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História Black Clover: A Maldição de Asta - Capítulo 41


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Notas do Autor


Ilustração do cap. em Black Clover: A Maldição de Asta Season 2

Capítulo 41 - Maga dos mares


Ponto de vista de Noelle

Faz um mês desde a morte de Asta e algumas semanas que Yami nos deixou por conta própria e nesse meio tempo muitas coisas mudaram.

— Ataquem com suas melhores magias. — Um bandido grita para seus companheiros.

— Wall water! — Minha barreira de água impede todos os feitiços.

Luck começou a ficar inicialmente várias horas fora da base e voltava machucado, depois passou a ser dias e agora semanas, a última vez que o vi ele havia acabado de chegar e estava com o rosto roxo e marcas de corte.

— Vamos cercá la. — Meu caro não grite suas ordens, assim fica muito fácil me defender.

— Water blades! — Alguns tem os pé acertados outros a perna ou mão. 

— Aaiii! Maldita! — É sempre assim.  

Magna também fica várias horas ou dias sem voltar, e quando retorna está um caco e cheirando a álcool. Finral costuma ser aquele que o traz de volta, pelas marcas roxas em seus pescoços devem terminar a noite em lugares impróprios.

— Morra desgraçada! — Alguém veio por traz sem que eu percebesse, porém seu berro estrago sua única chance de vitória. — Vou te mat- —  Dou um soco na garganta o fazendo cair e antes de chegar no chão chuto suas bolas. — Aaaaii! — Cai remoendo de dor, até que é uma visão boa.

Vanessa foi a que menos mudou, apenas não a vejo mais sóbria independente de horário e some ao anoitecer retornando apenas de manhã.

— Agora! — Lançam inúmeros feitiços combinado por todos os lados. 

— Ah… Water dome. — Uma cúpula de água se forma em minha volta me protegendo de todas as magias.

Quanto a mim, após alguns dias sem o capitão me juntei ao grupo de mercenários para poder treinar minhas novas habilidades, apesar que infelizmente para entrar tive que pintar meu lindo cabelo prata de castanho para não ser reconhecida.

— Onde está o líder? — Perguntou para um dos bandidos mais novo, algo em torno de 12 anos, no qual não para de tremer.

— Ali. — Aponta para o líder em fuga.

— Muito bem. — Dou uns tapinhas na cabeça dele.

— Water went. — Um tentáculo de água surge de meu grimório puxando o fugitivo pela perna no qual acaba caindo. Depois o prende com serpente preste a devorar sua presa.

— Não me mate, eu faço qualquer coisa! — Fica se debatendo inutilmente enquanto chora. 

— Não a necessidade de tanto escândalo, hoje vim apenas mandar um recado: Essa área já tem dono. — O perfurando com meu olhar e segurando seu queixo para se virar. — Entendeu? — Assente sem parar com a cabeça.

— Juro que nunca mais irei pisar aqui. — Declara assim que o solto.

— Ótimo meu contratante vai ficar muito feliz com isso. — Dou um sorriso me abaixando e ficando cara a cara. — No entanto ele não vai acreditar se eu não levar uma prova. Entende? — Se levanta imediatamente fugindo desesperado.

— Aaaaaiiii! — Arranco a orelha direita dele, pois nela tem um corte e um brinco no qual é a marca do líder. 

Sem mais ninguém para me atrapalhar passo no meio deles como se estivesse em uma passarela, apesar de meus fãs evitão me olhar. Poxa, minha aparência é ótima.

— Ai. — Em meio a minha caminhada sinto uma dor alucinante em minha cabeça por alguns segundos. Para impedir que ocorra novamente pego meu cantil no qual guardo uma poção que ajuda a reduzir a dor e vejo que está leve.

Depois de me entrar em um  beco fedorento e escuro pré determinado para receber meu pagamento e entregar a prova, tiro minha máscara e pingente assim que verifico não haver mais ninguém.

— Veio comprar o de sempre? — A senhora baixinha na qual cuida da loja de poções me pergunta quando entro.

— Por favor. — Peço enquanto olho os diversos fracos de cores e formatos variáveis nas prateleiras ao redor.

— Sinto muito não tenho mais. — Informa para baixo.

— Por que? — Não lembro dela ter falado que estava acabando.

— A moça na qual me entregava essas poções veio me dizer que não me venderia mais, pois está voltando para sua casa. — Impossível! Só aqui vende isso.

— Pode me dizer o porque? — Eu realmente preciso dessas poções.

— Ela não me disse nada, porém pelas suas habilidades acredito que seja de Apókries. — Diz pensativa.

— Onde fica isso? — Me exaltei um pouco me aproximando e falando alto o bastante para os clientes em volta me encararem.

— Não sei lhe dizer. — Merda, bato no balcão.

Sem mais nada para fazer volto a base depois de passar em uma adega e comprar o melhor vinho.

— Preciso de informações. — Coloco a garrafa na frente de Vanessa.

— No que posso ajudar? — Muda de alguém completamente bêbada para uma expressão séria. 

— Onde fica Apókries? — Ela arregala os olhos. 

— Por que? — Me questiona com um leve tom de surpresa.

— A pessoa na qual eu comprava um certo tipo de poção teve que voltar pra lá por algum motivo. — Suas expressões mudaram por alguns instantes para preocupada.

— Não sei. — Está mentindo. — Porém sei que essa informação deve estar na biblioteca do rei mago, na qual por acaso está sendo cuidada pelo nosso velho amigo Legolant.

— Onde fica? — Da os ombros.

— Sei que quem tem acesso para teleportar para lá é Finral. — Complementa.

Vai ser um saco achá lo, ele está sempre com Magna no qual vai pulando de um bar para outro ou em uma hospedagem ou puteiro.

— Owu! — Perco por alguns instantes o equilíbrio e me seguro na mesa.

— Está tudo bem? — Vanessa parece ter percebido algo.

— Sim. — Dou alguns dos poucos goles restantes da poção.

Saindo de lá passo a tarde inteira deslizando nas ruas com minha magia em busca dos alcoólatras do esquadrão, terminando a noite apenas me dou por vencida e entro em um bar qualquer para jantar.

— Você consegue Magna! — Finral está torcendo para seu amigo no qual está em um desafio de queda de braço com um musculoso.

— Não vou perder. — Assegura Magna com as veias do braço à mostra e a mão quase tocando a mesa. — Hora de ficar sério. — Sua expressão muda  e acredito ter visto seus olhos brilharem atrás dos óculos. — Aaaahhh! — Em um instante ele vira o jogo e o ganha.

— Obrigado, valeu pela aposta. — Finral começa a recolher o dinheiro daqueles que perderam.

Eles não perceberam? Aquilo foi claramente magia, deu até para ver algumas faíscas saindo do pulso. Porém como a fez? Não ouvi ele entoando o canto. Pergunto para ele depois.

— Ei Finral preciso de um favor! — O chamo em meio ao choro daqueles que perderam. 

— Ah? Noelle, claro é só dizer. — Se aproxima de mim. 

— Preciso me teleportar para onde Legolant esta? — Peço com um adorável sorriso.

— Impossível, Yami me proibiu de levar alguém até lá. — As lembranças de como é o capitão irritado nos faz tremer por alguns segundos.

— Mas o capitão não está aqui, ao contrário daqueles homens músculos nos quais ainda não sabem da trapaça de Magna. — Continuo com meu sorriso inocente.

— Do que está falando? — Pela arrepiada na qual deu parece que falei corretamente.

— En- Ai! — Minha testa dói novamente. 

Merda, eu gastei uma quantia enorme indo atrás deles e na missão e mesmo assim ainda não foi o suficiente?

Assim que pego novamente meu cantil um bêbado idiota tromba comigo me fazendo derramar parte.

— Noelle está tudo bem? — Finrall me pergunta entregando o cantil derrubado, imediatamente bebo os poucos goles que sobraram.

— Voltando… — Me apoio nele assim que a dor volta. — Merda — Minha visão gira 360° me enjoando.

O que restava da bebida não é nem um pouco o bastante para lidar com a situação, meus batimento aceleram, começo a suar bastante e minha cabeça a latejar.

— Noelle! — Ouço Finrall gritar meu nome. 

Sinto como se a mente saísse e voltasse ao meu corpo, a visão escurece e uma dor mais forte surge perto do coração e vai se expandido por todo o corpo.

— Cuidado! — A voz de alguém entra abafada em meus ouvidos.

Uma grande quantia de adrenalina engole meu corpo e desapareceu me deixando fraca o bastante para sentir apenas o parque de bater no chão melequento e frio do bar…


Notas Finais


— A maga dos mares está nos atacando. — Cale se, crio uma bolha de água o sufocando.
— Não vão fugir! — Proclamo puxando pela camiseta um homem que se escondia debaixo da mesa.
— Por que? — Questiona com o rosto ranhento e choroso.
— NÃO DERAM FEEDBACK! — Grito com uma lâmina apontada no pescoço dele.
— Me perdoe, prometo recompensar nos próximos. — Implora se ajoelhando e abaixando a cabeça.
— Hoje estou de bom humor, então deixarei passar.


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