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História Black Truth - tradução - Capítulo 3


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Capítulo 3 - Capítulo 3 - Relutância Mútua


— Precisa de alguma coisa? —Snape perguntou quando Lucius colocou Draco nos lençóis verde e prata.

— Uma garrafa de vinho do Porto cairia bem. —Lucius comentou.

Snape revirou os olhos. — Eu quis dizer para Draco, não para você.

— Então nada. Draco estará bem em breve. Ele não está machucado, afinal, seu corpo está apenas se ajustando.

—Tudo bem então. —E o Mestre de Poções  assentiu se retirando do cômodo e deixando os dois Malfoys em paz.

Lucius olhou ao redor. O local era apenas uma cópia do dormitório da Sonserina, exceto por existir apenas uma cama ao invés de várias. Também havia uma lareira para aquecer o quarto (pois continuavam nas masmorras) e uma pequena mesa para estudos. O baú de Draco estava aberto aos pés da cama e Lucius podia ver uma pilha de pergaminhos dentro dele.

Depois de alguns minutos de reflexão, Lucius transfigurou um dos lençóis em uma garrafa de vinho do Porto e outro em um cálice como os de sua mansão. Ele olhou para as chamas da lareira, que também eram verde e prata, enquanto bebia o vinho. A sala estava muito silenciosa, exceto o crepitar do fogo, e a mente de Lucius voltou facilmente para quando ele passou pelo seu primeiro Aspectus.

Nunca esqueceria daquele dia. Ele estava de muito mau humor porque sentiu uma dor de cabeça aguda na parte de trás da cabeça durante todo o dia, o que fez com que ele preferisse pular o jantar para se recolher no silêncio de seu dormitório. Seu Aspectus não ocorreu até ele adormecer, e ele se lembrava vividamente de ter acordado com seu dormitório brilhando em diferentes tons de verde na hora mais escura da noite. Isso acabou logo depois, então ele não tinha visto a aura correspondente de seu companheiro de vida até que alguns meses tinham se passado. Ele se perguntava se Draco, por acaso, viu uma aura que combinava com a dele. Era possível, porém bastante improvável.

Então, Lucius foi trazido de seus devaneios por um alegre "Pai!", e ele se virou para ver Draco levantando entusiasmado.

— Como está se sentindo? —Lucius perguntou, indo para a lateral da cama. 

—Tudo bem. Todo aquele brilho parou.

— Sim, imagino que sim. Ele voltará em alguns dias, por um período maior de tempo a cada vez. 

Draco parecia inseguro. — A dor de cabeça vai voltar também?

— Não.

— Oh. Então tudo bem.

Lucius parou por um momento, olhando para o filho. —Draco, você viu alguém com uma aura igual a sua?

— Não tive tempo de olhar nem a minha. —Draco afirmou inexpressivamente.

— Qual era a cor quando você perdeu a consciência?

— Preto.

— Apenas preto?

Draco pensou. — Sim. Preto, quase como ébano.

— Então essa é sua aura.

Draco pensou novamente. Lembrou-se de ter visto alguém com uma aura negra... Mas nenhum detalhe veio à mente. — Não lembro de ninguém com minha aura.

— Uma pena.

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Harry negou o sorvete de limão oferecido quando se sentou em uma cadeira macia em frente à mesa de Dumbledore. O diretor ficou quieto por um momento, como se escolhesse cuidadosamente as palavras corretas para começar.

— Há muitas coisas que precisamos discutir, Harry.

— Por que o Sr. Malfoy está aqui?

—  Não é pelo motivo que você está pensando, Harry, tenho certeza. Ele está aqui apenas por razões familiares.

— Mas ele é um Comensal da Morte-

— Não há marca negra

Harry parou sua explosão. — Então ele removeu...

— Harry, você não pode simplesmente 'remover' a Marca Negra. Acredite, Severus tentou uma dúzia de vezes e nada funciona. A razão pela qual Lucius Malfoy não tem uma Marca Negra é porque não havia uma lá para começar.

— Como. —Era uma afirmação, não uma pergunta, e Dumbledore foi forçado a chegar a uma encruzilhada.

— Essa é uma informação que não pode sair desta sala, Harry. Porém, muitas vezes você não teve informações suficientes, talvez injustamente, então agora vou confiar que você manterá isso em segredo. Fale o que sabe apenas quando souber é a hora certa. —Dumbledore olhou para Harry, como se o obrigasse a pensar sobre esta última afirmação. Harry assentiu.

— Muitas vezes nesta escola, o assunto de bruxos de sangue puro foi divulgado. Lucius e Draco Malfoy são magos de sangue puro, mas não de sangue unicamente bruxo.

Harry piscou.

— Eles pertencem a um grupo chamado Veriae, conhecido nos livros didáticos como Atra Veritas, ou traduzido como "Verdade Negra ". Você pode pensar neles como bruxos, pois na verdade são, mas feiticeiros que são mais prejudicados ao portar uma varinha do que estando sem uma. Eles confiam na magia que lhes é concedida por seu renascimento todos os meses e por suas asas, asas que você já viu. 

Harry assentiu, lembrando as grandes asas negras que brotaram das costas de Lucius.

— Essas asas têm duas formas, a forma afiada que aparece quando os Veriae estão com raiva ou ameaçados, e a forma sedosa quando estão felizes ou satisfeitos. Essas asas passam por um renascimento uma vez por mês, tal qual o renascimento de uma Fênix. A partir dessas asas, os Veriae estão em sintonia com a magia que cerca o mundo e invocam essa magia de suas asas ao vez de a invocarem a partir de um núcleo de varinha. Mas, além disso, a razão pela qual Lucius está aqui é porque Draco precisa da orientação de um de sua espécie durante esta fase em que ele entrou chamada Aspectus.

— O que acontece nessa época?

— Não é da minha conta lhe contar Harry. É do Draco. Você terá que pedir à ele detalhes sobre o assunto.

Harry fez uma careta. É verdade, ele pensou.

— Voltando ao assunto de Lucius, que eu tenho certeza que ainda o está irritando. Lucius Malfoy deixou de ser um Comensal da Morte desde ontem. Isso também tem a ver com sua linhagem Veriae, mas os detalhes não são importantes. Saiba que não há ameaça levando em consideração o seu antigo histórico de Comensal da Morte. Agora, Harry, acredito que você queria conversar comigo sobre algo que não fosse a súbita aparição de Lucius Malfoy. 

— Sim. Bem, Hermione, Ron e eu queríamos conversar com o senhor sobre a Armada.

— Você quer que eu permitiria, ou mesmo encoraje, que vocês continuem?

— Sim.

Dumbledore pensou por um momento. — Não vejo razão para que isso seja um problema, desde que todos os compromissos escolares sejam cumpridos, como a lição de casa.

Harry sorriu com isso. Todos na AD ficariam felizes em ouvir a notícia, eles realmente não gostariam de seguir a ideia de realizar reuniões pelas costas de Dumbledore novamente.

— Mas tenho um pedido, quero que permita que outro aluno se junte a vocês. Você não precisa estender o convite; falarei com ele sobre isso. E ele pode não optar por participar de qualquer maneira, mas peço que você estenda a opção. 

O cérebro de Harry clicou e ele suspeitava que sabia de qual aluno Dumbledore estava falando. — Você quer dizer Malfoy?

— Sim, eu estava me referindo a Draco. Ele precisa se acostumar a não usar uma varinha, pois isso apenas o atrapalhará nas próximas batalhas.

Harry assentiu, pensando que não havia problema em 'estender o convite', como Dumbledore disse, porque não havia como Draco Malfoy aceitar participar das reuniões da AD.

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— Então, Lucius Malfoy era um espião? —Hermione perguntou.

— Não. Ele está mais para um Comensal aposentado, agora. —Harry murmurou.

— Maluquice. A coisa toda é maluquice. —Ron murmurou, e Harry pensou em particular "Ron, você não tem ideia."

— Então, o que ele disse sobre a Armada? —Hermione perguntou, para mudar de assunto.

— Ele disse que poderíamos continuar desde que todos os "compromissos escolares" fossem respeitados ou algo assim".

— Em outras palavras: dever de casa. —Ron esclareceu.

— Certo. Ele também pediu que adicionássemos outro... membro. Um que pode ou não aparecer.

— Quem é esse? —Ron perguntou.

— É Draco Malfoy, não é? —Hermione perguntou e Ron olhou para ela como se ela estivesse louca.

— Não pode ser a doninha, Hermione. —Ron parou o olhar no rosto de Harry. — É Malfoy? Você não disse sim, disse?

— Ele provavelmente não virá. —Harry murmurou.

— Você está absolutamente certo. —Hermione concordou, olhando na direção de Ron. — Ele não virá.

— Mas... e se ele vier? —Ron perguntou. — Então teremos que agir ...

— Não se estivermos duelando com ele. —Harry disse, e Ron percebeu o que Harry estava sugerindo.

— Eu gosto dessa ideia, Harry.

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Draco Malfoy voltou às aulas no dia seguinte, olhando por todo o local como se não tivesse apagado, desmaiado ou caído graciosamente no jantar da noite anterior. De fato, o próprio Draco Malfoy não conseguia se lembrar muito da parte em que apagou, então ele ignorou quaisquer perguntas sobre sua saúde (junto com perguntas sobre por que ele não estava na ala hospitalar). Tudo estava acontecendo como num dia normal de aula, então quando Ron Weasley passou por ele depois do almoço, Draco não estava esperando uma competição de gritos.

Para Ron Weasley, o dia não estava indo tão bem. Parecia ser um daqueles dias em que nada deu certo e tudo o que poderia dar errado deu muito errado. Ron acreditava que se ele estivesse em Poções (onde felizmente não estava), seu caldeirão teria derretido sobre ele, apenas para piorar o dia. E seus amigos também não estavam ajudando, pois Hermione parecia nunca ter tido um dia ruim e, portanto, não era reconfortante, e Harry parecia preocupado em temer que sua próxima aula de Poções se encarregasse de tornar seu dia tão ruim quanto o de Ron. Então, quando ele encontrou Malfoy saindo do Salão Principal depois do almoço e a doninha teve a audácia de "encarar para onde estava indo" Ron despejou tudo.

— Eu tenho certeza que todos nós vamos ter que observar o que fazemos ao seu redor agora Malfoy, não queremos que você desmaie novamente. —Ele falou com malícia.

— Cale a boca, pobretão, ou você pode ser nocauteado.

— Oh, ótimo retorno. Você trabalhou bastante com o papai no seu tempo livre, porque agora eu aposto que ele tem muito tempo para gastar com você. E, todo mundo sabe que os Comensais da Morte sempre têm os melhores ensinamentos, não é?

Harry engoliu em seco quando sentiu a raiva começou a irradiar de Draco, mas ninguém além dele pareceu notar. — Ron, essa pode não ser o melhor...  —ele começou em um sussurro baixo.

— NUNCA fale do meu pai desta maneira! —Draco gritou. Um pequeno som de algo rasgado foi ouvido e Ron recuou quando duas asas negras de penas afiadas brotaram das costas de Draco.

— O que-

— DRACO! Acalme-se neste instante! —Snape apareceu ao lado do afilhado.

— Não até ele retirar o que disse sobre meu pai! —Draco sibilou, suas asas estalando furiosamente, enquanto uma pena se solta e cai no chão.

Snape revirou os olhos. — Weasley, peça desculpas. Vinte pontos a menos para Grifinória por antagonizar outro aluno.

Enquanto Ron murmurava um pedido de desculpas completamente falso, Harry se virou para Hermione e sussurrou. — Quando tiver algum tempo, procure Veriae na biblioteca, sim?

A garota assentiu, ainda olhando para as asas negras e o talho na pedra que uma pena solitária esculpira no chão.



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