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História Black story - Capítulo 6


Escrita por: juhLupin

Capítulo 6 - Capítulo 6


Ainda no início do mês de novembro, Sirius finalmente conseguiu cumprir a aposta que havia feito com os amigos e ficou com a Lufana, que por sinal era mais velha que ele. Ele estava andando quando viu a menina a sua frente encostada na parede e mexendo no cabelo, como o corredor estava vazio, ele a puxou para dentro de um armário de vassouras, e começou a beijá-la. A menina, que ansiava por aquilo fazia algum tempo, rapidamente estava se esfregando em Sirius, e apesar de reconhecer que não sentia nada pela garota, seu corpo sentia ela se remexendo e se esfregando nele e isso tornava ainda mais difícil resistir. 

Em um instante ela estava sem camisa, e com a saia bem alta. O moreno também estava com alguns botões da camisa abertos e suas calças um pouco abaixadas. Os dois transaram ali mesmo. Assim que se recuperaram e se arrumaram o quanto era possível ali naquele espaço minúsculo a garota saiu do armário seguida por Sirius. 

Infelizmente, para Sirius, tudo que o garoto não esperava, aconteceu naquele momento. Olívia estava passando no corredor e conversando com a irmã caçula sobre uma prova de feitiços que a menina teria. A atenção das duas logo foi atraída pelo casal desgrenhado saindo do armário de vassouras. Olívia rapidamente colocou as mãos na frente dos olhos da irmã. Ela estava se sentindo muito ofendida, a surpresa dando lugar a irritação e por fim, a raiva.

- Black. – Ela murmurou um cumprimento seco e seguiu puxando a irmã para longe dali.

- Ui! Não sei por que, mas as vezes acho que Olívia não gosta muito de mim. – Disse Marlee Campbell. Ela olhava para as costas das duas irmãs dobrando no fim do corredor. – Então, gatinho, quando vamos repetir a dose. – Ela perguntou, passando as mãos pelo peito de Sirius. O garoto levou as mãos à cabeça. 

- Não sei se voltaremos a nos ver, Marlee. – Disse Sirius. – Mas foi muito bom.

- Tem razão, foi bom mesmo. – Ela concordou. – Mesmo que não venha a se repetir, valeu a pena. – Sirius não sabia se podia concordar com essa parte. 

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- Olívia? – Chamou Sophie. – Você está chateada com Sirius? – Ela perguntou para a mais velha. As duas haviam acabado de chegar ao salão comunal da grifinória e Remus, James e Pedro estavam ali sentados e conversando. Os três se calaram para ouvir o diálogo das irmãs.

- Não tenho motivos para ficar com raiva dele. – Ela respondeu. – Eu preciso ir ao meu quarto buscar uma coisa. – Em seguida ela correu escada acima.

Assim que chegou em seu quarto, se deitou e se encolheu em uma bolinha na cama. Sirius era um idiota. Como ela pôde ter pensado que ele mudara? Como pode ser tão burra. Ele ainda era o mesmo Sirius pegador de sempre. Não mudaria por ela. Como ela pôde achar que ele gostava dela? Como isso foi acontecer? Como se iludiu tão fácil?

Ela ficou lá remoendo pelo tempo que tinha até o jantar quando apareceu com os olhos inchados na sala comunal, ela tentara diminuir o inchaço com maquiagem e alguns truques trouxas que aprendera com as amigas, mas não deu certo. Qualquer um perceberia que ela andara chorando. A menina passou direto pelos marotos que estavam no chão da sala conversando e rindo. Ela nem disse oi. Assim que Remus percebeu seus olhos inchados e a indiferença da garota para com eles, ele se voltou para Sirius. 

- O que você fez, Black? – Perguntou com um tom cortante.

- Não fiz nada, Aluado. – Disse o menino.

- E porque eu não acredito? Lív está muito chateada. – Ele declarou furioso. – E o que quer que tenha feito, é melhor consertar logo.

- Ela me viu com a lufana, saindo do armário de vassouras. – Ele explicou. – Não sei como consertar isso. – Admitiu para os três. – Na verdade nem sei porque ela está chateada.

- Você é um idiota mesmo. – Disse Remus. – Ela gosta de você, pateta. Qualquer um pode ver isso, Sirius. Por Merlin! Onde você anda com a cabeça?! Ela é um poço de preocupação com você, foi uma das primeiras coisas que perguntou quando acordou e você a trata assim. Você é louco, Black.

Remus levantou e seguiu para fora do salão comunal. Deixando os amigos chocados para trás. Sirius queria poder dizer que era culpa dos dois ali na sua frente, mas ele tinha vontade própria, aceitou a aposta por que quis, mas as palavras de Remus não saiam de sua cabeça. Lívia gostava dele? Como ele podia achar que não?

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Assim que chegou ao salão principal, Olívia sentou-se na mesa da grifinória com as amigas. Quando os marotos chegaram, se sentaram de forma que o único lugar vazio para Sirius, fosse ao lado de Olívia. O garoto sentou sem jeito e deu um sorrisinho para ela, que olhou para o outro lado. As amigas já haviam perguntado o motivo do choro, mas a garota ignorou completamente. 

- Oi Sirius! – O menino se virou ao som de uma voz aguda. – Eu queria saber se você quer me encontrar mais tarde. Para eu te mostrar uns feitiços novos que aprendi. – O tom de malícia implícito em na voz de Marlee Campbell. Sirius olhou para Olívia, enquanto James e Peter riam e provocavam o amigo. Remus também olhava a amiga. Olívia engoliu um pedaço de torta que estava na boca e em seguida saiu rapidamente do salão.

- Anda Sirius. – Disse Peter. – Não deixa a moça esperando. – James riu e levou um tapa de Lily. 

- Desculpa Marlee. – Respondeu o moreno, fazendo todos o olharem. – Eu não posso, eu falei para você isso. – Ele levantou e correu atrás da loira que havia saído do salão um pouco antes. 

Sirius correu por vários lugares do castelo atrás da garota, mas só a encontrou quando ela estava quase entrando na torre de astronomia, ele a seguiu até lá em cima, onde ela se sentou em um cantinho e começou a chorar. Até aquele momento, o garoto não havia feito nada para chamar a atenção dela para si. Quando ia terminar o caminho até ela, ele ouviu um barulho no pé da escada que denunciou a chegada de Remus. 

- Como sabia que ela estaria aqui? – Sirius perguntou aos sussurros. 

- Ela sempre vem aqui, quando quer chorar. – Ele respondeu também aos sussurros. – E você, veio magoá-la mais? 

- Aluado, eu também gosto dela. – Disse Sirius para o amigo que estava com cara de bravo.

- Jeito estranho de demonstrar. – Respondeu o garoto, mas pelo menos ele não estava mais com tanta raiva. – Se você vai falar com ela, fala logo, mas Sirius, não a magoe. Ela não precisa de mais essa preocupação. 

O moreno assentiu e Remus desceu novamente a torre. Sirius respirou fundo e caminhou até a menina loira encolhida no chão de costas para ele. 

-Lív? – Ele chamou. – Podemos conversar? 

- Não quero falar com você, Black. – Ela respondeu entre soluços, o que mandou sua determinação para longe. 

- Tudo bem, mas eu quero falar com você, Selwyn. – Ele disse. – Quando eu terminar, se você ainda quiser que eu vá embora, eu vou. 

Ela não respondeu e ele seguiu a máxima de que quem cala consente. 

- Eu sei que não é desculpa para o que eu fiz, mas foi tudo uma aposta, Olívia. James e Peter acharam que eu não conseguiria ficar com Marlee, pois ela estava dando em cima de mim já há algum tempo. Eu aceitei apenas por achar que a garota de quem eu gosto de verdade, não gostava de mim. – Ele fez uma pausa. – Eu me deixei levar pelo momento e pelo desafio. É estranho para mim, me apaixonar. Eu nunca fui apaixonado por ninguém e de repente, desde que te vi no trem de volta para hogwarts, eu me apaixonei e não sei como lidar com isso. Eu te peço desculpas, Lív.

Quando ele terminou seu discurso, a garota o encarava com o queixo caído. Como ela não respondeu sua pergunta. Ele achou que ela não queria conversar com ele, então começou a se levantar para sair de lá. 

Ela puxou o braço dele, antes que ele estivesse totalmente fora de seu alcance.

- Espera. – Ele a encarou esperançoso. – O que você pensa que está fazendo, Black? – Ela estava realmente indignada. – Pensa que pode chegar aqui, dizer que está apaixonado por mim e pensar que eu não vou ter perguntas. 

Sirius sentou novamente na frente dela. 

- O que você quer perguntar, Olívia? – Ele quis saber. 

- Você está realmente apaixonado por mim. – Ela quis saber. Ele apenas assentiu. 

- Sim, Selwyn. – Ele fez uma careta para ela. – Eu estou apaixonado por você, quantas vezes vai me fazer repetir isso? 

- Se está realmente apaixonado porque fez aquilo, Sirius? – Ela perguntou. – Não adianta dizer que foi por uma aposta. Você tem suas próprias escolhas. Ficou com ela porque quis. 

- Sim. Eu sei. – Ele admitiu. – E por isso eu te peço desculpas. De verdade Olívia. Eu gosto de você, apenas achei que você não gostasse de mim do mesmo jeito. Mas de qualquer forma, o que eu fiz não tem perdão. Eu nunca poderei me justificar o suficiente com você e nunca poderei pedir desculpas o suficiente pelo que fiz. Eu só te peço que me perdoe. 

- Você está errado. – Ela disse. – Sabe disso agora, não é? 

Sirius a encarou confuso. 

- Eu gosto de você, Sirius. Gosto muito, mas não acredito que apenas isso é suficiente para nós dois. – Ela o encarou. – Eu achei que você estivesse diferente, achei que tivesse mudado. Mas quando você fez isso, jogou tudo no lixo. 

- O que eu preciso fazer, para você, Lív? – Ele perguntou. – Quero ficar com você, quero namorar com você. 

- Você apenas precisa me mostrar que realmente mudou, Black. – Ela o olhou com olhos chorosos. – Precisa mostrar que eu não sou apenas mais uma na sua interminável lista de meninas. 

- Você não é só mais uma. – Ele disse. – Eu vou te provar isso. 

Ele pegou a mão dela a ajudando a levantar. 

- Vem, vamos para a sala comunal. Já passou da hora de dormir. – O estômago dele roncou, fazendo Olívia sorrir. 

- Você pulou o jantar para vir atrás de mim. – Ela percebeu finalmente. – Vem, você não pode dormir com fome. 

Os dois se esgueiraram pelos corredores até um quadro de uma pera, que Sirius não conhecia. Olívia fez cócegas na pera e o quadro deu passagem para eles. 

- Essa é a cozinha, Black. – Ele estava encantado, alguns elfos iam de um lado para outro guardando coisas e lavando panelas. – Oi, você pode trazer algo para Sirius? Ele não pôde estar no jantar. – Ela falou com um elfo que passou por ela. O elfo sorriu e concordou e de repente apareceu com um prato de torta e um copo de suco. Sirius agradeceu e sentou em uma das várias mesas dispostas no ambiente, para comer. 

- Senhorita Selwyn. – Disse um elfo surpreso em vê-la. – Soubemos que esteve mal, vejo que já está recuperada. 

- Sim, Giggle. – Ela sorriu e apertou a mão do elfo. – Agora já estou recuperada. 

- Sentimos muito a sua falta aqui nas cozinhas. – Ele olhou para Sirius que comia sua torta enquanto prestava atenção aos dois. – Vejo que trouxe alguém com você, um namorado?

- Não Giggle. Este é Sirius, um amigo. – O elfo apertou a mão do rapaz. 

- Se é amigo da senhorita Selwyn, então também é nosso amigo. – Ele disse. – A senhorita é a melhor pessoa que conhecemos. Ela sempre nos dá mais atenção do que merecemos, se preocupa com nossa saúde e se estamos felizes. Você tem sorte em tê-la como amiga. 

- Eu sei bem disso, Giggle. – Disse Sirius sorrindo para a garota que estava vermelha. – Tenho muita sorte em tê-la na minha vida.

Logo que Sirius terminou sua torta, os dois saíram de volta à sala comunal pois já passava do horário de recolher. Por sorte, não foram pegos por Filch. 

Antes de subir a escada para seu dormitório, Lívia deu um beijo na bochecha de Sirius e correu para o quarto em seguida.

 



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