História Birds on a wire - Capítulo 23


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Categorias Undertale
Personagens Alphys, Asgore Dreemurr, Asriel Dreemurr, Chara, Flowey, Frisk, Grillby, Mettaton, Muffet, Napstablook, Papyrus, Sans, Toriel, Undyne
Tags Alphyne, Casamento Arranjado, Chariel, Fora Da Lei, Frans, Papyton, Rebelião, Romance Proibido, Sistema, Vida Dupla
Visualizações 37
Palavras 1.353
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Hentai, LGBT, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 23 - Epílogo


Fanfic / Fanfiction Birds on a wire - Capítulo 23 - Epílogo

[Sans]

Estava um lindo dia lá fora. Os pássaros cantavam, as flores desabrochavam... Em dias como aqueles Sans estava sentando numa cadeira apenas observando a vida passar.

Já fazia mais ou menos dois ou três meses que eles haviam se mudado para o abrigo. Por sorte Chara conseguira se resolver com Muffet sem que houvesse derramamento de sangue. Não que ele estivesse feliz, de certa forma algo dentro dele se sentia incompleto, algo buscava por vingança.

Vingança por terem machucado sua menina. Justo ela que era a pessoa mais doce que ele pudera conhecer, que nunca fizera mal nem mesmo para uma formiga. Chara lhe contou sobre o mal entendido que Muffet fizera e disse até mesmo que ela estava indo com a garota sem nem reclamar. Ela prefiria ser culpada por algo que não havia feito do que ver alguém que amava sofrendo. Esse jeito altruísta era de se admirar, porém de certa forma Sans tinha um pouco de desgosto por ele. Se não fosse por isso, não estaria na situação em que se encontrava.

"Anjos não morrem Sans, ele apenas voltam para casa". Fora isso que Papyrus disse quando completou um mês desde que Frisk estava em coma. O tiro não tinha chances de a matar, não havia sido em um lugar fatal. O problema porém fora a maldita pedra em que ela batera a cabeça. Alphys o explicou o que fez aquilo acontecer de forma científica, mas ele não estava prestando atenção. Tudo que ele conseguia se concentrar era o peito da menina subindo e descendo com a respiração. Um lembrete de que ela ainda estava viva.

Ele não queria aceitar. Não importava quantos meses se passavam sem que ela abrisse os olhos. Não importava quantos olhares ele recebia das outras pessoas, alguns de pena, outros de consolo. Ele não desistiria dela. Não descansaria em paz até ver novamente seus olhos amarelos piscarem para ele.

Pelo menos ele tinha companhia. Chara e Asriel ficavam ao lado da cama dela também. Mesmo que Chara acabasse pegando no sono enquanto segurava a mão da irmã, Asriel se mantia firme, com os olhos bem abertos enquanto o encarava de tempos em tempos. Eles eram parceiros, lutando contra o tempo e o organismo de Frisk. Ela tinha que reagir em breve. Alphys não fazia milagres e mesmo que eles pudessem ir na cidade vizinha para comprar os remédios, eles não tinham muito dinheiro.

Por uma razão estranha o passarinho que Papyrus comprou estava pendurado na cabeceira da cama. Não estava nas péssimas condições em que eles haviam o deixado porém. Suas penas agora estavam novamente sedosas, substituídas por outras de inúmeras cores. Seus olhos foram trocados também, por bolas de gudes pequenas, seu puleiro fora pintado e até mesmo o mecanismo de canto renovado. Não sabia exatamente porque Chara se empenhara tanto em concertar algo que haviam comprado na promoção. Sabia apenas que o motivo dela sempre pegar no sono era porque ficava murmurando enquanto encarava o pássaro.

Quando ele perguntou para Asriel o porquê dela fazer aquilo ele apenas lhe respondeu que Chara sempre fora muito emotiva. Desde que ela era pequena e passava por situações difícies, costumava inventar vida para objetos inanimados a fim de fazer promessas com eles. Isso a ajudava a superar o que for que estivesse enfrentando. De certa forma ele achava a atitude fofa, mas outra uma completa perda de tempo. Não sabia muito bem, a vida não estava tendo muito sentido nos últimos dias.

– Frisk– Sussurra ele passando a mãos pelos dedos da menina como se estivesse fazendo carinho– Chara e Asriel saíram para almoçar, então estamos só nós dois. Se você quiser me contar ou fazer algo particular, essa é a hora.

A observou por um momento, esperando alguma reação. Uma respiração mais acelerada, um piscar de olhos, um aperto de mão. Qualquer sinal que fosse, nada acontecera porém o que fez o menino se sentir um grande e completo imbecil.

– Eu sei que você está aí. E sei que está me ouvindo. Então por favor, não me faça perder as esperanças. Lute contra isso Frisk. Use a determinação que lhe resta. Você é praticamente tudo que tenho na vida. Não posso te perder.

Mais um momento de silêncio foi feito. Ele por fim suspirou e se afastou olhando novamente para a janela. Parecia que em breve iria chover. Talvez fosse a terra se preparando para dizer adeus.

[Chara]

– Alphys disse que vai lhe dar mais uma semana. Depois disso terá que desligar os aparelhos– Disse ela sentindo os olhos arderem de tanto chorar. Ao seu lado estava Asriel, a apoiando sempre com o peso de sua mão em seu ombro ou sua perna. O simples fato de sentir sua presença já a fazia se sentir um pouco mais forte. Era somente desse modo que ela achava que conseguia se levantar todos os dias. Tinha que continuar por ele.

– O que? Mas... Mas... Ela não pode fazer isso. Não pode desistir assim. Vocês não podem deixar– O albino parecia desesperado conforme ela pronunciara as palavras. Sua boca abria pensando no que dizer enquanto seus olhos buscavam por qualquer traço de brincadeira na voz da outra. Queria ela que isso fosse um mero jogo aonde ela podia reiniciar e fazer outras escolhas.

– Nos desculpe Sans. Mas o quadro dela não está tendo nenhum sinal de melhora– Começa Asriel tomando cuidado nas palavras que dizia. O aperto de sua mão ficara mais tenso e ela logo tratou de se intrometer.

– Eu sei que a alma dela está presa aqui. Eu sei que ela pode nos ver. E é exatamente por isso que se não houver nada, vou deixar que Alphys faça isso. Ela está sofrendo, presa e sem poder nos consolar. É porque a amo que a devo deixar ir.

Sans nada diz. Apenas vira a cara. Ela não conseguia ver direito, mas diria que ele estava chorando.

A tarde já caia do lado de fora. As vozes animadas das outras pessoas eram como eco na sala vazia. Pelo menos eles estavam felizes. No final das contas não conseguira comprir a promessa de a proteger e a fazer feliz. A escuridão tinha a abraçado e as sombras lhe beijado. Não havia nada que ela pudesse fazer para impedir. Mas pelo menos eles não estavam mais nas mãos de Asgore ou de seu sistema.

"Por favor Tuc Tuc. Não a deixe partir... Não sei se estou preparada para isso. Faça um sinal. Qualquer um que seja vai bastar..."

– Rápido, olhem! Ela apertou minha mão!– Grita Asriel fazendo com que a menina se virasse para ele surpresa. A expressão de choque porém só fez com que ela desviasse a atenção para a mão do menino.

Era verdade. Os dedos de Frisk apertavam a mão dele. O toque era delicado, porém firme.

– Meu amor– Diz Sans se levantando com lágrimas nos olhos. Ela nem sequer sabia, mas quando percebeu, estava com um enorme sorriso no rosto enquanto encarava a irmã que os fitava cansada. Sua respiração estava um tanto acelerada.

– Obrigada– Pronuncia ela com dificuldade não se dirigindo a ninguém em específico porém com um pequeno e fraco sorriso no rosto.

Sans se inclina na direção da menina sussurrando palavras doces e acariciando seus cabelos enquanto beija sua testa. Chara porém ainda está em choque e com o excesso de adrenalina em sua veia e tudo que consegue fazer é se aconchegar nos braços de Asriel enquanto derrama suas lágrimas.

Nesse momento o som de um passarinho cantando ecoa no ar. Poderia muito bem ser confundido por várias outros, apenas mais um se despedindo para ir para seu ninho. Chara sabia muito bem porém de quem aquilo pertencia. Fora ela que havia escolhido aquele tom para ele. O mais bonito que conseguira achar. Era como uma brisa de verão.

"Obrigada Tuc Tuc" Pensou ela passando do riso para o choro enquanto seu irmão apoia o queixo em sua cabeça e acaricia suas costas.

Ela não sabia como estava indo Asgore e muito menos Muffet. Isso não importava mais. Estavam livres daquele lugar.

E enquanto tivessem a companhia um do outro, isso bastava para serem felizes. Afinal todas as histórias de amor e amizade começam com o companheirismo. 


Notas Finais


E mais uma fanfic chegou ao fim. Espero que tenham gostado de acompanhar ;3


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