História BitterSweet - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Teen Wolf
Personagens Derek Hale, Mieczyslaw “Stiles” Stilinski, Personagens Originais
Tags Sterek
Visualizações 1.100
Palavras 3.771
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Hentai, Lemon, Misticismo, Romance e Novela, Shonen-Ai, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Wish we could turn back time
To the good old days
When our momma sang us to sleep
But now we're stressed out
(8)

Sério, são duas da manhã. Hoje tive um dia tão estressante. Cheguei, liguei o note, fiquei olhando a tela branca. Facebook, whatsapp, tudo isso só tende a encher mais o meu saco. Só me dei por satisfeito (e meus olhos estão ardendo de sono), quando terminei esse capítulo. E, mesmo sem revisar (e como eu gostaria de ter revisado!), e com provavelmente mais erros do que eu gostaria (porque quem nunca comete erros?), está aqui! Enorme. Gigante.

O nome do capítulo, tal como a música, não poderia ser outro: Estressados.
Bon appetit!

Capítulo 3 - Stressed Out


Capítulo 3: Stressed Out

Derek observava o teto do quarto, a garota em seus braços dormia pesadamente. Haviam transado noite a dentro, era a única forma de aliviar o que estava sentindo nos últimos dias. Imaginava-o, vez o outra, quando estava com as mulheres que fodia, quando estava com os rapazes que gemiam baixo e de forma melosa. Não gostava muito de rapazes, mas decidira que os queria, pois assim era a única maneira de imaginar o rapaz sem nome, dono do cheiro que marcava sua alma. Quase um mês desde que começara a ter aquele cheiro como o único em sua mente.

Se levantou e começou a procurar a roupa que se mesclavam com a da mulher. Sabia que não era uma prostituta, mas o mínimo que poderia fazer era deixar alguns dólares para que ela pagasse o motel. E assim o fez.

Abriu a carteira e encarou o pedaço de pano dentro da mesma, ali estava, perfeitamente dobrado e longe da imundície do dinheiro. Tirou-o e o cheirou, os olhos ficaram amarelados, a necessidade de ter aquele cheiro era pior do que qualquer outra sensação. Se o outro fosse um lobo, já o teria ao seu lado. Seria a maior honra que qualquer beta poderia ter, um alpha ao seu lado...

O homem saiu e se olhou no espelho, o rosto estava abatido, o cabelo arrepiado, a jaqueta de couro lhe moldava o corpo forte. Viu a joia para fora da blusa e colocou-a para dentro.

Saiu noite a fora, a madrugara apenas começara, demorariam ainda algumas horas para amanhecer. Era plena quarta-feira. A mãe não estava satisfeita com as faltas à faculdade, o pai parecia não se importar. Dirigia a moto de forma vaga para casa. O caminho se estendeu e chegou com os faróis apagados na comunidade de seu clã. Ninguém precisava saber que estava chegando.

Guardou a moto e foi ver se o avô estava acordado. De fato, estava. A casinha era antiga e um pouco afastada das outras, tinha o teto baixo e as janelas tinham cortinas pesadas e empoeiradas, mas que deixava ver-se de dentro que havia uma luz acesa.

– Oi vô – Disse, entrando na casa assim que o velho o recebeu. Era muito antigo, tinha cabelos brancos grandes e sedosos, uma pessoa comum dar-lhe-ia no máximo cinquenta anos, mas ele tinha quase cento e cinquenta. Sim, ser lobo tinha suas vantagens.

– Criança da noite. – Disse o velho, com um meio sorriso, abanou a mão para que Derek se aproximasse e sentasse. Assim o fez. Havia um pássaro em cima da mesa, a luz da luminária era branca e precisa, o pássaro estava aberto no ventre e o avô parecia disseca-lo. Ao lado havia um livro, no qual ele fazia anotações.

– Outro livro? – Perguntou Derek ao homem. Mas apenas afirmou: – Outro livro do grande Meis Hale.

– Eu não sou tão alto assim, Derek – Disse o avô, com um pequeno sorriso e certo humor – Pegue aquela pinça para o seu avô – Apontou na mesa ao lado do rapaz, que pegou e passou a pinça ao avô. – Mas não acredito que a criança da noite esteja acordado porque perdeu os sonhos. Pesadelos? – Perguntou.

– Não, faz tempo... – Afirmou Derek, cruzando os maciços braços, enquanto olhava distraído ao trabalho do avô, era um bom cientista – E seu pupilo?

– Vem aprendendo bastante, ao menos até se transformar em lobo... depois eles fogem.

– Estar na floresta é bem mais interessante que a estudar aqui de dentro – Derek deu um pequeno sorriso de lado, quando o avô lhe fitou com os intensos olhos negros. Mas logo o velho acenou em afirmação.

– De fato... Mas...

– Eu estou bem vô, só quis sair para aproveitar a noite sozinho.

– Os jovens... tão bela é essa idade.

– Vai começar de novo. – Disse Derek, se recostando e olhando o avô. – Vô, tem algum relato de algum lobo se conectando a um humano?

– Acho que tem alguns relatos – Afirmou o velho – Por quê?

– Curiosidade – Retorquiu, contragosto, sabia que o avô lhe desconfiaria agora.

– Bem, temos Tiberius, meu tataratioavô. Ele se casou com uma humana. E era o mais velho dos irmãos, nunca pode continuar a ser o Alpha do clã, a humana não lhe dava descendentes. Mas muito antes, quando vieram os europeus, houve uma grande mescla com nosso povo, você sabe da história...

– É, eu sei, suponho – Derek coçou a cabeça, não comentaria nada ou seria obrigado a estudar.

Sentiu um cheiro estranho, o avô não precisou lhe falar nada, o homem saiu da cabana com rapidez, enquanto explodiu no grande lobo, correndo pela floresta. Estava evitando virar lobo no último mês. Era quando o cheiro do rapaz ficava mais intenso por estar na forma mais primitiva e em que os sentidos eram mais aguçados.

Corria pela floresta e logo sentiu os companheiros se juntar a si. A matilha se mesclava entre as árvores e as longas sombras projetadas das copas das árvores. A pata afundava na terra fofa e procurava os inimigos. Eram lobos, não era de nenhum clã da grande floresta, eram de fora. Forasteiros.

A luta foi intensa e mordeu o pescoço de um deles, que grunhiu. A adrenalina corria no corpo quando sentiu o gosto do sangue na boca, entre os dentes afiados de lobo. A distração longínqua lhe deixava nervoso, e por falta de concentração quase fora abatido por um dos inimigos. Eram quase cinco minutos de ação, até que finalmente debandaram e um deles foi mancando para junto, Derek nunca abandonaria seus companheiros, apenas se morresse.

Os seus cercaram o inimigo, o lobo castanho tinha a pata machucada, tal como o pescoço. O corpo era pequeno, era uma criança, um adolescente no mínimo. Derek subiu em uma pedra e o olhou, o animal se contraiu no meio do círculo de cães raivosos que rosnavam para si. Até que o alpha uivou e todos ficaram calados.

Derek ficou o olhando até que o jovem tomou coragem e ‘perdeu’ finalmente a batalha, virou um humano. Tinha cabelos negros, pele bronzeada, nariz adunco e rosto quadrado. A nudez lhe fazia parecer um recém-nascido, que, caído no chão de sujava no mesmo, o sangue escorria da perna e do corte no pescoço que começaria em alguns minutos a se fechar.

O alpha do clã Hale voltou à sua forma humana, igualmente nu, todos os outros também voltaram ao mundo nus. O mais novo dos lobos vinha com um saco no corpo de lobo.

– Jack, pega aí – ordenou Derek, vendo um rapaz alto pegar as roupas no saco e começar a atirar a todos os lados as bermudas, e camisetas. O rapaz no centro da roda parecia nervoso.

Derek pegou uma bermuda que sobrara quando terminara de se vestir, entregou ao rapaz no centro do círculo formado.

– Me mata logo cara – disse.

– Eu gostaria – afirmou Derek – se seu clã tivesse aqui, eu provavelmente o faria, teria matado todos vocês, empilhado e ateado fogo. Mas eles foram desonrosos e te abandonaram.

– Clã? – Perguntou o rapaz, perdido, agarrando a bermuda para tampar a nudez – Eu não tenho um clã.

Sussurros percorreram o círculo de lobos agora em forma humana, Derek ergueu a mão. Observou o corpo do rapaz, viu em seu pescoço o amuleto, não tinha um formato de uma família tradicional. Era simplesmente um pedaço minúsculo de pedra em um vidrinho.

– Quem te deu isso? Quem é você? – Perguntou, inquieto. – quem são seus pais?

– Eu sou Scott... Minha mãe é Melissa... Melissa McCall... – Respondeu, apreensivo, olhando o alpha daquele ‘clã’.

– E teu pai, quem é?

– Eu não sei... Cara. Eu não sei. Um cara me deu isso, e me mostrou que eu podia ser um lobo... Eu só queria ganhar dinheiro para ajudar minha mãe.

Derek olhou o rapaz e se aproximou, pegando o pequeno fragmento de pedra-da-lua e tirando do rapaz. Ele poderia voltar a ser um lobo, mas não seria tão forte sem aquilo. Ao menos não enquanto não fosse lua-cheia.

– Hoje você vai para minha casa, vai ser cuidado e mantido sob olhares, vai responder algumas questões. Não vou te matar hoje, filho de Melissa McCall.

O stress de Derek só aumentava, agora isso. Tinha que lidar com um criador de lobos. Alguém deveria estar procurando por descendentes indiretos de lobos antigos e fazendo isso. Abanou a cabeça.

Voltaram para a casa, demorou quase uma hora em forma humana, Derek tinha o prisioneiro atrás de si, enquanto seu melhor amigo vinha atrás, cuidando do mesmo. Os outros Hales vinham atrás, conversando besteiras.

O rapaz ainda sangrava, de forma que pediu à mãe que fizesse alguns pontos para que não demorasse muito a se fechar. O pai logo começara o questionário.

– Então, você é Scott McCall... Não me lembro de nenhum clã com esse sobrenome – Começou o homem.

– Eu já disse, não sei nada de clã... um cara me deu isso – apontou para o colar com o fragmento de pedra dentro que o Sr. Hale segurava – ... e disse que me pagaria dinheiro se eu usasse essa droga de colar.

Gemeu ao sentir a agulha perfurar sua pele mais uma vez, a mulher parecia delicada, mas ela parecia curiosa na conversa e estava demorando demais para terminar o curativo. Scott olhava ansioso os outros, não sabia bem o que acontecera.

– E tudo aconteceu muito rápido... Meu corpo... Ardeu como mil sóis. E eu cai no chão e tudo foi rápido... E depois aquele lobo cinza, ele... Eu não entendia o que ele fazia, mas eu sabia que tinha que obedecer.

– Ele era seu Alpha. – Disse Derek, ríspido, ouvindo sem acreditar – Como um cara se atreve a pegar esses bastardos-de-sangue, torna-los lobo em um dia e tentar nos atacar... Esse clã tem que pagar... Eles quebraram com qualquer tradição...

Parara de falar por dois motivos: O primeiro era que o Sr. Hale apenas levantou a mão para o filho, que se calou, ali ele era o Alpha, e o filho tinha que o ouvir e não o oposto. E segundo porque, qualquer coisa tradicional que tinha em mente fora destruída no momento que soubera que o rapaz-do-cheiro-delicioso era um humano, e não um lobo como deveria ser.

Os olhos do homem observavam aquela criança à sua frente, sendo suturada por um erro que não era sua culpa.

– Você vai comer, beber e vamos lhe explicar tudo – Disse o pai de Derek, vendo que o filho queria protestar – Minha palavra é final Derek... não temos outra opção, esse lobo fez algo abominável com esse rapaz, ele não tem culpa do que se tornou.

– Isso... é para sempre? – Scott arregalou os olhos.

– Sim, toda lua cheia você precisa se transformar, até que chegue a maturidade e já não precise mais. Como você não tem um clã, precisa de um, estamos aqui e meu filho lhe trouxe aqui. Depois de comer e beber, você fará parte de nós.

– É inacreditável... – Afirmou Derek, sem acreditar no que o pai falava.

– Eu me chamo Damian. Esse é meu filho Derek, ele vai ser seu Alpha.

Derek estava tão estressado que poderia explodir. O rapaz lhe olhava, depois olhava para o pai, com aquela face torpe de quem não estava entendendo muita coisa, mas apenas abanou a cabeça.

– Pronto. – Disse a mãe, assim que terminou o outro ponto, e estivera quieta até então. – Vou leva-lo para comer na grande mesa, logo o café-da-manhã estará servido...

A mulher foi até a porta e chamou por Rock, um dos Betas de Derek, e pediu para que o mesmo acompanhasse o ‘forasteiro’.

– Eu tenho tanto para lhe falar pai – Começou Derek. Agora que estavam a sós, não tinha medo de deixar o pai sem palavra na frente de ninguém – Como pode deixar um cara que mal conhecemos entrar no nosso clã? Ele é um bastardo, ele não tem sangue de lobo... Ele não tem o nosso nome, não conhecemos seus ancestrais.

Damian olhou o filho e cruzou os braços, acenando levemente.

– Concordo com você, mas ele é uma criança e acredito no que ele diz. Ele não tem nenhuma tatuagem de nenhum clã, ele parece perdido Derek. Eu tenho mais anos do que você, do que cada perna sua e sei quando um filhote está me mentindo – Olhava fixamente o outro – E outra coisa.

Derek não respondeu, apenas arqueou as sobrancelhas, o rosto adunco e nervoso ao pai.

– Alana chegou.

Ergueu o canto da boca, mostrando de leve as presas, os caninos levemente crescidos ao pai. Enquanto o progenitor apenas sorria bondosamente e divertido.

 

oOo

 

Alguns dias antes,

– Sério, você precisa seriamente publicar um vídeo no youtube – Falou o rapaz, de olhos negros profundos e rosto quadrado. Estava sentado perto do amigo e o observava.

Stiles estava sentado no banquinho do piano da escola, era um velho Yamaha ¼ de cauda. O rapaz tivera aulas até os 12 anos, e depois nunca mais as tivera, ‘enchia o saco’, era isso que o garoto falava aos pais. A verdade era que gostava de piano, mas não das aulas. Era meio auto-didata.

Stiles tinha os dedos sujos de Doritos, o pacote agora residia nas mãos do outro rapaz, que pegava um pouco com os próprios dedos e os lambia.

– E onde estão as garotas? – Perguntou finalmente Scott McCall, observando Stiles recomeçar a tocar uma música que conhecia. – Essa é boa.

– É claro que é boa – Respondeu Stiles, fechando os olhos e se lembrando das teclas. Até que sentiu dedos gelados nos olhos – Aí está sua resposta – Disse sorrindo para Scott, Malia e Alisson haviam chegado e ambas se sentaram ao lado de Scott.

Conhecia Scott a pouco mais de quatro meses, o rapaz se mudara com a mãe para Beacon Hills.

– Eu gosto dessa parte! – Alisson se levantou novamente e ficou ao lado de Stiles, o garoto errou uma nota o outra, mas a garota foi lhe ajudando enquanto lhe empurrava para se sentar ao seu lado. Malia era uma mestra no piano.

– Oh mamma mia, mamma mia let me go! – A garota cantava enquanto tocavam.

Stiles começou a rir, era engraçado ouvi-la tão animada assim. Sabia o porquê. Continuou até que terminaram Bohemian Rhapsody. Por fim, se levantaram e terminaram o lanche, jogando o pobre coitado do pacote de Doritos no lixo. Era a última aula e era de música, de forma que a bagunça corria solta.

– Você está estranho – Comentou Alisson para Scott.

Scott olhava a flauta doce entre os dedos com olhos muito reflexivos, parecia pensar. O rapaz abanou a cabeça.

– Ei cara, vai ter sessão de Game of Thrones hoje. – Disse Stiles, olhando para o celular, todos combinavam no grupo da sala, a nova temporada estrearia no fim de semana – Vocês vão né? Você vai né Scott? É MARATONA.

– UHULLL – Gritou uma garota no fundo da sala de música, e Stiles riu – Team Targaryen!

Stiles revirou os olhos.

– Todos sabem que nós, Lannisters, somos os melhores – Respondeu com certo humor sarcástico.

– Você nem é loiro, Stiles – Disse Alisson, enquanto a mesma via a amiga tentar lhe ensinar o teclado.

O professor dormia a um canto, só deixando que as crianças postassem besteiras no facebook, ficassem olhando o instagram ou fizessem qualquer coisa meramente musical.

– Mas enfim, você vai ir? – Perguntou Stiles à Scott.

– Não posso, depois do treino aqui da escola... tenho que ajudar minha mãe – O rapaz mordeu os lábios, Stiles apenas acenou lentamente. – De qualquer forma eu nunca assisti essa série mesmo.

– Você não sabe de nada mesmo Jon. – Brincou Malia, recebendo uma batida na nuca de Alisson para que voltasse a atenção nas teclas. Tinha um propósito ali, e era ensinar a amiga. – Aii minha cabeça, sua doida.

– Presta atenção, a aula vai acabar e você não aprendeu nada.

Malia revirou os olhos e continuou a tocar o instrumento.

Stiles sabia que a situação da mãe de Scott não era legal, então não gostava de zoar-lo, ao menos não muito, e sabia que o rapaz tinha que se dedicar nos esportes, pois era uma das únicas maneiras de entrar em alguma faculdade decente. Era um jogador médio, mas o suficiente para conseguir uma bolsa esportiva em alguma faculdade de Diamond City.

 

... Agora,

– Estou preocupado – Afirmou Stiles, observando atentamente o horário das aulas – Já é o quê? O quinto dia que Scott falta as aulas? Somos péssimos amigos, eu nem mesmo sei onde a mãe dele mora... E, ele não atende o celular.

– Ele deve estar bem... Só... Sei lá – Malia mordeu os lábios, pensativa enquanto a mesma se encostava no armário – O que de pior pode acontecer? Nada acontece nessa cidade...

Stiles a fitou longamente, estreitando os olhos e falando de fora sinistra propositalmente:

– Exatamente. Nada acontece nessa cidade, o lugar perfeito para algo acontecer.

Malia se desencostou do armário, a garota se arrepiou toda e ficou procurando alguma madeira para bater enquanto Alisson se aproximava, observando Malia se sentir aliviada ao pegar um lápis e dar três toques.

– O...K. – Ela falou longamente ao observar a cena – Só espero que não tenha maconha no seu armário, sabe que é proibido nesse estado.

– Temos treino. – Ela começou, enquanto Stiles virou o rosto, quase quebrando o pescoço ao fazê-lo. – De... – Ela gostava de torturar o amigo. Stiles entrecerrou os olhos. – Lacro...

– Não termine essa maldição imperdoável Alisson. – O rapaz interrompeu a outra, suspirou. Só de imaginar... – O treinador só nos faz correr... Por horas intermináveis. Aquilo não é Lacrosse, é tortura.

– Stilinski, ele só te fez correr por dez minutos, meu deus... – Disse Alisson e Malia começou a rir – E outra, precisamos de um esporte para fazer esse corpinho trabalhar...

– Eu gosto do meu corpinho, não tenho complexo em nada – Stiles colocou a mão na barriga – Tudo bem, não é como se eu fosse ter um tanquinho da noite para o dia...

– É, definitivamente não – Malia murmurou e Stiles abriu a boca para retrucar mas o sinal tocou.

É claro que Stiles não foi para a aula de Lacrosse. Conseguiu escapar e se “escondeu” na frente do colégio, colocando os fones de ouvido e ouvindo música enquanto fitou um rapaz que conhecia.

Pulou da escadaria e viu Scott descendo de uma moto, enquanto falava algo com um estranho. Reconhecia a moto, e, especialmente, o amassado na mesma. Pensou em se esconder, mas, afinal como o estranho poderia saber do incidente?

Se levantou e o amigo lhe viu, ao entregar o capacete para o estranho piloto ergueu a mão. O estranho lhe olhou em seguida. Sentiu um arrepio na espinha ao ver aquele cara. Ao se aproximar mais um pouco, viu o sujeito pegar no ombro de Scott e cochichar alguma coisa.

Logo mais a moto deu partida e se foi.

– Cara, você parece péssimo.

– Oi Stiles... – Resmungou Scott, parecendo aéreo. Mais do que o normal pelo menos – Eu... Ah...

– Você está bem? – Stiles se aproximou, vendo que o mesmo tinha um machucado no pescoço e suas roupas apenas... não pareciam suas roupas. – É, você não está nada bem.

– É complicado... – A cabeça de Scott doía, e o medo do Alpha do clã Hale lhe apavorava ainda mais. E outra, o que ele lhe perguntara ‘qual o nome desse garoto?’, deixava-lhe ainda mais com medo de envolver Stiles em qualquer coisa – Algumas coisas aconteceram comigo...

– Puberdade? – Perguntou Stiles com humor.

– É sério cara...! – Retorquiu Scott, fazendo Stiles ficar sério em seguida – Eu não posso falar...

– Por que você estava com esse cara de gangue?

– Ele não é um cara de gangue, ele... Vamos, temos aula, não é?

– Cara, eu sou tipo, seu amigo... Tem que aprender a confiar nas pessoas. Uma hora ou outra.

Scott parecia realmente apreensivo, o rapaz colocou as mãos nos bolsos e olhou de um lado a outro. Depois começou a andar junto de Stiles até um canto. De fato, faziam quatro meses que estava em Beacon Hills. Na sua última escola apenas fora excluído, e na anterior fora a mesma coisa. Stiles e as garotas foram, de fato, as únicas pessoas que de alguma forma tentaram ser amigos.

– Eu, meio que me envolvi com pessoas erradas. E esse cara, na moto, ele me ajudou.

Sim, ajudar seria a melhor palavra possível, era para estar morto na verdade. Ainda não conseguia digerir a coisa toda de lobo.

– Cara... Sério?! Drogas Scott?

– Não são drogas! É uma outra coisa, não... dá para explicar muito agora.

Scott parecia que ia desmaiar.

– Cara, sério, você vai ir para minha casa, meu pai tem que dar uma olhada em você. Não, vamos nem esperar as aulas terminarem, você tá realmente péssimo!

– Você não está fazendo isso só para matar aula de EP né? – Perguntou Scott, com real dor. De fato, o moreno parecia que iria desmaiar, ou vomitar, ou um misto de todas as coisas. Ele que sempre fora bronzeado estava mais pálido que nunca.

– Bem... Não. – Disse Stiles, com certo tom de obviedade na voz. – Talvez... Mas não é isso, você está realmente mal, vamos. Nada melhor do que um bom descanso – E tentou ajuda-lo a levantar, mas Scott parecia maciço, parecia muito mais pesado do que imaginava.

Dali de perto uma figura estacionara sua moto próxima a uma mureta, longe o bastante do estacionamento da escola para que não fosse visto. É claro que sua má sorte estava apenas começando. O garoto-do-tecido-vermelho tinha que estudar na mesma escola que aquele bastardo recém-criado. O pai estava louco da cabeça em permitir que esse lobo de sangue-cruzado entrasse na matilha.

– Vamos lá garoto – Disse Derek, mostrando os dentes afiados em sinal de desaprovação – Deixe esse bastardo de lado e vá ver suas coisas de humanos... – Falava sozinho, observando o casal, Stiles parecia tentar levantar Scott, que acabou se levantando sozinho.

Começaram a andar até o estacionamento.

– Ora ora, já desobedecendo a ordem do Alpha. Que era ir para a floresta assim que saísse de sua ‘escola’. – Parecia nervoso ao falar, e apenas observava. – Oh não... Não não não... – Disse, colocando a mão na cabeça e observando para qual veículo seu humano se aproximava. – Isso só pode ser brincadeira.

Sim, Stiles ajudava Scott a subir na vespa vermelha. A moto parecia que iria quebrar com o peso de dois seres humanos, mas ela ligou mesmo assim.

– E piora... Ele tem uma... Cestinha.

Sim, Derek estava nervoso. Não conseguia nem imaginar a piada que seria quando todos vissem quem era seu elo. Sua conexão com um humano já era humilhante o bastante, e um humano tão... Patético.

Teve que seguir aquele casal de longe, para ver no que daria. O humano o qual tivera uma conexão e o bastardo recém-criado.

Mas a cena da moto ridícula do mesmo não conseguia sair de sua cabeça, com a cestinha na frente. Tinha vontade de acelerar sua Harley Davidson e passar por cima daquela vespa-vermelha 88’.

 


Notas Finais


Gente, xD. A anedota no começo do capítulo é verdade. A minha anedota de notas do autor. haha. Sério, muito obrigado pelos reviews! *u*, nossa, quando vi pular tantos fiquei com o coraçãozinho batendo mais rápido.

Devo confessar algo, nunca assisti Teen Wolf. Sério, eu sei. Não me batam, não me abandonem... Por favor. Eu devo confessar que nos últimos anos ando sem tempo algum, para qualquer entretenimento. Mas hoje resolvi assistir o Pilot, e vou tentar assistir a série.

Mas enfim, eu tenho boa base das personagens. Eu li muita fic Sterek, vi um milhão de vídeos e sou simplesmente apaixonado por esses dois. (Por isso, inclusive, resolvi fazer em Universo Alternativo), para que eu tivesse maior liberdade e não precisasse ficar exclusivamente preso à série. Apesar de eu gostar de usar alguns detalhes, nomes, descrições. Porque né <3.

Por Asgard! Essa nota final já está quase maior que o capítulo! Hehe.
Mas enfim, Tenham uma ótima semana, até mês que vêm!
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Brincadeira, capítulo semana que vem! XD


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