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História Bipolar - Kim Taehyung - Capítulo 71


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Notas do Autor


Vou tentar bater 300 mil palavras logo e 100 capitulos yey

Pessoal, comentaram algo lá no primeiro capítulo que eu já me preocupei uma vez e depois descartei: como é a aparencia da Jihyun.
Bom, eu já pensei em desenhar e já tentei mas ficou uma bosta... Então vou passar as características basicas dela hehe
- É basicamente uma menina com aparência de ulzzang com traços do Jungkook e o cabelo grande (mais ou menos até a metade das costas); a altura dela eu lembro de ter falado mas não tenho certeza, mas o que eu acho que coloquei foi 1,65.
Só isso, nice leitura aí yaw

Capítulo 71 - Seventy one



...


Já me disseram uma vez antes do casamento que trair é um dos maiores pecados. Mas nunca pensaram que quebrar o coração de alguem antes fosse pior, né?

Ontem, o Felix me trouxe para a casa da Solji e depois ficou o tempo todo me mandando mensagem dizendo que agora sim ele poderia ficar com qualquer garota e que ele nunca pensou que iria perder a virgindade com uma pessoa que conheceu em menos de uma semana. Eu ri, mas adorei ajudar ele.

Agora, estou no banho. Acabei de ligar o registro e deixei a primeira água gelada cair sobre o meu corpo, me fazendo arrepiar inteira. Mas acabei ignorando essa temperatura gelada e peguei o shampoo para passar no meu cabelo que agora está hidratadinho por causa da máscara que comprei dias atrás.

Comecei a massagear meu couro cabeludo para garantir que estou tirando qualquer resíduo de sujeira e depois fui passando para as pontas que já mostravam estar danificadas devido a descoloração.

Eu estava relaxada. Eu me senti livre talvez... Não sei. No começo, pareceu uma idéia horrorosa, que eu iria passar dias tentando superar... Mas o Taehyung só acabou abrindo meus olhos e mostrou o monstro que era. E bom... Ainda bem que sou solteira e agora posso fazer o que eu quiser, não é?

Abri um sorrisinho e deixei a água tirar toda a espuma do meu cabelo. 

— Jihyun, tem um cara aí na frente que quer falar com você! — ouvi Jin dizendo enquanto batia na porta do banheiro.

— Tá, fala que acabei de entrar no banho — respondi.

Agora estou curiosa, será que é o Felix? Deve ser!

Tirei o shampoo de pressa do meu cabelo e passei mais um pouco pra eu garantir melhor ainda que meu cabelo vai estar limpo.

Tirei esss shampoo e peguei a máscara e passei nas pontas do meu cabelo e depois prendi ele em um coque e fui me ensaboar.

Quando terminei o banho, me enxuguei e coloquei uma toalha na minha cabeça já que estou com máscara. Coloquei minha roupa básica de ficar em casa - que é um short cinza e uma blusa larga e preta -, e depois saí do banheiro.

Fui até o quarto que eu durmo e peguei meu celular, fui ver rápido se tinha alguma mensagem e não tinha. Será que é mesmo o Felix?

Fui andando devagar até a sala para ver se eu conseguia dar uma espiada antes e vi arregacei um pouco meus olhos.

Era o Jackson. Sim, o cara que me trouxe para cá no dia da festa.

Me olhei no reflexo da tela do meu celular para ver se eu estava apresentável e saí de trás da parede que eu estava me escondendo.

— Olá — falei tentando parecer simpática e ele parou de mexer no celular e me olhou de cima para baixo.

— Oi — ele abriu um sorriso — fiquei sabendo que saiu com o Felix ontem.

— As notícias correm rápido nessa cidade — sentei do lado dele.

— Sim, inclusive também fiquei sabendo que você foi a garota de ouro que tirou a virgindade dele — arregalei um pouco meus olhos.

— Ah... — falei sem graça e ele riu.

— Você não era casada? — ele perguntou mais baixo.

— Acho que eu era — dei ênfase no "era"

— Meu Deus, se segura um pouco porque você só brigou com o seu marido, não divorciaram... — ele disse sério. — mas enfim, vim aqui pra saber de você tá afim de sair... Quero te conhecer.

— Sério? — ri — pode ser. 

— Então... — ele pegou o celular dele de volta — pode ir se arrumar.

— Ai, mas a máscara vai demorar pra hidratar o meu cabelo...

— Vinte minutos pra hidratar — ele disse simples — eu espero, relaxa.

— Tá. — me levantei — o Jin te ofereceu água?

— Sim, mas falei que não queria — ele disse focado no celular.

Tá. Posso dizer com certeza que o Jackson é daqueles Bad boy que sempre estão de jaqueta de couro, calça colada e anda de moto, além do que, apresenta atitudes meio rudes e secas.

Troquei de roupa, esperei mais uns cinco minutos, tirei a máscara do meu cabelo e não me preocupei em secar ele agora, apenas dei uma tapeada para não ficar pingando.

Cheguei na sala já pronta e Jackson olhou pra mim e sorriu.

— Vamos?

— Sim — concordei sorrindo — Jin, tô saindo!

— Tá! — ele gritou do quarto.

A Solji não está em casa. Ela foi visitar algum parente, ainda não entendi.

Saímos da casa e ele foi andando para a moto, logo senti um pouco de medo pois andar de moto é uma sensação que passa sim um pouco de medo.

Ele me entregou um capacete e eu sorri sem graça.

— Pensei na gente ir para uma sorveteria. — ele sugeriu colocando o capacete.

— Pode ser. — coloquei o capacete na cabeça.

Ele subiu na moto e eu subi depois, logo segurei na cintura dele e ele deu partida na moto.

Eu sentia o vento gelado batendo forte contra mim e eu estremecia inteira. Mas tenho que aguentar, né?

Ficamos em silêncio por todo o percurso até ele estacionar na frente de uma sorveteria. Desci da moto meio tonta e dei o capacete que eu estava usando para ele, que colocou na parte de trás da moto junto com o capacete dele.

Entramos na sorveteria e sentamos em uma mesa vazia, logo ele começou a ver o cardápio que estava em cima da mesa e eu fiz o mesmo.

— Hm, aqui também tem milk shake. — ele disse feliz.

— Tem? — perguntei virando a página e vi que realmente tinha.

— já sei o que vou pedir — ele fez sinal para alguma garçonete vir e eu também decidi.

— O que vocês desejam?

— Um milk shake de ovomaltine... E você, Jihyun?

— De morango — sorri fraco.

— Qual tamanho do copo?

— Eu quero o de meio litro.

— pra mim também — falei.

— certo, é só aguardar. — ela saiu sorrindo de perto da nossa mesa.

Jackson pegou o celular dele e depois deixou em cima da mesa.

— Então... Você é casada com o ator Taehyung... — ele mais afirmou do que perguntou.

— Uhum — falei seca.

— Ele entrou pro ranking de rostos mais bonitos de dois mil e vinte... — falou brincando com o cardápio e eu arregalei os olhos.

— sério?

— Sim... Já estão selecionando os rostos. — falou pegando o celular para me mostrar.

— Nossa... Pena que só tem o rosto bonito — resmunguei.

— Pretende fazer exposed dele? — ele perguntou me mostrando uma foto do Taehyung e em baixo estava escrito "100" alguma coisa.

— Fazer o que? — perguntei sem entender.

— Exposed

— O que é isso? — perguntei confusa e ele riu.

— Vai expor pro povo que ele é um babaca?

— Não — falei meio desesperada.

E bom... Sabe a "incrível" sensação de estar sendo observada? Pois é, passei a ter do nada.

— que pena, eu gosto de ver o circo pegar fogo. — ele disse se lamentando e eu ri fraco.

Olhei para os lados e tentei ver se alguém estava me encarando ou algo do tipo, mas não vi ninguém.

— Você tá bem? — Jackson perguntou.

— Sim — sorri sem graça.

— Tá — ele riu. — Aigoo, preciso ir no banheiro.

— Vai, ué — falei simples.

— Já volto.

Ele levantou e foi caminhando até o banheiro, me fazendo ter mais ainda a sensação de estar sendo observada.

Olhei para o lado de fora da janela e não vi ninguém me observando, todos estavam distraídos.

Peguei meu celular e vi que havia notificação da Solji falando pra mim dizer que horas que eu provavelmente voltaria para casa. Não vou responder agora pois não tenho certeza.

Olhei para os lados mais uma vez e ainda não achei ninguém. Por que estou insistindo nisso? Aigoo, já vi que não tem ninguém me olhando!

Vi a garçonete se aproximando na minha mesa com dois copos de milk shake.

— Aqui, um de ovomaltine e um de morango — ela sorriu e eu também.

— obrigada.

Ela cobrou o preço e eu paguei o meu e o do Jackson juntos sem problema algum, logo tomei um gole do meu milk shake e ele estava com o gosto maravilhoso.

Vi Jackson saindo do banheiro e caminhando em direção da mesa onde eu estava, logo ele chegou e sentou.

— Eu deveria ter deixado o dinheiro com você — ele disse olhando para o copo e bateu a mão na testa 

— Relaxa, já paguei. — falei mexendo no celular.

— Depois te dou a minha parte.

— Precisa não, já paguei pra você — deixie o celular em cima da mesa e sorri para ele.

— Ok então. — ele bebeu um gole do milk shake dele — hm, tá muito bom.

— Posso experimentar? — falei tímida 

— Pode — ele estendeu o copo dele para mim e eu peguei e suguei um pouco daquele canudo. Maravilhoso.

— Hmm — falei encantada — quer do meu?

— Sim — estendi os dois copos para ele, ele pegou o dele e depois pegou o meu para beber um pouco. — ficou muito bom mesmo.

— sim — concordei sorrindo.

— Vamos andar por aí? 

— Sim — levantamos ao mesmo tempo e rimos.

Eu pensei que ele fosse mais sério, mas é um cara bem divertido. Ele é extrovertido, não tem insegurança de falar algo. Por isso, vez várias piadas que minha bochecha arderam.

Andamos um quarteirão inteiro e sentamos em um banco, logo senti de novo a sensação de estar sendo observada.

— Então, será que se misturarmos nossos milk shakes vai ficar bom? — ele perguntou em um tom bem curioso.

— Deve ficar — estendi meu copo para ele.

— Não desse jeito. — ele sorriu de lado e eu entendi o que ele quis dizer.

— Opa, então se for de outro jeito, podemos pensar — sorri para ele.

Ele aproximou nossos rostos e apoiou uma mão de um lado da minha perna e a outra do outro lado, logo colou nossos lábios.

Se antes eu me sentia observada, agora eu sinto olhares queimando em mim.

Fechei meus olhos e ficamos com movimentos lentos.

A língua dele invadiu minha boca e eu sorri. Os gostos dos milk shakes realmente foram se misturando.

Ele encerrou o beijo e eu fiquei olhando com um sorriso bobo na cara.

— Perfeito. — ele sorriu e eu ri.

— Por que não fazem um sabor de chocolate com morango de uma vez?

— Eu iria comprar sempre se fizessem. — ele ajeitou a postura no banco e eu ri fraco.

Olhei para os lados e vi que onde estávamos, a rua estava meio vazia. Droga, se tem alguem me olhando, é melhor aparecer logo.

— Que droga, fiz seu marido ganhar um par de chifres — ele disse em um tom debochado.

— Meu quem? — perguntei também debochada.

— Ops, aquele cara que você se "casou" — fez aspas com o dedo.

— Ah sim — ri — dois pares ontem e hoje. — falei satisfeita.

— Já já vai descer para o inferno de tobogã. — ele alertou.

— com tanto que ele não esteja lá — dei de ombros.

— Nossa, você ta mesmo com raiva dele — ele riu.

— Tô mesmo, não aguento mais o que ele faz. — comecei a brincar com meus dedos.

— Vocês não deveriam conversar igual adultos devem fazer? — ele sugeriu e eu olhei séria para ele.

— Mas quem disse que vai adiantar algo? — falei um pouco estressada.

— você já tentou por acaso?

— Sim.

— Ah, então quem é mais velho?

— ele...

— Em maturidade acho que não. Mas não posso garantir nada, não conheço tanto vocês.

— Mas está certo.

Jackson continuou falando as coisas para mim e pedia para eu conversar que nem adulto, com o Taehyung, blá blá blá... Já sei que não vai adiantar.

Levantamos com nossos copos vazios e jogamos eles foras, logo fomos andar mais um pouco. Já são quatro da tarde. Ficamos um bom tempo conversando.

Chegamos em um assunto mais aleatório e começamos a rir muito, até que eu percebi que estávamos voltando para a sorveteria, talvez para ele pegar a moto dele.

— ...Aí no final da festa, o Yoongi e o Namjoon como sempre brigaram mas foi mais sem graça do que nunca.

— Por que eles sempre brigam? — perguntei curiosa.

— São dois idiotas sem cérebro que sempre fazem competições, aí um fica bravinho e os dois brigam quando bêbados, mas tenho certeza que esses dois já até transaram.

— Nossa — ri — Pelo o que eu sei deles, não duvido também.

Ele parou de frente para a moto dele e desamarrou uma cordinha que amarrava os capacetes e me entregou um.

— Já vai me deixar em casa?

— Sim. — ele foi colocando o capacete dele — Tenho que trabalhar hoje. 

— Você trabalha de que? — perguntei enquanto ele subia na moto.

— Garçom de um restaurante.

— Nossa — falei impressionada e subi atrás dele na moto.

Continuei sentindo que estava sendo observada. Olhei novamente para os lados e vi um carro que era igual o do Taehyung. Não acho que seja ele, é impossível, mas eu gelei na hora que vi.

— Segura aí que vou começar a andar. — Jackson alertou e eu segurei na cintura dele, logo ele deu a partida e comecou a pilotar a moto.

Eu não respondi a Solji, agora que caiu a minha ficha! Mas não estou voltando tarde para casa...

O sinal fechou e o Jackson parou a moto, logo lercebi que paramos do lado do mesmo carro que eu tinha visto lá atrás. Espera, Jihyun, você está louca, não é o Taehyung que está ali dentro... Nem dá pra ver quem está lá.

Parei de encarar o vidro do carro e assustei com a moto voltando a andar.

Foquei nos outros lados. Tentei ignorar que aquele carro estava do meu lado. É realmente impossível disso acontecer.

Depois de minutos, vi que o Jackson já estava perto da casa da Solji, só faltava um quarteirão.

Quando ele finalmente estacionou a moto na frente da casa da Solji e eu desci.

— Obrigada, Jackson — falei entregando o capacete para ele, logo ele colocou o mesmo no colo dele.

— De nada — ele fez um "v" com os dedos.

— A gente podia sair mais vezes... — sugeri.

— Amanhã eu tenho trabalho de novo... Pode ser depois?

— Sim 

— Beleza, até mais! — ele deu partida na moto e começou a andar.

Vi ele se afastando e fui pegando meu celular no bolso para eu ligar pra Solji.

Quando coloquei meu celular na orelha, olhei para os lados e gelei tudo quando vi o mesmo carro.

Atende, Solji! Eu tenho certeza que vou ser sequestrada.

Fui andando em passos rápidos até a porta e toquei a campainha duas vezes seguidas. 

A chamada caiu e eu de verdade senti meu coração parar na hora que senti meu ombro sendo tocado. Eu não tive outra reação sem ser gritar.

— Cala a boca! — ouvi a voz que eu menos queria ouvir agora.

Por favor, alguém me ensina a morrer?

Virei pra trás de pressa e acertei um tapa na cara dele.

— O QUE VOCÊ TÁ FAZENDO AQUI??? — Perguntei brava e ele acariciou aonde acertei o tapa nele.

— Vim perguntar como que você teve a cara de pau de... — ele foi interrompido.

— Jihyun, Taehyung? — ouvi a Solji e eu fui em passos rápidos até ela e abracei.

— Tira ele daqui!!! — falei desesperada.

— O que você tá fazendo aqui, Taehyung? — ela perguntou brava.

— Vim ver como que ela beija os outros caras — ele disse seco e eu arregalei os olhos.

— Ela ainda não foi ver como que você beija outras garotas — ela disse mais seca ainda — como que você consegue?

— Por que tá todo mundo jogando a culpa só em mim? — ele perguntou bravo — porra, eu sei que eu errei! Eu só queria um tempo para pensar, não para correr atrás de outras mulheres, até porque não sou tão imbecil ao ponto de fazer isso!

— Desculpa, Jihyun, mas acho que vocês precisam conversar sozinhos — deu ênfase no "sozinhos"

Ela falou igual o Jackson... Hm, engraçado.

— Eu não vou! — falei com a voz trêmula.

— Depois eu que sou imaturo — Taehyung resmungou e eu afastei da Solji com o punho já fechado para acertar ele.

— O que você disse??? — perguntei incrédula.

— Jihyun, não bate nele, pelo amor de Deus. — Solji disse desesperada.

— Isso só te faz covarde. — Taehyung disse baixo e meu sangue ferveu.

— Aigoo, quer saber? — Solji disse impaciente — Por favor, se resolvam logo! Eu não aguento mais os dois falando um do outro, se xingando... Jihyun, você chamou ele de imaturo umas quinhentas vezes mas também não percebeu que você tá sendo pior do que ele. Meu Deus! — ela foi se afastando.

— Te odeio com todas as minhas forças — falei seca pra ele.

— Eu não. — ele disse sem desmanchar a expressão de irritado — como que você teve a cara de pau de beijar um homem?

— Ué, pensei que era pra eu estar solteira — falei em um tom muito mais irritado.

— As vezes a falta de interpretação faz falta — ele disse apoiando no portal da porta. — em momento algum eu pedi para você virar uma vadia e ficar com qualquer um

— Agora você entende o que eu senti daquela vez! — praticamente gritei.

— mas Jihyun, você sabe que isso é errado e fez, e agora estamos casados e isso é pior!

— quem que tá casado aqui? — perguntei quase chorando — é fácil fazer algo usando um truque pra conseguir o que quer para depois descartar o que conseguiu... — ele interrompeu.

— quando é que eu fiz isso?? — ele disse irritado — porra, Jihyun! Você tá usando isso como desculpa pra ficar com outros homens, não tem vergonha na cara não??? Eu já admiti que errei e agora tenho que te tolerar assim?

— Cala a boca! — gritei — Foda-se, eu não ligo mais pra você! — falei chorando desesperada.

Ele ficou me encarando chorar. Tomara que um avião caia na cabeça dele.

Ameacei de fechar a porta na cara dele com tudo, mas ele segurou meu pulso.

— ME LARGA! — Gritei.

Senti ele me abraçar do nada e eu tentei empurrar ele, mas não consegui. Ele é mais forte.

— Espero que você consiga pensar nas merdas que você fez. Quem aqui realmente tá com o coração partido sou eu, mas é a vida... — ele disse baixo enquanto eu chorava alto.

Alguém me tira daqui, por favor!

Tentei empurrar ele mais uma vez, mas ele fez mais força de novo para ficar no abraço e eu desisti.

O pior foi que as lembranças de tudo que vivemos foram passando na minha cabeça. Eu ia ficando cada vez mais sensível. 

— Por que você fez isso? — perguntei no meio do choro e percebi que ele começou a acariciar as minhas costas para talvez tentar me acalmar.

— nada vai ser pior do que ver você beijando outro cara. — ele disse calmo.

Mal sabe que foram dois que fiquei...

Eu senti meu coração bater mais forte, mas não sei se era de raiva ou tristeza.

Senti ele dando um beijo no topo da minha cabeça e eu quis dar uma voadora nele.

Ele ficou por um tempo me abraçando enquanto eu sentia cada vez mais vontade de chutar ele, até que ele finalmente se afastou de mim.

— Desculpa — ele disse claramente demonstrando arrependimento. 

Você não consegue me enganar, Kim Taehyung.

Vi uma lágrima caindo do olho dele e eu me senti um pouco mal.

— eu não sabia que isso iria acontecer. — ele começou a explicar — Eu achei que a gente iria ser feliz pra sempre, mas já começou dando errado.

Ele enxugou a própria lágrima e afastou mais de mim.

— Será que dá pra gente recomeçar? — ele perguntou em um tom de arrependimento profundo.

Respirei fundo e tentei achar nos olhos dele alguma forma de ele estar me enganando. Você conseguiu fazer eu perder a confiança em você.

Não sei se consigo responder que sim. Eu realmente tenho medo de cair em mais uma armadilha.

— tá. Você não quer mais nada comigo... — abaixou a cabeça. — quando pensar em algo, arranja um jeito de me responder. Apaguei minha conta no kakao. — foi se distanciando — só pensa que eu ainda te amo, independente da sua idiotice de beijar outro cara.

Ele saiu da casa e vi ele indo em direção do carro dele. Eu não consigo me mexer.

O universo está gritando com todas as forças que é para eu ir atrás dele, mas eu não consigo mesmo. A cada passo que ele distanciava de mim me doía mais forte no coração.

Quando ele entrou no carro, eu tive a certeza que já era tarde demais pra correr atrás dele. Dei um passo para frente mas não adiantou.

Droga! Mil vezes droga! Sou a pior pessoa desse planeta!!!

Quando vi o carro dele andando, tive mais certeza ainda de que realmente não iria adiantar fazer nada.

Caí do joelhos alí no chão mesmo e comecei a chorar pior que um bebê. 

Eu realmente não consigo odiar ele. Ele criou algo tão forte... Aigoo!

— Idiota — murmurei.


Eu me odeio, mas eu te amo, idiota.


...



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