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História "Black Swan" - Kim Taehyung - Capítulo 3


Escrita por: e Park-Miojinho


Notas do Autor


Desculpa a demora pessoal, mas é um pouco difícil escrever uma fanfic cheia das teorias, tem que tudo sair do jeito que foi planejado, se não já era o contexto da fanfic, então eu peço desculpas mais uma vez.

Bom, tenham uma boa leitura e eu espero que gostem do capítulo.

Capítulo 3 - "three"


Fanfic / Fanfiction "Black Swan" - Kim Taehyung - Capítulo 3 - "three"

- você está uma hora atrasada - falou com a voz grossa e meu corpo tremeu

- desculpa, prometo não me atrasar mais.- falei e dei um passo na direção da escada, na intensão de ir para o meu quarto, mas fui interrompida quando ele segurou meu braço.

- nada disso, você sabe muito bem o que acontece quando você se atrasa garota. - ele respondeu e eu congelei. Eu nunca me atrasei, apenas uma única vez a dois anos, ele me castigou quando cheguei em casa.

Foi tão horrível que eu nunca mais me atrasei na vida, sempre chegando no horário em ponto ou até antes do horário.

- p-pai, me desculpe, eu prometo q-que não vai mais acontecer, só n-não faça nada, por favor. - implorei, tentando soltar meu braço de sua mão, o que não funcionou já que ele é o dobro do meu tamanho e tem o dobro da minha força.

- ah querida Haru, eu sempre deixei bem claro para você que eu odeio atrasos, e esse eu não vou deixar passar batido querida. - falou com uma voz assustadora e eu comecei a chorar.

- p-por favor! Me s-solta. - comecei a me debater tentando me soltar.

- CALE A BOCA! - se virou para mim e levantou a mão, fechei meus esperando o tapa, mas não senti nada. - Você me estressa garota, sabe... Você é igualzinha a ela. - ele foi abaixando a mão aos poucos e continuou me puxando pela casa, até que percebi onde ele ia me levar.

O porão

- Pai! Ali não! Por favor, você sabe que eu odeio esse lugar! - comecei a me desesperar ainda mais

- Vai passar a noite trancada aqui sim, para aprender a nunca mais desobedecer minhas ordens. - disse

Eu tenho muito medo desse lugar. É escuro e pequeno, meu pai sempre me tranca aqui quando faço algo de errado, dês de pequena que ele faz isso.

A primeira vez foi quando eu derrubei a televisão sem querer, eu desci as escadas correndo e tropecei, bati na estante e a televisão caiu. Como castigo ele me deixou trancada aqui durante uma semana, abrindo a porta apenas para me dar comida e água.

Mas foi horrível, porque eu sou claustrofóbica, e ficar trancada num lugar escuro e apertado não foi tão legal assim. Acabei tendo crises de pânico várias vezes durante o tempo que passei aqui.

Quando chegamos na portinha que levava ao porão meu coração disparou e eu me senti tonta. Só de pensar em ficar trancada ali eu entrava em desespero.

Ele abriu a porta e começamos a descer as escadas que levavam a outra porta, ele abriu e me jogou ali dentro.

Me levantei rapidamente e tentei sair antes que ele fechasse a porta com tudo, o lugar era completamente escuro, iluminado apenas por uma pequena janela que ficava no alto.

Ali tinha uma cama velha, uma mesinha e algumas caixas com as coisas dela. Nada mais do que isso.

Eu tentei abrir a porta repetidas vezes, tentando inutilmente sair dali.

Eu estava começando a ficar sem ar, eu estava tendo um ataque de pânico.

Respirar era uma tarefa difícil, eu puxava o ar mas parecia que nada entrava em meus pulmões. Meu rosto devia estar vermelho pelo meu esforço.

Apertei meu pescoço o arranhando, tentando de alguma forma respirar normalmente.

Minhas pernas perderam a força e eu caí, arranhando o chão embaixo de mim, buscando desesperadamente por ar.

Minha visão estava começando a embaçar, eu estava ficando fraca, estava me esforçando muito.

Até que tudo ficou escuro.


Eu preciso de ajuda.

Estou correndo pela floresta, ele está atrás de mim.

Ele está gritando meu nome, correndo cada vez mais rápido. Minhas pernas ardiam com o esforço.

Ele agarrou meu braço e me virou para ele, começou a falar mas eu não conseguia ouvir nada do que ele dizia, apenas ouvia uma voz baixa sussurrando em minha cabeça

Me matando agora

Me matando agora

Você me ouve sim!

- tire a roupa, querida. Vamos, prometo que vai ser legal. - disse com aquela voz asquerosa.

Socorro...



Eu finalmente pude respirar, sentir o ar em meus pulmões.

O sangue voltando a correr por minhas veias, tentando normalizar minha respiração.

Levantei e me joguei na cama velha e cheia de pó daquele lugar, apagando logo em seguida.

[...]

Acordei e pude me sentir um pouco tonta, olhei onde eu estava e me lembrei de tudo que aconteceu. Pude reparar que na mesinha ao lado da cama tinha um prato de comida e um copo de água, o copo de madeira e o prato também, ele sabia que eu poderia tentar fazer algo com cacos de vidro.

Me sentei na cama e minha visão ficou borrada por um momento, minha garganta ardia muito.

Peguei o copo e bebi um pouco de água, me levantando logo em seguida indo em direção da porta.

Ainda trancada.

Comecei a pensar em uma maneira de sair dali, comecei a olhar para todos os lados procurando alguma coisa para usar  e tentar derrubar a porta.

Pela luz que vinha da pequena janela já era de manhã, ele não devia estar em casa agora.

Comecei a tentar derrubar aquela porta, mas nada adiantou, dez à zero para a porta.

Me sentei na cama cansada, recuperando o fôlego e olhei mais uma vez pelo porão, e tive uma idéia.

Fui até a pequena janela e tentei abrir, mas estava emperrada, comecei a analizar, eu passava ali.

Peguei o copo que antes tinha água e joguei na direção da janela e o vidro quebrou fazendo um barulho alto o suficiente para que pudesse ser ouvido do andar de cima.

Se ele estivesse em casa, viria em poucos segundos ver o que aconteceu.

Mas ele não veio, o que significa que não estava em casa.

Subi na mesinha e pulei a janela, ela dava para os fundos da casa, e atrás da casa, tinha a floresta.

- Harumi? - ouvi a voz dele, droga!

Se você não quer voltar para o porão, corra agora!

Eu corri

Corri o mais rápido que pude e entrei na floresta, os galhos das árvores batiam no meu rosto, mas eu não parei de correr.

Até que naquela floresta escura eu vi uma luz, parei de correr e voltei um pouco, era uma clareira, mas algo me chamou muito mais atenção

Tinha um cisne ali, um cisne negro.

Tentei me aproximar dele, mas quando fui tocar ele sumiu, olhei em volta e não tinha nada, além de uma pena preta no chão.

Abaixei para pegar, mas assim que eu encostei nela eu tive uma lembrança


Um lago, eu podia ver um lago, na beira desse lago tinha um homem, ele estava sem camisa, apenas com uma calça preta.

Ele tinha duas feridas nas costas, dessas feridas saiam algumas penas pretas e em volta do ferimento sua pele estava negra.

Ele se virou para mim e pude ver que seus olhos estavam vermelhos, era assustador.

Mas por que eu não ficava com medo?

Eu não podia ver seu rosto direito, mas ele parecia lindo. Sua pele completamente branca em contraste com seus fios negros.

Ele começou a andar em minha direção, quando estava a menos de um metro de distância me ofereceu sua mão, não pude deixar de notar que as veias de seu braço estavam pretas também.

Peguei em sua mão receosa, e tudo que eu vi foi um clarão em meu rosto, fechei os olhos por conta da luz forte.


Abri meus olhos e eu estava no meu quarto, mas eu ainda segurava a pena preta.

O que está acontecendo?

O despertador tocou e eu desliguei, era de manhã e estava na hora de eu me arrumar para ir pra escola.

Sem entender nada guardei a pena num lugar bem escondido e me arrumei como sempre e sai no mesmo horário de casa.

Cheguei na escola e dei bom dia para o tiozinho que fica no portão e entrei. Fui em direção aos armários para guardar minhas coisas, mas quando eu abri, caiu um monte de penas pretas do mesmo.

Minhas mãos começaram a tremer e eu comecei a ficar nervosa, eu só queria saber o que estava acontecendo comigo.

- hey garota, você está bem? - perguntou uma menina atrás de mim, me virei para ela e acenei com a cabeça, dizendo que sim, mas na verdade eu não estava.

Me virei para o armário de novo e meu Deus, eu estou ficando louca.

As penas sumiram.

Balancei a cabeça negando e guardei as minhas coisas rapidamente fechando o armário com força, trancando o mesmo e saindo dali com passos pesados.

Faltava dez minutos para a aula começar então eu fui para o banheiro, entrei em uma das cabines e comecei a pensar em tudo que aconteceu.

Depois de um tempo ali parada, sai da cabine e me olhei no espelho.

Meus olhos estavam vermelhos

Eles estavam vermelhos iguais aos olhos do homem que eu vi no lago

Pude notar que pequenas penas negras surgiam nas maçãs de meu rosto, assim como no pescoço.

Olhei para as minhas mãos e as pontas dos dedos estavam pretas, as veias negras iguais as do homem.

Dei um passo em falso para trás e acabei caindo, nesse mesmo momento uma garota entrou no banheiro, a mesma que tinha me perguntado se eu estava bem.

Ela me ajudou a levantar.

- tem mesmo certeza de que está bem? - ela perguntou

- tenho, obrigada mas eu tenho que ir. - falei, mas antes de sair, olhei para trás e vi meu reflexo no espelho, eu estava normal.

O sinal tocou e eu fui para a sala.

[...]

Eu estava indo para a escola de balé quando notei que no outro lado da rua tinha um homem me encarando, ele estava todo de preto.

Ignorei isso e balancei a cabeça desviando o olhar, mas quando olhei de novo ele tinha sumido.

Continuei meu caminho como se nada tivesse acontecido.

[...]

Quando eu cheguei na escola eu fui para o vestiário me trocar, hoje eu decidi não passar na cafeteria que eu sempre vou depois da escola, então tive que me trocar ali hoje.

Depois de guardar a outra roupa na mochila, comecei a me alongar como sempre.

Parecia concentrada no que estava fazendo, mas eu estava pensando em tantas coisas.

- você parece pensativa, Harumi. - ouvi uma voz sussurrar em meu ouvido e virei rapidamente, encontrando Taehyung na minha frente.

- pare de surgir do nada Taehyung, me assutou. - falei para ele

- desculpe, gosto da sua reação quando te assusto. - falou debochado e eu dei uma risada mais debochada ainda.

- então você vai gostar bastante de ver minha mão encontrando com o seu rostinho. - falei e fui em direção a saída, se não fosse por uma maldita mão me segurar.

- ei estressadinha, eu estava brincando. - falou e eu me virei.

- desculpe Taehyung, não estou muito bem hoje, está acontecendo muita coisa e isso está me deixando maluca. - disse e olhei para ele.

- me perdoe, prometo não fazer mais, está bem? - falou e me olhou profundamente.

- está perdoado, Taehyung. - falei.

- quer ir naquele restaurante comigo hoje? - perguntou.

- não posso, me desculpe. Ontem cheguei atrasada em casa e meu pai ficou uma fera, então não acho uma boa idéia. - falei para ele que me olhou meio chateado.

- tudo bem então, podemos ir outro dia. - disse e deu um sorriso fofo, que eu correspondi.

Pude notar que ele era bem parecido com o homem do lago, os traços do rosto idênticos, os fios de cabelo pretos eram iguais, mas antes que eu começasse a me aprofundar em meus pensamentos a professora chamou, falando que o ensaio já ia começar.

[...]

Já era a quinta vez que eu repetia o mesmo passo, eu não conseguia acertar e isso estava deixando minha professora um pouco irritada.

- Harumi, vamos! Você consegue.- ouço ela falar. - você está um desastre hoje! - pude ouvir depois. - mais uma vez, ainda não está bom!

Eu repetia o passo várias e várias vezes, eu estava começando a ficar cansada.

- professora, ela parece cansada, deixe ela dar uma pausa. - ouvi Taehyung dizer

- não interfira Taehyung, ela só vai ter uma pausa quando acertar o passo perfeitamente. - disse a professora. - vamos, de novo!

Repeti o passo mais uma vez, fiz errado de novo.

Mais uma vez, droga! Errei.

Mais uma vez, vamos Harumi, vamos!

O que deu em você hoje? É um passo tão fácil, vamos lá, mais uma vez.

Harumi, faça correto ou não vai poder descansar, vamos lá, de novo.

- professora, ela está cansada, por favor deixe ela dar uma pausa. - ouvi ele dizer de novo

- já disse que não Taehyung!- falou brava

Minha respiração estava acelerada e minhas pernas doíam, até que minha visão escureceu e eu caí exausta no chão.

- Harumi! - Taehyung gritou, vindo em minha direção. - ei, não durma, olhe para mim, você consegue me ouvir? Você me ouve sim! Não feche os olhos, preste atenção em mim.- não consegui aguentar e acabei desmaiando.















Notas Finais


Obrigada por lerem, e me avisem se tiver algum erro de português, eu não corrigi antes de postar.

Obs: recomendo vocês verem esse vídeo, é a tradução da música Black Swan, mesmo que você já tenha visto a tradução em outro lugar, pode ser que seja diferente, então vê esse vídeo, porque eu estou usando ele como apoio para criar os capítulos da fanfic e alguns acontecimentos

https://youtu.be/2FGIbsa7p3M


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