História Bitch of the year - Capítulo 2


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Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Tags Angst, Chenhyuck, Darkfic, Lumark, Nomin, Norenmin, Renmin, Taesung, Taeten
Visualizações 237
Palavras 1.659
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


20 favoritos e 9 comentários com um cap
Gente vcs tão me desacostumando ksjsks

Eu ia postar de noite, mas de noite eu não sei se vai dar, então eu vou postar agora :’)

Só pra vcs não ficarem de fora, eu ja vou avisando agora uma coisa que vai servir ao longo da fic:
Chenle - 16
Jisung | Jaemin | Donghyuck | Jeno | Jaehyun - 18
Lucas | Renjun | Mark - 19
Taeyong - 20
Ten - 22

Obg pela atenção k

Capítulo 2 - Welcome to the nightmare


Silêncio. Era tudo que se tinha na sala do grêmio. Quase não se dava para ver a expressão de Jaemin, ou a carranca seria de Renjun enquanto fitava o aluno do segundo ano. Jaemin sentia as palmas das mãos suando, e um medo terrível passando por suas veias, sabia que teria um preço, mas estava tentando evitar pensar nisso, porque as poucas histórias sobre o que Renjun cobrava ja tinham chegado aos seus ouvidos. 

Quando Lee Donghyuck precisou que o Huang marcasse uma presença pra ele no sistema, ja que iria faltar por uma emergência nunca revelada, Renjun cobrou uma alta quantia de dinheiro. E quando Zhong Chenle negou pagar o preço que fôra lhe dado para Renjun apagar o histórico de detenção dele, ah, coitado do menino, até hoje não pode passar pelas turmas veteranas sem ser alvo de risada. Renjun tinha feito questão de revelar o histórico de pessoas com quem Chenle ja tinha ficado em troca de notas no fórum escolar, e olha, não eram poucas as pessoas. 

Não sabia o que que esperar para si, não tinha tanto dinheiro, não poderia pagar uma quantia muito grande. E não poderia passar mais mico, se o caso chegasse nas mãos de superiores e funcionários temia perder sua bolsa escolar no curso de artes. 

–Que preço? – Saiu em um fio de voz tremula, os olhos fitando o chão, não tinha coragem sequer para olhar no rosto do mais velho. Aqueles dentes tortos e aparência miúda que dava-lhe até mesmo um ar inocente transmitia tanta superioridade que dava medo. 

–Faça o seguinte – aproximou-se do Na, segurando o queixo com delicadeza e deixando os lábios próximo do ouvido deste – traga o celular de Jeno, eu apago tudo, depois negociamos o preço. – Sorriu maldoso, roçando a ponta do nariz na pele branquinha do pescoço. Jaemin praguejou, temeu um pouco a aproximação, e a fala do chinês deixou-o ainda mais ansioso, mais nervoso. 

 

Segunda-Feira 12/07

 

–Filho, não comeu nada, o que aconteceu? – A Senhora Na olha para o prato do filho, exatamente no mesmo estado que lhe fora entregue a meia hora atrás. – Esta tudo bem querido? 

–Esta sim mãe – engoliu em seco, não queria entrar nesse assunto – só estou sem fome.

–Jeno esteve ai, ele disse que queria falar contigo – a mulher sorri, recolhendo os pratos e coisas da mesa – seria incrível se voltassem a namorar, Jeno é tão querido filho, acho que ele quer se ajeitar com você... – Jaemin prendeu a respiração, tentando afastar a voz da mãe da cabeça, não queria ouvir a mulher tagarelando sobre o outro. Sem contar que se Jeno tinha aparecido, isso era um péssimo sinal. Significava que ele queria algo. – Combinei com ele, ele vai vir aqui daqui a pouco antes de vocês irem a escola. Vou sair de casa, deixar vocês se resolverem a sós. 

–Não. – Foi a única coisa que passou pela mente de Jaemin – quer dizer, não precisa sair mãe, esta tudo bem. – Sorriu nervoso. Não podia fugir, seria pior se o fizesse, e talvez essa fosse a chance de pegar o celular de Jeno, mas era melhor garantir a mãe por perto, caso o Lee tentasse alguma coisa contra a sua vontade, era só gritar alto. 

–Vá se arrumar então. – Jaemin foi. Se levantou tão rápido que sentiu uma tontura na cabeça, e correu para o quarto. Queria chorar, mas não podia. 

Foram longos minutos encarando o espelho, tão longos que só despertou quando sentiu as mãos grandes em sua cintura. Não escondeu a cara de nojo, sentia o estômago revirar só de sentir o cheiro dele, se pudesse sumir, sumiria. 

–Por quê? – Disse com a voz trêmula– por que não me deixa? Você não tem coração Jeno? 

–Shh – soou acariciando o ombro de Jaemin com a ponta do nariz. Pelo reflexo, fitava os olhos do Na com intensidade. – Eu não quero nada muito importante, você nem vale tudo isso Jaemin… Mas deveria me agradecer, eu que te fiz ter fama naquele colégio de merda. 

–E se eu não quisesse essa fama? – Não queria retribuir o olhar, não queria se mostrar vulnerável, mas era impossível desviar daquelas orbes escura. Jeno solta uma risada exagerada, apertando de leve as mãos ali na cintura. 

–Não perguntei se queria, disse que deveria me obedecer. – Disse em um tom grave e maldoso – vim aqui pedir-te para não fazer bobagens…digo, aqui. – Tocou o pulso direito do mais novo com o indicador – posso estar sendo uma má pessoa, mas não sou um monstro. Sabe, você me machucou – virou o corpo de Jaemin, deixando os rostos frente a frente, os olhos do mais novo expressava um misto de tristeza e confusão – aqui. – Levantou a mão do Na, levando ao lado esquerdo do próprio peito. 

–Não brinque com isso Jeno – puxou sua mão de volta – vá embora, é muito difícil para você sair por aquela porta? 

–Se é isso que desejas – o Lee leva as mãos para o rosto fino do outro, acariciando de leve – mas quero que me beije. – O tom mudou completamente, a voz calma agora era firme, assim como o olhar era firme. O Na abriu e fechou a boca algumas vezes, tentando contestar – seria lindo se o ensino médio inteiro descobrisse o quão bonito você fica brincando com aquele vibrador azul que te dei. 

Jaemin sente o coração acelerando, tudo era puro nervosismo, sabia bem que vídeo era aquele, e era vergonhoso. Puxou o tecido verde da camiseta de Jeno, selando os lábios em um ósculo sem sentimento. O Lee desceu as mãos até os braços magros de Jaemin, deixando ali alguns apertões. O Na sentia como se a qualquer momento pudesse vomitar, aquele beijo não era como os apaixonantes que trocavam no início de tudo, era uma coisa sem vida, sem beleza alguma. Percebendo que Jeno não desistiria fácil, correu as mãos para as costas do mais velho, arranhando-as com pouca força. Subia e descia as mãos, e aproveitou uma dessas decidas para apanhar o celular do outro no bolso traseiro do moletom. 

–Adeus Jaemin. Até outra hora – riu maldoso separando os lábios. Jeno saiu sem nem ao menos olhar para o mais novo. 

Jaemin sorriu pela primeira vez no dia, olhando para o celular caro e suas mãos, como o Lee nem ao mesmo notou? Tinha sido bem mais fácil — porém tão doloroso quanto — imaginara. Limpou algumas lágrimas solitárias, checando o horário no relógio, tinha meia hora para se arrumar e ir para o colégio. Possivelmente iria matar aula, mas queria resolver com Renjun sobre o celular. 

Se vestiu e garantiu de lavar os lábios com bastante minuciosidade. Como de costume, entrou no fórum do ensino médio, vendo que não tinha nada de muito importante a não ser o calendário das provas, que o perfil  jornalístico postou. Era um post do único administrador que gostava, o administrador de estudos “@9028” era impressionante que mesmo o perfil sendo tão grande ninguém sabia qual eram as reais identidades por trás daquilo. Se Jaemin soubesse, gostaria de forjar uma amizade com o  — ou a — tal de “9028”, parecia ser uma pessoa boa. 

Arrumou os materiais e colocou a máscara e o capuz do dia anterior, pensando seriamente se aquilo seria uma boa ideia. 

.

Tinha marcado com Renjun de se encontrarem quinze minutos antes do início das aulas, no laboratório de química. Chegou lá alguns minutos atrasados, vendo a cara impaciente do mais velho — este que possivelmente tinha chegado pontualmente, se não alguns minutos antes. 

–Atrasado. – Contatou checando o relógio. O tom era rude, mas Renjun não deixava de ter o sorriso galanteador nos lábios. – Acha que é o único que tem negociações a tratar comigo? 

–Pelo amor, quem está atrasando as coisas é esse seu drama – bufou tirando a máscara. Guardou-a na mochila e pegou o celular que estava guardado no primeiro bolso de tal – mas seja rápido, ele já deve ter notado a perda do celular – praguejou entregando o celular para o mais velho. 

–Pegue comigo no intervalo, lá cominamos um preço. – Foi simples e direto, guardando o objeto no bolso e saindo. Droga! Pensou o Na, estava tão ansioso pelo tal preço, que cada adiamento da resposta lhe fazia ficar mais nervoso. 

 

Suspirou voltando para os corredores do segundo ano, vendo os olhares julgadores sobre si. Aquilo era uma bosta, não teria um ano normal, não sabia se suportaria um ano inteiro com julgamentos precipitados sob si. Não era uma pessoa ruim, muito menos uma pessoa atirada, ele era mais do tipo de quem fica quieto no canto da sala, fazendo anotações aleatórias, Jeno ferrara toda sua vida escolar com aquela merda de vídeo. 

–Boa tarde Nana – ouviu a voz calma ao seu lado. Virou-se meio bruscamente, quem falaria consigo, sendo que a sua imagem estava tão suja? – Lee Donghyuck – explicou-se. 

Ah, claro. Ele falaria consigo, pois agora estavam na mesma faixa da hierarquia. Estavam em último nível, em que geralmente se encaixavam os estrangeiros, bolsistas, alunos que rodaram e… Eles. Os derrotados e humilhados, aqueles que sofriam bullying, que na visão dos outros eram inferiores. A uma semana atrás, o ruivo jamais teria coragem de conversar com Jaemin — que estava no topo, simplesmente por namorar Jeno. — Mas agora estavam no mesmo nível, Donghyuck e ele pelos mesmos motivos, humilhação. 

–Ah, olá – sorriu com falsa simpatia – Na Ja- 

–Jaemin, é eu sei. Quer dizer, todo mundo sabe – o Lee ri – sabe mais do que deveriam… Mas não vem ao caso, se nunca percebeu, estamos na mesma sala. Podemos ser amigos, agora! – Aquilo até animou um pouco o Na, mas só de ouvir o “agora” o estômago embrulhou, agora… Porque agora ele era um humilhado. Reputação nunca foi algo tão importante assim, não se importava de usar o mesmo tênis por uma semana, ou usar o mesmo uniforme dois dias seguidos. Mas estar ali, pelo motivo que estava, aquilo doía. 

–Podemos ser amigos… – Repetiu baixinho, entrando na sala de aula, ainda acompanhado. 

 

–Esse choque é normal, vai se acostumar. A gente sempre acostuma.


Notas Finais


Jeno é ou não é um monstro?
Qual vai ser o preço?
E o que o Hyuck fez pra ser humilhado?
Eu não sei o que eu to fazendo k


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