História Black Suit - Capítulo 21


Escrita por:

Postado
Categorias Dreamcatcher
Personagens Dami, Gahyeon, Handong, JiU, Personagens Originais, Siyeon, SuA, Yoohyeon
Tags 2yeon, Dami, Dreamcatcher, Gahyeon, Handong, Hanmi?, Jisu, Jiu, Policial, Sihyeon, Siyeon, Siyoo, Sua, Suyeon, Yoohyeon
Visualizações 183
Palavras 1.532
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, LGBT, Orange, Policial, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eu decidi postar logo o capítulo bônus por motivos de: eu provavelmente estou mais ansiosa do que vocês pra postar e quase me mataram pela prisão da Bora, mas tá aí. Esse foi o capítulo que mais gostei de escrever e foi levemente inspirado em uma outra fic e realmente é o fim. Ou um começo. Enjoy.

Capítulo 21 - Bônus: Black on Black


 

Um anos depois....

 

— Ah~ Ver você dirigir por aqui é tão melhor do que nas ruas de Seul — a morena recostou-se no banco do potente e luxuoso carro que corria pelas estradas de Tóquio. Uma de suas mãos se encontrava atrás da própria cabeça enquanto a outra segurava um cigarro entre os lábios. As orbes castanhas fitavam através do vidro, mas tudo era um vulto por conta da velocidade em que o veículo estava. Ela percebeu que não estava recebendo a devida atenção de sua namorada, então olhou para ela. A janela do banco de motorista estava aberta, permitindo que o vento jogasse os fios loiros de sua namorada para trás enquanto ela dirigia, concentrada. Yoohyeon estava deslumbrante — Esse loiro ficou péssimo em você. Eu já disse isso?

Siyeon tocou na ferida.

— Siyeon, por favor, se você realmente me ama, cala a boca — tirou o pirulito da boca para resmungar. Já estava farta de Siyeon reclamar do platinado de seu cabelo, o qual a morena insistia em dizer que era loiro. Colocou novamente o doce entre os lábios e voltou sua atenção às ruas iluminadas da cidade japonesa.

— Ah, meu bebê, não fique assim — ela riu, jogando o cigarro pelo vão da janela e se debruçando sobre Yoohyeon. Segurou as madeixas claras em uma das mãos, acariciando os fios loiros suavemente e encostando os lábios na orelha dela enquanto pousava a outra mão sobre a coxa coberta pela calça jeans rasgada — Você não tira esse pirulito da boca um segundo. Eu posso te dar uma coisa mais gostosa pra você chupar, sabia? — sussurrou rente ao ouvido da loira, que já estava prestes a perder a paciência.

— Eu juro que vou te chutar pra fora desse carro.

— Não, você não vai. Sabe por que, Yoohyeon? — resvalava os carnudos na cartilagem cheia de piercings de sua namorada, cravando os dentes em um deles e o puxando levemente — Você não vai achar outra pessoa disposta a perder a cabeça contigo. Não vai achar alguém tão louca por você como eu sou — falava em tom baixo. Subiu uma das mãos até o rosto dela e tirou aquele pirulito verde dos lábios que logo tomou em um beijo afoito. Yoohyeon fazia seu melhor para manter os olhos na pista e as mãos no volante enquanto Siyeon a beijava. Hoje ela usava um batom de morango, a julgar pelo gosto.

Yoohyeon suspirou e revirou os olhos assim que Siyeon se afastou, e levou seu pirulito consigo, o colocando na boca. A Kim trocou a marcha e acelerou o carro, abrindo um pequeno sorriso — Você tem razão. Aliás, Siyeon...

— O que foi?

— Você acha que vamos conseguir?

— Relaxa. Fizemos uma promessa e vamos cumpri-la. Agora para de quebrar o clima e pisa no acelerador, parece que os policiais acabaram de notar a gente, como planejado. Isso será divertido.

Yoohyeon subiu o olhar ao retrovisor, podendo ver algumas viaturas se aproximarem. O som irritante das sirenes ecoava pelas ruas, e quanto mais Yoohyeon acelerava, mais eles também faziam. O sorriso da motorista cresceu, a adrenalina tomando conta de si.

— Que tal deixarmos isso um pouco mais divertido, my love? — olhou de relance para Siyeon, esticando a canhota até o painel de botões e acionando um deles, o qual fez a parte superior do carro abrir, revelando o belo céu estrelado de Tóquio naquela noite agitada de domingo. Siyeon retornou o sorriso, logo erguendo seu corpo para fora do conversível e abrindo os braços, sentindo o vento acariciar sua pele de maneira violenta, do jeito que ela gostava. Puxou o pirulito para fora da boca e deixou escapulir de sua mão o doce que provavelmente acertou o para-brisa de uma das viaturas que as perseguiam.

— Já estou com saudades dos seus lábios — resmungou a Kim, fazendo contato visual com sua namorada que parecia estar se divertindo provocando os policiais. A morena logo se abaixou novamente e tomou o rosto de Yoohyeon em ambas as mãos, beijando-a ternamente, até que o ósculo se tornasse mais ousado quando suas línguas entraram no meio.

Elas ignoravam as sirenes. Ignoravam o som dos carros brecando para evitar que elas causassem um acidente grave naquela velocidade. Ignoravam os auto-falantes ordenando que elas encostassem o carro e se rendessem. Ignoravam também os zigue-zagues que o carro fazia porque Yoohyeon já não conseguia mais enxergar a pista. Nada mais importava quando uma estava desfrutando da outra. O amor delas era tão intenso quando as próprias.

— Itsu made mo aishimasu — Siyeon disse assim que cessou o beijo. Yoohyeon ainda podia sentir o gosto de sua namorada na boca.

— Você prometeu que iria me ensinar japonês. Ainda sinto como se na maior parte do tempo você estivesse me xingando de alguma coisa diferente.

Siyeon apenas riu, roubando uma das mãos de sua namorada do volante e entrelaçando seus dedos aos dela. Elas estavam juntas, então daria tudo certo.

— X —

— Vamos, já está na hora da sua consulta — a morena subiu o olhar ao guarda que havia aberto a cela. Já havia, de certa forma, se acostumado com aquilo. Todos os dias eram a mesma coisa, justo como ela se lembrava. As diferenças da prisão privada para a nova em Tóquio não eram gritantes, visto que sua rotina era ficar em uma cela sem fazer absolutamente nada.

— Sim, senhor — assentiu e se levantou da cama desconfortável, esticando as mãos para o homem que imediatamente a algemou. Bora sentia como se os guardas tivessem medo dela, mas era entendível, já que ela carregava nas costas muitos crimes que não eram de sua autoria.

Seguiu o homem pelo corredor, fazendo questão de fechar os olhos. Já havia memorizado o local e o trajeto que fazia até a sala onde recebia as consultas com sua psiquiatra, então não via necessidade em observar o caminho asqueroso que faziam.

— Tá sabendo? Sua antiga psiquiatra pediu para sair — Bora abriu os olhos, interessada — Parece que hoje uma nova doutora virá atendê-la. Não sei por que ainda insistem em tratar de alguém como você — o homem cuspia as palavras e Bora apenas mantinha o olhar no chão, observando os próprios passos.

O alarme tocou e os autofalantes repetiam que alguns policiais precisavam de reforços em uma das rotas mais movimentadas de Tóquio. A prisão estava ficando vazia e havia correria entre os guardas. Bora enlargueceu o sorriso.

Assim que chegaram à sala privada, Bora entrou e sentou-se à mesa, de frente para a doutora que ajeitava o próprio jaleco. A porta atrás de si foi fechada pelo policial que a havia escoltado. Não demorou muito tempo para que ambas ouvissem o guarda que estava guardando a porta falar desesperado ao rádio comunicador;

“O quê!? Como assim uma garota de cabelos curtos? O quê!? Já estou indo!”

Ouviu-se uma explosão distante, provavelmente vindo da porta da frente. O homem havia saído correndo para checar, e Bora tinha certeza que Dami daria conta dele, assim como deu dos outros. Passou a língua pelos lábios e fitou a mulher dos fios negros à sua frente, podendo vê-la sorrir imediatamente; e como sentiu falta daquele sorriso.

— Eu vim tirar você daqui, meu amor.

— Eu estava te esperando, doutora.

— X —

— Sua namorada já está bem, Dong-unnie? Estou ficando impaciente! — a garota, inquieta, batia os pés juntos na cadeira onde estava sentada enquanto esperava impacientemente por notícias de sua irmã, apenas observando atentamente cada coisa que a chinesa fazia naqueles computadores e falava com o próprio relógio como se ele estivesse em algum tipo de missão.

Handong riu, fitando a garota por cima do ombro — Por que você parou de chamar ela de sua irmã só pra chamar de minha namorada? Ela está bem, e já está voltando pra casa, não se preocupe. Yoobin foi só buscar uma amiga e parece que deu tudo certo — a mulher ajeitou a franja, caminhando até a garotinha sentada ali, acariciando o topo da cabeça dela levemente. Handong sabia que Yebin gostava de seus cabelos, especialmente das pontas tingidas de vermelho. Sempre ouvia dela o quanto havia ficado diferente com o novo penteado — Vamos conversar enquanto ela não chega, que tal? Se você fosse uma agente secreta, qual seria o seu nome secreto?

— Rena!                  

— É um codinome bonito.

— Estou atrapalhando vocês? — ambas foram interrompidas pela voz de Yoobin, que adentrou o pequeno esconderijo enquanto retirava a jaqueta de couro marrom, revelando a camiseta branca completamente suja de pólvora. Yoobin notou o olhar descontente de Handong, mas logo depois a chinesa mostrou um sorriso, balançando a cabeça.

— Não se preocupe, Yoobin. Hoje eu deixo passar. Sua irmã sentiu sua falta.

Yebin se levantou da cadeira e aproximou-se de Yoobin, abraçando-a carinhosamente, fazendo seu melhor para ignorar o cheiro de queimado impregnado nas vestes de sua irmã.

 

Algumas coisas haviam mudado. Nada é estático, tudo é maleável. Para muitos, a Black Suit não existia mais. Para outros, permaneceu eternamente como um mito. Haviam aqueles que acreditavam que a fuga repentina de uma presidiária na cidade de Tóquio era obra da falecida gangue justiceira dos ternos negros, mas a verdade é que a Black Suit nunca deixou de existir, os ternos apenas se tornaram dispensáveis, e elas descobriram que faturam muito mais trabalhando contra o governo do que a favor dele.

 


Notas Finais


obs: a frase que a siyeon disse à yoohyeon em japones significa "eu te amarei para sempre"


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...