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História Black Moon Model - Capítulo 1


Escrita por: Jajalcy

Notas do Autor


One nova pra deixar o coração boiola.

Capítulo 1 - Handsome Draco


Harry pov.

 

Eu adorava viver com meus padrinhos, por nenhum motivo em específico aparentemente.

Eu vivia com Remus e Sirius desde a morte dos meus pais, que se foram quando eu tinha 10 anos, em um acidente de avião, onde eles caíram em uma parte rasa do mar, o que permitiu achar seus corpos e identificar. Foi uma época de tristeza na nossa família, mas hoje poderíamos considerar o assunto como superado, meus padrinhos e eu criando um vínculo muito forte juntos para superar aquela tragédia.

Meu pai era fotógrafo e minha mãe era a mais bela modelo de uma marca de roupas muito incrível, que na época costurava peças para a família real de Londres, algo tão belo que não parecia ser possível.

Eu sabia que meu pai havia conhecido minha mãe na faculdade, seu relacionamento sendo bem complicado graças a família da minha mãe, mas ele conheceu meus padrinhos na escola primária, os três se tornando inseparáveis desde então e formando vários planos de carreira onde eles poderiam atuar juntos.

Sirius se tornou um excelente estilista, seguindo sua grande paixão e sonho de infância, então Remus se formou em administração e em moda, atuando como o gerente do estúdio que eles tinham desde antes da formatura. Meu pai era o fotógrafo e minha mãe usava algumas peças de Sirius no dia a dia, seu contrato com a marca da rainha impedindo de posar para a marca dele apesar de ela adorar tudo que era feito para si.

Mas eles morreram em um acidente aéreo que levou dois dos maiores estilistas da época junto, deixando uma corrida para honrar seus nomes e a dúvida de quem seriam os próximos grandes nomes.

A marca Black Moon cresceu rapidamente, conquistando o país e o exterior com o charme dos detalhes nas peças, tudo porque Sirius era um absurdo de perfeccionista e queria tudo explodindo perfeição. Porém, a marca Green Snake da família Malfoy não deixava a desejar, e eles vinham com um brinde, o brilhante Draco, o modelo mais lindo da minha geração.

Draco era o que eu poderia considerar como a minha celebridade dos sonhos, ele sendo o maior responsável por todas as minhas fantasias e minha mente se apaixonando por cada foto que ele tinha e, secretamente, eu tinha um pôster dele em meu quarto, tão bem escondido que as vezes até eu tinha dificuldade em achar.

Eu não acompanhava tanto os acontecimentos de agora porque meu foco em terminar a faculdade de fotografia estava me deixando louco, mas de um dia para o outro a grande marca da família Malfoy abriu falência e não se ouvia mais falar dela.

Nenhum boato, nem uma fofoca. Nada. Apenas fecharam todas as lojas e venderam suas últimas peças.

Eu não entendia o que estava acontecendo, mas torcia fortemente para que o meu crush supremo estivesse bem.

Não era porque a marca dele concorria com a marca dos meus padrinhos que eu ia ser implicante com o rapaz, afinal, ele tinha muito talento e era muito gentil, aparentando ser uma pessoa muito boa em todas as entrevistas que ele dava, o que me deixava mais feliz e iludido a cada dia que passava.

Encaro meu celular, vendo que Sirius me ligava, atendendo a chamada com animação.

— Oi, Pad. Tudo bem? — Pergunto com a voz soando calma mesmo estando no clima para gritar.

— Oi garoto, vai estar ocupado hoje? — Ele pergunta com a voz soando muito animada e eu me sinto ficar curioso.

Sirius não sabia esconder a empolgação, então se ele estava animado com alguma coisa, devia ser muito grande, porque eu conseguia ouvir o homem andando em prováveis círculos de animação.

— Estou saindo da faculdade agora, fiz a última prova. Estou com a tarde livre, por que? — Pergunto com a voz soando mais alta, sentindo a agitação do moreno me contagiar.

— Vem pro estúdio hoje, você vai adorar a novidade que temos. — Ele diz apenas, desligando o celular em seguida, me deixando com aquela dúvida horrenda dentro de mim.

O que poderia ser?

Eu não fazia ideia, mas para deixar Sirius daquele jeito, devia mesmo ser algo grande.

Decido voltar para a nossa casa, tomando um banho calmo e me vestindo com alguma roupa bonita, afinal, se fosse mesmo uma coisa interessante eu não ia querer estar malvestido, principalmente se formos levar em conta que era muito difícil estar feio quando seu guarda roupa inteiro é lotado com a marca mais famosa do país.

Difícil essa vida de burguês que estavam me enfiando.

Ao dirigir para o estúdio, coloco uma música calma, pensando que a terapia musical deveria ser o suficiente para acalmar meus nervos, falhando miseravelmente em ficar menos nervoso e desistindo daquela melodia tediosa, colocando minha banda preferida para tocar e dirigindo enquanto cantava.

Estaciono meu carro, sendo recebido pelos seguranças do prédio que já me conheciam muito bem, cumprimentando a todos com muita gentileza e subindo para o último andar, local que ficava o escritório de Remus.

No começo, o estúdio era apenas um quarto na casa do casal, mas com o crescimento da marca, o quarto se tornou um galpão, que logo se tornou uma loja e por fim se tornou um prédio comercial, tendo a fabricação em massa de várias das peças mais vendidas ali mesmo, algo surpreendentemente inovador no nosso país e claro, a ideia havia sido de Remus.

Ele dizia que não tinha talento para desenhar roupas, muito menos fotografar pessoas e tirar delas seu melhor ângulo. Ele também dizia que, apesar de ser muito bonito, as cicatrizes em seu corpo de um acidente de carro que sofrera quando criança iria estragar as fotos, então ele fez o que sabia fazer de melhor.

Observar.

Moony era absurdamente observador, conseguindo captar detalhes tão mínimos que, quando usados, faziam uma diferença gigante, como a ideia do homem de fazer o prédio na rua mais movimentada de Londres ter uma imensa vitrine com algumas de suas peças e logo de frente um outdoor com um belíssimo Sirius Black usando uma de suas peças, os dizeres "Black-Moon" em sua lateral tinham um significado que poucos entendiam, mas ainda assim, era um charme e chamava muita a atenção de todos que passavam ali no dia a dia e se viam presos a imagem do meu padrinho sendo sexy em um terno preto.

Não era mistério para ninguém que Sirius chamava o esposo de Moony, e como ambos agora eram Blacks, era muito óbvia a declaração de amor que Sirius havia exigido em sua marca.

Fofos.

Vejo as portas do elevador se abrindo, sorrindo ao atravessar o elegante andar, sorrindo para a secretaria de Remus, Dorcas, e entrando na sala após bater um toque conhecido por nós, vendo a porta ser aberta de forma energética e Sirius me puxar para dentro da sala com pressa.

Encaro o meu padrinho, fazendo uma expressão confusa.

— Você está mais estranho que o normal, Pad. — Digo de forma séria, vendo ele rir e negar com a cabeça, me levando até o sofá do escritório.

— Se sente, finja que está conversando comigo normalmente. — Ele diz, se sentando ao meu lado e se virando para mim.

— Por que tudo isso? — Pergunto com a voz baixa, vendo ele negar com a cabeça.

— Apenas faça isso, sério. — Ele diz, suas mãos se agitando uma empolgação.

— Sirius, você quebrou alguma coisa do Moony de novo? — Pergunto com a sobrancelha arqueada, vendo ele me encarar com uma expressão indignada.

— Foi só uma vez. — Ele diz com a voz soando birrenta e cruzando os braços.

— Sei. Mas me diz, pra que tudo isso? — Pergunto de novo, vendo ele abrir a boca para me responder quando passos foram ouvidos do outro lado da porta.

Encaro a mesma, vendo Sirius me fazer olhar para si e negar com a cabeça.

— Então você fez a última prova, como foi? — Ele pergunta com a voz séria, seus olhos muito focados no meu me deixando levemente assustado.

— Foi incrível, eu posso afirmar que fechei. Só preciso esperar os resultados para pedir meu diploma e... — Interrompo minha fala ao ver a porta sendo aberta e Moony passando por ela junto de nada mais nada menos que Draco Malfoy.

Meu padrinho loiro conversava de um modo muito fluído com o loiro platinado, os dois caminhando pela sala sem nos notar, mal percebendo que o pobre Harry Potter estava à beira de um infarto, hiperventilado e sofrendo ataques cardíacos simultâneos.

Aquele era o meu maior crush, o cara de todas as minhas fantasias, eu deitava na minha cama e imaginava como seria beijar aqueles lábios rosados toda noite antes de dormir, sonhando com ele por várias noites seguidas.

Ao se sentar na sua mesa, Remus nos olha, sorrindo de forma expansiva e indicando o sofá com uma das mãos, ainda não percebendo meu estado.

— Não sei se já lhe apresentei, mas estes são meu marido, Sirius Black e nosso afilhado, Harry Potter. — Ele diz com um sorriso, vindo até nós e sendo seguido pelo loiro.

Eu ainda estava embasbacado, vendo o maior crush dos meus sonhos passear na minha frente com um sorriso educado, parecendo muito confortável entre os meus padrinhos.

Sirius parecia saber daquilo, o que me fez acreditar que essa era a razão para sua empolgação, me sentindo muito injustiçado por não ficar sabendo que meu crush estaria aqui, afinal, eu poderia ter me vestido melhor.

O que eu fiz para merecer padrinhos tão cruéis?

Sirius se ergue, uma postura elegante dominando seus atos, tão natural que nem parecia que dentro de casa ele se sentava no tapete usando somente uma cueca de bolinhas e comia pipoca com a boca cheia enquanto segurava uma lata de cerveja com a outra mão.

— Olá senhor Malfoy. É um prazer conhecê-lo. — Sirius diz com um sorriso, estendendo a mão que foi prontamente apertada pelo loiro.

— Me chame de Draco, quando você diz senhor Malfoy eu lembro do meu pai. — Ele diz com uma expressão engasturada, rindo baixinho junto com Remus.

— Bom, é um prazer em te conhecer Draco, sou um grande fã do seu trabalho. — Digo com um sorriso, me sentindo muito orgulhoso por não tremer e conseguir agir como um ser humano adulto e maduro, vendo o loiro sorrir para mim de forma charmosa e apertar minha mão.

— Que isso, o prazer é inteiramente meu por poder conhecer o filho da belíssima Lilian Potter. Sua mãe foi uma inspiração para mim. — Ele diz calmamente, aquele sorriso brincando em seus lábios e sugando minha sanidade.

— Bom, ela foi realmente uma mulher incrível. — Digo por fim, vendo ele sorrir.

— Tenho certeza de que sim, apesar do meu pai dizer algumas coisas ruins sobre o fato dela desfilar a marca da rainha, mas não se ofenda, ele é um imbecil. — Ele diz ao revirar os olhos, como se o seu pai só fizesse besteiras.

— Parece que a briga foi mais feia do que você me deixou saber. — Remus diz com um sorriso, cruzando os braços com seriedade.

— Bom, eu disse que ele me expulsou de casa por ser gay, então eu expus alguns de seus feitos para os investidores da Green Snake e eles se foram. — Ele diz de forma simples, dando de ombros ao fim.

— Por isso você veio até nós? — Sirius pergunta com a voz soando calma, vendo o loiro concordar com a cabeça.

— Eu sou modelo. Minha vida toda eu admirei isso e minha carreira é a minha paixão. Mas eu não vou fingir ser outra pessoa para agradar ninguém, então eu vim até a única marca onde eu poderia ser aceito por ser quem eu sou. — Ele diz com a expressão muito séria e Remus sorri.

— Não temos problema algum com sua sexualidade, até porque Sirius é bem nervoso com isso, então não se preocupe. Como os únicos investidores que temos são eu e Harry, acho que não temos problema em te aceitar na nossa marca. — Remus fala com a voz tranquila, me olhando com dúvida dançando nos olhos, um questionamento claro sobre a minha opinião.

— Por mim tudo bem. Ele é lindo, tem presença e é um ícone da moda no nosso país. Vai ser uma coisa boa para a marca. — Digo com a voz séria, vendo Remus concordar com a cabeça e Draco sorrir.

O bom é que eles não sabiam o que se passava na minha cabeça, porque eu tinha certeza de que havia várias versões minhas correndo em círculos enquanto tudo pega fogo, uma coisa absurda de tão catastrófica, que só piorou quando aqueles olhos azuis se focaram em mim ao dizer suas últimas palavras, aquele sorriso malicioso brincando em seus lábios, arrancando minha sanidade e meu juízo.

— Prometo que não vão se arrepender.

Após essa conversa, as coisas começaram a andar um pouco rápidas de mais para a minha própria saúde.

Eu recebi minhas notas na faculdade, recebendo a gigante aprovação do curso para exercer minha carreira, sentindo uma alegria fora de mim me invadir.

Eu sonhava em ser fotógrafo desde o dia do funeral dos meus pais, quando minha mãe foi enterrada usando o primeiro vestido que Sirius havia costurado para ela e meu pai com a primeira câmera que ele ganhou, algo muito simbólico para eles que meus padrinhos quiseram honrar.

Mas isso mexeu com minha cabeça, porque em algum ponto eu comecei a pensar, o que eu amava tanto a ponto de querer que fosse enterrado comigo?

Eu tinha muitos hobbies, um deles sendo o de desenhar várias das fotos que meu pai tirava, as bonitas paisagens ficando registradas em pequenos pedaços de papel e algumas telas que eu mantinha escondida de mim mesmo, mas foi só ao ver o quanto meu pai amou sua profissão que eu pensei que eu queria aquilo também.

Eu queria amar tanto uma coisa, e eu amava tanto os meus pais, que valia a pena eu tentar me apaixonar por aquilo também.

Foi então que eu deixei meus pincéis e comecei a brincar com as câmeras, vendo como elas funcionavam, testando tirar fotos das paisagens que eu tanto adoraria pintar, vendo sua eterna imagem registrada e pensando que, um dia, eu as pintaria.

Outra coisa que correu muito com o tempo foi que, com a chegada de Draco na nossa empresa, nós tentamos o máximo para fazer daquilo um segredo, então a única pessoa a tirar fotos do loiro era eu.

Uma tortura, devo dizer, porque as roupas que Sirius havia feito para ele eram de enlouquecer qualquer um com sanidade, e bom, conviver com aquele desmiolado do meu padrinho me fazia ter menos fios conscientes em mim do que o considerado saudável, mas eu consegui fazer um bom trabalho.

As fotos de Draco ficaram perfeitas, e quando fui sentar para editar, considerando aquele o meu castigo por ter roubado os chocolates do meu padrinho, eu tive um vislumbre de algo que eu não tinha notado.

Em uma das fotos, usando uma camisa que era um pouco transparente nas costas e uma calça de cintura baixa, eu vi um começo de um desenho na pele pálida do rapaz.

No mesmo instante, pego meu celular, mandando uma mensagem para o loiro e pedindo que ele fosse até o prédio, onde eu estava no meu escritório particular editando as fotos, para verificar essa informação.

Não era proibido ter tatuagens, era até muito charmoso, mas era bom saber se ele queria que ela fosse exposta ou não, afinal, era uma coisa dele, e por ter muitas fãs, era provável que elas começassem a teorizar coisas absurdas.

Após o que acredito terem sido uns 20 minutos, ouço a batida característica do loiro na minha porta, dizendo que podia entrar, vendo ele atravessar a mesma com roupas casuais, uma calça de moletom e uma camiseta, sorrindo para mim com aquele sorriso provocador.

— Até tarde editando minhas fotos? — Ele pergunta com a voz soando calma, se sentando na minha mesa e se inclinando sobre os braços na minha direção.

— Sim, por isso te liguei. Você tem uma tatuagem? — Pergunto ao olhar para ele, vendo ele parecer surpreso.

— Aparece em alguma das fotos? — Ele pergunta, parecendo espantado.

— Na verdade, só deu a entender que existe algo ali. — Digo ao virar a tela do computador, mostrando o local e vendo ele sorrir.

— Ah, tudo bem. Você queria só confirmar? Por que você podia ter me perguntado por mensagem. — Ele diz com a voz mais calma, sorrindo de modo malicioso para mim.

— Na verdade, preciso da sua permissão para retirar. Não sei se você quer que isso seja exposto, então... — Digo com a voz calma, vendo ele sorrir de modo gentil.

— Pode tirar. Eu não ligo, mas pode tirar, eu prefiro que ninguém veja. — Ele diz e eu concordo com a cabeça, virando a tela para mim e começando a trabalhar na remoção daquela pequena sombra.

Estava muito concentrado no meu trabalho, o prazer de poder editar fotos que eu havia tirado do loiro deixando o cansaço ser ignorado facilmente e o serviço se tornando mais leve, não percebendo quando ele se abaixou do lado da minha cadeira, pousando a mão na minha perna.

— Você não quer ver? — Ele pergunta com a voz soando muito provocadora e eu me permito corar levemente.

— Você acabou de dizer que prefere que ninguém veja. — Digo com a voz baixa, vendo ele sorrir de lado.

— Eu posso abrir uma exceção para você. — Ele diz e eu concordo com a cabeça, vendo ele me encarar daquela forma que eu não sabia identificar, as pupilas muito dilatadas, fazendo o azul ser apenas uma linha fina em volta das íris. — Você quer ver?

— Se não for te incomodar. — Digo de forma baixa, vendo ele sorrir e se erguer.

Eu já havia visto Draco em vários ângulos e posições, mas em todas elas o loiro usava roupas, conjuntos super estiloso e bem ajustados, mas ver ele de pé, removendo calmamente sua camisa, aquilo fez meu coração parar de bater.

Ele precisava ficar nu?

Ele parece perceber minha reação, sorrindo de modo malicioso, jogando a camisa sobre mim e desfazendo calmamente o laço da sua calça, a mesma caindo e deixando o loiro apenas com uma cueca vermelha.

Encaro o rosto dele com seriedade, me proibindo de descer os olhos pelo corpo que eu imaginava ser belíssimo, as fantasias que eu tinha com o loiro correndo por minha mente de modo muito fluído e meu rosto ficando muito quente.

— Você quer mesmo ver? — Ele pergunta com a voz soando curiosa, sorrindo de lado ao perceber que eu apenas estava tímido.

— Sabe, eu sonhei muitas vezes com você se despindo na minha frente. — Digo em tom de humor, tentando quebrar o clima, vendo o sorriso dele aumentar.

— Isso é bom, porque eu adoraria ser fotografado nu pelo fotógrafo mais sexy de Londres. — Ele diz com a voz muito séria, me olhando com um desejo muito profundo.

Me sentindo ser atingido por um soco, tento desviar meus olhos dos azuis intenso, descendo os olhos pelo tronco pálido, vendo um gigante dragão negro correr pela lateral do tronco do loiro, descendo pelo quadril pela lateral da coxa e parte podendo ser vista ao final da cueca box.

Era magnífica.

Era um desenho belíssimo, o contraste da pele pálida com aquela criatura magnificamente desenhada no local deixava tudo mais perfeito.

Subo meus olhos para Draco, vendo os olhos deles cheios de algo que eu não soube identificar, vendo ele tombar a cabeça de lado.

— Sabe qual foi a verdadeira razão para eu me assumir para os meus pais? — Ele pergunta, me fazendo achar o tópico inapropriado para a situação, mas dando de ombros e negando com a cabeça, curioso com a proposta de assunto.

— Não faço ideia. — Digo com sinceridade, vendo ele sorrir de lado, se aproximando de mim um passo.

— Eu achava a marca de Sirius mais elegante que a nossa, mas foi só ao ver que ele tinha você como fotógrafo que eu decidi que precisava te conhecer. Eu sabia quem você era, por causa de todo o seu histórico, mas eu precisava conhecer você, ver você de perto. — Ele diz com a voz baixa, me fazendo o encarar com os olhos arregalados.

– Você arriscou tudo por minha causa? — Pergunto com a voz chocada, vendo ele sorrir.

— Eu conheci uma mulher uma vez. Ela me disse que por amor devemos fazer os mais loucos atos, me contando como que o marido dela convenceu a família dela a deixar ela se casar. — Ele diz com um sorriso, segurando minha mão e entrelaçando nossos dedos. — Sua mãe.

— Minha mãe? — Pergunto com a voz chocada, vendo ele concordar com a cabeça.

— Uma vez ela me disse que o amor precisava ser algo demonstrado na mesma intensidade que era dito, então eu estou me declarando por você e pretendo começar a mostrar isso de agora em diante. — Ele diz com a voz baixa, levemente trêmula, como se estivesse com medo da minha reação.

Eu me via sem palavras, mas incrivelmente feliz, porque minha admiração pelo loiro aos poucos vinha se tornando uma coisa intensa de mais, minha fixação por ficar editando as bonitas fotos por longas horas apenas para ter um contato com aquela parte do loiro me deixando levemente obcecado.

Me levanto da cadeira, sorrindo pela mínima distância entre nós, segurando em seu quadril, em cima do desenho do dragão e sorrindo de forma expansiva para o loiro.

— Acho que vamos começar a ter uma relação interessante daqui pra frente. — Digo por fim, sentindo a respiração do loiro sair pesada contra o meu rosto, seus ombros relaxando imediatamente enquanto ele subia ambas as mãos por meus ombros e abraçava meu pescoço.

— De verdade? — Ele pergunta e eu concordo com a cabeça, aproximando meu rosto calmamente do dele.

— De verdade. — Digo contra os lábios dele, os colando com delicadeza.

Beijar Draco era uma sensação tão nova que não deveria parecer confortável, como se eu estivesse me aconchegado em minha casa, me sentindo ser sugado para aquele contato tão íntimo e envolvente que eu fiquei sem ar, me afastando do rosto do loiro apenas para o beijar de novo, meus lábios sendo atraídos para os dele sem controle.

Afinal, ele era o modelo mais bonito do mundo, e eu era apenas um fotógrafo muito apaixonado.

O que eu podia fazer?


Notas Finais


E foi isso galeraaaa
Vejo vocês nas outras histórias, beijocas


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