História Black And Blue. - Capítulo 2


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Categorias Gorillaz
Personagens 2-D, Murdoc Niccals, Noodle, Personagens Originais, Russel Hobbs
Visualizações 53
Palavras 3.525
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Hentai, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Mais um capítulo quentinho para vocês... Espero que gostem.

Capítulo 2 - Limites


1 mês se passou desde a briga na boate e a ida do 2-D para hospital, eventualmente ele saiu do hospital 3 dias depois. Pedi para Russel e Noodle cuidarem dele para mim, pois não havia condições dele morar comigo e até porque eu não queria ceder a isso.

Enquanto 2-D estava no hospital, tivemos uma longa conversa sobre tudo o que ocorreu nos últimos 15 anos e sobre como faríamos para ele ver os gêmeos, concordarmos que ele poderia vir quando quisesse e a hora que quisesse, afinal ele tem esse direito e era bom ver meus filhos felizes, ele vinha quase todos os dias em horários alternados, por causa dos ensaios da banda. Mas, nos últimos dias tenho notado um comportamento estranho nele e isso está me intrigando:

- Mãe, o papai chegou. – Benjamin me informou.

- Já estou indo. – avisei. Fui até minha penteadeira e passei um pouco de perfume. – porque eu estou fazendo isso? Será que devo trocar de camiseta? – cheirei a mesma e então resolvi trocar só por garantia.

Desci correndo as escadas e me deparei com a cena que nunca imaginei que veria, creio que somente nos meus sonhos. 2-D e gêmeos jogando vídeo game na sala de estar:

- Olá, 2-D, como você está? – ele olhou em minha direção e o vi ruborizar, acho que ele ficou olhando minha camiseta. Olhei para ele e notei que ele estava estampado nela.

- E-eu-u est-tou b-bem, e-e v-você? – perguntou, virando o rosto para que eu não visse seu rubor.

- Eu estou bem também.

O silêncio pairou no ar e então os gêmeos resolveram subir para o quarto deles, alegando que iam fazer a tarefa da escola:

- Dee, eu preciso ter uma conversa com você. – sentei ao seu lado e segurei suas mãos. – seja sincero, você está fazendo o tratamento, certo? Esta indo no psicólogo e tomando os remédios corretamente? Olha nos meus olhos e me diga a verdade.

- E-eu... Não... Murdoc escondeu meus remédios e não deixa ninguém me levar no psicólogo. – ele se encolheu no sofá, parecia estar decepcionado. – Me desculpe por te decepcionar, panqueca.

Senti meu sangue ferver ao ouvir isso, aquele satanista verde vai me pagar.

- Porra, Dee, porque não me contou antes? – questionei. - Aliás, você já encontrou outro lugar para morar?

- Não, não posso sair da casa, o picles não deixa.

- Quer saber isso está indo longe demais, isso não vai ficar assim. – Eu podia estar me precipitando, mas não podia deixar ele ficar na pior. Afinal, ele é o pai dos meus filhos.

Peguei as chaves do el camino e arrastei o 2-D até o carro:

- A-aonde v-vamos? – gaguejou nervosamente.

- Vamos buscar suas coisas, você vai morar comigo agora.

- Então, quer dizer que somos um casal? – se animou.

- Não, não somos um casal, só vou cuidar de você e te afastar daquele cretino do Niccals. – vi o olhar dele murchar, mas eu tinha que ser realista. – Olha, Dee, eu não quis dizer... e que eu ainda estou muito magoada e perdi minha confiança em você.

- Devo perder minhas esperanças? – questionou olhando para mim.

- Talvez, eu... eu não sei, só vamos resolver esse assunto primeiro. – disse evasiva.

No meio do caminho, liguei para Noodle me mandar a localização de onde eles estavam morando atualmente, até porque 2-D tinha problemas para guardar o caminho de volta.

Até que não levou muito tempo para chegarmos no nosso destino, estacionei o carro na porta da casa e aguardei alguns minutos:

- Certo, Dee, pegue tudo o que for seu e me chame assim que terminar para buscar as coisas e tente agir normalmente. Vou te esperar no carro.

- Eu não quero entrar lá, não com ele no mesmo ambiente.

- Entendo, vou entrar com você. Seja rápido. – conclui pegando em sua mão e entrando na casa.

O que posso dizer sobre onde eles estão morando? Resumindo a história, era uma zona de guerra. Roupas espalhadas para todo lado, pilhas de pratos para lavar, caixas de pizza e comida chinesa espalhadas para todo lado:

- Como vocês consegue viver nesse chiqueiro? – perguntei sentindo repulsa só de olhar o hall de entrada. Imagina o resto da casa então.

- Bem, a casa não é nossa.

- Não? E de quem é? – franzi o cenho, confusa.

- Do Jamie Hewlett, Murdoc conseguiu convencer ele de nós deixar morar aqui por um tempo. Como você sabe eu recebi uma ordem de despejo.

- Agora entendo porque ele mandou uma intimação para vocês. Olha a bagunça que está essa casa.

Ouvimos passos vindo da cozinha:

- É melhor você ir logo, 2-D, não sabemos se é o Murdoc.

Ele se apavorou e subi as escadas correndo. E no final da contas, não era o satanista, só a nipônica:

- Anne-chan, você por aqui? O onii-chan não foi na sua casa agora a pouco? – seu semblante mudou para preocupação. – Aconteceu alguma coisa?

- Não, não... está tudo bem – a tranquilizei. – Eu só trouxe ele aqui para pegar as coisas deles.

- Vocês estão juntos? – perguntou animada. Porque todos achavam isso?

- Não, é que ele me contou que o Murdoc escondeu os remédios dele e não deixa ninguém pegar o Stylo para levar ele para o psicólogo. – expliquei.

- Ele não me disse nada disso, ele me disse que ia as consultas de ônibus e que estava tomando os remédios. – ela parecia estar zangada. -  Eu vou pegar aqueles picles nojento e cortar o que ele tem de mais precioso.

- Te apoio totalmente nessa causa.- disse dando uma risada. – E você e o Russ? Já tem onde morar?

- Não, ainda estamos procurando um apartamento ou algo assim, mas está difícil.

- Se quiserem, podem ir morar em casa, tem bastante espaço e tenho quase certeza que os gêmeos vão amar isso.

- Sério? Obrigada, Anne-chan. Vou avisar o grandão agora mesmo e vamos arrumar nossas coisas. – disse dando pequenos pulinhos de animação.

- A propósito... Onde está o Niccals?

- Ele saiu já faz um tempo, me disse que só voltaria a noite.

- Ótimo, vai ser perfeito para dar um susto nele.

Ela riu e se retirou do local.

* Quebra de Tempo *

Eu preparava o jantar, enquanto os demais integrantes da casa jogando na sala, estava com uma dor de cabeça terrível e ao invés de tomar remédio, optava por beber uísque:

- Ei, Baby girl, isso não faz bem para você e eu pensei que você tivesse parado com esse hábito. – criticou o grandão ao entrar na cozinha.

- Eu havia parado, mas depois dos acontecimentos em Plastic Beach, eu acabei começando novamente.

- Você parece cansada. O que te aflige?

- Nada... Eu só... Sei lá.

- Vamos, você sabe que pode conversar o que quiser comigo...- ele se sentou na cadeira e indicou a outra ao seu lado.

Sentei-me e o encarei.

- Estou com problemas, Russ, muitos problemas. – resumi.

- Disso eu sei, mas que problemas exatamente?

- Eu atrasei o pagamento da casa, tenho que levar o Benny no dentista, a Andrômeda faz aulas de piano e violino...- indaguei.- tenho que consertar o vazamento no teto e por aí vai. E agora eu trouxe vocês para cá, não que seja ruim, mas vou ter que trabalhar mais para conseguir manter tudo aqui.

- São muitas coisas mesmo, mas nós vamos ajudar você. Somos uma família agora. E aconselho a você parar de trabalhar na boate.

- Eu sei, mas é que a grana é boa... Mais nunca o suficiente.

- Vamos dar um jeito, prometo.

- Não conta para o 2-D, ele já tem problemas demais. E também não é da conta dele.

- Porque guarda tanto rancor dele assim? Já se passaram 15 anos, não pode ficar brava com ele para sempre.

- Você sabe porque...- me limitei a dizer.

- Olha, todos esses anos que convivi com ele na banda, ele sempre demonstrou amar você. Por mais que tivesse milhares de garotas atrás dele.

- Grande coisa, ele me deixou sozinha, Russ. Ele disse que me amava que iria ficar comigo para sempre e no final ele ficou com a Cracker. – choraminguei. O álcool estava começando a fazer efeito.

- Eu sei, mas não pode ficar guardando mágoa para sempre. Ele ama você ainda.

- E eu com isso? Porque devo me arriscar? Se ele me ama tanto assim porque nunca falou de mim na autobiografia da banda? Pensa que eu não li aquilo?

- Ele me disse que não queria mencionar você por causa do filho dele, que queria proteger vocês de tudo isso.

- Sei...  Isso me cheira a conversa fiada.

- Foi o que ele me disse na época. E aquela mochila que você deixou para ele, o Niccals confiscou.

- É eu notei, ele usou minha música no álbum ridículo dele. – ele me olhou surpreso e pude ver um pouco de mágoa também, afinal por mais que ele não estivesse presente na época, ele ainda era parte da banda. – Desculpe.

- Tudo bem, entendo seu ressentimento.

- Não sei o que fazer, Russ.

- De tempo necessário para o seu coração decidir... Até lá tente tratar o Double D melhor. – ele sorriu e afagou meus cabelos.

- Tá... vou tentar. – acabamos sendo interrompidos pelo cheiro de alguma coisa queimando.

- Acho que sua lasanha está queimando.

- Aaai não. – corri até o forno e o desliguei, verifiquei se não tinha queimando nada. – Porra, essa foi por pouco.

- E precisa maneirar nesses palavrões, não quero meus sobrinhos falando esse tipo de coisa por aí.

- Tá, tá...- praguejei. – Será que você pode arrumar a mesa para nós jantarmos e pedir para as crianças na sala irem se lavar. – elevei um pouco o tom da minha voz para que me ouvissem.

- JÁ ENTENDEMOS. – responderam em uníssono.

*Quebra de Tempo*

- Anne-chan, sua lasanha estava divina. – elogiou a japonesa, se aconchegando na cadeira. – A melhor que eu já comi.

- Ei, macarrão, você disse que a minha era a melhor. - Retrucou o grandão fingindo estar magoado.

- A segunda melhor.

- As duas em primeiro lugar, está melhor? – sugeri, sorrindo ao final.

- Muito melhor. – Russel riu.

Todos retiraram seus pratos e levaram para cozinha para que eu lavasse:

- Andy, Ben, tratem de escovarem os dentes e irem dormir. – ordenei. – Já está tarde para vocês estarem acordados, sabem muito bem que tem aula amanhã.

- Tá, mãe. - resmungaram em uníssono. Coisa de gêmeos.

- Hã... Pan... quero dizer Anne... Amanhã é sábado. – informou 2-D, ele parecia um pouco distante desde que voltamos da casa do Jamie.

- O que aconteceu com panqueca? – perguntei cismada.

- Nada, é só que eu te chamava assim quando nós éramos namorados, então conclui que você não iria gostar que te chamasse assim, afinal você disse que nós não temos nada um com o outro. – alfinetou, quando foi que ele ficou assim?

- Você tá certo... não temos nada um com o outro. – Retruquei friamente.

- É uma pena... Pois eu ainda amo você, Anne. Só queria uma chance para consertar as coisas. – Onde ele quer chegar com essa conversa? – E queria que fossemos uma família, do jeito que deveríamos ser.

- Onde você quer chegar com tudo isso? – me adiantei. – Foi você que foi embora. – disse na defensiva.

- Eu? Não, foi você que se mudou de Crawley depois do baile, lembra? Se mudou com seu verdadeiro pai, depois que ele tirou daquela vida de rebeldia e vadiagem. – se ele estava querendo me provocar... Estava conseguindo.

- Não é minha culpa se aquele maldito do Anthony batia em mim e fazia sexo comigo enquanto você tinha uma vida incrível e maravilhosa ao lados dos seus pais. – me exaltei. – ALIÁS, EU PREFERI SER PARTE DE UMA GANGUE DE REBELDES DO QUE IR PARA A PORRA DE UM ORFANATO E NUNCA SER ADOTADA, DEPOIS MEU PAI ME ENCONTROU VAGANDO PELAS RUAS DE CRAWLEY E ME LEVOU ATÉ O JUIZADO E ME ADOTOU, ALGUNS DIAS ANTES DE NOS MUDARMOS PARA STOKE-ON-TRENT, EU ACABEI ENGRAVIDANDO DE VOCÊ, E NISSO EU FUGI DE CASA PORQUE NÃO SUPORTEI A IDEIA DO MEU PAI SE DECEPCIONAR COMIGO E TER QUE PASSAR VERGONHA NA RUA PORQUE A FILHA ADOLESCENTE DELE ENGRAVIDOU DO CARA QUE ELA AMA DESDE QUE VIU ELE PELA PRIMEIRA VEZ PELO BURACO DA CERCA QUE SEPARAVA A CASA DOS DOIS!

Larguei as louças na pia e corri para meu quarto com minha garrafa de uísque em mãos. Ouvi passos me seguindo, então me tranquei rapidamente no quarto e encostei na porta. Senti a raiva, o ódio, a dor e a mágoa me dominando e as lágrimas começaram a cair de meus olhos como cachoeiras, escorreguei lentamente até sentir o chão frio logo abaixo de mim.

Me encolhi, achando que ficaria mais confortável, mas não, só serviu para encostar minha testa nos joelhos e chorar mais. Estava tão absorta com tudo que ocorreu nos últimos minutos que não ouvi as batidas na porta:

- Anne, por favor, abre a porta. - Stuart pediu hesitante.

- Não, vai embora, me deixa em paz. – ordenei.

- Eu quero...

- VAI EMBORA DA MESMA FORMA QUE FEZ 15 ANOS ATRÁS, ME DEIXA EM PAZ. – berrei, perdendo o meu controle novamente depois de tanto tempo vivendo assim.

O silêncio dominou o lugar, ouvi os passos se afastarem. Finalmente estava sozinha, apenas com meus pensamentos e minha solidão eterna. Tomei uma golada do meu Uísque, senti a queimação tomando conta da minha garganta, mirei aquela garrafa intensamente; apertando-a com força atirei contra o enorme espelho da penteadeira. Levantei com dificuldade e comecei a quebrar tudo que havia naquele maldito quarto, abri minha gaveta de roupas e retirei aquela maldita foto do baile da escola e a joguei no chão com toda força que tinha.

Vi o vidro que protegia a foto se quebram em mil pedaços. Cai de quatro no chão e acabei fazendo um corte feio na mão, apertei minha mão com força:

- AAAAAAAAAAAH. – gritei com até o ar dos pulmões faltarem. – ptf...- sentei e encostei minha cabeça na beirada da cama.- quer saber essa dor vai passar hoje... Tudo isso vai acabar. – sussurrei para mim mesma.

Me ergui. Cansada. Cambaleei até o banheiro e enchi a banheira, retirei minhas roupas e entrei. Com outra garrafa de uísque em mãos, comecei a beber com se não houvesse o amanhã e então apaguei.

Um estrondo... Uma voz... Mãos tocando meu corpo... Minha visão turva não permitia que eu visse quem era. A única coisa que via era a cor azul... seus cabelos azuis que eu tanto amava... Senti o momento que fui suspensa no ar e ouvi o barulho da água caindo no chão, como gotas de chuvas nos dias frios em Londres... Ouvi sua voz angelical me chamar:

- Anne... – mas parecia distante, ecoou pelo ar como se estivesse em uma caverna ou algo assim.

- Stuart...- tentei chama-lo, mas minha boca não obedeceu.

Senti suas mãos trilhando meu corpo junto da toalha. E então um empurrão no peito... e outro... e outro... e senti lábios beijando os meus... e depois algo saindo dentro de mim... água...

- Cof Cof... Urghhhh...- e finalmente recobrei os sentidos. – por... porque?

- Descanse...- foi tudo que ouvi antes de apagar novamente.

Acordei com aquelas notas musicais que tanto amava:

- Clair De Lune...- sussurrei. Ergui meu corpo e olhei ao meu redor, não pude ver muito, infelizmente minha visão continuava turva. Só o que vi foi o azul, senti uma leve tontura e deitei-me novamente. – Droga, eu preciso parar de beber.

Sentei na beirada da cama e esfreguei meus olhos, minha visão melhorou um pouco, tornei a olhar novamente para o lugar onde eu vi o azul, mas não havia ninguém. Notei que minha mão estava enfaixada, peguei meu maço de cigarros e fui até a sacada, acendi um e traguei; senti aquela fumacinha queimando em meu pulmões, e todo o estresse se foi:

- O que aconteceu ontem? – perguntei para mim mesma.

- Você bebeu muito e quase morreu afogada na banheira. – A voz atrás de mim respondeu.

- Que pena que não deu certo. – disse rispidamente, 2-D parecia exausto, como se não tivesse dormido direito.

- Nunca mais fale isso... O que deu na sua cabeça para tentar se matar? Esqueceu que é mãe de dois filhos? Meus filhos aliás...– questionou ao se por ao meu lado.

- Não é da sua conta e tenho quase certeza que eles ficariam melhor sem mim. – conclui dando mais uma tragada no meu cigarro mentolado.

- Qual é o seu problema, Anne? – olhou-me com incredulidade.

- No momento... Você... Não venha me dizer o que devo ou não fazer da minha vida. Não sabe nem metade das coisas que eu e aquelas crianças passamos nos últimos anos.

- Isso é exatamente o que eu estou tentando descobrir agora.

- Me desculpe, mas não estou disponível no momento para conversa fiada. – Retruquei dando uma última tragada no meu cigarro e jogando a bituca longe.

- Aonde você vai?

- Primeiro eu vou tomar um banho e depois fazer o café da manhã.

- Não se preocupe com o café, o Russel já fez.

- Ótimo, vou levar a Andrômeda para a aula de piano. – dei de ombros.

- Já pedi para a Noodle fazer isso. Você pelo menos tem noção de que horas são?

- Sei lá, umas 9:30? – supus.

- 9:30? Já é quase 15:00. – arregalei os olhos, estava atrasada. – Não se preocupe com seus “ assuntos”, já fizemos tudo.

- Hum... é mesmo? Colocou a roupa para lavar? Jogou o lixo fora? Fez as compras? – conforme fui falando, ele foi confirmando tudo. – Vai me dizer que pintou minhas unhas dos pés também?

- Sim. E só para constar você está nua ainda. – ele ruborizou um pouco. – gostei da sua tatuagem.

- Porque não me disse antes? Eu tenho vizinhos. – reclamei.

- Pensei que tivesse notado, afinal está um pouco frio hoje. – ele deu um sorriso travesso.

- Tira esse sorriso da cara.

Entrei no banheiro e tomei um banho rápido. Coloquei uma roupa qualquer e desci até a cozinha, eu estava com fome:

- Não, senhorita, está quase na hora do almoço. – disse o grandão tomando o pedaço de bolo da minha mão.

- Ah, qual é, Russ? Eu estou morrendo de fome.

- Vai ter que esperar...- concluiu, voltando sua atenção para as panelas novamente, devo admitir que o cheiro estava incrível.

- Onde estão os gêmeos? A casa está tão tranquila. – estranhei.

- Bem, a Noodle resolveu levar eles para passear assim que a Andy saísse da aula de piano.

- Hum. – me limitei a dizer.

Ouvi um barulho vindo do sótão, alguém parecia estar mexendo lá em cima. Olhei para o grandão que me olhou um tanto surpreso e preocupado. Me levantei da cadeira quando Russ chamou minha atenção:

- O 2-D não falou nada, não é?

- Em relação a que?- peguei um taco de beisebol na cesta dos guarda-chuvas e subi as escadas rumo ao sótão, Russ tentou me seguir, mas ele não podia deixar as panelas sozinha, então mandou o azulado atrás de mim:

- Anne, não precisa...

- Fica quieto, deve ter entrado alguém aqui...

- Ma-Mas...

Vi a porta que dava acesso ao sótão aberta e as escadas pendendo:

- Segure as escadas para mim. – ordenei.

- A-acho q-que n-não...- começou a gaguejar.

- 2-D, eu não estou pedindo, estou mandando. Segura a porra da escada.

Ele segurou receoso, subi calmamente para não fazer barulho. Coloquei o taco no assoalho e usei as duas mãos para conseguir erguer meu corpo. Peguei o taco novamente e olhei em volta, andei calmamente e ouvi algo se mover perto da janela. A coisa mirou em mim com aqueles olhos vermelhos e se aproximou rapidamente de mim, por intuição ergui o taco e tentei acertar em parte da coisa:

- Uuuuhh... Ficou louca...- urrou com sua voz medonha. Acendi a lâmpada do sótão e vi o goblin verde caído de joelhos.

- Murdoc? O que esta fazendo no MEU sótão? – enfatizei.

- Agora é meu quarto. – Não aguentei e tive que rir da cara dele.

- Hahahaha... seu quarto? Com ordem de quem?

- De ninguém, não preciso de sua autorização para ficar perto da MINHA banda.

- Você tá achando que isso aqui é o que? A casa da mãe Joana? Eu que mando aqui.

- Bem, senhorita Collins, sinto lhe informar que eu vou morar aqui agora, você querendo ou não. – zombou.

- Tem noção no perigo que está correndo ficando aqui? Na mesma casa que eu?- ameacei.

- Não, mas estou querendo descobrir – falou sorrindo maliciosamente no final. – Adoro mulheres bravas.

- Ouça bem... se eu pegar você perto do 2-D ou rodando o quarto dele... eu vou arrancar sua rola fora.

Ele sorriu vitorioso. Me retirei do local antes que desse um soco naquele nariz ridículo dele.

Agora eu devo arcar com as consequências... eu ultrapassei os limites ao trazer o 2-D para cá.

Só espero que eu consiga aguentar todos essas mudanças.


Notas Finais


Então, o que estão achando da fic?

Beijinhos... Até a próxima.


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