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História Black Truth - tradução - Capítulo 1


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Notas do Autor


Draco seguiu a linha prateada adormecida do sangue Veriae pelo mapa até parar em outro nome: Lucius Sergius Malfoy (casado com Narcissa Malfoy). O segundo com sangue Veriae dominante na família. O pai de Draco. E, com a respiração suspensa, Draco traçou a linha prateada para mais um passo na árvore genealógica.

Draco Lucius Malfoy...

O terceiro com sangue Veriae dominante na família Malfoy...
... E companheiro de Harry Potter.

⚠️ ATENÇÃO ⚠️
Essa história não é minha, ela foi escrita em inglês no FanFiction.Net pela autora InferiorBeing e traduzida por FujoMadness no Wattpad. Como a história ficou um pouco confusa para entender no PT-Br, estou "retraduzindo" para as drarry shippers aqui do Brasil.

Todos os direitos da história estão reservados para a autora original dela, a InferiorBeing

Link da história original: https://m.fanfiction.net/s/1837793/1/Black-Truth

Capítulo 1 - Capítulo 1 - Herança de Família


Draco nunca gostou muito de quebra-cabeças. 

(Especialmente os bruxos, nos quais a imagem se move mesmo quando as peças estão separadas.É muito perturbador segurar uma peça com a mão que está se movendo enquanto você está com a cabeça em outro lugar, completamente inconsciente do que a sua mão está fazendo.)

Mas, quando ele olhou para o seu dever de casa de Adivinhação para o fim de semana, foi como olhar para a última peça do quebra-cabeça daquele personagem de Jogos Mortais, O Jigsaw. O tipo de enigma em que a imagem é concluída quando você a coloca com as outras peças e você pode sentar e admirar seu trabalho. 

E, Draco estava admirando este trabalho. Afinal era sobre ele. (E, muitas vezes, não há nada mais importante que ele).

Agora, o que há de tão especial sobre este trabalho de Adivinhação? Nada grande, na verdade. 

Durante as aulas, o assunto era linhagem da família e iriam estudar como isso afeta o seu futuro. No momento, ele estavam praticando o feitiço que mostraria suas árvores genealógicas. Para ser mais preciso, quais feitiços mostrariam as informações necessárias para começarem o assunto novo. 

O primeiro feitiço era simples e faria com que um esboço básico da árvore genealógica aparecesse no pergaminho. Quanto maior o pergaminho, mais do passado a árvore mostraria (a de Draco ia até o seu sexto tataravô). E, olhando para esta árvore, ele encontrou a resposta de algo que o incomodava desde... Bem, desde que ele completou quinze anos e acordou com ele e sua cama cobertos por penas pretas. 

Isso desencadeou uma memória dele sobre o seu pai: quando Draco tinha cinco anos, ele encontrou uma pena preta semelhante as do seu quarto na cama de seu pai e Lucius havia ficado... Extremamente irritado com os Elfos Domésticos por não terem encontrado aquilo antes de seu filho. Draco nunca soube o motivo de tanta raiva, mas aquela era a primeira peça do seu quebra-cabeça.

A segunda peça veio do seu padrinho como um presente de Natal. Todos esperavam (bem, todos que não achavam que ele se tornaria um Comensal da Morte: que eram ele, Snape e seu pai) que Draco seguiria os passos do Professor Snape por causa da sua habilidade em porções, e Draco não era contrário a esse tipo de futuro. Seu padrinho sabia disso e enviou para ele um livro bem grande sobre as mais raras poções que podem ser feitas e seus propósitos. Isso pegou Draco de surpresa, já que várias daquelas poções eram sobre como lidar com problemas causados por ter sangue de criaturas mágicas nas veias. Este parecia ser um problema maior para famílias bruxas que haviam sido ou ainda eram de sangue-puro. Draco achou muito irônico que, em tempos mais antigos, era considerado mais ouro acasalar com uma criatura mágica do que com um sangue ruim... Isso fazia um tipo de sentido bizarro, ele imaginou... Apesar de algumas das combinações serem doentias. 

Então, a terceira peça veio quando Draco leu sobre uma poção para verificar se seu filho havia nascido com sangue dominante de Veriae. Draco não sabia o que era um Veriae, então ele foi perguntar ao seu mentor e padrinho Severus Snape. Na hora ele pensou que a pele de Snape havia ficado mais pálida quando ele fez a pergunta, e agora ele entendia o porquê. Mas, na hora, o professor havia lhe dado uma permissão para acessar a Sessão Restrita da biblioteca e pegar emprestado um dos poucos livros sobre Veriae. Era tão antigo que foi escrito em Latim e, obviamente, por alguém sangue puro. E, felizmente havia uma tradução.  Draco lembrava como seu sangue esfriou enquanto lia a introdução e como a duvida apareceu em sua cabeça. 

Veriae: 

Mais conhecido em lendas como Atra Veritas, ou Verdade Negra, povoava amplamente áreas da Europa e América do Norte. Essas criaturas pareciam e agiam como bruxos ou sangue-ruins. Na verdade, essas criaturas tinham a mesma estrutura genética de bruxos, exceto por uma diferença: suas asas. Veriae têm sido conhecidos por brotarem belas asas com penas negras quando muito felizes ou muito zangados. As penas macias das asas aparecem quando felizes, e as afiadas como lâminas quando zangados. Os Veriae são parecidos com as Fênix no sentido de também passarem por um processo de renascimento, que ocorre uma vez ao mês. Ao invés de arderem em em cinzas, as asas dos Veriae desintegram e brotam numa cascata de penas. Quando as penas das asas antigas tiverem caído, novas asas brotarão (na maior parte das vezes durante o amanhecer do dia seguinte). Por causa desse renascimento mensal, Veriae envelhecem até aparentarem em torno de 30 anos, então pararam de envelhecer ou o farão muito lentamente. Apesar disso, sua expectativa de vida tende a ser apenas mais ou menos v20 anos em comparação com um bruxo normal. 

Veriae que passam pelo Aspectus tendem a não viver em matilha, embora indivíduos possam ser encontrados juntos e desenvolverem um sistema de matilha entre famílias ou grupos individuais. O Veriae "líder da matilha" é chamado de Tutor e pode ser procurado para orientação por outro Veriae do grupo. 

Alma Gêmea Veriae é um surpreendente processo do chamado Aspectus, onde a cor dos olhos do Veriae muda para uma mistura de para e ouro. Nesta condição o Veriae pode ver a aura de cada ser e cada planta a sua volta, incluindo ele mesmo. O Veriae irá procurar a aura que é idêntica a sua e, se seu companheiro o aceita, eles se unem por toda a vida. Se não, é provável que o Veriae se mate dentro de 24 horas. Existem casos nos quais um Veriae pode viver sem o seu companheiro caso o companheiro morra antes do acasalamento ou no parto, mas quase nunca no caso de recusa absoluta do companheiro. 

E o livro continua sobre as tradições Veriae com os companheiros, o parto e outras coisas que Draco não tinha interesse em aprender. Mas, a ideia que ele talvez tivesse sangue Veriae em sua árvore genealógica estava presa em sua cabeça agora. E aqui estava: a peça final apareceu na forma de seu tata tata tata tataravô Catalina Malfoy (casado com Aurelia Malfoy).  Um Veriae dominante, como mostrou o segundo feitiço. Este feitiço traçava através da árvore genealógica, mostrando o que era dominante na pessoa e o que não era. Draco seguiu a linha prateada adormecida do sangue Veriae pelo mapa até parar em outro nome: Lucius Sergius Malfoy (casado com Narcissa Malfoy). O segundo com sangue Veriae dominante na família. O pai de Draco. E, com a respiração suspensa, Draco traçou a linha prateada para mais um passo na árvore genealógica. 

Draco Lucius Malfoy...

 O terceiro com sangue Veriae dominante na família Malfoy.

E, com essa constatação, Draco sentiu muitas outras peças que ele nunca soube que estavam neste quebra-cabeça em particular se encaixarem. 

Como ele sempre admirou seu pai, muito mais do que seus colegas de dormitório que estavam reclamando dos seus genitores. Como ele foi esmagado com a notícia que seu pai foi preso, e não pelo fato de que sua mãe não se importava com ele. Como ele praticamente gargalhou quando, por causa da prisão de seu pai, a fortuna Malfoy havia ido para ele e não para sua mãe. Como ele não se importou que sua mãe tivesse saído da mansão com raiva, ele ficou triste apenas porque seu pai não estava lá para assistir a cena... Afinal, tinha sido muito engraçado. Obviamente o seu pai era seu Tutor. 

Mas, a questão do companheiro... Draco não gostou disso. Outra coisa óbvia era que sua mãe não era a companheira do seu pai, então era óbvio que ela havia morrido... E, Draco tinha um palpite de como isso aconteceu e ele começava com a letra "V". O que chateava Draco era toda a questão do "suicídio caso seu companheiro não goste de você". Não, isso não combinava com Draco. Então, diante a ausência de seu pai, ele foi para sua próxima melhor pessoa: seu padrinho. 

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Meia hora depois de Draco ter ido bater em sua porta, Snape se encontrava no escritório de Dumbledore tomando o café mais forte que poderia ser oferecido. O outro bruxo esperou pacientemente que ele contasse porque chamava o diretor às 3 da manhã parecendo que tinha recebido um sinal de que o apocalipse estava chegando. 

— É sobre Draco.— Snape disse finalmente.E Dumbledore sabia que a fachada externa de bastardo de Severus logo cairia para revelar o padrinho preocupado por baixo daquilo tudo. Um lado que só ele mesmo, Draco e talvez Lucius já tinham visto.  — Ele veio me trazer a sua atividade de Adivinhação. Você sabe, aquela sobre árvores genealógicas...

— ...E ele descobriu como é parecido com o pai.— Dumbledore terminou em silêncio. 

— Sim.

Dumbledore ficou em silêncio por um momento. — Bem, eu nunca imaginei que Hogwarts fosse abençoada por ter dois Veriae andando por estes corredores. Especialmente nos dias de hoje.

— Mas, e sobre Draco? Isso só se tornará cada vez mais difícil para ele. 

— Sim, ele vai precisar ter o quart, isolado do dormitório dos outros estudantes para que não encontrem suas penas. —Dumbledore acariciou as penas brilhantes de Fawkes enquanto pensava. 

— Este não é nem metade do problema, diretor. E você sabe disso. E Lucius? Draco não será capaz de sobreviver sem um Tutor, especialmente durante o Aspectus. E eu duvido que Lucius tenha explicado para ele como se controlar quando suas asas aparecem para além daquilo de "Os Malfoys não demonstram emoção" que a família inteira deve ter como lema ou algo assim. 

— Eu sei que ele não pode fazer isso de Askaban, Severus. Mas não há muitas normas que eu possa contornar. Lucius Malfoy foi um dos Comensais da Morte encontrados no Departamento de Mistérios. Ninguém do Ministério ficará feliz em deixá-lo sair. 

Snape sorriu lentamente. — Mas a Marca Negra de Lucius já deve ter desaparecido.

— Do que você está falando, Severus? —Dumbledore perguntou bruscamente.

— Lucius é um Veriae. Apenas seu companheiro poderia marcá-lo. E ele nunca fez, já que Lucius passou pelo Aspectus mais tarde do que a maioria dos Veriae. O Lord das Trevas matou seu companheiro, portanto ninguém pode marcar Lucius... Nem mesmo Voldemort. A Marca Negra que os outros Comensais veem é um feitiço complexo que Lucius lança em seu braço para dar uma aparência de que ele é marcado. Ele desaparece depois de alguns meses, mais ou menos. 

— Mas continua não soando bem para minha consciência, Severus, libertar de Askaban um Comensal. 

— Dê-lhe um ultimato, então. —Snape sugeriu. — Eu acho que você vai descobrir que, dando a escolha, Lucius escolheria o seu filho ao invés do Lord das Trevas. 

— Como você pode ter certeza, Severus?

— Não viu Lucius depois do nascimento de Draco. Lucius havia seguido o Lord das Trevas porque, como todos de sua espécie, ele precisava de um Tutor. Não era a situação perfeita, já que Lord Voldemort não é um Veriae, mas Lucius resignou-se a isso. Então, quando Draco nasceu...

— ...Lucius tornou-se o Tutor.

— Exatamente. Seu sangue não permitirá que ele deixe seu filho sem um Tutor. 

Dumbledore assentiu. — Peça a Draco que escreva para ele, e eu verei o que posso fazer para ter outra audiência para Lucius. 

Snape assentiu, recolocando a máscara de bastardo e então o mestre de Poções deixou o escritório do diretor, com suas vestes negras esvoaçando atrás dele.

Fawkes parecia olhar Dumbledore de forma questionadora, o diretor suspirou. — Sim, Fawkes. Eu sei que estou trabalhando para libertar Lucius mesmo ele tendo se tornado um Comensal da Morte. —Ele olhou para o pássaro. —Você pode sentir auras, não é? Estou quase certo de quem será o companheiro de Draco. 

Fawkes deixou um som agudo, a mesma coleção de notas que ele usava sempre que Dumbledore falava com o pássaro sobre o "Garoto de Ouro da Grifinória", e Dumbledore acenou. 

— Sim, Fawkes. Harry Potter.

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Abrigado em segurança no dormitório da Grifinória, Harry Potter atirou-se na cama preso nas garras de um pesadelo. 

Sangue. Havia sangue por toda parte. Sangue que ele havia ajudado a derramar. 

Sim, tudo isso deve ter sido culpa dele. 

Sirius, sua mãe, seu pai e incontáveis outros que haviam sido mortos durante os ataques de verão que os Comensais da Morte tinham feito enquanto ele estava escondido na Rua dos Alfeneiros. Ele só descobriu tudo quando voltou para a escola, e agora, três semanas depois, isso ainda o assombrava.

A escuridão parecia cercá-lo, mas esta era uma escuridão diferente. Não era aquela de ódio que estava cheia de sangue... Era quase que uma escuridão reconfortante, que parecia feita de... Penas? Penas de seda. Asas.

Dois braços o cercavam enquanto as asas negras pareciam embalar seu corpo. 

— Não se desespere, Harry. —Uma voz sussurrou. —Não se desespere. 

E Harry dormiu em paz.

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— Ei, Malfoy!

Os olhos desdenhosos mudaram de onde eles estavam contemplando a parede da cela para o bruxo que estava do outro lado da porta trancada que era a cela. 

— Você recebeu uma carta. —Então o guarda murmurou baixinho. — Embora o porquê de alguém estar enviando uma carta a esta hora esteja fora do meu alcance.

O guarda foi sacudido de seu devaneio quando a carta foi arrancada de sua mão e o habitante da cela voltou para o local onde estava anteriormente. Murmurando inaudivelmente sobre os modos dos prisioneiros e idiotas que enviam cartas às 5 da manhã, o guarda fez seu caminho de volta ao seu posto de onde ele havia sido tirado de seu estupor por uma coruja apenas alguns minutos antes.

Lucius olhou para a carta um pouco antes de abri-la. Draco tinha escrito a carta. Seus olhos corriam pelo pergaminho e uma emoção que nunca havia sido vista pelo mundo apareceu em seus olhos. Enquanto a lia, Lucius sorriu. Draco sabia. Seu orgulho, seu filho, estava prestes a entender a verdade sobre o caminho que ele mesmo já havia percorrido. Lucius sentiu uma pequena pontada de arrependimento por não poder ajudar seu filho a se acostumar com essa vida... Até ler o último parágrafo. O Malfoy mais velho sorriu nas sobras e, uma vez, permitiu que suas emoções passassem. Bonitas asas que brilhavam sob a luz da lua corriam pela cela, irrompiam de suas costas e flutuavam como se estivessem felizes por seu dono estar feliz. 

O suave ruído das penas encheu a cela enquanto as asas se esticavam tocando o teto. Lucius olhou pensativo para suas asas. Algum dia as asas de Draco seriam deste tamanho, duas vezes o comprimento de um homem adulto e poderosas o suficiente para sustentar seu filho em um vôo ou em batalha, se necessário. Por curiosidade, Lucius enrolou a manga de seu manto e olhou para a pele pálida de seu braço. Nenhuma mancha, nem mesmo um resquício da Marca Negra podia ser visto. 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


⚠️ ATENÇÃO ⚠️
Essa história não é minha, ela foi escrita em inglês no FanFiction.Net pela autora InferiorBeing e traduzida por FujoMadness no Wattpad. Como a história ficou um pouco confusa para entender no PT-Br, estou "retraduzindo" para as drarry shippers aqui do Brasil.

Todos os direitos da história estão reservados para a autora original dela, a InferiorBeing

Link da história original: https://m.fanfiction.net/s/1837793/1/Black-Truth


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