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História Black Florest - Capítulo 12


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Notas do Autor


Desculpa a demora, meu celular havia dado problema e só agora consegui arrumar ele. Não vai dar para eu atualizar três vezes ao dia como eu fazia, no máximo dois capítulos. Mas eu prometo que agora em diante, vou estar postando aqui.

Por favor não me abandonem!

Capítulo 12 - Cap. 12 - A caçada pt. I


- Reage! - grita Levi antes de se aproximar de mim para me dar um chute. Consigo desviar a tempo, me esquivando para trás, mas acabo tropeçando e caindo no chão. - Levante!

Ele não estava sendo bonzinho, ele estava pegando mais pesado que da outra vez. Usando até mais força nos golpes.

Desde aquela noite, o nosso relacionamento tem mudado bastante, mas Levi ainda continua sendo um livro fechado e esta sendo mais difícil abri-lo para ler tudo e descobrir mais sobre ele. Mas nosso relacionamento é deixado de lado no campo de treinamento, senão esquecido.

Levi veio com muita mais velocidade, transferindo um golpe com o punho, mirando em meu rosto, já que estou caído no chão. Vejo seu ataque e rolo para o lado rapidamente, desviando de seu ataque que acerta o chão certeiramente que se quebrou e afundou.

Okay, ele queria me matar.

Com essa força, ele me mataria em segundos.

- Bom. Você está melhorando, mas falta muito antes de poder enfrentar qualquer pessoa fora do treino.

- E por que eu teria que enfrentar alguém fora do treino? - pergunto me levantando do chão ao ver que ele não atacaria mais.

- A momentos da vida em que se deve lutar, e nem sempre eu estarei por perto. Então para você se defender sozinho, precisa aprender a lutar o quanto antes.

- E por que deve ser tão depressa?

- Porque sim, agora fique em posição de ataque - ele se prepara, ficando já em posição.

Posiciono meus pés um pouco afastados um do outro, flexono um pouco os joelhos, coloco meus braços na frente do peito com os punhos fechados. E espero o primeiro golpe. Sempre deve esperar o adversário atacar primeiro.

Levi se aproxima correndo, seus olhos, antes graciosos azuis, estavam amarelos, seus olhos só ficam assim quando está usando seus poderes. Percebo então que as unhas de seus dedos crescem, se tornando afiadas garras de matar. Seus caninos também cresceram e ficaram pontudos.

Uma pequena centelha se acendeu dentro de mim, era uma sensação boa e eufórico. Era como se realmente tivesse acendido fogo dentro de mim, a sensação é a mesma de quando se põem aos mãos ou alguma parte do corpo perto das chamas. Elas me aqueciam, e senti o sangue de meu corpo agitado. E por um instante, posso jurar que senti o meu poder se espalhar pelo meu corpo.

Abro os olhos para ver aonde Levi estava e vi um pouco de surpresa em Levi, algo em mim mudou e está diferente, mesmo que eu não consiga ver posso sentir. Acho que foi algo tão grande que fez Levi perde a velocidade e consigo a força.

Quando ele chegou perto o suficiente, dou uma rasteira nele, girando todo o meu corpo, e fazendo minha perna derrubar Levi no chão. Ele caí no chão, e eu me afasto.

- Melhorou - ele murmura se levantando e tirando a terra de sua roupa. Levi olha para mim, e seus olhos ainda continuam impressionados olhando algo que eu não sei, tem alguma coisa muito estranha em meu corpo. - Interessante.

- O que é interessante? E por que me olha desse jeito?

- Seus olhos... Eles estão amarelos...

Amarelos? Como assim amarelos? Saco a faca que deixo dentro de minha bota para olhar o seu reflexo, e como Levi disse, meus olhos antes verdes estão num amarelo florescente.

- O que é isso? - pergunto pasmo, nunca vi nenhum dos titãs terem seus olhos com a cor mudada, apenas em Levi quando ele utiliza os seus poderes, e por sinal nossos olhos são das mesmas cores.

- Não faço ideia, mas presumo que tenha algo haver com seus poderes. Afinal, você conseguiu parar meu ataque e ainda me derrubou. Deve ser um grande poder.

Um grande poder...

Foi o que Levi me disse naquele dia enquanto treinávamos. Depois daquele dia, meus olhos não ficaram amarelos novamente, e nem sentir mais aquele poder percorrendo o meu corpo. Eu não sei o que era, mas algo me diz que esse poder me trará muitas revelações e desgraças.

Hoje era um dia estranho, pelo que ouvi, hoje é algo que eles chamam de Dia da Oferenda. É basicamente você pegar uma carne de animal de boa qualidade ou o melhor vegetal e oferecer para os dois deuses, Luna e Soldes, como um agradecimento pela proteção que Eldia tem tido por todos esses anos.

Eles sempre fazem isso no natal.

Sim, hoje é natal. Pelas ruas você vê várias decorações nas casas, algumas bolas são postas nas portas das casas, e as luminárias eram feitas para serem lançadas a noite. Os titãs estavam tão feliz enquanto decoravam e desejavam um belo dia para os outros.

Eu nunca participei de um natal como esse, geralmente os natais que passo com minha família são sempre tristes ou acabam com alguma briga. Mas hoje sinto que uma grande energia positiva circula por todos os lados. Ganhei até mesmo um gorro vermelho e que ostento ele andando por aí.

A neve começou a cair, deixando o clima mais frio e as estradas - e plantações - cobertas de neve. Mas pelo o que soube, o inverno não dura mais do que dois dias.

- Bem, já estou indo. Vou caçar ao sul, lá tem os melhores cervos - disse Jean pegando sua bolsa onde havia colocado um monte de comida e roupas aquecidas. - Hey, moleke, é melhor ir logo caçar, ou achas que só porque é o titã especial que não precisa agradecer os deuses? Muito pelo contrário, você será um dos primeiros.

- O que? Como assim? - perguntei exaudado, ninguém havia me dito que eu terei que ser o primeiro a oferecer a oferenda.

- Os titãs especiais são criados pelos deuses a cada cem anos. Então, obviamente o titã especial é quem deve dar início a cerimônia.

- Mas que merda, tenho que caçar um animal e nem mesmo sei como fazer isso.

- Bem, de qualquer modo, você tem de fazer isso. É super importante. Alguns titãs não aceitam que você seja o titã especial, talvez realizando essa oferenda possa mudar a opinião deles.

Então ele saiu pela porta sem dizer mais nada, fechando ela após sair.

Agora estou sozinho em minha casa - Jean tinha vindo até aqui antes de sair para a sua caçada -, com vontade de fazer nada. Mas Jean me avisou que isso é algo importante para os titãs, então devo fazer.

Levanto-me de minha cama - onde eu estava deitado até mesmo quando Jean chegou - e vou até o guarda-roupa, as costureiras terminaram a tempo de fazer as minhas roupas. Incluindo a capa verde. Pego ela e mais um casaco. Eu não tenho nenhuma arma, vou ter que pedir para Ymir alguma coisa.

Ponho minhas botas que estão na porta e saiu do meu chalé.

Ultimamente não tenho visto Levi, pelo qu ouvi dos outros, História tem dado ele um monte de missões envolvendo os normais - são como eles chamam os moradores das muralhas. Então ele sempre está indo e vindo e quase o não vejo. Já a sua irmã sempre está por perto, e sempre está com uma cara de poucos amigos. Na moral, ela é de der medo assim como Annie, que não pare de me olhar com raiva.

Saio andando pelas ruas atrás de Ymir, ou alguém para me ajudar. Os titãs não usam armas, então quero saber como vou caçar um animal.

Felizmente, sei aonde ela sempre está,  a Casa Friz fica perto do meu, me aproximo dela e bato na porta, que em alguns minutos se abre.

- O que quer aqui, Eren? - ela pergunta. Claramente está cansada, as orelhas em seus olhos revelam tudo.

- Desculpa incomodar, mas é que hoje é o dia da Oferenda e eu não tenho nenhuma arma para caçar.

- Esse é o problema? - assinto. - Muito bem, vá para Bossard, lá eles tem vários arcos e flechas. Diga a eles que Ymir o mandou lá.

- Está bem, obrigado Ymir.

Fico grato por Ymir ter me dado aulas falando sobre as Casas que tem em Eldia. Senão ficaria muito difícil eu tentar descobrir qual Casa era, mesmo eu já estando morando aqui há dois meses.

Os membros da Casa Bossard tem o poder de Construir, podem construir através de qualquer material qualquer coisa. Com certeza eles constroem as armas, nesse caso os arcos e flechas. Paro na frente da Casa com o brasão de um pedaço de madeira e uma pedra, no telhado da casa.

Bato na porta três vezes e aguardo.

- Pois não? - uma senhora de cabelos claros e olhos escuros atende a porta. - Oh, Eren Jaeger. Como posso ajudá-lo?

- Eu gostaria de pegar um arco e flecha, quero caça algum animal para a Oferenda. A Ymir, da Casa Friz disse para eu vir aqui.

- Ah, sim. Entre por favor - entro na casa que era bem decorada. - Sente- se, vou buscar um arco que ficará perfeito em você.

- Obrigado - ela se retira. Me sento numa cadeira e espero ela voltar.

Foi então que percebi que havia uma garota na sala onde eu estava sentado.  Seus cabelos eram castanhos claros e seus olhos marrons. Era Misuki, a irmã mais nova de Oluo Bossard. Ela me olhava segurando uma caixa que se deformava de acordo com os movimentos de suas mãos.

- Olá, eu sou Eren - me apresento, eu a conhecia mas presumo que ela não me conheça.

Mas presumi errado, pois ela fez cara de nojo quando falei meu nome. Mas então ela sorri, levanta a sua mão esquerda e aponta para mim, depois passa pelo seu pescoço, fazendo o sinal de morte.

- Como? - arrega-lo os olhos. Meu coração bate mais rápido, e posso jurar que senti minha cadeira vibrar.

- Senhor Jaeger. Aqui, esse foi feito pelo melhor material de Eldia. Apenas a família real tem posse dela.

O arco era grande, escuro mas havia detalhes desenhados na madeira. A corda está perfeitamente colocada, resistente e estica bastante, o apoio da mão é feito de coro e é confortável para apertar a vontade. É perfeito. As flechas são escuras com a ponta bem afiada, e o outro lado é branco e tem o formato de um floco de neve.

- É magnífico - respondo pegando nela. Fico surpreso ao ver que ela é leve, mesmo parecendo pesada. - Quanto lhe devo?

- Ah, não querido. Aceite isso como um presente.

- Muito obrigado - olho para trás e vejo que Misuki havia desaparecido.

Decidi deixar de lado. Ela foi muito boa comigo, não posso falar para ela que sua neta me ameaçou de morte.

Apenas agradeço novamente e saiu de sua casa.

Ando pela rua com o arco em minhas costas. No lado de meu corpo há uma bolsa onde coloquei dois pães e um jarro de vinho, além de uma faca. Ando em direção ao norte, onde há mais animais. Ymir havia me dito que por ali, poucos titãs se espalharam para o norte. Então a floresta é mais densa ali do que outro lugar.

X~

A neve caia lentamente pelo céu e caia no chão. A neve estava um pouco profunda, chegava na metade da perna, o que dificultava na caminhada. Já fazia cerca de duas horas que estou andando atrás de algum animal, e até agora não encontro nada.

Já estou bastante afastado da vila, o sol se encontra no meio do sol.

Quando então escuto um som ao meu lado esquerdo, como de um animal correndo. Pego meu arco e uma flecha, e corro para trás do barulho. Subo numa pedra, ponho a flecha no arco e me preparo.

Era uma raposa, ela andava pela neve atenta, esperando algo. Puxo a corda da flecha e aponto para ela, mirando. Quando ela está bem na mira, solto a corda e a flecha voa. Mas a raposa consegue desviar no último momento, fugindo correndo para longe.

Merda, preciso capturar ela longo.

Continua...



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