História Black Rose - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Final Fantasy VII
Personagens Aeris Gainsborough, Barret Wallace, Cid Highwind, Cloud Strife, Personagens Originais, Red XIII, Sephiroth, Tifa Lockhart, Vincent Valentine, Yuffie Kisaragi, Zack Fair
Tags Adolescente, Diário, Drama, Fantasia, Filosofia, Final Fantasy Vii, Negra, Poesia, Romance, Rosa, Sobrenatural, Tdi, Tifaxcloud, Vida Colegial, Vincentxyuffie, Zackxaerith
Visualizações 4
Palavras 5.789
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Volto rápido... mas não acostuma ><

Capítulo 8 - Espinho


Chego na portaria e vejo que Barret e Yuffie estavam conversando. Como sempre, Yuffie sorria enquanto falava. "Como essa menina consegue sorrir de manhã?" Aproximo-me.

Ana-- Oi. -- Yuffie olha para mim.

Yf-- Amiga!-- Se levanta e me abraça, logo, o desfazendo. Barret dá um leve riso e um oi também. -- Me fala: como foi? Vamos! Me conta tudo! -- Desfaz o sorriso ao olhar a minha cara. -- O que que foi? O que aconteceu?

Ana-- Nada, eu estou bem. -- Sorrio forçado novamente.



Rn-- Você gosta de disfarçar os seus sentimentos, não é?

Ana#-- Eu vou falar... mas não agora.



Yf-- Então me conta! Como foi? -- Volta com o sorriso.

Ana-- Podemos falar disso depois? -- Faz uma cara de raiva inchando as bochechas.

Yf-- Tá bom... -- Sai e senta como se estivesse decepcionada, mas logo volta com a atitude animada. -- Vamos, senta.

Ana-- Tá... -- obedeço. -- Aliás, o que você está fazendo aqui tão cedo?

Yf-- Eu gosto de chegar antes do Vinc para poder recepcioná-lo -- sorri.

Bt-- Ela é a que chega mais cedo depois de mim, sempre foi assim.

Yf-- Exatamente -- parece se lembrar de algo -- e você, Ana?

Bt-- Verdade, por que você está aqui? Estou curioso desde que te vi hoje.

Ana-- Ah, minha mãe vai ser promovida hoje e ela precisou me deixar mais cedo aqui.

Yf-- Ah, que legal! Manda os parabéns para ela por mim. -- Sorri.

Bt-- Por mim também.

Ana-- Pode deixar -- rio. -- A propósito, quem é o próximo a chegar?

Bt-- Geralmente é o Vincent, mas pode ser o Zack também. A Aerith é sempre a última, geralmente chega quando a aula tá quase começando ou atrasada.

Ana-- Ué, por quê?

Bt-- Não sei, ela nunca me disse.

Ana-- Faz sentido...

Mais uma pessoa chega, não vi quem era, mas o grito de Yuffie já deixa bem claro.

Yf-- Vinc!! -- Pula em cima de Vincent, mas, por ele ser forte; e ela bem leve, ele conseguiu segurá-la sem perder o equilíbrio. -- Já estava com saudades... -- ela o beija e depois volta para o lugar cujo estava, puxando-o junto.

Vincent não fala absolutamente nada, apenas a olha, e ela ainda parece entender e fica feliz com aquele olhar. É visível que aquela íris vermelha representa, além da sua frieza, o seu próprio amor. Um olhar de sangue frio, mas que ainda ardia como fogo.

Zk-- Sério que eu já chego segurando vela? -- Fala Zack que veio logo atrás de Vincent.

Yf-- Que isso... comparado ao que já fiz, você não está segurando nem uma velinha de aniversário -- rimos.

Ana-- Ah, a propósito, vocês vieram juntos?

Zk-- Eu e o Vincent? A gente se encontrou no caminho.

Ana-- Ata...

Continuemos a conversar sobre assuntos aleatórias e, depois de um tempo, Aerith chegou. Para ser sincera comigo mesma: eu estava me distraindo um pouco com aqueles assuntos estranhos; piadas ruins e história do passado. Mas... aquela sensação de que eu precisava falar com ele e ao mesmo tempo não queria, me deixava frustrada. Um incômodo crescente atingia o meu coração... era como se algo estivesse o perfurando, assim como um Espinho...

Alguns minutos depois...

O sinal toca.

Todos se levantam e vão respectivamente às suas salas. Yuffie me para antes que pudesse levantar.


Yf-- Eu sei que você não está bem, esse seu sorriso forçado não me engana. Depois me conta o que aconteceu, tudo bem? -- Sorri.

Ana-- Tá... Eu já ia te falar.

Yf-- Acho bom mesmo -- aponta a palma da mão para mim com o intuito de me ajudar; pego-a e levanto do chão -- não quero ver você assim. Dou um leve sorriso, e ela me oferece um abraço. Quando nos separamos, ela começou a andar em direção à sala falando que me via lá.

Aerith, que estava logo perto de nós nos esperando, vem falar comigo enquanto andávamos juntas para a sala.

Ar-- Olá, Ana.

Ana-- Oi, Aerith. A gente nem se falou ontem, né?

Ar-- É... fiquei sabendo que você estava saindo com o garoto novo. Qual o nome dele mesmo?

Ana-- Cloud... -- Falo sonhadoramente.

Ar-- É esse mesmo. Falar com ele foi legal?

Ana-- Muito...

Ar-- Que isso, menina, tá parecendo eu -- ri.

Ana-- Não... eu não chego ao seu nível -- falo brincando e sorrindo.

Ar-- Ei! Achei ofensivo -- Ri.

Ana-- Mas, falando sério, eu realmente não chego. Você é bonita, inteligente, meiga, fofa e realmente ama. Você é muito melhor do que eu.

Ar-- Isso não é verdade, eu não sou tão boa assim. Eu tenho medo... algo que parece que você não tem, afinal, você foi falar com ele, não é?


Ana#-- Eu? Sem medo? Haha


Ana-- Tá vendo... ainda é humilde.

Ar-- Para, sua boba -- ri. -- Afinal de contas, como foi lá?

Ana-- É muito bom falar com ele, mas eu descobri coisas que eu não sei se queria saber...

Ar-- O quê? -- Sinto aquele Espinho no meu coração de novo.

Ana-- Ele ama outra...

Ar-- O quê?! Sério? Que chato... desculpa. Você tá bem?

Ana-- Não precisa se desculpar, eu estou bem.

Ar-- Então tá bom... Qualquer coisa, pode falar comigo, estarei sempre aqui. -- Entramos na sala, e ela acelerou na minha frente, chegando na sua respectiva cadeira. Sigo em direção à minha.

Yuffie já estava no lugar, e as cadeiras estavam quase todas vazias. Haviam poucas pessoas na sala. Yuffie parece me ignorar quando passo por ela, mas, assim que me sento, ela vira para para mim.

Yf-- Vai abrir o bico ou eu vou ter que fazer você abrir?

Ana-- Eu falo... -- Yuffie espera que eu comece a contar. -- Então... eu fui com ele até o Mt. Ebott ontem, e foi perfeito... Ele me mostrou algumas Materias e explicou como elas funcionavam e até as fez funcionar. A gente têm gostos parecidos, e... eu queria ficar lá para sempre... Mas... ele me disse que... -- paro lembrando da cena.

Yf-- Que...?

Ana-- Ele gosta de outra...

Yf-- Sério? Quem?

Ana-- Tifa...

Yf-- A novata do cabelo comprido?

Ana-- É...

Yf-- Você falou que gostava dele também?

Ana-- Lógico que não...

Yf-- Então só me prometa uma coisa: não vá ficar sofrendo. -- A turma começa a entrar na sala, logo seguida pelo professor. Yuffie se vira para frente. -- Promete? -- Fala virada para frente e olhando ainda para mim.

Ana-- Pr-Prometo. -- Yuffie começa a prestar atenção no professor.


Ana#-- "Não vá ficar sofrendo..." -- olho para o lado e vejo Cloud falando com a Tifa e com o Cid -- isso é mais complicado do que parece.

Rn-- Por que deveria ser?

Ana#-- Vê-lo falando com outras pessoas... me faz sentir que deveria tentar um pouquinho mais...

Rn-- Mas não foi você que correu para não falar com ele?

Ana#-- Eu não sei o que aconteceu, eu só... Eu pensei que...Eu não sei... aqueles olhos azuis e aquele sorriso doem um pouco.

Rn-- Se dói tanto quanto você diz, então por que você gosta? -- Rio mentalmente de uma forma sarcástica, como se eu não soubesse a real resposta.

Ana#-- Eu não sei... O meu coração bate mais forte, eu abro um sorriso, mas ao mesmo tempo eu quero chorar e o meu peito dói...-- A Rosa ficou em silêncio, talvez tentando entender esse sentimento paradoxal. Mas, afinal, ela o conhecia... não é?

Continuei distraída olhando para o relógio encima do quadro, para as paredes e, de vez em quando, para o Cloud. A maioria do tempo ele prestava atenção no professor, mordia a caneta e escrevia alguma coisa no caderno. Alguma coisa em mim achava aquilo fofo... Isso inspirava um pouco o meu espírito de artista. Eu peguei, então, um lápis e comecei a rabiscar um esboço do rosto dele. Nunca fui uma boa desenhista, então aquilo parecia mais um porco espinho do que um cabelo espetado. Ria sempre que olhava aquela obra prima e, depois, pensava no quão ridícula havia me tornado... "Eu nunca desenhei... então... por que estou fazendo isso?"


Desisti de desenhar. "Não fui feita para isso mesmo" pensava enquanto apagava o desenho. "Ai ai... o que está acontecendo comigo?" Comecei a desenhar corações na folha.

X-- Ok. Para iniciar esse novo conteúdo, irei selecionar um aluno aleatório para me responder uma pergunta -- olha a lista de alunos. -- Ana -- olha para os cantos da sala a minha procura.

Yf-- Ei, Ana -- bate no meu ombro. -- É você. -- Saío do transe e olho para o professor.

Ana-- Sim, professor?

X-- Responda: o que são Materias? -- Fico em silêncio por alguns segundos, enquanto tento lembrar da definição que Cloud havia me dado aquele dia... Algo havia apagado da minha memória. Olho para ele na esperança de lembrar, o mesmo olha para mim também, parecia me motivar com os olhos falando que eu sabia. Mas... -- Alguém sabe?

Cl-- Se me permite, professor... -- Desvia o olhar para o professor.

X-- Claro.

Cl-- Materias são a forma física da energia do planeta, conhecida como LifeStream. Elas têm efeitos diferentes dependo da Materia.

X-- Está certo. Obrigado, Cloud. Bem... como podemos ver... -- continua falando e escrevendo no quadro. Cloud olha para mim e dá um sorriso, como se estivesse dizendo "tudo bem".

Sinto-me um pouco mal por ter esquecido. Volto a me distrair e nem percebo o tempo passar. O sinal toca. Continuo olhando para o horizonte além da porta.

Yf-- Você vem? -- Fala em pé olhando para mim.

Ana-- Pode ir na frente, já te alcanço. -- Yuffie diz "ok" com um sorriso e começa a andar. Eu continuo sentada olhando Cloud conversar. Aerith a segue até que olha para mim, no meio do caminho, e vem em minha direção.

Ar-- Ainda pensando nele? -- Senta na cadeira da Yuffie a minha frente.

Ana-- O que você acha? -- Olha para os meus olhos e resolve segui-los para saber o que eu estava olhando, logo, percebendo o que estava pensando. Ela deu de que iria falar algo, mas eu a interrompi. -- Sabe... Eu fico feliz por ele. Ele está falando com a pessoa que ele ama, está com um novo amigo, está sorrindo e... está feliz.-- Aerith entendeu a situação e disse.

Ar-- E você, Ana? Está feliz? -- Sinto um choque passando pela minha espinha. E mais uma vez aquela estaca de madeira atravessava o meu coração. Desviei o olhar dele e, logo em seguida, eles saíram da sala.

Ana-- Eu não sei... -- começo a chorar.

Aerith, preocupada, levanta e me levanta junto, dando-me um abraço. "Ana, você não precisa sofrer. Você tem amigos. Você tem a mim. Nós não queremos te ver assim..." minhas lágrimas e a minha vontade de chorar aumentavam a cada palavra de Aerith. Aquele abraço forçado no começo, logo se tornou confortável. Eu a apertava mais a cada batida dolorida do coração. Aerith acariciava os meus cabelos e ia me acalmando com a sua presença angelical. Nunca havia tido um ombro para chorar antes, nunca ninguém esteve disposto a me ouvir e se preocupar. "Afinal isso significa ter amigos?" Depois de um tempo, consegui parar de chorar e desfiz o abraço. "Obrigada, Aerith" dizia enquanto ela sorria.

Ar-- Vamos, Ana. Temos amigos para ver -- começa a andar para fora da sala. Sigo-a

Enquanto andávamos para o mesmo lugar de sempre, eu vi Cloud, Tifa e Cid juntos conversando. Cloud parecia a vontade lá... e... Tifa tinha... um... olhar diferente... Mas resolvi ignorar, mesmo sabendo que a aquela cena havia ficado cravada na minha mente.

Chegamos um pouco atrasados lá, mas ninguém se incomodou muito, apenas perguntaram aonde a gente estava. Aerith inventou uma desculpa qualquer e entrou no meio da roda. Fiz o mesmo.

O sinal tocou novamente. As pessoas foram saindo uma por uma. Primeiro Barret e Zack; depois Aerith; depois Vincent, que estava se despedindo da Yuffie; e sobrou apenas eu e Yuffie. A mesma se aproximou.

Yf-- Os seus olhos estavam inchados e o ombro da Aerith molhado. Fala logo.

Ana-- O quê? Do que você está falando?

Yf-- Você chorou por causa daquele idiota?

Ana-- Não o chame assim! Ele... não sabe e nem mesmo tem culpa.

Yf-- Que seja... Mas por quê?

Ana-- Ele estava... conversando com a Tifa e com o Cid e estava feliz...

Yf-- Ciúmes?

Ana-- O quê?! Não... quero dizer: talvez um pouco…


Yf-- Ana, eu estou aqui para ajudar, mas irei fazer exatamente o que fiz com a Aerith. Não irei ter iniciativa por você. Uma hora ele vai ter que saber, e ele só vai saber se você tomar uma atitude. Sofrer dessa forma é inútil.

Ana-- Mas... ele está feliz assim...

Yf-- E você, Ana? Está feliz? -- Começa andar para fora do ginásio.

"Não... eu não estou..."

Volto para sala.

O resto da aula foi mais uma tortura na qual, sempre que eu olhasse para ele, eu sentia aquele mesmo Espinho e, sempre que eu pensava nele, eu olhava. Algumas vezes eu olhava enquanto ele estava conversando com ela, o que piorava, mas, às vezes, ele simplesmente estava anotando ou copiando algo, o que deixava tudo mais fácil, na verdade, a visão era agradável.

A aula já havia acabado. As pessoas saíam da sala como loucas. Yuffie e Aerith também, mas antes tinham me dito que ficariam na portaria para me esperar, assim como todos do grupo. Disse que tudo bem e continuei a olhar Cloud, na esperança de falar com ele enquanto ele tirava o matéria da mesa. Ele continuou conversando com a Tifa e com o Cid, e então eles saíram da sala. Cloud nem ao menos desviou o olhar para mim...  Ficou claro que ele só tinha olhos para ela. "Nem... agora eu posso falar com você?" Saí da sala triste e fui me reunir com o pessoal.

Enquanto andava, olhei para uns dos bancos isolados. Não tinha motivos para isso, mas eu sempre olhava porque gostava de ver as pessoas em suas vidas cotidianas: vê-las conversando; lendo; sentadas sem fazer nada; olhando o celular; andando. É legal pensar que cada uma delas têm problemas, cada uma delas carrega o próprio sofrimento. Porém o que eu vi ia além de apenas uma paisagem reflexiva. Certamente, se eu os visse sem saber que todos são novatos de países e continentes diferente, eu poderia dizer que eles eram melhores amigos há muito tempo. "Como vocês ficaram tão íntimos em algumas horas?" Pensava enquanto olhava Cloud, Tifa e Cid e continuava andando. Logo me desliguei daquela visão e voltei o meu olhar para frente, indo em direção ao grupo.

Assim que todos chegaram, nos dirigimos ao monte. Comemos no mesmo lugar de sempre antes de chegar. Chegamos, colocamos as mochilas na árvore, Yuffie e Vincent foram para o seu canto particular da árvore e eu, Aerith, Barret e Zack ficamos conversando enquanto apreciavamos a sombra da árvore.

Zk-- E aí, vocês vão vir para cá amanhã?

Ar-- Claro, não perderia isso por nada!

Bt-- Lógico que vou vir!

Ana-- Ué, gente... como assim?

Zk-- Ninguém te explicou o que terá amanhã? -- Assim que ele disse, lembrei que ficávamos até o pôr do sol amanhã. Mas neguei com a cabeça com o intuito de saber mais alguma coisa. -- É uma tradição nossa: toda sexta a gente vêm  para cá para ver o pôr do sol. A gente sai de casa e chega aqui com algumas coisas, tipo comida, caixas de som e taus. Uma vez a gente até dormiu aqui.

Ana-- Que legal... Então a gente vai para casa e volta aqui mais tarde?

Zk-- Exatamente. É perfeito até para poder trocar esse uniforme... -- fala abanando a blusa. -- Então... posso confirmar geral aqui? Yuffie e Vincent?! -- Grita para onde os pombinhos estavam.

Yf-- A gente vêm... -- fala frustrada pelo fato de Zack ter interrompido algo. Todos riem.

Zk-- Perfeito. Então eu já vou indo. Vejo vocês amanhã -- fala se levantando.

Bt-- Vou aproveitar e ir com você -- levanta também.

Ar-- Vocês já vão mesmo?

Zk-- É o jeito... se não a minha mãe me mata. Tchau pra vocês. Tchau, Yuffie! --Grita

Yf-- Se ferra, menino, vai logo! -- Grita frustrada. Todos riem novamente.

Zack e Barret começam a andar, logo saindo da visão por causa da altura. Escuto o suspiro de Aerith e me viro para ela.

Ana-- É amanhã, não é?

Ar-- Que eu vou falar? É...

Ana-- Ainda nervosa?l

Ar-- Muito...

Ana-- E o plano? Já falou com a Yuffie?

Ar-- O meu plano... O meu plano é ficar aqui até que ele chegue, e ficasse só eu e ele... aí eu falava.

Ana-- É um bom plano.

Ar-- É o único que eu consegui pensar... -- olha para folhas que balançaram com o vento. -- Será que isso não é uma ideia idiota?

Ana-- Como assim?


Ar-- Eu sobrevivi todo esse tempo sem falar nada... por que eu tenho que falar agora? Quero dizer... o que vai acontecer se eu falar? Ele vai se afastar, e o grupo não será o mesmo. O clima ficará sempre estranho... e talvez terei que até sair do meio de vocês... Eu estou com medo...

Ana-- Ninguém vai permitir que você saia do grupo. Nós te amamos, jamais faríamos isso.

Ar-- E ele? O que vai acontecer com a nossa amizade?

Ana-- O Zack parece ser um cara descente... Ele não vai deixar de ser seu amigo e muito menos irá se afastar.

Ar-- Mas é justamente por isso... Ele vai saber que eu o amo e vai se afastar para me ajudar a superar... mas... eu sei que só vou sofrer mais... -- logo percebo uma lágrima em seu rosto.

Ana-- Aerith -- levanto e enxugo a lágrima dela -- você está pensando muito no lado negativo, ele pode muito bem aceitar namorar você.

Ar-- Você está certa... -- sorri. -- Vamos ser otimistas... Quer ser a madrinha do casamento? -- Rio.

Ana-- Eu adoraria...-- sorrio e volto ao meu lugar. -- Tem uma ideia do que vai falar?

Ar-- Nenhuma...

Ana-- Sério?

Ar-- É... Meio que eu não consigo parar de pensar nisso, mas também não consigo pensar em nada bom para dizer.

Ana-- Entendo...

Ar-- Quero que venha do coração... Mas, de vez em quando, é impossível não imaginar um discurso...

Ana-- Sei como é...

Ela continuou olhando o horizonte durante alguns minutos, e eu não falei nada para não encomodá-la. Às vezes é bom deixar alguém sozinho. Yuffie e Vincent quebraram um pouco o silêncio após saírem de trás da árvore e falarem que iriam sair. Aerith e eu acenamos e logo eles foram embora.

Quando menos esperava, ela se levantou e começou a andar em direção à escola, indo embora também.

Ar-- Obrigada, Ana. Você já me ajudou bastante, agora só preciso pensar um pouco sozinha.

Ana-- Tchau, Aerith.

Assim que ela desapareceu da minha vista, voltei o meu olhar ao horizonte. O sol ainda estava alto e haviam poucas nuvens, formando um céu azul encantador. Aquele céu me lembrava os olhos de Cloud e as nuvens brancos me lembravam o seu sorriso branco e refletor. Pensando nisso, dei um sorriso.

O sorriso foi logo substituido por uma dor instantânea e imensa no coração. Aquela mesma sensação de Espinho, mas muito mais forte e que parecia muito mais uma dor física, como um ataque cardíaco. Um grito de dor e um aperto no coração vieram logo em seguida, mas não tinha ninguém para escutar os meus gritos e a minha mão não conseguia atravessar o meu corpo para tirar aquela sensação a força. A minha marca começou a queimar minha pele também, então retirei o meu casaco da frente da marca e vi as mesmas chamas negras dos meus sonhos, mas elas se alastravam apenas nas bordas da marca, assim como a dor. A dor parou depois de alguns segundos e a ardência no meu braço foi diminuindo ao pouco. Minhas lágrimas de dor preenchiam o meu rosto e as minhas dúvidas, a minha mente.

Ana#-- O que foi isso?

Rn-- Um Espinho.

Ana#-- Um o quê?!

Rn-- Um Espinho. Espinhos são marcas permanentes no coração que fazem com que você sinta uma dor imensa de primeiro momento, mas, permanentemente, eles a deixarão mais sensível à dor.

Ana#-- Mais sensível a dor?

Rn-- Sim, você irá sofrer mais fácil.

Ana#-- O quê?! E como eu consegui isso?

Rn-- Sempre quando se passa por uma situação de extrema dor, após vinte e quatro horas, um Espinho é cravado no seu coração.

Ana#-- Cloud...

Rn-- Exatamente.

Ana#-- Mas e quanto a minha marca? Por que ela começou a queimar?

Rn-- Suponho que você tenha percebido que ela possui um tamanho padrão, certo?

Ana#-- Sim... mas...

Rn-- Esse padrão acabou de aumentar. Agora a marca ficará maior para sempre.

Minha cabeça estava confusa. Eu tinha muitas dúvidas, mas não sabia como me expressar com nenhuma delas. O meu olhar ficou gélido em um ponto fixo no chão. A minha coragem de levantar era nula, minhas energias pareciam sugadas, minha mente era uma arte abstrata: confusa e duvidosa, mas ao mesmo tempo aceitável e real.


Levantei-me de uma forma lenta, peguei minhas coisas, liguei para o meu pai e comecei a andar como um zumbi para a escola.

Ana#-- O que que está acontecendo comigo?

Foi uma pergunta retórica e realmente não estava esperando uma resposta da Rosa, mas eu a queria do mesmo jeito. Sei que ela sabia disso, mas provavelmente não queria me falar.

Pai-- Olá, como foi a aula?

Ana-- Boa...

Pai-- Olha só... finalmente uma aula boa ao invés de uma normal -- rimos juntos, mas o meu riso saiu forçado. -- Ei. Hoje a sua mãe vai trazer notícias boas, então farei algo especial para comer. Alguma sugestão?

Ana-- Sei lá...Pizza?

Pai-- Pizza! Perfeito! Sua mãe ama. Obrigado -- sorrio forçadamente e digo "por nada".

O resto do caminho de volta foi normal, ou seja, em silêncio. Assim que chegamos fui para o meu quarto. Meu corpo doía e minha mente estava cansada, além de ter acordado extremamente cedo, então, assim que deitei na cama, desmaiei de sono.

Assim que acordei, percebi que já era tarde e que, da cozinha, vinha um cheiro muito bom. "Pizza..." pensei animada com a ideia de comê-la. Desci e vi meu pai tirando a segunda pizza do forno.

Pai-- Olá, dorminhoca. Te chamei várias vezes para que me ajudasse.

Ana-- Desculpa... minha mãe me acordou cedo e tive um dia cheio...

Pai-- Tudo bem. Falando nisso, ela já deve estar chegando. Se quiser, pode esperar aqui, aproveita e conta o seu dia.

Ana-- Ah... não tem muito o que dizer...

Pai-- Tudo bem, então me ajuda a escolher o próximo sabor.

Ana-- Quais já tem? -- Aproximo-me das pizzas já prontas encima da mesa.

Pai-- Portuguesa e calabresa.

Ana-- Hmm... -- analiso-as -- está faltando uma doce...

Pai-- Chocolate? -- Estalo os dedos indicando uma boa ideia.

Ana-- Perfeito! Vamos colocar morangos junto. -- Ele sorriu e começamos a fazer a nova pizza.

Assim que terminamos a nova pizza e a colocamos na mesa, ouvimos o portão sendo aberto, mostrando que ela havia acabado de chegar.

Assim que ela entrou em casa, fui em direção à sala, dando um abraço nela. "Parabéns, mãe!" Ela dá um sorriso, um obrigada e um cafuné breve em mim, pelo fato de ser muito baixinha e tê-la pegado de surpresa com o abraço. A felicidade dela já sinalizava boas notícias. Desfiz o abraço dando alguns passos para trás. Meu pai aparece e se aproximou quando minha mãe percebe a sua presença. Ao vê-lo, ela dá outro sorriso. Ele se aproxima dando um abraço na cintura dela, e ela passando os abraços por volta do pescoço dele. "Parabéns, amor." Foram suas palavras antes um beijo.

Pai-- Estou muito orgulho de você.

Mãe-- Obrigada...

Pai-- Até preparei um pequeno presente para você -- move lentamente a cabeça na direção da cozinha indicando algo. O cheiro das pizzas no ar ainda era nítido. Ela aspira levemente o ar e percebe aquele maravilhoso cheiro.

Mãe-- Pizza, a minha comida favorita... Obrigada, lindo...-- dá um sorriso, e ele um leve riso.

Pai-- Só acabei a tempo por causa da Ana, ela me ajudou -- olham para mim.

Senti uma leve vergonha e neguei a afirmação com a desculpa que meu pai era um ótimo cozinheiro, nem precisava da minha ajuda. Eles riram levemente com a minha humildade e logo voltaram a se olhar. Após um selar de lábios, eles se separaram do abraço e foram para a cozinha.

Por algum motivo me imaginei com o Cloud nessa situação: eu chegando em casa e sendo recebida com esses mesmos olhares, esses mesmos movimentos, essas mesmas pegadas... Seria um sonho, seria perfeito. Todos os dias sentir aqueles olhos azuis me olhando, todos os dias sentir os lábios doces me tocando, todos os dias brincar com aquele cabelo espetado fazendo cafunés. Mas tudo parecia só um sonho agora. Dou um suspiro baixo e sigo-os até à cozinha.

Minha mãe estava com os olhos brilhando; a sua comida favorita estava sendo servida, juntamente com o seu sabor favorito: portuguesa, mas também não deixava de olhar as outras, principalmente a de chocolate.

Mãe-- Essa de chocolate só pode ter sido ideia da Ana, certo?

Pai-- Bem...

Ana-- Foi! -- Falo orgulhosa sem nem tendo ouvido meu pai.


Mãe-- Ela entende o que uma mulher precisa. -- Apontou a palma da mão sinalizando um hi-five provocativo para o meu pai. Retribui o hi-five.

Pai-- Mas pelo menos fiz o seu favorito -- fala recebendo a indireta.

Mãe-- É... você me conhece.

Todos nós nos sentamos, agradecemos a comida e começamos a nos servir. Meus pais, com o intuito de colocar a conversa em dia, seguiram a conversar sobre o trabalho, e como nunca fui tão boa nesse tipo de assunto, servi-me primeiro.

"Cores..." foi a primeira coisa que pensei ao olhar aquele arco-íris culinário. Cada das cores vibrava em uma intensidade diferente, com um sentimento diferente.

O vermelho do molho e da calabresa me mostrava todo o ódio reprimindo que sentia, todas as vezes em que tive vontade de socar a parede gritando o quão injusto era tudo isso.

O branco e amarelo do ovo me lembrava as nuvens e o sol que as torna visíveis. Assim como a pele e o cabelo de Cloud.

O marrom do chocolate e o verde do pimentão me lembrava do Mt. Ebott com a sua magnífica árvore. Simbolizava a minha amizade. Mostrava-me que havia paz em meio a sombras de uma árvore e com o refrescante vento do topo de um monte.

Mas... maior e mais nítido que todos os outros, estava o morango com a sua aparência avermelhada, mas que, quando era mordido, mostrava-se doce e rosado. Por mais que eu estivesse com raiva e com medo, eu não podia esconder o que realmente sentia para mim mesma: eu o amava a pesar de tudo, e podia sentir isso. Até as próprias cores tinham algo para me ensinar... eu só precisava enxergar.

Mãe-- Quase esqueci de perguntar: como foi a aula? -- Saío do transe.

Ana-- Hm? Foi boa...

Continuamos a noite normalmente. Depois que terminei de comer, olhei as horas no meu celular e fui para o meu quarto, sem mesmo pensar e lembrar de cores. A única coisa que precisava era de respostas para tudo. Abri a porta, apreciei um pouco a vasta escuridão do meu quarto, entrei e fechei a porta, ainda sem acender a luz. Na intensão de dar um suspiro profundo, fechei os olhos e o fiz.

Assim que abri meus olhos, estava em um local totalmente escuro. Tentei olhar para trás tentando ver as luzes que passavam pelas brechas da porta, mas não havia nada. Meu coração começou a acelerar.


??-- Bem-vinda ao meu mundo -- a voz escoava no vazio e voltava mais escura e sombria, dava um arrepio na espinha.

Ana-- O quê?! Onde estou?! Que lugar é esse?! Quem é você?! -- Olho em volta tentando descobrir da onde a voz vinha.

??-- Estamos juntas a tanto tempo, como não me reconhece?

Ana-- Rosa?! Que brincadeira é essa? Que lugar é esse?

Rn-- Esse é o lugar que eu ocupo da sua mente.

Ana-- Mas não tem nada aqui.

Rn-- Exatamente. -- Sinto algo tocando o meu ombro.

Assunto-me com o toque e dou um pulo, logo olhando para trás. O que eu vi foi um ser escuro com a mesma forma do meu corpo, mas que eu conseguia ver por causa de poucos raios de luz azulados que passavam formando uma silhueta. Os olhos vermelhos rubi me encaram sem piscar, pareciam me ameaçar, porém não demonstrei medo. Era muito parecida com a forma da Rosa da primeira vez que a vi.

Rn-- Esse lugar é uma parte de você, e eu só irei sair quando você o preencher.

Ana-- Mas por que eu faria isso? Você é minha amiga.

Rn-- Você deixará que eu ocupe uma parte de você para sempre?

Ana-- Por que não? Ela não faz falta, já você faz. -- Ela faz silêncio por alguns segundos.

Rn-- Você sabe como veio parar aqui?

Ana-- Para falar a verdade, não.

Rn-- Você veio parar aqui como uma manifestação do meu poder.

Ana-- Então você me trouxe aqui?

Rn-- Sim, quero te mostrar algo -- a silhueta começa a andar em direção ao nada, sigo-a.

Ana-- O que você quer me mostrar? -- A Rosa para e faço o mesmo, imitando-a.

Rn-- Olhe fixamente para a escuridão e me diga o que você vê -- faço o ordenado.

Ana-- Eu não vejo nada -- olho para aqueles olhos vermelhos que me encaravam com rigidez.

Rn-- Pare de olhar para mim e concentresse. A menos que você realmente seja nada, você será capaz de ver alguma coisa.

Comecei a encarar a escuridão novamente, dessa vez crente que existia algo lá que os meus olhos não pudessem ver. Eu confiava totalmente na Rosa, então era fato que ela nunca me pediria algo que parecesse ridículo, assim como olhar para uma escuridão querendo ver algo.

Embora pareça algo totalmente inútil ao meu ver, na qual havia ficado facilmente uns vinte minutos, era bom olhar aquela escuridão. Ela era algo muito diferente de tudo que tinha visto na vida, era uma escuridão que não dava medo e nem parecia esconder nada maligno, apenas... me dava uma sensação de imensidão, exatamente como olhar o céu não estrelado. Embora tão escuro...parecia trazer algo de bom... Sentir algo assim era estranho, era como se perder em si mesma. "Mas, afinal, eu já não estava em mim mesma?"

Depois de mais alguns minutos, comecei a me frustrar. Nada acontecia, literalmente nada. E eu não podia falar nem demostrar nada para a Rosa sem ser reprendida com palavras como "concentre-se" e "foque". Focar no que, afinal? Eu estava me sentindo uma idiota, então, com um ataque de fúria, levantei do chão, pois havia cansado de tanto ficar em pé, e comecei a questionar a funcionalidade e a necessidade do que eu estava fazendo.

Rn-- Sabe uma característica humana muito comum: vocês não conseguem enxergar a luz em meio à escuridão.

Ana-- Uma saída? É isso que você quer que eu ache?

Rn-- Não. A saída está em minhas mãos. Eu quero que você aprenda a focar no caminho ao invés de apenas no resultado.

Ana-- Então você quer que eu continue olhando para o nada até que você me tire daqui?

Rn-- Eu quero que você veja a luz em meio a escuridão, e não no nada.

Ana-- Está me dizendo que tem algo ali? O quê? Eu não vi nada e fiquei quase uma hora olhando!

Rn-- Dor.

Ana-- Dor?

Rn-- É isso que tem lá, e eu quero que você aprenda a enxergar e não apenas olhar.

Aquelas palavras começaram a fazer sentido para mim... aquela sensação reconfortante era muito mais do que apenas uma sensação... era uma luz.

Os meus medos, minhas tristezas, minhas dores sempre foram passadas assim: como algo escuro. Porém são elas que me trouxeram até aqui e elas são parte de mim e sempre serão... eu apenas preciso... aceitá-las e aprender a enxergá-las.

Voltei para o meu lugar e comecei a olhar fixamente aquela escuridão, estimulando todos os meus pensamentos. Uma luz começou a se formar em meio a ela e foi crescendo, dando luz a uma imagem que era passada por meio de um portal. Levantei deslumbrada e comecei a analisá-la.

Ana-- O que é isso?

Rn-- É uma visão do seu desejo.

O portal mostrava eu e Cloud abraçados no Mt. Ebott assistindo ao pôr do sol alaranjado.

Ver aquilo me deu um frio na espinha que fluiu por todo o meu corpo. Eu sentia os meus olhos brilharem com aquilo, então comecei a me aproximar do portal. Mas logo foi interrompida por um susto inesperado.

O chão embaixo de mim desapareceu, e eu comecei a cair e a gritar. A minha voz se esvaziava quanto mais eu caía. Não sentia o vento, não tinha como me manter em pé e também via a silhueta da Rosa se distanciando, o que me dava certeza da queda. Tudo que conseguia ouvir era a voz da Rosa: "você esqueceu do caminho." Quando a minha voz desapareceu por completo, e fechei os olhos esperando o impacto, me vi em meu quarto novamente.

Eu estava tonta, mas pelo menos conseguia ver que estava na vida real, afinal, por mais que estivesse escuro, meu quarto estava iluminado pelas luzes dos postes e da cozinha. Dei um suspiro aliviada. Olhei as horas no meu celular e vi a mesma hora de antes. "O tempo não passou..." foi o que pensei enquanto tentava me equilibrar até que eu pudesse me jogar na cama para que a tontura passasse.

Quando ela passou, e eu consegui ordenar meus pensamentos de novo, chamei pela Rosa. Eu queria entender o que tinha acontecido, queria explicações. "Por que você fez isso?"

Rn-- Vá dormir, amanhã será um dia importante para todos.

Arrumei-me toda, fiz alguns deveres curtos sem nem precisar de ajuda, e então, quando terminei, vi, do meu lado direito, o meu diário em perfeito estado com a minha caneta favorita em cima dele. Os peguei e fui para a cama, tendo já apago a luz e tendo pego uma mini-lanterna para escrever sobre aquele dia tão... louco.

~~~~~~•~
{Autor- Vocês já sabem do dia dela, vou focar no que é importante.}

Olá, diário. Então... minha mãe me acordou SUPER cedo hoje por causa de uma promoção e ela tinha que chegar cedo... (...)

(...) O Barret, então, me contou sobre a história da sua infância... Eu me senti ridícula... ele passou por tanta coisa e eu aqui chorando porque o Cloud não me ama. (...)

(...)Tifa e Cloud se aproximaram muito... e também tem outro amigo agora: Cid. (...)

(...) A Aerith é uma grande amiga... Hoje, na sala, estava muito mal, e ela me animou, além de deixar eu chorar um pouco nos abraços apertado dela. (...) Amanhã é um grande dia para ela, afinal, ela irá falar com o Zack. (...)

(...) Aquela sensação começou do nada... e parecia ser na mesma hora que o Cloud havia me falado... Um Espinho entrou no meu coração, de acordo com a Rosa, e essa era realmente a sensação. (...)

(...) Um portal... sim, abriu um portal na minha frente. Lá apareceu eu e o Cloud juntos... "meu desejo", não é? Parece que terei que lutar um pouquinho pelo o que é meu. Sabe... naquela hora deu uma sensação ardente diferente, parecida com a vez que tinha conseguindo sair pela primeira vez com ele, mas não era o que eu sentia sempre... era... realmente diferente. Talvez seja... Esperança. Eu senti que ela havia acabado quando ele havia me dito, mas...parece que isso mudou.

Bem... diário, obrigado por me ouvir de novo. Até... amanhã.

Fim do dia 4/2/20XX

~~~~~~~~~

Fechei o diário e o guardei, voltando depois para a cama.

"Existe tanta coisa no mundo que vale a pena conquistar, mas a que realmente importa é o seu sonho." ...Cloud...

Foi o que pensei... antes de adormecer.


Notas Finais


Espero que tenham gostado ^^ volto em breve.


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