entre o céu e a terra do que pode imaginar nossa vã filosofia. – Isso ele definitivamente estava de acordo com quem quer que tenha dito.

– William Shakespeare. – Ela disse como se tivesse lido sua mente. Depois disso a ruiva se afastou dele, ajeitando sua posição e o encarando diretamente. – Já que você tocou nesse assunto de coisas misteriosas... na verdade, há algo mais realmente me assustando pra valer. – Ele a encarava de volta com firmeza, pronto para ouvir. “Eu sabia...”

– O que é?

– Eu encontrei uma pessoa dias atrás, um homem desconhecido. E desde então esse sujeito não sai da minha mente.

– Como assim?

– Eu não sei explicar. Mas é como se... – Ela hesitou em falar. Era tão ridículo que dava vergonha simplesmente verbalizar. Ele percebeu que ela estava hesitando por insegurança. Então segurou uma mão dela em sinal de companheirismo e começou a se abrir também.

– Eu não acredito no que tentam me obrigar a acreditar, que Deus tem nome tal, ou que existe céu e inferno, vidas passadas e tudo isso. São apenas opções em um grande oceano probabilístico. Mas, definitivamente há algo além do que podemos enxergar no nosso cotidiano. Eu nunca neguei isso, pelo contrário, eu tenho me espantado a cada dia querendo saber o que, exatamente, está acontecendo no mundo em que vivemos. É tão incompreensível! – Ouvi-lo falar daquela maneira a encorajou.

– Byakuya-kun... eu sei que é estranho, mas... eu acho que eu tenho dois corpos! Eu sei! É estranho! Do tipo muito estranho! Mas... eu não sei explicar isso. – Ele estreitou os olhos ao ouvi-la.

– Você sente que está em dois lugares ao mesmo tempo? Como é essa experiência? – Ela ficou muito satisfeita ao ver que ele a estava levando a sério. Falavam em japonês o que os dava uma incrível privacidade.

– Não é assim. Mas tem esse cara, Rowan Gillespie. Quando eu o vi foi terrivelmente assustador, porque eu achei que ia ser morta. Depois não saía de meus sonhos que eram tão caóticos e estranhos, e eu tive algumas alucinações com ele. A Naomi-chan disse que nada é por acaso... como o fato de ela ser sua sobrinha. Eu mal acreditei. – Ela observava a expressão séria e concentrada de Byakuya, que apenas a ouvia. Pelo semblante dele, ela não tinha mesmo se enganado e ele já sabia. – E então eu vim morar temporariamente no apartamento da Zoey... e o sobrenome dela é Gillespie. Eu vi o medalhão com a fotografia do pai dela e quase morri novamente. Era o mesmo Rowa! Eu não sei o que está havendo, eu só sei que me sinto perdida toda vez que penso nesse homem que parece ser eu, porque é como se ele fosse me sugar e eu fosse sumir para sempre. – Ela levou as mãos à cabeça e ele pôde sentir seu medo novamente, mas a segurou em seus braços e a acalmou com palavras de encorajamento.

– Não se renda, se você desistir você vai sucumbir realmente. Mas você é somente você e ninguém pode te roubar de si mesma. A alma é individual, Inoue Orihime. Ela não pode ser dividida assim. – Os olhos dela estavam marejados. Ela deu um sorriso.

– Você fala igual à Naomi-chan. – Ela enxugou as lágrimas. – Eu estava tentando ser positiva, mas... quando eu fui dormir... eu tive uma experiência tão real! E eu via Tiffany... é tão estranho! Nem a conheço, como eu sei o que pode ter acontecido com ela aos dezesseis anos? Parecia uma viagem no tempo e-

– Quem é essa Tiffany? – Ele perguntou tendo um mau pressentimento.

– Ah, é a esposa dele. – Ela explicou, pedindo desculpas por não ser clara. – Quando o encontrei eu tive uma pane no meu corpo, e estava completamente coberta de pequenos ferimentos. Então eu no hospital descobri que o Rowan também estava e encontrei a esposa dele, uma mulher muito alta, estrangeira, de pele escura e olhos um de cada cor – ela apontou os dedos para os próprios olhos enquanto a descrevia – esse aqui direito era preto, e o outro azul clarinho, claro como o da... – Ela subitamente ficou muda e teve um arrepio agourento em todo o corpo, começou a suar frio e Byakuya, ele estava basicamente do mesmo jeito que ela. Mas sua resposta era mais rápida.

– Como quem? – Ele perguntou, até com medo de ouvir a resposta.

– Hoje a mãe da Naomi-chan veio aqui. Eu sabia que havia algo diferente sobre ela... mas agora que eu pensei, isso é muito esquisito, será que estou paranóica? Olhos azuis não são tão raros assim. – Ela estava soando mesmo como se fosse ter uma crise. Byakuya insistiu para que ela fosse direta. – Eu não sei explicar, Byakuya-kun. Mas agora que eu lembro do rosto da Mrs. Gillespie, como se a conhecesse por anos, ela simplesmente me lembra muito Lady Evelyn, quase como se fossem relacionadas. – Inoue disse essa última frase tão baixo como se estivesse tentando sintonizar uma antena interna com algum sinal que tivesse passando, pareceu ligeiramente fora de si.

– Onde está a Mistress Evelyn Mackenzie? – Ele perguntou, tentando separar mentalmente os pontos.

– Quem? – Orihime se voltou para ele, confusa. Ele disse que falava da mãe da Naomi. – Ah, não, o nome dela é Joise. Ela esteve aqui, mas decidiu se hospedar num hotel, porém deixou contato. Tenho pena dela, deve ser terrível. – Byakuya olhou para Orihime fixamente. Será que ela não percebeu...? Ele ficou calado para não piorá-la. – Eu acordei com tanto medo que não suportava saber que respirava o mesmo ar que a Zoey. Eu olhei pela janela e te vi no carro, não pensei duas vezes. Na verdade eu não sabia que era você... Eu só queria que fosse. Então eu vim e confirmei... eu me sinto melhor agora. Ainda bem que eu fiz isso. Parece que você já sabia que eu ia precisar da sua presença. Obrigada. – Ela colocou sua mão sobre a dele, o encarando com seus dóceis e grandes olhos prateados. Ele só não corou porque era Kuchiki Byakuya.

– Você pode sempre contar comigo, eu quero ser um apoio pra você, assim como você foi e continua sendo pra mim. Eu já disse isso, e não estava mentindo. Eu realmente te admiro. – Agora ele corou sim. E a fez sorrir ainda mais. Ele a convenceu a voltar para o apartamento e descansar. Ela voltou a adormecer teve um incrível sono, se sentindo muito aliviada por ter desabafado com alguém que não a julgava, mas entendia que era séria sua crise.

Já em sua casa, Byakuya andava de um lado para outro na sala. Ele já tinha telefonado para Rukia e perguntado a ela tudo, tudo!

– Se você está tão interessado então venha para a mansão e procure você mesmo. Não me faça ficar ainda mais aborrecida com tudo o que aconteceu! – Ela discutiu no telefone. Não queria responder a mais perguntas daquele irmão insolente e sem consideração pelos seus sentimentos. Sode no Shirayuuki roubada por um bastardo qualquer e ele não dava a mínima para o seu coração partido! Ela passando por tudo e ele fazendo interrogatório sobre a Aramitama? – Vá pra puta que te pariu! – Ela berrou no celular.

– Deixe a Grande Sacerdotisa ouvir isso. – Ele reclamou de volta, aquele monstro não aceitaria insultos nem insubordinação. Rukia desligou o telefone na cara dele.

Byakuya não tinha se esquecido do primeiro encontro com Inoue. Do que tinha acontecido quando tocou a sua mão. Daqueles eventos estranhos e inexplicáveis. Nada disso fugiu de sua mente. Ele estava apenas atolado com tantas coisas que não havia encontrado maneira de encaixar aquilo em lugar algum. “Eu não percebia nada antes e é impossível que tenha sido desatenção minha. Mas agora, muito sutilmente, ela libera uma leve presença ao seu redor, como uma reiatsu!” Uma reiatsu que ele nunca havia sentido antes. Aquilo era preocupante. Será que ela era um nefilim? Não, impossível. Ele a reconheceria imediatamente. Pela sua peculiaridade, era provavelmente uma híbrida. “O que eu faço? Ela não pode se tornar um alvo! Será que a Naomi sabe de algo?”

Ele não conseguiu ficar quieto então foi para a mansão da família, para seus arquivos imensos e bibliotecas. Foi muito fácil achar arquivos sobre a invasão que realizaram na penitenciária, onde sequestraram Tiffany Gillespie. Mais arquivos policiais sobre como ela foi presa por ter sido considerada terrorista. Fujiwara estava ali. Ele era da leal família Muramasa que servia aos Kuchikis por mais de três séculos, ajudando a manter seus segredos a sete chaves e longe do alcance de hereges e inimigos, forjando para a casa as espadas mágicas mais poderosas que podiam ser feitas a partir da pedra filosofal. Sode no Shirayuki e Senbonzakura eram apenas dois exemplares de uma longa coleção de katanas mágicas com poderes que desafiavam toda a lógica humana.

– Fujiwara-dono – a língua obrigatória daquela casa sempre seria japonês. – Se um Muramasa estava envolvido com o ritual, significa que vocês estavam prontos a forjar uma nova arma, estou enganado?

– Não. Nós temos a observado há um bom tempo. Somente um aramitama consegue remover a Pedra Filosofal da natureza selvagem, de dentro dos vulcões. Se quisermos continuar tendo a supremacia no submundo das artes das trevas, precisamos de mais poder. É uma vergonha que ela tenha sido raptada, mas não se preocupe, Kuchiki Byakuya-sama. Nós não temos sido os mais fortes apenas por contarmos com a sorte. – Muramasa saiu de sua presença, com seu ar misterioso e intimidador. Junto à saída estava Muramasa Oboro, com suas vestimentas cerimoniais aguardando pelo seu mestre. Ela também era uma forjadora de espadas, e estava prometida a casamento à Byakuya. Obviamente, Byakuya nunca sequer pensou na hipótese a se submeter a esse tipo de coisa, já que para ele eram apenas um bando de fanáticos esquisitões. Ele já estava pronto para ser expulso do clã por isso. “Isso não é importante agora, eu preciso descobrir o que está acontecendo!”

Na sua cabeça tudo estava girando. Repassava mentalmente os eventos desde que encontrou Orihime naquela cafeteria: estranha descarga de reiatsu ao primeiro contato, evento astronômico de proporções impossíveis de serem realizadas (o desvio da luz do sol), caos na nação inteira devido a um potente vírus, terroristas que estavam obviamente envolvidos com a magia de seu clã, Orihime encontra Rowan (ele marcou um asterisco neste evento). Precisava demais detalhes da parte dela. Hospital é destruído pela ação de uma força misteriosa (ele viu nos arquivos, mas precisaria passar lá). Tiffany Gillespie, a Aramitama a ser sacrificada, é esposa de Rowan Gillespie, a “outra alma” ou “twin flame” de Inoue Orihime. O terrorista impede o sacrifício e leva Aramitama. Naomi desaparece, Orihime começa a morar com Zoey Gillespie, Joise Mackenzie ou “Lady Evelyn” surge, deixando a mente de Orihime ainda mais confusa (ele marcou outro asterisco neste evento), Orihime começa a emanar reiatsu.

Ele estava sentado à mesa com aquelas anotações à sua frente, tentando pensar o que uma coisa tem a ver com a outra. Poderia ser uma armação do clã? Até onde eles têm manipulado tudo? Será que também observam Orihime Inoue? Ela é japonesa, espere! E se ela tiver algo a ver com isso desde o Japão? É simplesmente tudo muito coincidente para não haver nada por trás. Por mais que ele tentasse adivinhar ou supor, não conseguia ter certeza de nada, pois ainda carecia de informações sobre tudo. “Perdi tanto tempo preocupado comigo mesmo que agora não sei o que está acontecendo ao meu redor.” Mas aquilo não ia ficar assim! A primeira coisa que faria era descobrir qual era o tipo de reiatsu que estava captando de Inoue Orihime, e ele já sabia como faria isso.

Byakuya encontrou um livro muito antigo que estava escrito em japonês arcaico e complexo. Era difícil de ler, mas notou que era um catálogo mágico de espécimes capturados pelo clã ao longo das gerações. Aquele era um dos mais antigos volumes. “O que isso está fazendo aqui? Deveria estar na sede japonesa.” Suspeito era o mínimo que poderia achar... abriu-o e tentou ler. Ele liberava sua reiatsu sobre os selos de kidou, dessa maneira um ovo de poder puro era liberado do selo, e iria reproduzir e manifestar a característica dos indivíduos que foram capturados e registrados naquele livro que era em formato de pergaminho.

Ele abriu o livro no meio e liberou o kidou. O ovo surgiu verde emanando sua reiatsu verde e logo se tornou uma pequena águia em miniatura, feita de reiatsu. Ele estava lendo os dados. “Fêmea de pelos vermelhos e olhos verdes, monstruosa força... desintegra... amor... nigimitama” Ele já sabia que era um berserk. O berserk é sempre verde. Aquele era o ovo da reiatsu de uma mulher morta há alguns séculos por algum Kuchiki. “É vagamente similar... mas ainda não.” Ele passou página por página que era a maioria cheia com ovos vermelhos de machos e fêmeas . Era um volume antigo porque na época atual já não existiam tantos aramitamas (ou nefilins/vermelhos) no mundo para serem mortos. “Não é nada disso, não consigo achar nada!” Aquilo estava errado. Todas as pessoas do mundo se enquadram em pelo menos um padrão possível. Por que não encontrava o de Orihime?

Ele tinha pensado em abandonar aquela busca, mas uma teoria bizarra começou a martelar em sua mente. “Por favor, que eu esteja errado.” Ele desceu dez níveis mais adentro para o subsolo. Atrás dos arquivos confidenciais e tabus. A guerra antiga entre os clãs... Olhou para o livro e ele estava dentro de dois mil selos mágicos guardados a sete chaves. Se apenas um daqueles ovos fossem encontrados pelos seus descendentes, uma nova guerra poderia surgir. Byakuya adentrou dentro do circuito mágico porque era descendente do sangue mágico de Kuchiki Rea, a imortal. Aquele livro era como um grande pergaminho que ele começou a abrir, num movimento veloz, e sentiu a imensa reiatsu ser liberada. Viu as quatro estrelas e a lua minguante do antigo e poderoso clã, que por milênios era supremo e superava os Kuchiki em força, os antigos “Shihouin”. Os nomes de seus mortos e seus ovos de reiatsu estavam se materializando em sua frente. Pequenos orbes dourados como ouro líquido, reluzente e de presença espantosamente poderosa, que chegava a ser aterrorizante. Suas pernas tremiam e via as pequenas miniaturas de dragões de reiatsu se materializarem e voarem ao seu redor, e uma voz cujo gênero era indefinível falava os nomes de cada um deles como se fosse um canto de maldição, acorrentando-os e fazendo voltar para dentro do selo. Os nomes pareciam não acabar. Alguns deles eram contemporâneos demais. “Não é possível! Será que até hoje essa guerra perdura? Até hoje estão acontecendo assassinatos por rivalidade e guerra de poder?”

Ele só tinha aberto os últimos capítulos, mas mesmo assim eram muitos. Não tinha permissão para ir para a linhagem mais antiga. Já ouviu dessa história uma vez, que quanto mais antigo, mais monstruoso era o poder. Hoje em dia ele ficou raro, porque o poder das pessoas ficaram presos nas espadas Muramasa. Enquanto o pergaminho se enrolava para fechar e terminar de selar os nomes e as reiatsus dos mortos, ele viu que no seu fim havia três nomes e perfis que não foram preenchidos, como se ainda não houvessem sido selados. “O que significa isso?”

– Estes são os próximos alvos. – Ele ouviu a voz de Muramasa Oboro atrás de si, e se espantou com a sua presença ali. Ela estava de pé, fora do selo, olhando-o fixamente com seus olhos violáceos e misteriosos, ilegíveis. Sua franja comprida quase os cobria, seu rosto era angelical, mas sério. – Para ser aceita como uma forjadora de zanpakutou da mais alta categoria, eu pretendo utilizar a vida do que ainda restou da linhagem real dos Shihouin, e dessa maneira vou me tornar a artífice de espadas mais poderosa de toda a casa Muramasa, porque eu... – Ela levantou seu punho alvo para o ar, captando o que ainda tinha ficado como vestígio de reiatsu. – Não pouparei nem uma escama de dragão, vou jorrar todo o poder na minha zanpakutou. E quando eu terminar, os nomes deles serão preenchidos e se juntarão a todos estes mortos.

A reiatsu dela obrigou que Byakuya saísse do campo de selo do pergaminho. Ele passou direto por ela, sem fazer mais nenhuma pergunta. Aquela mulher era mais uma fanática incorrigível, e ele não a registrou como nada além de um possível futuro alvo. “Eu sabia. Maldição. Não é possível. O que eu vou fazer? Isso está muito além do que um simples problema.”

– Tome cuidado, Byakuya-sama, para não criar problemas desnecessários. Nem mesmo você será capaz de me impedir, pois eu já tenho a autorização de todos os líderes, inclusive da Megami-sama. – Ele se voltou para ela com um olhar fulminante.

– O que um rato Muramasa faz dirigindo a mim palavra sem a devida autorização? – Então ele liberou a pressão de sua reiatsu, que a fez cair ao chão de joelhos, imobilizada. – Abaixe a sua cabeça e fique em silêncio enquanto o príncipe passa, ou eu cortarei sua cabeça e darei seu corpo aos cães para que o comam, pois eu ainda sou o mestre.

Embora ele tenha saído daquela maneira, foi capaz de ver o sorriso cínico no rosto dela. Como queria destruí-la! Ele odeia se sentir preso! Saiu imediatamente daquela casa com um oceano de ideias absurdas vagando em sua mente, decidido a encontrar Rowan Gillespie. “Não, o nome dele não é este.” Ele viu bem, na árvore da lua minguante com quatro estrelas reais. O último e reconhecido líder do clã Shihouin não era Yoruichi, e nem Yuushirou. Heranças de sangue não seguem morais humanas. Ser um bastardo ou ser puro não faz muita diferença quando se fala de DNA. Se ele era suficientemente bom para ser considerado material para uma nova zanpakutou, então era ele o herdeiro da esplendorosa força e herança Shihouin.

“Shihouin Eto, como eu vou te achar? Qual a sua relação com Inoue Orihime?”

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Jugram Haschwalth observava a mulher de preto se aproximar do esconderijo. Ela o tinha descoberto ainda que ele tentasse se camuflar. Seu olhar era penetrante como se fosse a própria morte encarnada. “Ela é uma maga de elite.”

– Contemple, Jugram – Disse Eirien com um sorriso maquiavélico. – De que maneira se joga com peças de alto calibre.



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