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História Black Swan (Yoonkook - ABO) - Capítulo 5


Escrita por: Taehyando_

Capítulo 5 - The Hospital


Bip... Bip... Bip...

Era tudo o que eu escutava ao longe, tão distante que quase não conseguia compreender o que era o som, mas forcei a visão e comecei a enxergar um clarão; de repente as paredes se tornaram brancas e entendi que era um hospital. Não demorou muito para que alguns flashes me ajudassem a juntar as peças e saber que tive uma crise de pânico. Um passado sombrio e marcado de medo que vem à tona sempre que fecho os olhos para dormir e esse constante medo me faz surtar.

Minha vida sempre foi meio sem cor, sem razão de viver. Tudo era horrível, o cheiro da bebida; drogas; as ameaças e as brigas. Pensei em sair de casa inúmeras vezes, mas também não tinha um lugar para ir que ele não fosse me encontrar.

— Yoongi? — Hoseok me chama parado na porta, consigo soltar a respiração, ele tinha visto tudo e provavelmente foi quem me trouxe até aqui.

— Oi... Me desculpe!

— Nem ouse, você não tem culpa de nada. Taehyung me falou que diria algo assim quando acordasse.

— É... Eu não gosto de dar trabalho para ninguém e sei o quanto lidar comigo pode ser bastante problemático. — Murmuro, mas ele não se importa e senta em uma das cadeiras.

— Os caras estão lá fora.

— Quem?

— Policiais... Tive que ficar lá no refeitório, bem longe deles.

— Você já não pagou sua dívida? — ele dá de ombros. 

— Não é como se fossem esquecer que já pratiquei essas coisas no passado e eles não vão confiar em mim, estão trabalhando no seu caso, então, eu não sou alguém que poderia ficar tranquilamente por aqui, ainda que Taehyung esteja te ajudando.

— E ele? 

— Tae está bastante preocupado com a sua situação e também com a questão da segurança. O seu pai tinha assuntos pesados e alguns inimigos, toda a polícia teme. — Acabo ficando um pouco assustado.

— Existe mesmo a possibilidade de virem atrás de mim? O Jeon citou que estou no programa de proteção, mas eu pensei ser um procedimento comum.

— Não, isso só acontece com quem realmente está correndo algum risco e é complicado e imprevisível. Eu imagino que seu pai tenha se envolvido com coisas pesadas demais, talvez você nem tenha conhecimento disso. — fico pensando todas as vezes que ele apareceu com coisas suspeitas em casa, ou quando passava dias sem voltar, como se tivesse fugindo e os amigos estranhos que estavam sempre rodeando realmente pareciam uma péssima espécie de gente.

— Eu não entendo o porquê de virem atrás de mim se nem o que ele fazia eu tinha conhecimento.

— Esses homens não querem saber, apenas gostam de se livrar de tudo. 

— Como sabe tanto disso? — Hoseok riu e se encostou na cadeira.

— A cadeia serve para nos ensinar algumas coisas e eu convivi com gente de todo tipo e muitos crimes. É complicado e um lugar muito assombroso, mas quando sobrevive temos histórias para contar. 

— Posso lhe perguntar...

— Sim?

— Você é um alfa? Eu sinto um aroma em alguns momentos, mas parece fraco... Me desculpe se estou ofendendo.

— Não, eu sou um beta lúpus — fico sem saber o que responder, é um gene muito incomum de se encontrar, já que normalmente os lúpus não se envolvem com betas. — como eu já te disse antes, minha mãe era uma prostituta, acabou engravidando de um alfa lúpus estrangeiro e eu nasci.

— Você nunca foi atrás dele?

— Fui, mas já tinha noção de que boa coisa não era, ninguém iria naquele bordel sem ter algo a esconder. Eu sei apenas que ele foi morto em uma guerra de comando no México, não me importo.

— E eles não vieram atrás de você?

— Não sabem que ele teve um filho, minha mãe nunca tinha falado para nenhum dos alfas quem era, e nenhum deles assumiria um filho beta. Os genes lupinos só se manifestam na juventude então todos pensavam que eu fosse comum até exalar cheiro.

— É um bom cheiro, me acalma. — Logo um fraco aroma de maracujá se espalhou e sorri fraco. Hoseok me parece uma boa pessoa, embora tenha andado em caminhos tortos em algum momento da vida.

A conversa se findou assim que a porta foi aberta; o policial Jeon passou por ela junto a um outro que não conheço, tinha roupas comuns, como se não fosse da polícia e seu cheiro denunciava que era um ômega.

— Olá! — o ômega disse, sua voz suave e gentil. 

— Oi...

— Você deve ser Yoongi, certo? — assinto sem saber muito bem o que dizer. — Eu sou um dos responsáveis pela sua proteção no serviço da polícia. Estarei monitorando pessoas e lugares que possam se tornar uma ameaça. Vim me apresentar diretamente, pois não me sinto confortável trabalhando no escuro e o seu caso não tem nenhum tipo de restrição.

— Hm... 

— Não sabia que agora estava fazendo campo, Park. — Hoseok se manifestou e o tal ômega riu.

— Eu não podia recusar a oportunidade de trabalhar nesta equipe.

— Senhor Min, apenas apareci aqui para te informar que alguns trâmites já estão sendo feitos para a preservação da sua vida e também encontramos diversas coisas na sua casa, precisamos que averigue e nos ajude a concluir o caso  — a voz do alfa Jeon parecem como lâminas cortantes. Me sinto mal com a forma que ele se dirige a mim. — desejo também melhoras, não é fácil lidar com a situação e espero que essas crises não tornem a ocorrer.

— Obrigado...

— Não por isso, é o meu trabalho. — eu não tinha reparado antes o quanto Jeon é um alfa bonito e cheiroso, apesar de sua aparência extremamente fria, ele ainda tem um pouco de preocupação. Ele parece esconder seus sentimentos e dores fazendo sua personalidade se esconder atrás de uma farda, mas julgar sua vida não é um problema meu. Eu preciso apenas me manter seguro para que ninguém se machuque.

Ele e o outro policial saíram da sala e senti um enorme peso saindo das costas. Hoseok ficou encarando o nada, mas não pareceu disposto a responder nada então olho para a janela e avisto o brilho do sol, o dia claro e bonito, embora eu não me sinta assim, talvez essa luz possa curar um dia.



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