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História Bipolar - Kim Taehyung - Capítulo 67


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Notas do Autor


E aí, como estão de quarentena?
Eu estou muito mal, odeio com todas as forças ficar presa dentro de casa aaa
Lavem bem as mãos yey
E gritem "ado ado o corona virus que vier em mim é viado"
Desculpa, eu dou risada disso

Capítulo 67 - Sixty seven




...


O clima ficou tenso por muito tempo naquele quarto.

Já estamos no terceiro dia de lua de mel e eu estou totalmente vazia por dentro. Eu estou me sentindo mal aqui. Eu só queria que meu irmão estivesse vivo para eu voltar pra casa e abraçar ele com todas as minhas forças... Ou então o Hyungwon... Eu sinto muita falta dos dois. Eu nunca vou encontrar ninguém como os dois. 

As pessoas dizem que eu sou muito exagerada em relação ao Hyungwon pois nós nos conhecemos por pouco tempo antes de ele morrer e eu considero ele pra caramba... Mas é que quando eu estava sozinha, sem apoio de ninguém, ele estava do meu lado. Ele já me fez rir muito, esquecer das tristezas... Além do que, ele era meio que o meu irmão. Ele faz falta.

Respirei fundo, senti tudo doer em mim. Eu não sentia vontade de fazer mais nada. Me sinto a pior pessoa desse mundo.

Tudo piorou quando as notícias sobre mim falando disso começaram a rodar na internet. Eu só estrago tudo!!

Eu só quero sumir do planeta. Tem jeito de eu morrer rápido? 

E o pior é que não posso fugir e nem nada do tipo..  estou em um país onde ninguém fala no mesmo idioma que eu, eu me sinto como um cachorro perdido e desesperado por informações.

Respirei fundo mais uma vez. Mas o choro veio mais forte dessa vez. Tentei segurar, mas não consegui. Eu comecei a chorar desesperadamente.

Eu arruinei meu próprio casamento.

O pior é que mesmo se eu chorasse muito, não vai aparecer ninguém pra me acalmar, abraçar... Taehyung pediu para mudar de quarto e me deixou sozinha. Ele tá muito bravo comigo e com razão.

Levantei da cama e fui devagar até o banheiro. Apenas abri a torneira da pia e lavei meu rosto. Após isso, fiquei me encarando no espelho. Eu tinha olheiras enormes no rosto. Além do que, era claro as marcas de uma madrugada chorando.

Respirei fundo e andei de volta até a cama, logo peguei meu celular e mandei uma mensagem para o Taehyung pra ele pedir algo para mim comer. Eu não sei nem o básico de inglês... Não queria depender dele agora.

Coloquei meu celular em qualquer lugar em cima da minha cama e comecei a olhar para o teto. Eu estava a espera de algum milagre pro Taehyung chegar em mim rindo e falando que tudo era uma pegadinha, que tudo está bem.

Mas não... É tudo real. 

Esperei por um bom tempo olhando para o teto, até que finalmente bateram na porta. Fui sem ânimo até lá e abri a porta, logo vi Taehyung apoiado na parede com a mão enquanto mexia no celular.

— Oi... — tentei puxar assunto, mas ele me ignorou, apenas deu meia volta e começou a andar em direção do elevador.

Fui correndo pra cama e peguei meu celular, logo voltei de pressa para a porta e fechei a mesma, depois corri até ele que já estava bem longe.

— Tae, será que dói não me ignorar? — tentei chamar a atenção dele, mas ele manteve mexendo no celular com a mesma cara de bunda que antes. — Sim. Dói. — respondi por ele.

A porta do elevador abriu e entramos. Ele clicou em um botão e ficou em um canto afastado de mim.

Até quando isso vai durar?

A porta se abriu novamente, mas ainda não era o andar que sairíamos. Entrou um casal francês onde os dois estavam com sorrisos enormes estampados nos rostos. Eles clicaram em um botão e depois pararam um do lado do outro e ficaram trocando beijos...

Olhei para Taehyung e ele ainda estava mexendo no celular. A vontade de tirar esse celular dele é enorme.

O casal riu alto com algo que o cara disse, logo eles me olharam e disseram algo para mim.

E então, eu posso chamar esse casal de milagroso. Taehyung largou do celular. Acho que ele viu o que estava acontecendo e foi conversar com eles. Eu não faço a mínima idéia do que estão falando.

A porta do elevador abriu, logo eles saíram talvez agradecendo o Tae. Quando eles se afastaram o suficiente, ele desmanchou o sorriso que havia formado no rosto no mesmo instante e começou a se ver no espelho.

Vai Jihyun, puxa assunto com ele..

— Er... O que eles disseram? — perguntei e fui trouxa achando que ele iria me responder por não estar no celular.

A porta do elevador abriu e saímos um do lado do outro sem trocarmos nem um olhar se quer.

Andamos em direção da cafeteria do hotel e sentamos um de frente para o outro na mesa. Ele tirou o celular do bolso e começou a mexer novamente.

— Tae... — com sei lá qual coragem, tirei o celular dele de sua mão e ele me enviou um olhar mortal.

— O que você quer?

— Então é só assim pra você falar comigo? — perguntei incrédula.

— Não sei... Abre live no Instagram e pergunta para o povo. — disse em um tom irritado.

Vi uma garçonete se aproximando da gente e disse algo, provavelmente deu um bom dia, sei lá.

Tae começou a conversar com ela e eu apenas fiquei observando o diálogo dos dois que eu nem fazia ideia do que se tratava.

Ela então saiu daqui com um sorriso sapeca no rosto. O que ele disse pra ela?

— Tae, o que você falou? — perguntei brava.

— Sei lá. — disse se levantando — sua comida já vai chegar. — tirou o celular dele da minha mão e foi andando embora.

Eu queria dar um grito de ódio, quero voar no pescoço dele. Não sei nem falar um obrigado pra quando a comida chegar!

Peguei meu celular e comecei a mexer no aplicativo de mensagens. Vi que haviam notificações da Solji, do Jin...

Li cada mensagem e depois me despertei com comida sendo posta na minha frente. Vi a mesma garçonete e apenas sorri para ela. Não faço a mínima idéia de como agradecer.

Guardei meu celular e comecei a comer. O Tae pediu o mesmo dos outros dias, um sanduíche natural e um suco de laranja.

Fui comendo e observando a cidade lá fora já que eu estava na janela. Eu via várias pessoas se divertindo. Eu só queria me divertir também!

Mas por que eu não vou? E daí que não sei francês!

Terminei de comer o sanduíche e o suco e me levantei e fui andando em direção da saída do hotel. Não vou ficar perdida pois vou andar aqui em volta.

Comecei a observar tudo em volta, as árvores, as lojas... Eu adoro o jeito que a França é.

Peguei meu celular e comecei a tirar foto de tudo. Eu parecia aqueles fotógrafos de revista que paravam em algum lugar e tirava fotos.

Parei para sentar quando vi um banco. Comecei a ver todas as fotos que eu tinha tirado, depois abri a conversa com a Solji e tirei uma foto minha fazendo um "v" com os dedos, de legenda eu coloquei "estou sozinha na França porque ninguém fala no mesmo idioma que eu"

Vi que ela leu a mensagem segundos depois e começou a digitar.


O Taehyung fala em coreano, onde ele tá?  [9:12]

Hotel [9:12]

Ah, que pergunta idiota. [9:12]

Você não tá perdida não, né? [9:12]

Não [9:12]

Desculpa... O Jin tá me chamando, preciso ir, ele tá aprendendo a mexer em um forno que comprei [9:13]

Tá... Vai lá então [9:13]


Fechei a conversa e fui procurar outra pessoa para conversar... Tem a Sana, o Wonho... Ah, devem estar todos ocupados ou bravos demais comigo.

Guardei o celular e me levantei. Vou andar aleatoriamente por Paris, se eu me perder, é só mandar mensagem pro Taehyung.

Quando eu menos esperava, vi uma loja onde haviam letrar em hangul. Nessa hora, meu sorriso abriu.

Fui de pressa até aquela loja e haviam alguns franceses comprando coisas. É uma loja de conveniências coreana. Pena que estou com pouco dinheiro.

Mais no fundo da loja, vi umas pessoas com as características não francesas, nessa hora senti muito aliviada. Não estava mais aguentando ver só franceses.

Comecei a ver tudo na loja. É igual uma loja qualquer na Coréia do Sul, mas na França.

Peguei uns chocolates aleatórios e fui andando até o caixa.

Eles cumprimentaram em francês e eu sorri.

— Vocês falam coreano? — perguntei tímida.

— Oh!! Uma coreana! — o homem disse abrindo um sorriso no rosto — faz meses que não vem um coreano aqui!

— Nossa — ri.

— Sunghwa! Ganhei a aposta! Pode vir aqui! — o homem disse feliz.

Aposta?

Vi um homem que aparentemente estava bravo. Ele parecia estar entre os vinte e vinte e cinco anos. 

— Toma. — ele deu uma certa quantia de dinheiro na mão do homem mais velho.

— Qual seu nome, boneca?

— er... Jihyun...

— Nossa, Jihyun, a ultima vez que apareceu um coreano por aqui foi em março do ano passado! Acho que nossa loja é muito escondida.

— Achei só um pouco — falei rindo.

— Sunghwa, pode ver o dinheiro dela? Nossa, achou um pouco escondido? Aí que está o problema!

O tal de Sunghwa tirou o dinheiro da minha mão e começou a contar, logo mexeu no caixa para pegar o troco.

— Aigooo, Sunghwa! Melhora sua cara! É uma coreana!

— Ah, me desculpa, tenho que te tratar como se fosse uma deusa grega perdida na França — ele disse em um tom irônico e eu ri.

— Sunghwa! Olha a grosseria! — o homem mais velho acertou um tapa no ombro do rapaz — desculpe, Jihyun... Só vai levar isso?

— Sim... — falei sorrindo.

— Cheguei, pai!!! — ouvi uma voz de mulher.

Virei de pressa pelo simples fato de ser uma coreana, logo vi um garota que aparentava ser mais nova do que eu, chuto uns quinze anos. Quando ela me viu, veio correndo até mim animada.

— Meu Deus!!! Não acredito!!! — ela tocou no meu braço e eu ri.

— que isso, Sohyun! Isso não é jeito de chegar em cliente...

— Pai, é a Jihyun, esposa do ator mais bonito da Terra! — ela disse impressionada. — Meu Deus, como que a Jihyun chegou aqui na loja do meu pai na França???

— Eu tô em lua de mel... — falei tímida 

— Verdade né — ela disse rindo e tirou o celular do bolso dela — tira uma foto comigo?

— Sim, sim... — sorri

Ela apontou a câmera para a gente e tirou umas trocentas fotos. Eu não sabia que eu tinha fãs...

— Já acabou o seu show, Sohyun? — o homem disse mais bravo, logo a garota guardou o celular de pressa.

— Desculpa, papai...

— Ela é irritante mesmo. — o tal Sunghwa sussurrou para mim e eu ri.

— Desculpa pela pergunta... Mas o Taehyung está onde?

— Ah, tá no hotel... — falei meio sem graça.

— Acho que poderíamos combinar de sair... Já conheceram Paris?

— Sohyun! Pode ir por isso na estante? — o homem disse empurrando uns produtos para ela.

— Poxa, pai... Um dia ainda vou te entender... — ela resmungou. — se quiser comprar mais coisas aqui amanhã... — ela sussurrou

— Anda logo, Sohyun!! — o pai gritou e ela foi de pressa para um corredor.

Ri fraco mas por dentro eu fiquei com dó da menina.

— Então, Jihyun... Tem quantos anos? — o homem perguntou.

— Pai, eu acho que ela quer ir embora... — Sunghwa disse meio baixo.

— Me desculpa... Volte sempre! — ele disse sorrindo e eu ri.

— Vou ficar mais um pouco... Não tenho nada pra fazer aqui, não sei nem o básico de inglês...

— Oh, sério? — ele disse impressionado — Então como veio parar aqui na França então...?

— Ela já falou que está em lua de mel. — Sunghwa disse impaciente.

— Então porque não veio com o seu marido?

— ele tava ocupado. — menti.

Vi dois franceses chegando para pagar algo e o homem foi atender eles, logo ficamos eu e Sunghwa observando eles.

— Então... Você é casada com um famoso, né?

— Sim...

— Se você não fosse comprometida eu iria te chamar pra sair. — arregalei um pouco os meus olhos.

— Ah... S-sério? — falei com um sorriso sem graça no rosto.

— Mas deixa pra lá... — ele falou arqueando as sobrancelhas.

Esse homem é meio esquisito.

Fiquei por mais um tempo conversando com aquela família e me senti meio mal ali... Nunca soube como que era ter um pai e um irmão normal.

Eu me vi no lugar daquela Sohyun, e vi o Jungkook no lugar do Sunghwa. Ele mais sem ânimo igual o Jungkook, eu mais normal... Igualzinho!

Saí daquela loja com um sorriso no rosto. Eu não iria aguentar ficar sem conversar com alguém o dia todo.

No meio do caminho pro hotel, meu celular começou a vibrar. Peguei ele de pressa e vi que era o Taehyung. Arregalei os olhos e fiquei sem entender. Não atendi. Se for pra ser infantil de querer me ignorar, vou fazer igual.

Guardei o celular e deixei ele tocando. Ele tocou umas três vezes, ou seja, com certeza ele deve estar me procurando.

Quando vi o hotel de longe, diminuí os passos e abri um dos chocolates que comprei, logo comecei a comer enquanto olhava cada canto de Paris. Essa cidade é maravilhosa, aff.

Taehyung não desistia de me ligar, toda hora meu celular vibrava no meu bolso. Apenas manti ignorando.

Faltando dez passos para chegar no hotel, peguei meu celular e fui ver quantas ligações perdidas tinham... Deram onze.

Guardei o celular de volta no bolso e fui caminhando até o hotel. Quando cheguei, mostrei meu cartão do meu quarto para as moças da recepção e elas disseram algo. Nem vou tentar entender.

Fiz um sinal tentando dizer que não falo francês, logo elas apenas sorriram.

— Jihyun! — ouvi de longe e meu coração parou.

Pelo tom de voz... Era o Taehyung e ele estava muito bravo.

Apenas fui de pressa andando até o elevador, logo senti meu pulso sendo segurado.

— Onde você tava? — ouvi Taehyung dizendo furioso e eu nem virei para olhar para a cara dele. — Jihyun, para, você tá sendo infantil.

— Tô te imitando. — tentei puxar meu braço, mas ele segurou com mais firmeza e parou de frente para mim. Pude ver seu rosto esboçando uma preocupação.

Ele sem dizer nenhuma palavra, apenas me abraçou. Fiquei sem reação nenhuma, não levantei meus braços. Por que diabos ele fez isso?

— droga! Eu achei que você estava desaparecida! — ele disse em um tom quase de choro.

Franzi meu cenho e coloquei minhas mãos no ombro dele e o empurrei devagar.

— Agora se preocupa comigo? — falei brava.

— Para com esse drama! — ele disse tentando não chorar — vamos conversar. — ele me segurou no pulso de novo e foi me puxando em direção do elevador.

— Me larga! — falei desesperada.

Ele clicou no botão do elevador e tivemos que esperar. Eu já vi que não podia fazer nada...

Quando abriu a porta, ele meio que me jogou para dentro e clicou no botão do nosso andar.

Quando a porta fechou, ele cruzou os braços e ficou me encarando com a expressão brava 

— O que deu em você de sair do hotel?

— Eu não iria ficar aqui presa o tempo todo, né? — falei mais brava ainda.

— por que não avisou?

— e por acaso você iria ligar se eu avisasse ou não? Você está literalmente me ignorando por causa de algo que já te pedi desculpas!

— Mas se pedir desculpas adiantasse alguma coisa... — ele disse seco.

— geralmente em um casal quando acontece algo com alguém o outro tenta ajudar, não ignorar... — ele riu.

— Mas você já fez isso quantas vezes?? — ele disse em um tom sarcástico 

A porta do elevador abriu no nosso andar e ele foi me puxando em direção do quarto dele.

— Tae, para! — tentei me soltar.

Ele me cokocou dentro do quarto e trancou a porta.

— Que sacola é essa? — ele apontou para uma sacola na minha mão.

— Não interessa.

— Jihyun — ele disse impaciente e tirou a sacola da minha mão, logo viu os doces. — onde comprou isso?

— em uma loja coreana. — falei seca.

Ele foi andando até a cama dele e sentou na beirada, logo deitou o corpo para trás.

— Eu estava pensando da gente voltar pra Coréia amanhã cedo já que não tem mais nada pra fazer aqui... Você acabou com tudo.

— isso, joga mais na minha cara — falei revirando os olhos.

— As vezes a verdade dói um pouco. — jogou os braços sobre os olhos dele. — Acho melhor você ir arrumar suas malas.

— Então é isso? — perguntei séria. — você não vai esquecer tudo isso agora pra tentar aproveitar a viagem? — falei em um leve tom decepcionado.

— Eu esqueceria se você... — interrompi ele.

— Mas meu Deus, dá pra esquecer essa merda! — falei brava, quase chorando — Por favor! Você não consegue pensar um pouco nos outros???

— Eu quem pergunto.

— Tá, somos dois egoístas. Mas por favor, será que podemos começar o ano em paz?? — caiu uma lágrima do meu rosto 

— Eu tentei... — falou simples 

— Mas eu tô pedindo uma outra oportunidade, podemos resolver isso depois!

— Jihyun, entenda... — ele sentou na cama e respirou fundo — se você não tivesse falado nada, eu nem precisaria me preocupar em voltar para a Coréia.  Mas agora, vou ter que resolver um tanto de coisa com advogado,  tenho que esclarecer muita coisa... Isso é, se eu não fui proíbido de passar pela fronteira coreana...

— Eu juro que eu não queria fazer isso... — coloquei a mão na cara pois eu não queria chorar na frente dele.

Ouvi passos dele se aproximando e meu corpo foi envolvido por um abraço. 

É... Parece que ele realmente me ama. Ele pode estar bravo, mas aparenta não gostar de me ver mal.

Ele começou a acariciar meus cabelos e eu fui me acalmando aos poucos. 

— desculpa, mas foi você que forçou as coisas e agora a gente vai ter que voltar pra Coréia. — ele disse de um jeito menos bravo.

Parei de chorar e fiquei pensativa. 

Ele ia se afastar do abraço, mas eu abracei ele antes, impedindo ele de sair.

Ele voltou a me abraçar e eu enterrei meu rosto no peito dele. O perfume dele estava meio sufocante, mas estava me acalmando.

Ele deu um passo pra trás indicando que era para eu seguir ele, então eu fiz o mesmo que ele e fomos meio que andando até a cama dele.

Ele sentou na cama e eu sentei sobre as pernas dele.

— Odeio te ver triste. — ele soltou a frase em um tom totalmente sem ânimo.

Senti uma vontade de chorar maior, mas não posso chorar. Não quero mais incomodar ele.

Ele deitou o corpo para trás e eu automaticamente fui com ele, fiquei deitada em cima dele.

— Jihyun, eu acho que vai ser meio estranho e horrível pedir isso... Mas acho que a gente tem que dar um tempo um do outro?

— Por que? — afastei meu rosto dele — a gente acabou de se casar!

— Eu sei... Mas é que eu acho que nós dois precisamos refletir um pouco pra virarmos mais adultos... — ele disse calmo, mas eu estava entrando em estado de Pânico.

— De onde você tirou essa idéia horrível?

— Não interessa, mas eu acho que seria o mais óbvio. 

— Óbvio nada! Isso só vai atrapalhar...

— Jihyun, é pelo nosso bem. — enquanto ele dizia essa frase, eu ía saindo de perto dele.

— que bem? Eu não tenho mais ninguém além de você!

— e a Solji? — ele perguntou se sentando na cama.

— Tae, isso não faz sentindo...

— É só por uma semana pelo menos... — ele disse calmo. — vamos agir que nem simples amigos, mais nada.

— Você por acaso tá pedindo isso porque se enjoou de mim?

— Isso nunca iria acontecer. Mas entende, Jihyun. A gente tá toda hora brigando, nós dois precisamos refletir o que tem de errado.

— Eu já sei — levantei — O seu egoísmo tá errado! — fui pisando duro até para fora do quarto.

Cheguei no meu quarto e me joguei na cama, logo peguei a sacola que eu havia guardado no bolso e comecei a comer os chocolates devagar.

Qual que é a lógica disso, Taehyung? Ficar um tempo sem falar com você? Acha que isso é normal?

Peguei meu celular e vi que haviam mensagens da Solji. Li tudo, respondi e ainda falei sobre isso que o Taehyung pediu. Isso ainda não faz sentido!

Desliguei a tela do celular e tentei dormir de novo para eu não ter que pensar em mais nada.

É uma piada mesmo dar um tempo... Atá!


...


Notas Finais


Ta curto, desculpa


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