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História Black Soul - Capítulo 43


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Notas do Autor


Fiquei com remorso de ter postado um capítulo tão pequeno e fiquei igual doida trabalhando nesse pra ter algo aqui mais rápido hahah

Capítulo 43 - Capítulo XXXXIII


Fanfic / Fanfiction Black Soul - Capítulo 43 - Capítulo XXXXIII

No mesmo instante em que acordei, senti um tranco e meu corpo sendo jogado e tão rápido quanto acordei acabei desmaiando, com a mente confusa e sem entender o que havia acontecido.

 

Senti uma luz forte e tive grande dificuldade em abrir os olhos, como se isso demandasse um enorme esforço, quase mais do que eu era capaz de fazer.

Quando consegui finalmente abrir os olhos, me sentia exausta e aquela luz forte em meu rosto não ajudava muito, então movimentei meu braço lentamente para colocar na frente do rosto, porém não consegui finalizar o ato, pois percebi uma agulha enfiada nele, ao passo que o outro estava enfaixado.

-Senhorita, tente não se mover. Avisarei o doutor que está acordada - ouvi uma voz ao longe dizer

Momentos depois ouvi algum barulho no local e outra voz falando comigo

-Senhorita McLean, consegue me ouvir? - um homem perguntou, mas não consegui abrir a boca ou fazer algum som, então movimentei minha cabeça o máximo que pude, afirmando

Senti mãos me ajudando a sentar, o que me ajudou a acordar mais um pouco e clarear minha visão. Me vi em um quarto de hospital, com uma enfermeira ao meu lado, segurando um copo de água enquanto apoiava a outra mão em meu ombro e o médico do outro lado, vestindo seu jaleco branco, com uma pasta nas mãos, me olhando atentamente.

Peguei o copo de água e dei alguns goles, que me ajudaram a conseguir falar e finalmente perguntar:

-O que aconteceu? - praticamente sussurrei, com a garganta seca e olhei para os dois a minha frente

-A senhorita sofreu um grave acidente de carro -  de repente tudo voltou à minha cabeça como um flash, causando uma pontada de dor e uma repentina falta de ar

-C-como eles estão? Louis e Luke? - perguntei temendo a resposta que receberia. Coloquei a mão na minha barriga, instintivamente, e então me dei conta que o grande volume não estava mais ali.

Senti o quarto girar, meu estômago embrulhar, meu peito apertar e o ar faltar. Tinha uma pontinha de esperança que um parto às pressas fora realizado para salvar meu menino, mas no fundo sabia a resposta que receberia.

-Respire senhorita - a enfermeira disse - está perdendo a cor!

-E-eu não… - pausei para tentar organizar os pensamentos - Doutor, diga que o salvou! - gritei em sua direção com os olhos cheios de lágrimas, que já rolavam por meu rosto

Seu olhar em minha direção foi a pior coisa que já vi na minha vida. Uma mistura de dó, com remorso e pânico. Não podia suportar! Então me virei para a enfermeira

-Por favor! - implorei

Ouvi a porta sendo aberta com um estrondo e Louis passou por ela. Meu coração deu um salto por vê-lo, porém seu olhar perdido em minha direção me fez perder o rumo de novo.

Ele correu em minha direção, com os braços abertos, e me envolveu firme, como se eu fosse desmoronar a qualquer momento. E eu realmente também temia que isso poderia acontecer.

Louis Tomlinson on:

Já tinha passado da metade do caminho, dirigia calmamente enquanto Júlia dormia com a cabeça encostada na porta. Parei quando o sinal ficou vermelho, e assim que a cor mudou para verde voltei a acelerar, atravessando o cruzamento.

Porém, ao mover o carro poucos centímetros vi pela visão periférica, através da janela de Júlia, algo se aproximando com velocidade e a próxima coisa que me lembro foi acordar em um quarto de hospital.

Movimentei minha cabeça de um lado para o outro, abrindo os olhos em seguida e percebi que o médico estava no quarto fazendo anotações, mas assim que me viu acordado se aproximou, dizendo algo que não prestei atenção, porque minha cabeça só conseguia pensar em uma coisa.

-A Júlia ta bem? - cortei-o no meio de uma frase. Ele respirou fundo antes de me responder

-Ela ficou seriamente ferida, teve um descolamento de placenta, trincou...

-Mas ela ta bem porra? - aquele merda fica jogando termos técnicos na minha cara e não me responde o que eu quero saber

-Ela acabou de sair de uma cirurgia senhor - ele me olha tentando escolher as palavras que usará

-Então…? - pergunto impaciente

-A cirurgia deu certo, mas… - parou para escolher as palavras

-Fala logo porra!

-Júlia está se recuperando em seu quarto, porém a cesária que fizemos às pressas não deu certo - disse cauteloso

Receber essa notícia foi como se eu tivesse levado um soco na boca do estômago.

-Espera, o Luke… Ele… - não consegui terminar a frase

-Sinto muito senhor, mas com o impacto da batida…

-Cala a boca! - gritei - Não quero ouvir mais porra nenhuma! - gritava com ele ao passo que arrancava aqueles fios e agulhas dos meus braços - Eu vou sair dessa merda!

-O senhor não pode sair ainda, não está totalmente recuperado

-Foda-se! - o empurrei para longe e rapidamente vesti minha calça jeans e camiseta, peguei minhas coisas e saí com o celular na mão, ligando para Zayn.

-TODOS NO QG AGORA! - gritei assim que ele atendeu e desliguei em seguida, pegando o primeiro táxi que apareceu

Quando cheguei todos já estavam lá e me olhavam confusos, por causa da minha ira e dos machucados pelo meu corpo.

-Cara, o que aconteceu? - Zayn apareceu

-Aconteceu tudo! Se a guerra contra Marcel não estava travada oficialmente, agora eu não vou parar até que tudo o que aquele filho da puta tem esteja destruído! A guerra fria virou a Terceira Guerra Mundial! - gritei descontrolado

-O que ele fez? - Styles apareceu ao meu lado

-Tenho certeza que algum dos seus capangas atacou meu carro enquanto voltava pra casa com Júlia - rangi entre dentes, odiando pronunciar cada palavra

-O que? - Zayn perguntou irado

-Preciso falar com vocês em particular - olhei para meus homens de confiança - enquanto os outros façam o que foram contratados pra fazer e arrumem um jeito de destruir com a vida desse porra! Se virem, grampeiem todos os celulares, interceptem todas as rotas de carregamento, façam o que tiverem que fazer!

Entrei na minha sala, apoiando as mãos na minha mesa, seguido de Zayn, Harry, Mike e Jack. Depois que todos entraram a porta foi fechada e todos estavam lá em silêncio esperando que eu dissesse algo, ainda de costas para eles, com o tronco inclinado, tentando respirar sem que meu peito fosse apertado, ou melhor, dilacerado.

-Eu… - comecei a falar, mas me interrompi quando minha voz falhou. Me virei para eles com a respiração acelerada - Estávamos no carro, quando uma caminhonete nos atacou, vindo em nossa direção, acertando em cheio a porta dela. Acordei no hospital agora há pouco e o médico me disse que ela está se recuperando de uma cirurgia, ainda não acordou, mas Luke… - despejei tudo rapidamente sobre eles, mas não fui capaz de terminar a frase

-Lou, eu… - Mike começou a dizer enquanto me olhava com aquele maldito olhar de pena

-Não! Nem começa com “sinto muito”! - interrompi

-Tudo bem, se não quiser falar disso com a gente, tudo bem - Mike respondeu - mas ela vai precisar de você agora

-Eu sei, por isso preciso que vocês tomem as rédeas da situação por enquanto. Não tomem nenhuma atitude ou decisão grande sem me consultar - acrescentei - mas vocês estão liderando grande parte das operações e já fazem muitas coisas sozinhos. Eu só… Não estou com cabeça pra toda essa merda

-Pode deixar Tommo - Jack garantiu - vamos tomar conta das coisas por aqui

-Só me prometam que me manterão informado das coisas, especialmente sobre Marcel, não façam nada sem me consultar! E por favor apareçam com um plano perfeito de destruição de tudo o que o vagabundo ama na vida! - eles assentiram e então fui para o hospital esperar o momento que Júlia acordaria

Precisava ser forte, encontrar algo dentro de mim, qualquer emoção que fosse, porque no momento não sentia nada além do buraco em meu peito, que parecia estar apertando seus órgãos internos em uma luta por espaço. E temia que, cedo ou tarde, acabaria cedendo e perdendo a luta, sobrando apenas o buraco dentro de mim.

Passei o dia no hospital, mas nada, Júlia ainda estava em coma, desmaiada, sedada ou a puta que pariu. Minha ansiedade estava aumentando e apesar de saber que precisava usar esse tempo que estava tendo para imaginar como reagir quando a encontrasse e para pensar em como falar com ela quando a hora chegasse, minha mente estava vazia.

Dormi naquela cadeira de hospital ridícula, na porta do quarto dela, já que ela estava estritamente proibida de receber visita e o médico estava puto comigo por ter deixado meu leito, apesar de ainda estar no hospital, então poderia ser medicado se houvesse algum problema, mas isso não deixou o doutor mais calmo, mas me ajudou a argumentar a meu favor.

No segundo dia que estava olhando para aquelas paredes, andando pelo corredor esperando alguma notícia, com a mente voando para os momentos que já havia imaginado que viveríamos juntos, nós 3, estava quase me arrastando para a ala psiquiátrica por estar ficando louco, quando finalmente vi a enfermeira sair para procurar o médico e os dois voltarem correndo. Então imaginei que ela poderia ter acordado, porém, quando ouvi sua voz, abafada do outro lado da porta, a angústia e dor impressas ali, me fez paralisar por um segundo, sem saber se seria capaz de ajuda-la a passar por isso.

Mas ouvi-la implorar que aquilo fosse um engano, uma mentira, uma brincadeira de mal gosto, me deu um estalo e escancarei a porta em um impulso, precisava estar ali por ela, mesmo que quebrado também, em pedaços, poderíamos juntar nossos cacos juntos.

Ao olhar em sua direção, ver seus olhos angustiados e perdidos fez o buraco em meu peito expandir no mesmo instante, pude sentir fisicamente ele apertando ainda mais meus órgãos, lutando ainda mais por espaço. Não consegui dizer nada. Imaginava como ela estava se sentindo, porque julgava sentir algo parecido, então apenas abri meus braços e corri em sua direção, aconchegando-a em meu abraço, deixando que suas lágrimas molhassem minha camiseta, e seus braços desesperados me apertassem, como se ela tivesse medo de perder mais uma pessoa.

Tentei, mas diante daquela cena, ela em meus braços, nosso luto se fundindo, seus soluços e grunhidos altos de dor (como se ela, assim como eu, pudesse sentir aquela dor fisicamente), foram o que faltava, o estopim, para que eu também desmoronasse e derramasse minhas lágrimas de dor, que caíam sobre sua cabeça.



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