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História Black Clover - A Jornada da Maga do Som - Capítulo 10


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Notas do Autor


Ilithyia e sua mestra chegaram a capital. Um grande encontro aconteceu!

Capítulo 10 - Finalmente, a Capital: Mereoleona e Fuegoleon!


Fanfic / Fanfiction Black Clover - A Jornada da Maga do Som - Capítulo 10 - Finalmente, a Capital: Mereoleona e Fuegoleon!

Deixando Hage para trás. Ilithyia e Mereoleona partem para a capital de Clover. Seu objetivo? Conhecer o irmão de sua mestra. O capitão dos Reis Leões Carmesim, Fuegoleon Vermillion.


Em todo esse tempo juntas, poucas foram as vezes que Mereoleona o mencionou. E nessas poucas vezes, ela não parecia muito contente.


Ilithyia se perguntava se deveria questionar sua mestra sobre isso, mas preferiu não se envolver em questões familiares. Todas as famílias são iguais. Têm problemas e desavenças, e ao mesmo tempo diferentes, às vezes as desavenças são mais complicadas e complexas. Sendo assim, não seria uma exceção à casa Vermillion. 


Agora que Ilithyia aprendeu a voar na vassoura, a viagem se tornou mais rápida. O que a pé levaria aproximadamente 10 dias, voando levou 4 dias para finalmente chegar a Clover.


No meio do caminho, Ilithyia pediu a sua mestra para passar em Kikka, no reino comum de Clover. Ela queria apresentar Mereoleona a sua família. Contudo a Leoa carmesim não quis ir. De certa forma a palavra "família" para Mereoleona não tinha o mesmo significado que para Ilithyia.


Durante os 4 dias de viagem, Mereoleona ficou bem calada e séria. Parecia desconfortável para ela ter de voltar para casa. Nas poucas vezes que falou, foram ensinamentos para Ilithyia sobre sua magia. Entretanto, houve um momento incomum, Mereoleona perguntou se Ilithyia tinha algum vestido mais fino e elegante.


Ela não perguntou isso na intenção de ofender, nem de subjulgar a jovem. Contudo, seria mais adequado para Ilithyia estar bem apresentável diante de Fuegoleon. 


- Garota! Preste atenção aqui! Em breve chegaremos a capital. Aqui você verá que as coisas funcionam de um jeito completamente diferente dos outros vilarejos que passamos. Aqui você será julgada o tempo todo, desde o mais ralé membro de um esquadrão, até o de mais alto nível. Sendo assim, pegue aqui! Dentro dessa bolsa têm algumas moedas de ouro. Alugue um quarto numa pousada, coma algo e descanse. Depois de restabelecida, vá até um butique e compre um bom vestido. Amanhã, às 15 horas da tarde, virei buscá-la para um encontro com aquele cara. Não se meta em confusão, não se misture com quem você não conhece. E por último, não use meu nome para nada aqui. Caso faça algo do tipo, eu vou te queimar até os seus ossos? Fui clara? Disse Mereoleona em tom ameaçador.


- São muita coisas para lembrar, mas eu entendi tudo direitinho. Não se preocupe que não arrumarei problemas, nem me misturarei com quem não conheço, e também não usarei seu nome para nada. Amanhã às 15 horas temos um compromisso com Fuegoleon Sama, e devo estar bonita e apresentável. Pode deixar que cuido disso. Respondeu Ilithyia.


- Isso! Repetindo, não arrume problemas. Volto amanhã para buscá-la.


- Mereoleona sensei! 


- Diga!


- Boa sorte com seu irmão hoje!


Ouvir de Ilithyia aquelas palavras balançou o coração da Leoa selvagem. 


- Cuide de sua vida! E não me arrume problemas. Disse Mereoleona irritada.


***


Deixando Ilithyia no centro de Clover, Mereoleona seguiu seu caminho sozinha. Antes de fazer qualquer coisa, ela caminhou até os jardins selvagens, a leste do palácio de Clover. Chegando lá ela sentou e respirou o ar selvagem daquela mata apelidada de jardim. 


- Nunca pensei que voltaria para cá tão cedo. Disse ela para si.


Mereoleona aproveitou o riacho para banhar-se e refrescar-se. Bom senso não era seu forte. Apesar de ter nascido da realeza, e por ter vivido em Clover por 18 anos, Mereoleona era selvagem demais, e muito mais homem que mulher. Tirar as roupas e ficar nua num riacho, com possíveis pessoas próximas, era no mínimo "natural" para ela. 


Quando completou 18 anos, ela decidiu sair de Clover em busca de aumentar suas habilidades e ficar ainda mais forte. Desde jovem, Mereoleona era formidável, poderosa, habilidosa e incrível. Diferente de seu irmão, que não possui muitos talentos naturais, ela sempre brilhou forte como um chama.


Hoje, com 27 anos, Mereoleona voltou para casa. Mesmo por trás de toda selvageria, ela não podia esconder o fato de que sentiu falta do lar. Mas viver entre bichos a mudou demais. Ela tinha receio de ser desprezada por seu irmão, ao mesmo tempo que não o reconhecia, por ele ser "fraco". Tudo isso em seu coração fez com que ela se tornasse fria e cruel. 


Por sorte, Ilithyia trouxe um pouco de humanidade para ela. Decidir treinar aquela garota sem talento algum, era uma forma de redenção para Mereoleona. Era uma forma de compensar o que ela não fez por Fuegoleon.


- Ora, Ora... Não lembro de ter sido avisado por Marx sobre sua visita a Capital, Mereoleona Vermillion! Pode ficar despreocupada que não estou olhando suas proporções. 


- É melhor que não esteja mesmo, Julius Sama!


Aquele homem, sorrateiro e silencioso, não era ninguém menos que Julius Novachrono, o ser mais poderoso de Clover, e atual Mago Imperador.


- Pergunto o que entregou a minha presença! Eu ocultei o máximo possível de minha mana. Disse Mereoleona.


- Não à localizei pela mana, mas sim pelo seu rosto. Digamos que eu adoro matar o trabalho me desfarçando e saindo de fininho. Vi você caminhando para cá, então a segui! Disse o Mago Imperador.


- Ainda com sua mania de ver todas os tipos de magia possíveis? Perguntou ela.


- Exato! Não posso me segurar diante a infinidade de habilidades existentes por aí. Queria poder ver todas elas. Respondeu ele.


- Você continua o mesma, Rei Mago. 


- Você também, Mereoleona!


Saindo do riacho, Mereoleona vestiu suas roupas e teve uma breve conversa com Julius Novachrono.


- Permita-me perguntá-la. O que a traz de volta ao lar? Não que eu esteja querendo que vá embora. Apenas estou curioso. Até porque, notei que veio acompanhada de uma jovem.


- O senhor é muito perspicaz. Tenho um motivo para ter voltado. E o motivo é aquela garota. Respondeu Mereoleona.


- Algo de errado aconteceu com ela? Perguntou Julius.


- Não! Trouxe essa jovem para conhecer "aquele cara". Seu objetivo é se tornar uma cavaleira mágica, e ajudar sua família pobre com o fruto do seu trabalho. Por isso a treinei um pouco, e a trouxe para cá. Respondeu ela.


- É difícil imaginá-la treinando alguém. Sendo assim, por que não fica em Clover? Atualmente, o esquadrão mágico dos Cervos Cinzentos está sem um capitão. Seria uma honra para mim nomeá-la para esta vaga! Disse Julius.


- Não faça uso de brechas, alteza. Estou de passagem, e não tenho interesse em ficar aqui.


- Pois bem, não tomarei mais o seu tempo então. É sempre um prazer vê-la, Mereoleona Vermillion. Procure-me antes de sair! Disse Julius.


- O prazer é meu, Julius. Pode deixar que verei o senhor antes de ir.


Julius Novachrono caminhou para a esquerda, enquanto Mereoleona tomou o caminho contrário. O destino dela era a residência dos Vermillions. Pouco antes de se separarem totalmente, Julius disse:


- Não existe corrente mais grossa e difícil de quebrar, quanto as correntes da mágoa. Lembre-se, Mereoleona. Há sempre a chance de reparar o passado.


As palavras de Julius feriram mais que uma espada direto no peito. Mereoleona que não era de demonstrar sentimentos, mal pode conter a vontade de chorar depois de ouví-las. Contudo, mesmo que sua mente pense coerentemente, seu coração está mergulhado demais no oceano da amargura.


***


- Mereoleona sensei me deixou dinheiro demais! com isso tudo eu consigo comprar uns 10 vestidos. Disse Ilithyia surpresa por ter recebido tanto dinheiro.


No centro de Clover encontrava-se de tudo. Alimentos, roupas, bares, pousadas, residências dos nobres clãs de Clover, cavaleiros mágicos por todos os cantos, músicas e outros tipos de entretenimento.


Tudo aquilo era novo para Ilithyia, e tudo aquilo brilhava. Sendo criada no reino comum, e vinda de uma família pobre, ter aquilo em sua frente era como estar no paraíso. Pois sua realidade era como estender as mãos para pegar umas estrela no céu, não importa o quão alto você vá, ou quão alto tente levantar os braços, as estrelas ainda estão longe.


Ilithyia não podia deixar de se empolgar por estar lá. Porém, onde há beleza, também é feiúra. Onde há fartura, também há escassez.  


Numa esquina mais afastada de onde as lojas estavam, Ilithyia pôde ver e ouvir os gritos e gemidos de um pai de família, que estava sendo surrado por cavaleiros mágicos, pois roubou alguns pães para alimentar seus filhos.


Mesmo que sua vontade tenha sido de ir até o beco e proteger aquele homem, de ajudá-lo e ampará-lo, Ilithyia se conteve. Ela não podia arrumar problemas para sua mestra, ela prometeu que não o faria. Sendo assim, ela decidiu sair dali e procurar uma pousada. 


Contudo, antes de deixar o local, ela pôde ver um burburinho de observadores se juntando, e não aguentando a curiosidade, ela foi até lá para ver o que aconteceu.


Chegando lá, um jovem rapaz, de aproximadamente 17 anos, pôs a si na frente do pai de família que estava sendo agredido pelos cavaleiros mágicos. 


- Vocês não sente vergonha do que estão fazendo? Cavaleiros mágicos de merda! Disse o jovem.


- Veja como fala conosco, seu moleque. Somos cavaleiros mágicos dos Louva-a-Deus verdes. Tenha respeito!


- Respeito? Por homens inescrupulosos como vocês? Por vocês eu tenho é desprezo.


- Seu moleque insolente!


Em um surto de raiva por parte dos cavaleiros, os três atacaram o jovem ao mesmo tempo. Com suas magias de terra, fogo e relâmpago, os cavaleiros mágicos criaram um tipo de catapulta para atacar o jovem.


- Veja se tem desprezo agora, seu insolente. Quando afundarmos a sua cara para dentro!


"Magia de Criação Conjunta: Projétil elementar"


A situação não era nada boa. Uma magia conjunta é forte, ainda mais gerada por cavaleiros mágicos, a uma média distância. Aquele garoto não vai sair ileso daquele ataque.


- Magia Conjunta? São tão covardes que recorreram a isso. Pois bem, mande seu ataque! Disse o garoto.


- Morra! Seu moleque de merda!


Pouco antes do projétil elementar alcançar o rapaz, ele ativa seu feitiço.


"Magia de Barreira: Escudo de Aegir"


Criando um escudo dourado gigante e maciço, o golpe conjunto dos cavaleiros mágico foi totalmente interceptado. O nível de defesa daquele jovem superou o nível de ataque dos 3 cavaleiros mágico, sem nenhuma dificuldade.


- Era só isso? Que piada! Além de desprezo, agora eu estou envergonhado de vocês! Mas vamos acabar com isso de uma vez! Se vocês morrerem, a culpa é toda de vocês. Tchau tchau! Otários!


"Magia de Barreira: Palácio Suspenso do Grande Deus"


Uma palácio luminoso foi conjurado ao redor dos cavaleiros mágicos. Depois de pronto, a construção subiu rapidamente aos céus que, ao alcançar uma certa altura, começou a despencar e rapidamente. O impacto seria forte o suficiente para matar os cavaleiros mágicos, mas de repente um homem esquisito apareceu e fatiou a magia de barreira. Este homem não era ninguém menos que Jack, o Estripador. Capitão do esquadrão dos Louva-a-Deus Verdes.


- Ha Ha Ha! Eu estava procurando os idiotas do meu esquadrão, e para minha surpresa, eles foram subjulgados por uma criança! Vocês são a vergonha dos cavaleiros mágicos! Disse Jack


- Graças a Deus o senhor está aqui, capitão. Aquele homem roubou pães e nós pegamos ele. Daí esse garoto interferiu e nos atacou. Se o senhor não tivesse fatiado essa magia estúpida dele, estaríamos mortos agora com o impacto ao solo. Muito obrigado, capitão.


- Ha Ha Ha! Acho que vocês esqueceram de contar que surraram aquele homem, e que atacaram o garoto primeiro. Eu vi tudo seus idiotas de merda. Eu não fatiei a magia dele para salvá-los, mas sim para eu mesmo matá-los. Disse Jack.


- Mas senhor...


- Nem mais uma palavra. Desculpem-se com o homem e com o garoto. 


- Mas senhor...


- Agora! Ou mato vocês aqui mesmo! Disse Jack irritado.


Depois que o capitão dos Louva-a-Deus Verdes apareceu, os cavaleiros mágicos se desculparam pelo incidente. Até mesmo o capitão Jack se desculpou. A atitude do homem foi errada, mas existem outros meios para alcançar bons resultados. Pouco antes de ir, Jack disse:


- Hey, moleque! Qual o seu nome? Perguntou Jack.


- Me chamo Brasch Roy, senhor! Respondeu o garoto.


- Roy! Não me esquecerei! Disse Jack


A situação foi contida e as pessoas voltaram a fazer o que faziam. Roy ajudou o homem a chegar até seus filhos e lhe deu algumas moedas de prata. Apesar dele não ser rico, de não ter nascido da nobreza ou realeza, ele tinha uma magia forte e sabia usá-la da melhor forma possível. Isso chamou atenção de Ilithyia que presenciou toda aquela cena, antes de ir para a pousada.


***


Mereoleona que estava a caminho da residência dos Vermillions finalmente chegou. Em pé, em frente ao portão, seu coração ficou agitado, sua mente ficou confusa com o turbilhão de memórias que vieram a tona.


Relutante em abrir o portão, ela foi pega de surpresa quando ouviu uma voz surgir de trás dela:


- Irmã?


Aquela voz! Grave, porém calma. Um pouco rouca, mas firme. Não restava dúvidas, aquele era Fuegoleon Vermillion, seu irmão.


Vê-lo ali em pé, atrás dela, fez Mereoleona tremer. Fazia 9 anos desde a última vez que ela o viu. Agora ele era um homem feito, majestoso, poderoso e reconhecido. 


Milhares de coisas vieram a sua cabeça. Coisas que ela queria contar, falar. Experiências que teve, lugares que viu, pessoas que conheceu. Tudo ao mesmo tempo. Ela não sabia por onde começar.


- Por que não entramos e conversamos lá dentro? Disse Fuegoleon


Em silêncio pelo caminho, ambos se olhavam pelos cantos. Ela querendo falar, ele querendo perguntar. A situação estava embaraçosa, mas logo foi revertida quando alguém apareceu.


- Ah, irmão! Você voltou de sua missão! 


Aquele era o caçula da casa Vermillion, Leopold Vermillion. Da última vez que Mereoleona o viu, ele ainda era um bebê de colo.


- Sim, voltei. E no meio do caminho eu encontrei alguém importante. Disse Fuegoleon.


Mereoleona estava em choque. Seu irmão agora era um homem, seu outro irmão já era rapazinho de quase 10 anos. Vê-los só a fez pensar em quantas coisas ela perdeu por ter ido embora.


- Irmão! Quem é essa mulher? Ela parece com você. Disse Leopold


- Essa mulher é a nossa irmã mais velha, Mereoleona. Cumprimente-a adequadamente. Disse Fuegoleon.


- É um prazer finalmente conhecê-la, irmã! Nossa irmão sempre fala de você. Ele diz que você é incrivelmente forte. Disse Leopold


Sem conseguir se conter Mereoleona abraçou seu irmão caçula e chorou. Fuegoleon que olhava-os de longe, tentou conter a alegria por vê-la em casa. Depois de 9 anos, a casa Vermillion finalmente voltou a estar completa.



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