História Black Eyes - Capítulo 13


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Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Haechan, Jaemin, Jisung, Mark, RenJun
Tags Demons!au, Hyuckmin, Markhyuck, Markhyuckmin, Markmin, Nahyuck, Rensung
Visualizações 182
Palavras 2.123
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Misticismo, Romance e Novela, Slash, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 13 - Communia


Todos estavam se preparando para o apocalipse de diferentes formas.

Mais anjos chegavam ao inferno quase diariamente e eram transformados pelo príncipe, assim como demônios.

 Era como se houvesse uma superlotação no inferno, nunca antes havia tido tantos demônios por lá e haviam boatos de que Deus estava criando novos anjos, melhorando seus antigos e fazendo de tudo para não perder almas humanas para o inferno.

 

Demônios tinham a ordem de não matar os anjos que encontrassem e resistissem, mas sim os capturar e levar para o inferno onde eram convidados a mudar de lado, e caso não aceitassem, eram torturados até que mudassem.

Se mesmo assim dissessem que não, então o príncipe pessoalmente os torturava até a morte.

 

Os demônios e anjos precisavam de treinamento, só que não um treinamento pelo qual estavam acostumados, então por isso seus respectivos generais foram chamados até a sala do trono onde o rei os esperava e ao seu lado, o príncipe estava de pé, sério.

 

— Meus melhores generais. - Minseok sorriu vendo Jisung e Chenle se aproximando e se curvando diante dele. — Sabe, eu estava de férias, curtindo minha linda esposa quando Mark me falou do nosso iminente apocalipse. Então eu cheguei e o inferno tinha vários iguais a Jeno, como Renjun havia idealizado.

 

Apontou para o demônio parado próximo ao trono, com olhos negros encarando os dois. Apenas um olhar dele para Jisung e o demônio sabia que não podia fazer besteira ali ou estariam fodidos.

 

— Eu fico feliz de o príncipe ter aceitado a minha empreitada, majestade. - Renjun falou sobriamente e Mark sorriu.

 

Mark gostava de Renjun porque sabia que aquele demônio era inteligente demais, mesmo que algumas de suas artimanhas não funcionassem com o herdeiro, admirava a coragem do demônio.

 

— Foi uma ótima empreitada, Renjun. - o demônio se curvou novamente. — Mas o meu filho pensou em algo e eu acho que seria uma ótima ideia, então conversando com Renjun nós vimos que ele também achou uma boa ideia e vocês sabem, Renjun antes de ser promovido a rei da encruzilhada com seu próprio exército e subalternos no inferno, era o general da mesma ordem de Jisung. Ele mesmo treinou Jisung, então se ele acha que é uma boa ideia nós decidimos colocar em prática.

 

Jisung já sentia o amargo gosto do fel na boca.

 

— E qual seria a ideia, majestade? - perguntou baixo e o rei sorriu, seguido de Mark.

— Vocês vão trocar seus exércitos. Jisung vai treinar os anjos e Chenle vai treinar os demônios. - Jisung travou o maxilar, coisa que fez o príncipe alargar o sorriso.

— Tem algum motivo especial pra isso, vossa majestade? - Chenle perguntou respeitosamente porque sabia que diferente do céu, sua pergunta seria respondida.

 

O rei gostava de atitudes, não queria apenas bonecos que fizessem o que dizia, porque a dose de liberdade e confiança que ele dava aos seus demônios, fazia com que eles fossem fiéis ao inferno sem precisar que fosse um tirano.

Não ficavam por medo, ficavam por resiliência.

 

— Claro. Precisamos que nossos exércitos estejam perfeitamente treinados para lutar contra os anjos, então precisamos que nossos demônios sejam treinados por um anjo que conheça as fraquezas do nosso inimigo. Assim como precisamos que Jisung ensine ao anjos aquilo que sabe fazer de melhor, matar outros anjos.

 

Jisung não gostou nada daquela ideia, isso porque nem ao menos queria ser general, mas quando Mark tomou sua posição no inferno, então fez mudanças por ali. Achava que os exércitos estavam muito enfraquecidos e quando procurou saber quem era o melhor guerreiro do inferno, lhes levaram até Jisung.

 

O título que antes recusou para que pudesse ficar perto de Renjun, lhe foi devolvido. Imposto de forma passiva agressiva. Jisung não era burro, sabia que estava sendo convidado formalmente, mas que se recusasse, haveria punição, portanto aceitou, já que não havia outra alternativa.

 

— E quando começamos, meu rei? - Jisung perguntou baixo.

— Amanhã, quando o crepúsculo na terra se levantar. - respondeu sorrindo e Jisung olhou para Renjun, querendo que ele revertesse aquilo, que ele arrumasse um jeito de consertar, mas sabia que ele não podia e nem faria nada.

— Vocês já podem ir. - Mark falou sobriamente e os dois assentiram. — Renjun pode ir também, nós nos falamos mais tarde.

— Sim, alteza.

 

Renjun acompanhou em silêncio os outros dois para fora, até que saíssem da sala do trono, até que estivessem nas ruas do inferno.

 

— Não tinha nada que você pudesse fazer?! - Jisung bradou pra cima de Renjun que suspirou. 

— você sabe que não. Sabe que o príncipe nos convida a aceitar suas ideias, mas que caso a gente recuse, a gente sofre consequência, Jisung.

— E por isso eu sou obrigado a treinar essas coisas sujas e podres e ratos com asas?!

— Respeite os anjos. - Chenle que ainda estava ali falou. — Nós somos muito melhores que você.

— Melhores em que? - Jisung riu. — Vocês não são nada perto de mim, nada. Já matei centenas de vocês, e poderia continuar matando por toda a eternidade, começando por você.

— E mesmo assim quase morreu pela minha espada. - riu — Não é tão bom quanto pensa, general. Perto de mim, você não passa de um monte de merda repulsiva e de olhos pretos, você nunca vai me superar, nem a mim e nem ao meu exército.

— Se é tão melhor que os demônios, porque veio ao inferno, o céu não deixava o generalzinho ser livre? - debochou dando um passo na direção de Chenle e Renjun já revirou os olhos suspirando, esperando o desenrolar. — O que você acha que faz melhor que eu, passarinho?

 

Chenle apenas sorriu de lado e Renjun já sabia que ia dar merda antes mesmo que o anjo respondesse, mas esperou.

 

— Pergunte ao Jeno.

 

E foi o suficiente.

No segundo seguinte o corpo do anjo voava para longe com o soco que Jisung o deu e o outro abriu suas asas, fazendo sua espada surgir, assim como Jisung fez com a própria. Renjun sabia que falar de Jeno iria acarretar naquilo e por isso nem ao menos se meteu enquanto os dois começavam a lutar numa briga de espadas tentando se matar a todo momento.

Apenas se sentou nos degraus da grande escadaria da sala do trono e observou os dois lutando.

 

— Você é fraco, demônio, nunca poderia me vencer em nada e é por isso que Jeno veio até a mim e desistiu de você. - falou voando em volta de Jisung que começava a ficar nervoso por ter aquele anjo voando em círculos.

— Você é tão bom que não aguenta ficar aqui embaixo comigo, se protege voando porque sabe que se eu conseguir colocar as mãos em você, está morto. Acha que Jeno voltou pra você? - Jisung riu. — Ele quer apenas se lembrar de como o céu era, não tem nada a ver com você, Jeno não me esqueceu, até porque eu fui o motivo da queda dele e sabe pra onde ele correu quando caiu? 

 

Chenle travou o maxilar e pousou, gritando e indo pra cima de Jisung, com raiva, os dois se engalfinhando enquanto Renjun assistia com tédio.

Logo duas figuras se sentaram uma cada lado do demônio.

 

— Quando será que eles vão entender que Jeno não vai abrir mão de nenhum dos dois e isso é simplesmente ridículo? - Jaemin perguntou assistindo.

— Deixa os dois, o ego deles é muito frágil, precisam alimentar de alguma forma pra não ter que admitir que estão no mesmo nível. - Donghyuck falou e Renjun sorriu concordando.

— Por onde andaram? - perguntou e os dois suspiraram.

— Ceifando vidas dos seus pactos, mestre. - Donghyuck reclamou. — Eu tive que rodar os Estados Unidos para recolher as almas e tenho que perguntar, como você fez toda uma igreja fazer pacto de uma vez?

— Fácil. Eles eram uma igreja pequena e queriam crescer. Você sabe, não existe maior máfia que a igreja. - suspirou. — Eu disse que sua igreja iria prosperar e crescer, mas eu queria a alma de todos os fiéis. Como o reverendo convenceu a todos eu não sei, mas ele convenceu e cada pessoa que entrava na igreja, era convencida também. Ele fazia isso pra adiar a morte dele. Se ele continuasse me dando almas, então ele ficaria vivo, mas olha só onde estamos, no apocalipse. E depois de me deitar com tantas moças e moços virgens e cristãos, eu tive que recolher as almas independente se ele iria ou não continuar me dando mais almas.

— Era uma igreja grande, realmente cresceram muito, eles tinham suas filiais por todo o país, acredita? - Jaemin falou sorrindo. — Eram cerca de cem membros ou mais por igreja e foram mais de dez igrejas. Só em Massachusetts tinham oito.

— Como fizeram?

— O mesmo de sempre, incêndio misterioso. - Donghyuck respondeu e os tres permaneciam vendo Jisung e Chenle lutando.

— E as crianças?

— A mesma coisa que a gente já conhece, elas estavam naquelas salinhas e trancamos as portas pra ninguém saísse. Apenas o salão onde estavam os outros queimaram. - Renjun assentiu, sorrindo.

— Sobrou algum adulto de coração puro? - um olhou para a cara do outro e os três gargalharam. — Ai essa foi ótima.

— Na verdade… - Donghyuck começou respirando fundo. — Teve um. Um jovem de dezenove anos, virgem e totalmente puro de uma forma estranha. Ele correu pra proteger as crianças quando nos viu chegando. Ele soube no momento em que entramos na igreja.

— Nome?

— Jungwoo. - Jaemin falou e sorriu. — Gostei dele, eu quero pra mim.

— Ninguém é puro depois dos quinze. - Renjun falou franzindo a sobrancelha e os outros dois assentiram. — Acha que pode ser um nefilim?

— Não sabemos, mas se for, ele precisa morrer ou mudar de lado, logo. - Jaemin falou e ouviram o tilintar de uma espada, se virando pra encarar a briga e encontrando Chenle caído no chão, com Jisung acima de si, sentado.

 

O demônio tinha a lâmina de sua espada contra a garganta do anjo e os demônios que assistiram nem se preocuparam em tentar separar nada porque já sabiam o que iria acontecer em seguida.

 

— Chega! - ouviram e olharam para cima, vendo Jeno se aproximar voando. — Será que vocês não podem ficar um dia sem tentar se matar?

— Não. - os dois responderam juntos, encarando o outro que pousava, então Chenle chutou Jisung pra longe dele, os dois se levantando e encarando Jeno.

— Eu tô cansado. - ele falou e virou as costas, indo embora enquanto os dois se encaravam com raiva.

— Isso é culpa sua. - Jisung falou falou e Chenle sorriu.

— Tá com medo, demônio? - e em seguida levou um soco na cara, fazendo os dois voltarem a trocar socos, dessa vez sem espadas enquanto se embolavam no chão.

— Perdeu a graça. - Jaemin falou e se levantou, espreguiçando. — Hyuck, quer ir pro quarto relaxar?

— Claro. - Donghyuck se levantou e os dois começaram a andar pra longe, até que pararam e olharam pra Renjun. — Não quer vir assistir enquanto relaxamos?

— Sempre.

 

O demônio sorriu e se levantou dos degraus, seguindo os outros dois pro quarto enquanto deixava um anjo e um demônio se matando no meio do inferno.

 

 

Mark relaxava na banheira, sentindo Yukhei passar a esponja levemente pela sua pele enquanto pensava em uma coisa.

 

— Está calado. - o demônio falou e Mark suspirou. — Problemas com a troca dos generais?

— Não. Eles estão brigando pra saber quem é o real dono do Jeno, mas eles uma hora param com a palhaçada e acabam fodendo um com o outro também. - Yukhei riu, espalhando beijos pelo pescoço e ombros do herdeiro.

— Então o que é?

— Meu pai. Ele está pensando em ter outro filho, e dessa vez ensinar tudo ao novo príncipe. - falou seco e Yukhei tentou ler as entrelinhas.

— Está com ciúmes?

— Ciúmes? - Mark riu. — Um outro herdeiro no inferno pra brigar pela coroa e pelo trono contra mim, Yukhei, eu não posso permitir isso. Meu pai está se divertindo como um humano ao lado da minha mãe, os dois vivendo uma vida normal de amor e… é desprezível como ele parece ter se esquecido que é rei do inferno e agora eu corro risco de ter outro príncipe por aqui. Eu não sei o que essa criança poderia fazer no futuro, ela poderia tentar tirar minha coroa.

— Não estou entendendo bem onde quer chegar, amor.

— Estou dizendo que outra criança não pode e não vai nascer, Xuxi.

— E o que vai fazer pra impedir?

— Eu dei a vida de volta para a rainha, eu posso tirá-la se quiser. - sorriu diabolicamente. — Eu posso fazer o que eu quiser, Yukhei. Ninguém vai tirar o meu trono de mim.

 

E estava decidido.

Mark teria seu trono e nenhum concorrente à coroa.

 


Notas Finais


Quem aguenta Jisung e Chenle querendo saber quem manda no cu do Jeno?
morro

Mark planejando matar a própria mãe e pai só pra ter o trono, amo?
amo.

xoxo
*3*


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