1. Spirit Fanfics >
  2. Bite >
  3. Un - Maison.

História Bite - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


E aqui estou eu de volta com mais um surto 🤩

Esse foi iniciado antes de eu experimentar o pior bloqueio da minha vida e relendo algumas coisas eu consegui me encontrar nela.

Mais uma Xiaoyang para alimentar o número de fics com o couple.

É necessário deixar claro que eu entendo, tipo, 10% do assunto da história e tenho feito algumas pesquisas para não falar tanta bobagem; mas algumas informações serão: "fonte - vozes da minha cabeça".

Queria agradecer de coração a minha bebê pela capa INCRÍVEL que ela fez (lendo minha mente, eu tenho certeza, porque não é possível que tenha ficado tão parecido com o que imaginei) @Kenobyun, você é tudo pra mim e sabe disso.

Sem mais enrolos, here we go.

Capítulo 1 - Un - Maison.


A Filial Francesa do prestigiado Instituto de Dança. O extenso campus que abrigava cerca de sessenta por cento dos alunos era uma espécie de internato. Durante os anos de duração do curso, que variam de acordo com os níveis e idades, os alunos residiam ali, tendo os finais de semanas livres para diversas atividades intercampi, ou os chamados journée libre para os que já houvessem completado a maioridade — esses que tinham acesso livre de entrada e saída do Campus, mas apenas nos finais de semana. Além de estadia, o local possuía atendimento médico e terapêutico no prédio de assistência — como nutricionistas, fisioterapeutas, psicólogos — disponível para assegurar o bem estar e melhor experiência para todos os seus estudantes e profissionais que tinham a opção de morar no local pela distância do centro. Contava também com uma cadeira de nível médio com quinze vagas disponíveis para que os alunos mais novos que se alojavam ali concluir os estudos, tendo como requisito básico a fluência em inglês uma vez que era o idioma utilizado dentro do campus.

O local, que é quase como uma cidade dentro de outra, é o sonho dourado de qualquer estudante, ainda mais se levar em conta que você estaria ali para fazer o que ama. Mas ter o privilégio de estar ali e conquistar sua vaga estava longe de ser simples. 

Duas audições anuais eram realizadas em meados de fevereiro e outubro, e o resultado da pontuação dessas duas saía no início de dezembro. Os alunos eram avaliados por artistas de renome do teatro, dança e arte em geral, o que fazia o sistema se tornar ainda mais rígido, e no final do concurso, somente os cinco primeiros colocados de cada categoria entravam na acadêmia. 

Estar dentre as cincos posições era um sonho quase inalcançável. Ter a oportunidade de fazer o que amava, com os melhores profissionais, que poderiam lhe dar todo o suporte necessário e sem nenhum custo além da exposição do seu talento era incrível demais para ser real. Constar no currículo o nome de peso da academia era a certeza de que as portas nunca se fechariam para si. 


Para muitos era um desejo extremo. Anos de ensaio e dores por uma audição. Possível sinônimo de fracasso mas ainda sim um objetivo, mesmo que quase inalcançável. Um bilhete dourado.

Para Xiao Dejun, era cotidiano, monótono, comum, rotina… Casa. 



A sala da psicologia estava extremamente confortável. A temperatura aconchegante contrastava com o vento gelado que cortava o ambiente externo. Os sofás acolchoados pareciam abraçar quem se acomodasse ali para as sessões. 

    O bailarino chegou na sala no minuto exato da hora em que foi marcada a sua visita ao local, pontual como sempre. 

Com um copo térmico demasiadamente grande, um sobretudo preto impecavelmente alinhado e um cachecol quadriculado, o menino adentrou o ambiente, fazendo soar o sininho pendurado na parte de trás da porta de madeira branca, chamando atenção do psicólogo para a entrada, este que prontamente largou os papéis sobre a mesa e acenou para que o menino se sentasse. O então doutor se levantou de sua cadeira para sentar na poltrona mais próxima de onde Dejun estava, notando a postura impecável que ele mantinha, deixando claro o desconforto de estar ali. 


    — Realmente temos que perder tempo nisso, Doutor Kim? Você já me conhece há tempo demais para essa baboseira toda. 


    O mais velho riu suave, enquanto via o menino levar o copo de café a boca.


Amargo, pensou.


— São as regras. A cada ano que passa, eu preciso te conhecer.— disse, enquanto se esticava para pegar uma prancheta em cima da mesa de apoio. Percebeu o Xiao tamborilando os dedos longos da mão livre sobre sua própria coxa, cobertas por jeans também pretas. 


    — Regra estúpida… — franziu o cenho, encarando um ponto vazio do cômodo. "Você só vai conhecer o que eu te permitir conhecer" — Vamos logo com isso. 


    O Kim puxou do bolso do jaleco branco, que trajava por cima das roupas sociais, uma caneta. O mais velho conhecia o bailarino desde seu primeiro ano ali, que ponderava ter sido a mais de dez anos. Sabia exatamente a personalidade egocêntrica do menino, que carregava seus traços mais brutos de narcisismo. Era o destaque de todas as filiais do Instituto desde seu segundo ano sendo aluno e por isso sempre foi instruído, alertado, vigiado, avaliado. Todos os seus modos, falas e passos eram medidos e regrados, antes pelos supervisores, com o tempo por ele mesmo. Havia se tornado quase uma máquina e, o que era modelo para outros alunos, preocupava o psicólogo que logo após iniciar a função de gravador no celular, deu início a sessão. 


    — Dia 02/02, terceira sessão do dia. Primeiro semestre do ano. Por favor, se apresente, diga seu nome, idade, em que nível ou grau você está aqui e a quanto tempo. Me fale um pouco sobre você também. Quais são seus hobbies, seus planos para o futuro…


    Respirando fundo após revirar os olhos com tanta formalidade, o bailarino se pôs a falar.


    — Meu nome é Xiao Dejun, eu tenho 21 anos, e sou de Guangdong, é uma província Chinesa, mas vim para Europa muito novo. Eu estou em formação nível graduando em dança contemporânea e eu consigo dançar qualquer coisa com grande êxito. Frequento o Instituto desde os sete anos, após passar em uma peneira, como todos os outros alunos — deu um sorriso forçado, e aproveitou para tomar mais um pouco do café que trazia em mãos — hm, sobre mim… eu sou um aluno de excelência da academia — O aluno excelência, pensou — E isso só foi possível com muito esforço, dedicação, suor e algum sangue… — coisa que metade não aguenta. — Meus planos para o futuro? Eu vou crescer ainda mais profissionalmente. Vou ser um dos bailarinos de maior excelência do mundo  e penso em até mesmo lecionar no Instituto. — Novamente, o copo de café foi levado aos lábios — Você perguntou também sobre meus hobbies… Bem, eu gosto de dançar, acho que é óbvio, assim como tudo o que te falei, pois faço essa consulta á 13 anos — Revirou os olhos, reprimindo um bufar ao respirar fundo — Gosto de documentários sobre guerras, livros sobre a história da arte e dança, tenho uma coleção de sapatilhas que nunca saíram do lacre, e sempre estou com um copo de café na mão. 


    — Ano passado você me disse que detestava documentários — o Doutor indagou, analisando a prancheta em mãos. 


    — Você disse que precisava me conhecer a cada ano, não? Esse ano eu gosto. — sorriu sarcástico. 


    — Quando o vício em cafeína começou? — cortou o assunto. 


    — Não sou um viciado em cafeína. — respondeu, dando dois bons goles no conteúdo do copo. O doutor se pôs a fazer anotações na prancheta que mantinha no colo. 


    — Certo, Dejun. Tem algo que queira compartilhar comigo? Sobre esse início de ano? Sem ser sobre a suposta inutilidade dessa consulta e seu gosto súbito por guerras? — Cortou o menino, vendo-o cerrar os olhos. 


— Não. Acabamos? Eu tenho que treinar agora. — disse, já se levantando, enquanto via o médico encerrar a sessão no gravador.  


— O período letivo não iniciou, Jun. 


— Eu disse que eu precisava treinar, não que minha turma tinha treino agora. — o sorriso sarcástico dançava em seus lábios. 


O psicólogo ignorou o comentário, dando início o assunto ao qual tinha sido instruído a falar com todos os alunos que passassem pela anamnese psicológica anual. 


— A Academia de Artes de Paris, parceiro do Instituto, fará um trabalho com os alunos destaques este ano, está sabendo, Dejun? Estou avisando a todos os alunos a pedido da direção, para não haver surpresas ou qualquer desavenças mais pra frente… — e o Kim lançou um olhar significativo ao estudante que já estava próximo a porta. 


— Não se preocupe, Doutor Kim. Em postura profissional, todos falamos a mesma língua. — disse, e abriu a porta da sala, sentindo o vento gelado ricochetear contra a tez do rosto. 


— Inglês? — ouviu o mais velho perguntar um pouco mais alto, devido a distância.


Sorriu aberto antes de responder e fechar a porta. 


Arte. 



Notas Finais


Boom, está dada a largada ao início do período letivo.

Espero que vocês gostem ❤️

See u next

Tt: @sarcas__


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...