História Black - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias La Casa de Papel
Personagens Professor, Raquel Murillo
Tags Álvaro Morte, Itziar Ituno, Itziar Ituño, La Casa De Papel, Professor, Raquel Murillo, Sérgio Marquina
Visualizações 212
Palavras 1.421
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


E aqui estamos nós de novo.

Eu deveria estar postando o último capítulo de never be the same, mas não, aqui estamos mais uma vez fazendo uma one shot sobre Álvaro e Itziar!!

Mas essa, essa é especial…

Algumas pessoas sugeriram e estavam esperando e por isso eu e a Nymeria_martell ( BFF's) decidimos nos juntar para escrever uma coisinha. Bem, mais ou menos, nós duas estamos postando uma one shot cada e elas se completam - não perfeitamente, mas elas estão conectadas. Vocês não precisam ler a minha para entender a dela ou a dela para entender a minha, mas para ficar mais lindo, o ideal é ler as duas. E pra ficar perfeito, escutem Black do Pearl Jam - que essa fic foi baseado nela.


Beijos e não nos matem depois de ler.
(Não deixem de comentar também!)
❤️❤️

Capítulo 1 - Capítulo único


 

2 meses haviam se passado desde que ela tinha indo embora. O apartamento que dividimos tantas noites e tantos dias, ainda tinha seu cheiro e suas coisas espalhadas - uma jaqueta esquecida, uma escova de cabelos usada, um batom deixado para trás.  Eu ainda não tinha tido nem mesmo a coragem de arrumar a cama - do jeito que deixamos na nossa última noite, assim estava.

Lembrava-me muito dela deitada ali, entre os lençóis brancos, nua, com o sol iluminando suas costas, enquanto eu, completamente tolo e entregue a ela, observava, sem nenhum tipo de reação, a não ser total e completa adoração. Ela era perfeita - e eu a deixei escapar.

Eu tentava evitar o local, mas sempre, de alguma maneira acabava ali. Antes, aquele lugar era nosso refúgio, o nosso lugar. Era onde conseguíamos viver e conviver, e estarmos juntos, sem olhares curiosos e julgamento. Antes, tudo que eu associava ao pequeno apartamento era luz, vida, alegria - mas sabia que era ela, na verdade. Ela era tudo isso e muito mais - era paz, serenidade, simplicidade. Tudo que associava ao lugar agora era partida, separação, solidão. Tudo era escuridão ali.

Não conseguia evitar os pensamentos nela. Ela era um ímã, e eu… eu não era forte o suficiente para resistir. Nunca quisera ser, tampouco - ela era o sol, e eu só  conseguia observá-la e adorá-la. As memórias de seu jeito, do sorriso fácil e amplo, de sua voz melódica, de sua respiração enquanto dormia a meu lado na cama - todas as memórias me torturavam e me lembravam que eu não poderia te-la, nunca poderia ser minha.

Andava sem rumo no apartamento, apenas observando e absorvendo, sentindo o ar que aquele lugar tinha - não sabia se estava ficando doido ou era apenas minha imaginação, mas podia jurar que tudo ainda tinha seu cheiro, como se ela tivesse acabado de sair pela porta, ou estivesse se aproximando dela. Balancei a cabeça, afastando aqueles malditos pensamentos para longe de mim. Ela não iria aparecer ali, simples assim - ela estava longe, mais longe do que eu gostaria e eu apenas querer ela por perto (para sempre, se possível) não iria traze-la de volta.

A cozinha ainda tinha os vestígios de nossa última conversa: um copo de vidro quebrado brilhava a luz do em cima da bancada preta. Era quase uma metáfora de minha vida, depois de sua partida -mesmo tentando colocar todos os pedaços com cuidado e esmero, nada mais seria o mesmo, nunca voltaria a ser o que era antes. Ela havia me mudado em maneiras que nem eu mesmo acreditava ser possível: ela me ensinara a ver a vida com mais leveza e simplicidade, a sorrir diante das pequenas coisas. Me ensinara a amar, realmente amar alguém.Tudo que eu sou, fui e serei, ela estaria presente.

Na geladeira, preso com um ímã, havia a nossa única foto juntos; digo única, mas tínhamos muitas fotos - mas aquela, era a única que somente eu e ela tínhamos, era a nossa foto como um… casal. Por que não? Um casal. Fora tirada em um passeio por um parque perto daqui em um dia que havíamos apenas decidido sermos nós dois, vivermos juntos - fora dali, das quatro paredes do apartamento. Peguei a foto na mão e a observei. Ela sorria, como sempre, e eu também. Eram sorrisos verdadeiros, da mais completa e pura felicidade. E ela estava tão linda, o vento levantou um pouco seu cabelo e mesmo ela insistindo em colocá-lo atrás da orelha (um gesto que eu amava), naquele dia o ar tinha ganhado dela.

Eu ainda me lembro do quão gelado estava aquele dia, fazendo com que tivéssemos que andar praticamente colados um no outro, em nosso passeio pelo parque. Lembrava-me também que esse passeio pelo frio tinha sido ideia dela e ela fora extremamente insistente em fazer isso. Ainda não sei a razão de sua insistência, mas hoje - aqui, observando essa foto é seu sorriso- sou grato por aquele momento. A foto que ainda estava ali, era a minha cópia: ela tinha levado a dela. Pelo menos isso... uma lembrança minha ela teria. A imagem, apesar de colorida e demonstrando um instante de felicidade, só me parecia ser em preto e branco - uma memória distante e que nunca mais seria possível de repetir ou torná-la real.

Minha cabeça girava. Eu me sentia doente. Prestes a vomitar ou a chorar ou ambas as coisas. Eu tinha um trabalho a fazer, eu precisava me livrar das coisas dela, das nossas coisas que impregnavam cada pedaço e detalhe daquele lugar. E eu precisava esquecer. Precisava deixar aquilo tudo para trás.

Mas não consegui. Larguei tudo, exatamente como estava e fui embora.  Ainda não queria aceitar que ela não seria minha.

 

*--*--*--*--*

 

A quem eu queria enganar? Assim que eu a vi, todo o resto do mundo desapareceu. Era como se tudo tivesse perdido as cores e somente ela restava. Ela estava linda, no vestido verde e o cabelo preso e aquele sorriso… aquele sorriso que nunca me cansava de olhar e sempre me conquistava, cada vez mais. Eu ouvia risadas, sons, perguntas, vozes, sons que eram apenas barulho de fundo, distantes porque eu só me focava nela.

Era a primeira vez que eu a via, em sabe-se lá quanto tempo, tempo demais se alguém me perguntasse - talvez alguém o fez, e eu tenho certeza que não consegui responder outra coisa que não isso, tempo demais… Eu nem mesmo tentei resistir a ela - eu deveria, por pura proteção de mim mesmo mas não consegui:  sabia que era impossível e que não iria ganhar nada com a tentativa.

E então, estávamos juntos novamente: como se nada tivesse nos separado, como se o tempo não houvesse passado e não houvesse nada que podia se interpor entre nós e nos impedir de ficarmos juntos. Ali mesmo, no meio das pessoas, não ligando para o que pudessem pensar ou ver, nos tornamos um só, novamente. Simplesmente nos deixamos levar, por tudo aquilo que sentíamos.

E fizemos uma promessa: outubro. Em outubro tudo seria diferente - ou o mesmo, não sabia ao certo. Nada mais importaria, além de nós mesmo. Em outubro tudo se resolveria - e finalmente seríamos nós.

 

*--*--*--*--*

 

Mas como o sol se põe rapidamente, de surpresa, trazendo consigo a noite e a escuridão, nem mesmo essa ilusão eu consegui manter. Não haveria nós em Outubro - e tudo por minha culpa. Eu era um covarde, um fraco, uma desculpa esfarrapada de um homem. Ela só havia me pedido para ficar com ela e deixar esse casamento fadado ao fracasso há muito tempo apenas terminar e eu não consegui. Ela tinha razão: nada iria acontecer com meus filhos, eles ainda seriam meus, por Deus! E eu, medroso, patético, apenas a deixei ir. Mais uma vez a afastei de mim. E dessa vez, eu sentia que era para sempre.

Entrei no apartamento - nosso apartamento - com raiva, ódio, de mim mesmo. Como eu podia ser tão burro? O pequeno espaço ainda estava do mesmo jeito da última vez que ela havia pisado ali, mais de um ano atrás. Não conseguia arrumar a cama que ela havia deixado desfeita; nem mesmo o copo quebrado eu coloquei no lixo… todos os ambientes me lembravam dela e de nosso amor: do que ele foi, do que poderia ter sido. E de que agora este amor apenas tinha ido. E me deixado ali, na escuridão, sem esperança, sozinho. Sem ela.

 

*--*--*--*--*

 

Outubro chegou e eu ousei ter alguma centelha de esperança. Eu não podia simplesmente deixar nosso amor virar apenas arrependimentos, tristezas e memórias em preto e branco. Ainda tinha uma pequena fresta tentando iluminar minha mente escura e sem esperanças. E foi com ela que me apeguei e que me fez chegar até seu camarim e a mesma luz me deu forças para bater em sua porta e aguardar ali a sua voz vir de dentro dele me mandando entrar.

 

*--*--*--*--*

 

Sai desnorteado, sem saber o que fazer. Ela não seria minha. Ela já havia me dito adeus. E agora… agora, era para sempre. Nada que disse ou dissesse a fariam mudar de ideia: ela não seria minha. Então caminhei sozinho e fiz a única coisa que me pareceu certo e digno: também disse adeus a ela. Sabia que algum dia ela seria muito feliz, seria a estrela no céu desta pessoa (como fora do meu): mas nunca mais seria minha.

Por que… Por que não podia ser minha?






 


Notas Finais


E aqui está o link da outra FIC, da perspectiva da Itziar
https://www.spiritfanfiction.com/historia/despedidas-13918745


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...