História Black Rose - Capítulo 7


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Categorias Final Fantasy VII
Personagens Aeris Gainsborough, Barret Wallace, Cid Highwind, Cloud Strife, Personagens Originais, Red XIII, Sephiroth, Tifa Lockhart, Vincent Valentine, Yuffie Kisaragi, Zack Fair
Tags Adolescente, Diário, Drama, Fantasia, Filosofia, Final Fantasy Vii, Negra, Poesia, Romance, Rosa, Sobrenatural, Tdi, Tifaxcloud, Vida Colegial, Vincentxyuffie, Zackxaerith
Visualizações 8
Palavras 2.864
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Pois é... estou sumido ><, mas... tá aí. Não prometo nada, porém tentarei postar mais ^^.

Boa leitura. ♡

Capítulo 7 - O pesadelo de Barret


Sou mais uma vez acordada por um som bem familiar... minha mãe... "Peraí... mãe?"

Mãe-- Ei. Ei, vamos acordar!-- Fala animada abrindo as cortinas do meu quarto. Começo a sentar na cama com dificuldade.

Ana-- Mãe... precisava me acordar antes do despertador?

Mãe-- Precisava sim.

Ana-- Por quê!? Eu tô com sono!

Mãe-- Porque eu vou ter uma coisa no trabalho e preciso que você esteja no colégio mais cedo hoje.

Ana-- Isso nem faz sentido... por que você está tão animada?

Mãe-- Nada de mais... só vou receber a minha promoção hoje!!

Ana-- Precisava receber tão cedo?

Mãe-- Provavelmente não... Mas nós viemos para cá justamente para isso, então... preciso que você colabore.

Ana-- Espera... nós o quê?!

Mãe-- O que foi? Nós não te contamos? Viemos para Midgar por causa da minha promoção.

Ana-- E por que estou sabendo disso só agora?

Mãe-- É difícil conversar com você... Você só fica presa no seu quarto o dia inteiro.

Ana-- É verdade. Mas... isso é sério...

Mãe-- Olha... -- senta do meu lado na cama -- as coisas lá em Mideel eram complicadas para nós, então isso foi uma ótima maneira de recomeçar, e da melhor maneira possível.

Ana-- Entendo... Tudo bem-- sorrio -- eu amei essa nova cidade mesmo. -- Sorri

Mãe-- Obrigada por entender... agora se arruma. Seu café já está pronto. E precisamos ir rápido, ok? -- Sai do quarto.

Ana-- Tudo bem -- levanto da cama e obedeço minha mãe, me arrumando e descendo para comer.

O meu café já estava pronto, estava cheirando bem... Um cheiro doce de mel... "Panquecas?" Olho melhor o que estava sobre a mesa, e as minhas dúvidas são saciadas. "Panquecas!" Sento feliz na mesa para comer.

Rn-- Outra de suas comidas favoritas?

Ana#-- O que eu posso dizer? Eu tenho muitas.

Rn-- É... pois é...

Ana#-- Ovos e bacon, pizza, sorvete, entre outros. Além de PANQUECAS! -- Como um pedaço alegremente.

Rn-- Traduzindo... todas as suas comidas são suas favoritas

Ana#-- Quase isso -- sorrio -- não tenho muita frescura para comer.

Depois de um tempo sentindo cada pingo de sabor que aquilo poderia ter, percebo que já havia terminado. E a minha mãe estava desesperada para ir logo, afinal, ela não queria perder o grande dia dela. Então logo saímos de casa... e fique pensando um pouco durante o caminho.

"Será que eu vou falar com ele de novo?"

Rn-- Então você já está pensando nele de novo?

Ana#-- Desculpa... eu não posso evitar... Sempre quando eu penso que terei um tempo livre a mais, eu penso que quero passar esse momento com ele...

Rn-- Mas... por quê?

Ana#-- Porque... dá uma sensação... diferente.

Rn-- Explique...

Ana#-- Dá... uma sensação de bem estar... Faz-me querer que o tempo não passe mais e que... aquele tempo seja eterno. Eu fico com um sorriso bobo que não consigo controlar-- rio mentalmente. -- É algo tão... diferente...

Rn-- Não entendo como vocês, humanos, conseguem viver com sentimentos e ainda conseguir evoluir... São águas tão opostas... afinal, eu vejo que vocês perdem totalmente a razão nesse estado.

Ana#-- A razão não ajuda muito nessa horas... Você só tem que... sentir.

Rn-- Mas, pelo o que eu vi, vocês não têm hora para sentir isso.

Ana#-- Realmente não temos... -- suspiro.

Mãe-- Algum problema?

Ana-- Hm? Não...

Mãe-- Você só deve estar cansada então... Foi mal ter que te acordar tão cedo...

Ana-- Tudo bem -- sorrio -- não tem problema.

Mãe-- Obrigada, filha-- sorri

Quando cheguei, fui para a portaria. Lá não se via uma alma viva. Estava escuro, parecia que ainda era noite. Comecei a andar pela escola aleatoriamente na tentativa de achar alguém.

Ana#-- Sério que vou ter que ficar aqui sozinha?

Rn-- Quem disse que você tá sozinha?

Ana#-- Você não é uma pessoa...

Rn-- O que definiria uma pessoa?

Ana#-- Tipo... Você não tem um corpo. Você não tem sentimentos. Então... isso complica.

Rn-- Pelo o que eu saiba... você não usaria o corpo da pessoa para conversar, além disso, sentimentos é a última coisa que você precisa.

Ana#-- Touché... Mas em uma coisa você está errada: sentimentos é o que eu mais quero agora…


Rn-- Você já os sente tanto e ainda quer que alguém os sinta por você?

Ana#-- Eu acho que é... Isso é meio egoísta...

Rn-- Humanos e seus sentimentos tão inutilmente necessários...

Ana#-- Pois é... eles nos ajudam a sermos mais humanos -- sorrio

Rn-- Não estava falando disso...

Ana#-- Estava falando de quê?

Rn--Você verá...

Ana#-- Ai ai... você e seus mistérios...

Rn-- Além disso, você realmente não está sozinha.

Ana#-- Ué, como assim? -- Acordo dos  meus pensamentos e começo a olhar melhor o meu redor.

Olho para os lugares mais possível de haver pessoas, ou seja, as cadeiras que ficavam perto do ginásio que tinham o teto aberto. Parecia não haver ninguém de primeira olhada, mas, ao olhar melhor, percebo que tem uma figura humana musculosa sentada. Tentando espantar o meu tédio, aproximo-me da pessoa para conversar.

Ana-- Olá.

??-- Ah, olá, Ana. -- A voz me é familiar, mas estava escuro.

Ana-- Desculpa... te conheço?

??-- Não tá me reconhecendo? Sou eu, Barret.

Ana-- Ahhhh! Desculpa, Barret. É que a gente não conversa muito...

Bt-- Tudo bem...

Ana-- Mas... o que você está fazendo aqui tão cedo? O sol mal nasceu.

Bt-- Eu sou a pessoa que chega mais cedo do grupo. Eu só estou aqui porque eu gosto...de ver o nascer do sol... -- Abaixa a cabeça com um movimento triste.

Ana-- Entendo... você faz isso todo dia?

Bt-- Sim...

Ana-- Não é meio cansativo e repetitivo?

Bt-- É... mas eu fiz uma... promessa.

Ana-- Promessa? Que promessa?

Bt-- É... complicado...

Ana-- Ah, desculpa. Se não quiser falar, tudo bem.

Bt-- Não... tudo bem... Eu nunca contei isso para ninguém... porque ninguém nunca me viu aqui... Sabe como é que é, né? Quando você sente que não tem diferença para os seus amigos... ou que eles simplesmente não te entendem...

Ana--Eu sei muito bem como é isso...

Bt-- Mas... existia alguém que me entendia... Eu tinha um amigo de verdade.

Ana-- Você ainda tem o Zack, não é? E o resto do pessoal...

Bt-- Sabe... talvez eu só seja o que eles acham que sou. Nós somos amigos, mas sinto que eles não me conhecem de verdade.

Ana-- E quanto a esse amigo? -- Abaixa mais a cabeça olhando, então, para o chão. -- É  por isso que você está aqui?

Bt-- Sim... Bem... é complicado, mas... tudo bem.



"Eu morava em uma cidade chamada Corel, ao oeste daqui. Lá eu tinha um amigo chamado Dyne. Ele era o meu melhor amigo, a gente fazia tudo juntos. Mas... ele tinha um costume meio estranho -- ri. -- Ele acordava todo dia antes do sol nascer e, a maioria das vezes, me acordava junto para vê-lo. Nas primeiras vezes que ele pegou essa mania, eu não conseguia suportá-lo, era horrível acordar cedo. Nós éramos crianças... então... não íamos muito longe da cidade, mas não era problema, porque ele conhecia um lugar perfeito onde o sol saía de trás das montanhas certinho."

FLASH BACK

Bt-- Dyne, por que você insiste em vir aqui todo santo dia? -- Fala ofegante.

Dyne-- Por que você gostado do que você gosta?

Bt-- Porque eu gosto... não tem motivo. Eu acho.

Dyne--É exatamente isso -- continua a correr.

Bt-- Ahhh! Mas é muito chato...  -- faz uma leve birra.

Dyne-- Vamos, Barret. O sol está quase nascendo! Espero que a sua preguiça não me faça perder esse lindo evento de novo!

Bt-- Tá bom... -- corre acompanhando Dyne.

Chegando no lugar...

Dyne-- Perfeito, chegamos antes de começar -- senta e começa a olhar fixamente para as montanhas.

Bt-- Tá frio...-- começa a tremer.

Dyne-- Lógico, é o ponto mais alto da cidade com visão das montanhas. Devia ter trazido um casaco, igual eu.

Bt-- Como é que eu vou lembrar disso se você entra na minha casa e começa a me puxar pra cá!?

Dyne-- Problema seu -- ri.-- Mas... pega alguns gravetos e faz fogo.

Bt-- Empresta a sua Materia?

Dyne-- Claro -- joga a Materia Fire para Barret, o mesmo pega.

Bt-- Ainda falta muito? Eu quero ir embora. -- fala pegando alguns gravetos no chão.

Dyne-- Não.

Barret termina de pegar os gravetos, os aglomera e usa a Fire para fazê-los pegar fogo, formando uma fogueira.

Bt-- Aqui. Pega. -- devolve a Fire e senta ao lado de Dyne.

Dyne-- Valeu. Agora olha. -- O evento começa e Dyne instantaneamente fica animado. -- Isso é lindo…


Bt-- É... verdade. Podemos ir embora agora?

Dyne-- Barret, você tem que aprender a aproveitar as coisas pequenas da vida. Nunca se sabe quando ela pode acabar... O tempo é só uma ilusão. Não se prive de aproveitar todos esses momentos. -- O silêncio fica presente, e os raios do sol começam a subir os seus corpos. -- Sabe por que eu te chamo aqui, Barret?

Bt-- Para me encher o saco com sermão?

Dyne-- Não -- ri -- eu te chamo aqui comigo porque você é o meu melhor amigo e quero aproveitar cada segundo dessa vida, se possível, com você. -- Barret fica envergonhado e desvia o olhar. -- Não vá pensar besteira -- ri -- somos apenas amigos.

Bt-- Tudo bem... O-obrigado, Dyne.

Dyne-- Não há de que -- volta a olhar o nascer do sol com um sorriso, Barret faz o mesmo.

FIM DO FLASH BACK

Bt-- Um dia, Dyne ficou muito doente. Nossas famílias, que eram muito amigas, contrataram todos os melhores médicos da região, mas nenhum conseguia dizer o que ele tinha... Todos ficaram desesperados para ajudá-lo... -- cai uma lágrima. -- Mas... nós não podíamos fazer nada... E aquele idiota continuava sempre com a mesma cara idiota e sorridente dele... -- sorri enquanto começa a chorar um pouco mais.

Ana-- Se quiser parar... tudo bem... -- me ignora e continua.

Bt-- No último dia... ele veio até a minha casa, antes do nascer do sol. Me acordou... e...

FLASH BACK

Dyne-- Barret... -- fala sem forças e quase não conseguindo ficar em pé.

Barret acorda confuso e um pouco sonolento, mas, assim que o vê, acorda desesperado.

Bt-- Dyne! Você é louco?! -- Levanta da cama e coloca os braços de Dyne em seus ombros, dando-lhe suporte. -- Você está doente! Tem que descansar! Vem... vou te levar até a sua casa...

Dyne-- Barret...-- fala sem forças.

Bt-- Não fala, polpe forças.-- Começa a sair da casa.

Dyne-- Barret... lembra o que eu te disse? -- Fala chorando de dor, mas ainda com um sorriso

Bt-- Para de brincadeiras! Precisamos levá-lo para casa! Agora!

Dyne-- Barret...

Bt-- Por favor... para -- começa a chorar apertando o passo.

Dyne-- Eu quero passar os meus últimos momentos com você... por favor... nós leve para... -- tosse.

Bt-- Eu não posso...

Dyne-- Por favor... Barret... é o meu último pedido...

Bt-- Tá... eu te levo -- leva-o até o lugar onde é possível ver o sol nascer atrás das montanhas.

A dificuldade para subir aquele lugar foi dobrada... pelo simples fato de Dyne precisar ser carregado até lá por estar muito fraco e não conseguir andar.

Chegando lá...

Bt-- Chegamos... -- senta e apóia Dyne de uma maneira que ele pudesse ver o sol nascer também.

Dyne-- Obrigado, Barret.

Bt-- Por que você me fez fazer isso? Eu não quero que você morra... -- começa a chorar -- você é o meu melhor amigo... meu único amigo...

Dyne-- Aproveite cada segundo... como se fosse o último... Lembra que eu disse que eu queria passá-los com você? Então... Obrigado, amigo. -- cai uma lágrima, e sorri.

Bt-- Por que você sempre tem que sorrir?! -- Começa a chorar mais.

Dyne-- Do que adianta passar os seus últimos momentos de uma forma triste? Aliás... -- tosse -- eu estou fazendo as duas coisas que mais gosto na vida: vendo o nascer do sol e... estar com você. -- Sorri.

Bt-- Dyne... eu prometo... eu juro que jamais irei te esquecer... Eu irei aproveitar cada segundo dos meus dias... eu não perderei nada... seguirei o seu exemplo... até o dia do meu último suspiro... Você... será sempre o meu melhor amigo, será sempre lembrado... mesmo que seja  apenas uma lembrança, será a minha lembra.

Dyne-- Obrigado, Barret. Só não deixe a sua preguiça te vencer de novo -- ri fraco.

Bt-- Eu prometo... -- ri, enxuga as lágrimas e sorri.

O sol nasce, e os seus raios começam a subir gradativamente. O tempo nunca havia ficado tão lento... cada segundo poderia ser uma eternidade, na qual nenhum dos dois gostaria de sair. O último raio passa pelo corpo de Dyne, que está nos braços de Barret, e Dyne dá as suas últimas palavras, justamente com o seu último suspiro.

Dyne-- Barret, aproveite cada segundo... como se fosse o último…


Dyne morre, e Barret começa a chorar abraçando o seu amigo. Os gritos de desespero de Barret pela perda do amigo podiam ser ouvidos além das montanhas. Suas lágrimas duraram desde o aparecimento do primeiro raio de sol até que o último raio fosse visível.

Assim que terminou de lamentar a morte do amigo, o pegou e o levou à cidade novamente, entregando-o à família e pedindo para que seu corpo fosse enterrado no mesmo lugar que morreu. Seus pedidos foram atendidos, e o corpo foi enterrado lá, justamente com algumas memórias compartilhadas de ambos, incluindo algumas Materias como a Fire. Todos os dias após esse, Barret efetua o mesmo ritual de ver o nascer do sol, sempre acompanhado por alguma lágrima.

FIM DO FLASH BACK

Ana-- Há quanto tempo foi isso...?

Bt-- Dois anos.

Ana-- Caraca... Desculpa por ter que fazer você falar...

Bt-- Tudo bem -- sorri -- é bom compartilhar isso com alguém.

Ana-- Desculpe ter que ter sido comigo... -- Olha para mim e dá um leve riso.

Bt-- Você se importa... e é uma amiga. Não existe muita diferença para os outros. Não tem problema algum.

Ana-- Então fico feliz -- sorrio

Bt-- Ah, mais uma coisa: não precisa se preocupar comigo, eu já superei... em partes. Eu já sei que Dyne, em forma de LifeStream, agora está circulando pelo planeta. Tudo que o planeta dá... ele um dia tomará de volta. É a lei... da vida e da morte.

Ana--Entendo... -- sorrio. -- Não sabia que você era tão profundo.

Bt-- Hm... Obrigado -- fica meio envergonhado. -- Bem... eu já cumpri o meu objetivo aqui. O sol já nasceu enquanto eu te contava essa história. Então... eu vou esperar o povo chegar lá na frente -- se levanta e vai em direção à saída. -- Você vem?

Ana-- Não... vou ficar aqui mais um pouco. É a primeira vez que vejo o nascer do sol, nunca imaginei que fosse tão bonito.

Bt-- Entendo... Depois me conta o motivo de ter chegado tão cedo hoje, estou curioso. Bem... te vejo depois. -- Sai do ginásio

Ana-- Falous! -- grito para Barret e volto a olhar o nascer do sol.

Estava sozinha naquele lugar. Algo me dizia que eu deveria estar triste depois daquela história, mas eu estava sorridente, talvez pelo fato de ter tido a honra e o privilégio de ser a primeira pessoa a ouvi-la. Então isso dizia que eu sou uma pessoa confiável? Talvez eu gostasse de acreditar nisso só para aumentar um pouquinho o meu ego. Mas o meu sorriso logo se tornou um risada sarcástica de desprezo.

Ana#-- Eu sou uma pessoa ridícula, não é? -- Rio sarcasticamente.

Rn-- Por quê?

Ana#-- Todo esse tempo eu disse que estava sofrendo... mas... eu não conseguia nem olhar ao meu redor. Acho que sou apenas uma criancinha mimada.

Rn-- Você viveu no parâmetro da sua dor. Você agiu como qualquer outro humano.

Ana#-- Se têm pessoas piores do que eu, então que direito eu tenho de reclamar?

Rn-- O mesmo que eles têm.

Ana#-- Mas... meu sofrimento é tão insignificante. Eu nunca perdi nenhum amigo, nunca perdi algum familiar, nunca fui traída e nunca tive meu coração partido.

Rn-- Mas você sabe o que é solidão.

Ana#-- Sim, mas eu não sou a única que se sente sozinha.

Rn-- Você nunca será a única.

Ana#-- A questão não é essa... é que... quem se sente sozinho já passou por outros sofrimentos também.

Rn--Então está dizendo que o seu sofrimento é desconsiderável?

Ana#-- Talvez... Eu não sou importante mesmo, não é? Sou apenas mais uma humana... -- suspiro. -- Bem... vou lá para frente ver o Barret...

Comecei a andar de cabeça baixa, apenas olhando os leves movimentos dos meus pés, e rindo porque, por algum motivo, aquilo me parecia engraçado. Estava distraída brincando com a minha imaginação e não pude perceber que vinha uma pessoa em minha direção, talvez ela estivesse fazendo o mesmo, então nos esbarramos. "Ah, desculpa." Falamos ao mesmo tempo retirando os olhos do chão e olhando um para o outro. Novamente aqueles olhos azuis e cabelo espetado loiro. "Já basta você estar em meus pensamentos..."

Cl-- Ana, olá -- sorri, automaticamente sorrio de volta com impulso inconsciente. "Por que esse sorriso sempre me contagia?"

Ana-- Cloud, o que você está... -- "Tifa", "Sentimentos é a última coisa você precisa" -- hm... -- Meu sorriso logo se torna um olhar triste e um sentimento de que eu iria me arrepender.

Cl-- Ué, eu estudo aqui -- ri.

Ana-- É... faz sentido -- forço um sorriso. -- Bem... eu vou lá pra frente. A gente se fala.

Cl--... Tudo bem -- começo a andar evitando olhar para trás e tentando controlar a respiração.

Ana#-- O que deu em mim? Eu estava falando com ele... É tudo que eu mais quero, então por que eu não falo?

Rn-- Eu falei que sentimentos era a última coisa que você precisava.

Ana#-- Mas... -- Sou interrompida.

Rn-- Acho que você não suporta ver aqueles olhos apaixonados dele, não é? Pelo menos não para outra garota.

Ana#-- Sim, eu não suporto. Mas do que isso adianta? Nunca irá mudar se eu não fizer nada...

Rn-- Então se vire e vá falar com ele.

Ana#-- Eu... não... posso.

Rn-- A escolha é sua; sofra com ela.

Notas Finais


Esse dia ficou grandinho, então separei ele em dois. Espero que não se importem >< S2


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