História Black and White - Book 1: Blood red - Capítulo 19


Escrita por: ~

Postado
Categorias B.A.P, Bangtan Boys (BTS), Brown Eyed Girls, EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Ga In, Jungkook, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Miryo, Sehun, Suga, Suho, Tao, V, Xiumin, Zelo
Tags Chanbaek, Chenbaek, Cyberpunk, Distopia, Ficção Cientifica, Futurismo, Hunhan, Kaisoo, Sci-fi
Visualizações 160
Palavras 3.292
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção Científica, Hentai, Lemon, Luta, Mistério, Romance e Novela, Sci-Fi, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


HOIA QUEM VOLTOOO
Viemos aqui com mais uma atualização totosa de B&W.
Boa leitura ^^

Capítulo 19 - Capítulo 18 - Próximo do distante


Fanfic / Fanfiction Black and White - Book 1: Blood red - Capítulo 19 - Capítulo 18 - Próximo do distante

 

Suga já estava ficando com a visão embaçada por conta do longo tempo que já estava tentando reparar a bagunça que havia sido feita no abdômen de Zelo. Quando finalmente deu o último nó na costura que fechava a cirurgia do rapaz, se permitiu cair no chão. Os outros dois médicos que estavam ao seu lado terminaram o serviço enquanto ele tentava se recompor.

Ao sair do centro cirúrgico, viu a garota de olhos grandes que esperava por notícias no corredor. Ela estava com os dedos cruzados e ele via que ela estava tensa por perceber que o corredor estava muito mais frio do que qualquer outro lugar que ele quisesse entrar. Ele suspirou e caminhou devagar até a menina.

— Suga! — Ela se levantou assustada — Ele está bem? Vai ficar tudo bem com ele? — Ela juntou as mãos parecendo estar rezando para que aquilo fosse verdade.

— Consegui juntar os ‘caquinhos’. — O médico se sentou na cadeira e encostou a cabeça na parede — Estou exausto, e ainda tem muitos feridos que precisamos tratar. Eu preciso que você fique cuidando dele, ele não pode fazer nenhum tipo de esforço, okay? — Ele olhou para a garota, completamente sério — Eu não posso descansar agora. — Ele se levantou sentindo por um momento uma escuridão tomar conta de seus olhos.

— Você está exausto, Suga! Precisa pelo menos comer alguma coisa.

— Tenho que ir defender Zelo. A gente sempre repete qual é a missão do Zelo no exército e parece que todos sempre esquecem. — Suga suspirou e colocou as mãos nos ombros da menor — Vá lá dentro daquele quarto e não saia de perto dele por nada. Ele vai precisar de ajuda, não deixe ele recusar.

— O-ok — Ela falou de olhos assustados e começou a andar para dentro do quarto — Defenda ele por mim também, se eu pudesse iria. A reunião está sendo no auditório no prédio de Lazer. Todos estão muito agitados então tome cuidado.

— Eu sei me cuidar, SooHyun. — O médico falou se afastando, sem olhar para trás.

 

***

 

A confusão estava feita. Todos gritavam e reclamavam com Suho e Chen sobre o plano mal sucedido e as grandes perdas que o exército havia conquistado com a missão falha. Suho tentava pensar em algo para falar a eles enquanto sua preocupação com seu irmão só aumentava. Ele não podia estar morto... Kai não podia estar morto.

— Por favor, falem um de cada vez! — Chen pediu levantando as mãos — Nós sabemos a gravidade da situação... Essa foi a missão mais atípica que enfrentamos, tem alguma coisa de diferente com os soldados do Füher e nós vamos descobrir, não se preocupem!

— O pior não foi esse fracasso todo! — Um homem gritou de braços cruzados — O pior foi aquele idiota ter demorado tanto para atacar! Esperou tantos morrerem para entrar na batalha... Como ele pôde... — JungKook escutava atento no fundo da sala, sentado em uma cadeira com Gain ao seu lado. Ela ficou tensa a cada segundo que olhava para o mais novo completamente quieto.

— Nós já explicamos isso milhares de vezes... — Baekhyun começou, mas Suho interrompeu.

— Já explicamos trezentas, até mil vezes o motivo de Zelo não atacar simplesmente quando uma dificuldade aparece. O poder dele é forte demais, e ele não tem controle absoluto sobre ele, ele pode muito bem estar tentando nos proteger ao mesmo tempo em que está nos colocando em risco. Hoje o exército teria morrido por inteiro se não o tivéssemos. — Suho explicou novamente para todos ouvirem — Se ele morrer, nós não teremos nenhuma arma forte para lutar contra o Füher e será ainda pior. Vocês acham que é a coisa mais simples do mundo lidar com a morte? Principalmente quando se é um alquimista?

— Ele sabia o que iria acontecer, Suho — Uma senhora falou muito abalada com tudo o que estava acontecendo — Ele pode ver a expectativa de vida das pessoas, então porque não avisou que algo estava errado? Porque ficou calado? Será que ele está mesmo do nosso lado?

— Não é tão simples interferir no presente e no futuro das pessoas, ahjumma. Esse tipo de interferência pode ter efeitos mais devastadores no futuro, acredite. Não é fácil para ninguém saber o que vai acontecer sem poder fazer nada para impedir, e não é diferente com ele... Ele sofre com isso.

— Ele está correndo grandes riscos agora — Suga falou antes que dormisse ali mesmo — Eu tive grande dificuldade para emendar os ferimentos dele. Ao que parece, as próprias sombras o machucaram com raiva do que ele estava fazendo ao salvar vocês... E vocês vêm aqui dizer para nós que Zelo não salvou vocês porque não quis.

— Não é fácil de engolir, mesmo Justin falou tão sério que quase ninguém reconheceu — mas eu entendo o que vocês querem dizer e eu assim como todos aqui já estavam cientes do trabalho que Zelo tem a obrigação de fazer. Ele fez isso hoje, é o bastante.

 

***

 

Kai abriu os olhos sentindo o nariz arder enquanto respirava. Tossiu e cuspiu jogando para fora a sujeira que estava presa em sua garganta. Ele tentou se levantar, mas seus braços não conseguiram lhe apoiar. Ele caiu com a cara no chão e espirrou.

Tudo estava escuro. Ele tentou se lembrar da última vez que tinha visto a luz e se lembrou que o teto havia caído em cima dele e de Kyungsoo. Engoliu em seco e se lembrou em um rápido flash que havia conseguido empurrar a si mesmo e ao mais novo para debaixo de uma mesa. Ele esticou o braço, sentiu o teto metálico da mesa e sorriu rapidamente agradecido por ela ter salvado sua vida. Poucos segundos de braço levantado e sentiu uma dor aguda atingir o encontro de sua perna com a perna metálica. Tentou gritar, mas lhe faltou ar.

O oxigênio naquele pequeno espaço era muito precário, ele sabia que só não tinha morrido por que estavam no último andar e o peso que veio contra eles foi apenas o do teto do próprio lugar. Com um aperto forte no peito tentou encontrar Kyungsoo ao seu lado. Tateou o chão com as mãos e tentou sentir algum sinal de vida.

— Soo... — Sussurrou tentando chamá-lo — Soo...

Sua mão encontrou algo úmido no chão e ele a levou até o nariz para sentir o cheiro. Era um cheiro metálico. Era sangue.

— Soo... Se tiver me escutando... Responde... Qualquer coisa... — Falar era difícil por conta da escassez de oxigênio. Os lábios e garganta do moreno já estavam secos e sua voz saia rouca — Qualquer coisa... Não me deixa sozinho.

— Tô aqui... — Respondeu baixinho e Kai respirou aliviado.

— Você... Está bem?

— Dor... Não sinto metade do meu corpo... Tem algo errado.

Kai tentava mover a terra com as mãos, mas cada vez que mexia seus braços a dor em sua perna aumentava e ele não conseguia operar os movimentos da forma correta. Praguejou mil vezes antes de encostar a cabeça no chão cansado demais para continuar tentando.

— Talvez... Não... Seja boa ideia... Eles podem estar... Lá em cima.

— Precisamos de oxigênio Kyungsoo... — Kai tossiu e percebeu que havia conseguido apenas uma fresta que trazia uma pequena luz para o local que eles estavam presos. Quando ele olhou para Kyungsoo arregalou os olhos.

— Eu preciso... — O menor tentou se levantar, mas sentiu uma dor horrível no estômago.

— Para! — Kai gritou o mais alto que pôde, mas era muito tarde. Sua expressão foi de neutra para horror em menos de um segundo.

— Ahhhh! Isso dói... — Ele cuspiu sangue e tentou entender — Eu não consigo ver, e nem mexer... O que tem de errado com o meu corpo, Jong In? Fala!

Kai nem mesmo conseguia perceber o fato de Kyungsoo ter falado seu nome verdadeiro. Ele só conseguia olhar para aquilo que estava preso no corpo de Kyungsoo o fazendo perder muito sangue.

 

***

 

Zelo abriu os olhos se sentindo tonto. Assim que viu uma silhueta se formar a sua frente teve que fechar os olhos novamente. A garota que estava ao seu lado devia estar louca ao ficar esperando que ele acordasse tão próxima de seus olhos.

— Zelo... — SooHyun sussurrou e sorriu — Está tudo bem, você está bem. Estamos no quartel, nada poderá lhe pegar agora.

— Eu sei... — Ele murmurou rouco — Eu já não posso mais ouvir o choro das almas que faleceram naquele lugar — Os lábios do mais velho tremeram e a garota se calou — Soo... — Ele chamou — Preciso que leve um recado para Suho.

— Eu não posso sair daqui, tenho que ficar te vigiando.

— Você precisa ir. É muito mais importante.

 

***

 

— Nós sabemos que isso pode parecer egoísta da nossa parte, mas nós precisamos voltar lá. — Suho falou e todos começaram a reclamar. O salão ficou repleto pelo barulho, ele nem se deu o trabalho de mandar ninguém calar a boca. Suspirou e olhou para Baekhyun que estava ao seu lado. Ele era o único que podia dar confiança a eles.

— O General Kim e o Tenete-coronel Kyungsoo ficaram para trás. Não existem muitos alquimistas da terra no nosso exército, para falar a verdade, sem eles, ficou apenas HimChan e Hyun Ah que ainda não está apita para batalhar. Nós precisamos deles dois se quisermos continuar com o nosso exército. Precisamos salvá-los.

— Duvido muito que eles estejam vivos — Narsha falou com os braços cruzados e olhando seriamente para Suho. Aquele olhar que sempre intimidava o mais velho — Eles estavam dentro de uma sala que foi destruída junto com as muralhas. É lamentável, mas eles não podem mais estar vivos — A mulher sentiu o punho trêmulo de Yoo Yung apertar sua blusa, ela sabia que a garota não suportaria receber a notícia da morte do líder sem que antes tomasse coragem de falar com ele.

— Eles estão vivos — SooHyun apareceu ofegando na porta do salão e todos olharam para ela — Z-zelo acabou de acordar... Ele disse... Disse que os dois estão vivos. Um pouco antes dele ir embora, ainda conseguia sentir a presença dos dois, mas eles estavam muito escondidos, não dava para buscá-los.

— Escondidos... Eles devem estar debaixo dos escombros. — Chen falou e ergueu a cabeça — Não vamos levar uma equipe grande. Precisamos de uma equipe pequena, dez pessoas é suficiente, nós precisamos salvá-los... Nossos próximos planos dependem deles... E tem outra coisa.

— Talvez nem todos vocês saibam, mas ele já viu a menina da capa vermelha várias vezes. — Assim que Baekhyun falou da lenda todos ficaram atônicos ao se lembrar — Se ele a viu, é porque querendo ou não está destinado a salvar o nosso povo, e não podemos simplesmente deixá-lo morre...

— Por mim eles podem morrer — JungKook se levantou da cadeira e começou a ir embora da sala — Se fosse qualquer outra pessoa vocês nem estariam fazendo essa reunião para salvá-la. Foda-se.

— Vocês tem que entender que... Nem todo mundo tem estrutura psicológica para ir até lá de novo, mesmo que não chegue a ter confronto direto... Muitos deles perderam algum amigo, viram a morte passar por si tão próximo e provavelmente alguns estão se perguntando... Porque eu sobrevivi? — Anne interveio com um suspiro cansado e Suho revirou os olhos irritado — Não é fácil para qualquer um deles aceitar ir nesta missão, mesmo que seja para salvar o general. Eu peço que não obriguem ninguém.

— Não vamos obrigar ninguém, Anne. Obrigado. — Chen assentiu e esperou alguém falar alguma coisa. Precisavam de alguém...

Gain suspirou olhando para Jungkook desaparecendo na porta do galpão com pena e levantou a mão.

— Eu vou. Eu devo muitas coisas ao General — Gain falou dando alguns passos para frente sem demonstrar nenhum tipo de expressão e Baekhyun conseguiu respirar um pouco mais aliviado.

Narsha revirou os olhos, pois sabia muito bem que os dois já tinham tido um caso. “Aquela filha da puta, sempre achando que pode ficar com o melhor.”  Ela sentiu aquele ciúme que ela não queria admitir que tinha e sentiu alguém puxar sua camisa com mais força.  

— Narsha... — Yoo Yung chamou a amiga — Por favor... — A garota com os olhos cheios de lágrimas olhou para a mais alta suplicando para que ela ajudasse — Eu não tenho forças para salvá-lo, mas você tem... Ele não pode morrer, noona...

Narsha revirou os olhos e levantou a mão.

— Eu vou. Tanto faz — Ela revirou os olhos e caminhou para perto de Gain.

— Mais alguém? — Suho perguntou ainda esperançoso, mas ninguém parecia se pronunciar.

— Nós dois... — Miryo falou de mãos dados com Taehyung. — Nós estamos exaustos, mas... Podemos ajudar.

— Eu estou traumatizado com o que aconteceu hoje, mas... — HimChan começou — Kai me ensinou tudo o que eu sei sobre alquimia da terra e sem um alquimista da terra, vocês não vão conseguir tirá-los dos escombros. Eu irei. Estou morrendo de medo então apenas aceitem a ajuda e não falem nada antes que eu desista — Ele ficou ao lado de Taehyung e Baekhyun sorriu sem humor.

— Obrigado a todos que se dispuseram a ajuda, já é suficiente. Podem descansar... Nós tentaremos voltar antes do amanhecer´. — Baekhyun se curvou e os soldados começaram a ir embora.

— Eu não posso, porque tenho que cuidar de Zelo, Baekhyun. — SooHyun falou tocando na mão do mais velho e sorriu — Desculpe.

— Está tudo bem, menina.

— Xiumin?! — Suho gritou e ficou ao lado do irmão — Você está bem? — O mais velho não respondeu, apenas manteve seu olhar fixado em Baekhyun que logo entendeu o que ele queria dizer.

— Ele vai. Está dizendo que vai.

— Mas, não pode, Xiumin! Você ainda está... — Suho sentiu a mão de Chen tocar seu ombro.

— Se eles estiverem feridos, Xiumin pode ajudar a controlar o sangue deles — Chen falou assentindo e Suho parou de questionar.

— Tudo bem. Baekhyun, temos um plano?

 

***

 

Chanyeol caminhou o mais rápido que podia com suas muletas e logo conseguiu alcançar Baekhyun que estava muito distraído pensando em como eles deveriam resgatar os dois da forma mais segura.

— Baekhyun! — Quando ele gritou, os dois estavam perto do dormitório três. Baekhyun olhou para trás e ficou sem entender porque Chanyeol estava lhe procurando se deveria estar descansando — Espere... Eu preciso falar com você. — Ele ficou frente a frente com o mais baixo e respirou o ar que estava faltando — Eu quero ir com vocês.

— Está louco, Chanyeol? — Baekhyun não havia escutado direito, mas leu muito bem os lábios do outro — Você está machucado, não queremos mais mortes hoje, é uma missão de resgate, levaremos uma equipe pequena. Desculpe, mas não posso ficar responsável por você.

— Você sabe que não preciso do meu pé para atacar. Minha mira é perfeita e meu arco está em ótimo estado, apesar da explosão.

Baekhyun semicerrou os olhos pensando na possibilidade.

— Melhor não.

Chanyeol suspirou.

— Agora eu sei por que você odiava quando eu falava em casamento. — Ele falou tão sério que Baekhyun não conseguiu fazer mais nada além de ficar em silêncio e ouvir. Chanyeol começou a caminhar para o corredor que se estendia entre os dois dormitórios e esperou que ele lhe seguisse.

O pequeno sentiu o coração bater mais rápido. Não sabia se era uma boa ideia falar sobre aquilo com ele naquele momento. De qualquer forma suspirou e o acompanhou até que os dois ficassem sozinhos naquele corredor quase escuro. As nuvens estavam tomando conta do céu e logo uma chuva viria.

Os dois ficaram ali em silêncio, olhando um para o outro por alguns minutos.

— Eu achava que esse sentimento só fazia parte de mim. A dor que ele me causou quando eu te vi pela última vez há três anos... Fez-me entender certas coisas que eu tive que levar certo tempo pra admitir e assimilar na minha cabeça... — Ele engoliu em seco e olhou para o céu pedindo ajuda em silêncio —... Não me entenda mal, eu não queria ter demorado tanto para que minha cabeça organizasse as coisas... E agora que parecia tudo tão claro e tudo tão nítido... Você está deixando tudo mais confuso.

— Eu? — Baekhyun arqueou a sobrancelha e se afastou quando Chanyeol se aproximou — E-eu não fiz nada — Se encostou na parede e Chanyeol desistiu de se aproximar naquele momento.

— Você nunca quis casar com uma mulher. Apesar de essas serem as tradições da nossa aldeia, você não pretendia deixar isso acontecer e quando eu quis ser parte dessa tradição, você se irritou mais do que com Kyungsoo... Mais do que com Sehun.

— Chanyeol, você está fazendo afirmações que não... — Chanyeol soltou as muletas e pendeu para frente segurando nos ombros do menor e olhando bem profundamente em seus olhos.

Baekhyun arregalou os olhos, surpreendido com a proximidade repentina. Sua respiração se descontrolou e quando ele percebeu que o outro estava aproximando-se cada vez mais. Quando Chanyeol fechou os olhos e entreabriu os lábios para finalmente dar o primeiro beijo que Baekhyun sempre sonhara em ter desde que tinha quinze anos... Ele se afastou devagarzinho à medida que Chanyeol se aproximava.

Seus punhos tremiam, ele queria muito... Muito... Queria sentir aqueles lábios tocarem os seus, queria apenas fechar os olhos e sentir aquele toque... Ele chegou a levar suas mãos trêmulas para as costas de Chanyeol na tentativa de não deixar o mais novo cair. Ele deixou que uma lágrima escapasse de seus olhos enquanto os fechava e sentia a respiração do maior bater em seus lábios.

Mas ele lembrou.

— Ah... — Ele gemeu e Chanyeol abriu os olhos — C-chanyeol... — Sussurrou baixinho.

— Está tudo bem... Tudo vai ficar bem... — Sussurrou diminuindo ainda mais suas distâncias.

— Chanyeol... Não podemos ficar juntos... — Murmurou de olhos fechados e Chanyeol parou de se aproximar.

— Por quê?! — Soou como um grito cheio de ódio e Baekhyun abriu os olhos assustado, esperando ver a face de quem tinha tanto medo, mas a única coisa que viu foi o rosto de um garoto cheio de insegurança e medo, com os olhos cheios de lágrimas e os lábios tremendo de tristeza — Por que... Por que... Por que... — A pergunta se tornava um lamento e um choro baixo. O maior abaixou a cabeça e aquilo afastou um pouco os dois.

— Você está atrasado... — Doeu na alma falar aquilo, mas ele precisava falar —... Como sempre. — Baekhyun se afastou mais um pouco para que pudesse falar sem que seus lábios corressem o risco de beijar Chanyeol e tentou continuar — Você pode não se lembrar... Ou pode fingir que não se lembra, mas está aqui... — Ele fechou os olhos e apontou para a própria cabeça — E está marcado com muita dor aqui... — Ele bateu o punho fechado no peito esquerdo com uma lágrima escorrendo sua bochecha — Eu não consigo esquecer... Eu não consigo olhar para você sem sofrer... Eu não consigo... Gostar de você sem sofrer... Sem dor... E eu não quero mais dor...

— Do que você está falando? — O rosto de Chanyeol já estava repleto de lágrimas — Eu só quero estar ao seu lado... Eu nunca te machucaria... Porque isso está acontecendo comigo... — Ele falou entrando em desespero e colocando as mãos na cabeça.

— Chanyeol... Enquanto você não se lembrar de tudo o que aconteceu no ano que você desapareceu, eu não posso ficar com você... — Ele se soltou das mãos do mais novo e começou a ir embora.

— O que eu fiz de errado?! — Gritou puxando os cabelos e começou a cair deslizando pela parede até se sentar no chão úmido. — O que eu fiz de errado... — Falou soluçando.

— Descubra — Baekhyun falou de costas sem nem mesmo fazer questão de olhar para ele — E tem outra coisa... Eu e Chen... Estamos juntos — Aquilo doeu mais do que qualquer dor que sua perna pudesse estar lhe provocando naquele momento.

Chanyeol gemeu colocando a mão no peito sentindo um forte aperto no coração. Suas lágrimas inundavam seu rosto quando ele olhou para a silhueta do mais velho indo embora e lhe deixando ali sozinho, completamente rejeitado.

— Baek... — Chamou baixinho e Baekhyun teve que se segurar muito para não voltar atrás —... Volta... Não vai embora...!

 


Notas Finais


A dor que eu sinto por esse ChanBaek não está escrita T.T Espero que depois eles se resolvam direitinho!
Até sexta amoras <3 Digam o que acharam do capítulo e falem das suas teorias porque eu estou curiosa huehue


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