1. Spirit Fanfics >
  2. Black Water >
  3. Eu preciso aceitar que não dá mais

História Black Water - Capítulo 46


Escrita por:


Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 46 - Eu preciso aceitar que não dá mais


46 —  Eu preciso aceitar que não dá mais

Harry Pov

Amanhã.

Eu tinha menos de 24 horas para estar pronto.

Amanhã eu teria que enfrentar a ultima prova do Torneio, e sinceramente, ainda não tinha conseguido lidar com esse impacto.

Era forte demais.

Confuso demais.

Pesado demais.

Eu me dei o direito de não ir a nenhuma aula, e horas depois, descobri que os outros campeões também haviam sido dispensados, porque os professores chegaram a conclusão de que precisávamos descansar.

Então eu passei o dia inteiro dentro do dormitório, apenas alimentando minhas paranoias terríveis sobre diversas formas de acabar morto dentro daquele inferno de labirinto.

É engraçado, porque em algum ponto, ouvir secretamente as conversas de Draco com seus amigos havia me feito sentir calma e paz.

Mas com a proximidade da prova, tudo isso tinha ido embora, e eu estava puro pânico e terror.

E esses sentimentos apenas me deixavam ainda mais confuso, porque agora, eu verdadeiramente... Queria Draco.

Como um surto, daqueles que vem de uma hora para a outra, onde você não sabe o que quer, embora sinta a tentação de ceder para a opção mais confortável.

Havia enterrado no fundo do meu coração toda a mágoa, porque o mais importante agora era o Torneio, e Merlin, eu faria qualquer coisa para ter um abraço dele nesse momento.

Sentia que era a única coisa capaz de fazer meu coração volta a bater normalmente.

Um abraço apertado de Draco, e uma foda violenta por toda a noite, como em uma daquelas vezes que ele me deixava andando torto por dias consecutivos.

E é por isso que eu me proibi de sair do dormitório.

Não queria me deixar ceder.

Eu não podia.

Eu queria muito.

Mas não podia me permitir ir atrás de Draco só porque estava em pânico e terrivelmente excitado.

Me ergui da cama, quase cedendo ao impulso de ir até a porta, mas voltei a respirar fundo, passando os dedos pelos meus cabelos molhados, por recentemente ter saído do banho.

O terceiro do dia, porque por breves instantes a sensação da água quente me acalmava.

Mas isso só até eu me lembrar de todas as vezes que tomei banho com ele, e reviver a sensação de seu toque não ajudava em nada.

Maneei a cabeça em negação, tentando parar de pensar sobre isso.

Não.

Eu não podia, de maneira alguma, me deixar levar.

A escola inteira, o mundo bruxo, nossas famílias...

Todos sabiam do que tinha acontecido. Que ele havia me colocado naquilo.

Eu não podia me deixar levar pelo desespero.

Não importando o quanto eu sentisse meu coração apertado, porque agora, tão perto do dia da prova, eu não conseguia tirar da cabeça que ia morrer.

Já tinha enviado cartas para meus pais e padrinhos, dizendo que os amava, porque sinceramente, achava que tudo iria dar errado.

—  Ok, já chega —  Ronald falou, fechando a revista de quadrinhos que estava lendo, e se levantou da própria cama —  Senta ai —  Indicou a bagunça em meu colchão, e eu obedeci, confuso pela expressão dele, que se aproximou para sentar na minha frente —  Fala.

—  O que?

—  Anda, Harry. Fale de uma vez! Você está pirando, dando voltas pelo dormitório! Qual o problema?

—  A prova mortal que eu vou fazer amanhã??? —  Bradei exasperado, e ele revirou os olhos.

—  Harry, em nenhuma das provas você ficou desse jeito. Nem quando soube do dragão, na primeira. E cara, era um dragão! —  Exclamou com um longo suspiro —  O que está acontecendo?

—  Eu só estou nervoso —  Murmurei, ainda sem conseguir focar os olhos nele.

—  É sobre Draco, não é? —  Questionou, e eu mordi o lábio inferior —  Olha, eu sei que Mione me proibiu de falar sobre isso com você, mas... as vezes eu sinto que você precisa falar sobre isso.

—  Não tem o que falar sobre isso, Ron —  Rebati, me virando para ele.

—  Mesmo se eu te disser que todos os dias ele me procura e me obriga a narrar absolutamente tudo o que vem acontecendo?

—  O... que? —  Questionei surpreso, e ele suspirou.

—  Desde o dia que terminou com ele, Draco me procura de noite, quando estou fazendo a ronda. E me faz falar tudo. Se você está se alimentando, se dorme bem, como se sente, se precisa de alguma coisa... Tudo.

—  Porque você não me disse?

—  Hermione acha que eu não devia dizer. Você sabe, Mione quer te proteger. Ela realmente está decepcionada com Draco... E um pouco com ela mesma. Por não ter desconfiado, e por sempre ter te apoiado a ficar com ele. Ela acha que falar sobre o assunto vai te magoar, ou qualquer coisa do tipo, mas fingir que nada aconteceu não está resolvendo!

Diante da expressão dele, e de toda a aflição que sentia, eu apenas me deixei levar.

E contei tudo o que tinha acontecido nos últimos dias.

Sobre todas as vezes que fui até o banheiro da murta apenas para ficar olhando ele, e sobre as conversas que ouvi do estranho grupo de amigos de Draco.

Ron não me interrompeu nenhuma vez, muito diferente do que eu esperava.

Ele não reclamou, nem disse que era mentira. Não discordou, e nem me fez parecer um idiota, o que era realmente estranho, ainda mais vindo de Ron.

—  Eu... sei que tudo isso não justifica...

—  Harry, você sabe que o que ele fez foi ruim, não sabe? —  Me interrompeu, e eu assenti.

—  Sei, mas...

—  E sabe que ele devia ter te contato desde o início?

—  Sim, Ron...

—  E entende que, por mais que ele realmente demonstre estar arrependido, e tenha todas essas explicações, isso ainda não altera o que ele fez?

—  Sim, Ron. Eu sei, eu sei de tudo isso! —  Desabafei com um longo suspiro —  Eu sei e entendo as coisas que aconteceram. E não vou dizer que não continuo triste com isso, porque eu queria que ele houvesse me dito antes.

—  E mesmo sabendo de tudo isso...

—  Eu... não sei —  Desviei os olhos da direção dele, sem conseguir pensar no que deveria dizer —  Eu não sei! Eu sinto falta dele o tempo inteiro, e estou pirando por causa dessa porcaria de torneio. Mesmo estando chateado com ele... E mesmo sabendo que... Merlin, as pessoas todas sabem desse drama, vocês, a escola meus pais... Todo mundo sabe dessa confusão, e eu...

—  E?

—  O que quer dizer? —  Falei, sem entender a questão.

—  Harry, qual é o problema? Essa coisa é um problema seu com ele. O que eu, Mione, seus pais, os outros... O que essas pessoas tem a ver com isso?

—  Ron...

—  Não, me escuta, Harry —  Pediu, agora muito sério ao tocar meu ombro, e eu ergui os olhos para ele —  Se por alguma razão você está preocupado sobre as outras pessoas, você não deveria. Porque depois que você estuda com essa gente, que convive com ela, que conversa, e as vê... No fim do dia, é você. Você toma suas decisões e você sabe o que é melhor para você mesmo. Porque deveria importar para todo mundo, se é apenas você que lida com as consequências das escolhas que toma? Se você quer ter ele de volta ou não, isso não deveria ser da conta de ninguém.

—  Mas Hermione...

—  Harry, estou falando sério —  Sua voz não o deixava mentir —  No começo, quando soube desse relacionamento maluco, eu julguei você. Fui horrível, um péssimo amigo, e ainda assim você venceu a escola, enfrentou tudo de cabeça erguida. Se de alguma forma você precisar enfrentar qualquer coisa de novo, eu não vou sair do seu lado. Não quero ser um amigo ruim outra vez, porque sinceramente, acho que estourei a minha cota.

—  É só que... Ele fez algo ruim, e absolutamente todas as pessoas ao nosso redor sabem disso, sabem que ele me prejudicou, e...

—  É, mas quem tem que perdoar Draco, ou não perdoar, é você —  Rebateu, e eu me vi sem saber o que dizer —  Ele fez algo ruim para você, e a única pessoa que tem que decidir perdoar ele é você, Harry. Não seus pais, não os professores, não eu. Nem a Hermione. É você.

Abri a boca, mas voltei a fechar, sem palavras;

Porque eu percebi que precisava ouvir aquilo.

Ficava o tempo inteiro pensando no que os outros diriam se eu perdoasse Draco. Em qual seria a reação da minha mãe, dos padrinhos, dos meus amigos.

Pensava no que iriam falar se eu decidisse dar uma chance ao loiro, e o que iriam pensar se soubessem o quanto eu o amava, mesmo com os erros que ele cometeu.

—  Se você precisa ouvir pontos de vista neutros, aqui vai o meu, o mais neutro possível. Ele mandou mal. Não deveria ter feito o que fez. Mas eu sei que ele só começou a virar um ser humano decente depois de namorar você. E foi quando ele devia ter dito tudo. Mas ele não disse, o que torna essa uma péssima decisão. Eu consigo entender o que ele fez, porque ele fez, e quais decisões ele tomou. Eu consigo entender porque você está triste, e vou entender se nunca mais quiser ficar com ele. Mas, Harry, eu vou entender perfeitamente se você me disser que... quer tentar. Que vai dar uma chance para ele. Eu posso entender isso. E se eu, Ronald Weasley, o cara mais idiota que existe, posso entender.... Eu tenho certeza que outras pessoas também podem.

— É, mas...

—  Harry, você não precisa de aprovação de ninguém. Sempre soube tomar esse tipo de decisões. E de qualquer forma, você já teve que lidar com as fofocas antes. Quando você foi escolhido para o torneio, quando começou a namorar com Draco... Essas coisas passaram, não foi?

—  Sim —  Admiti, com um pequeno sorriso.

Merlin, mal podia acreditar que era realmente Ron tentando me dar um conselho.

—  Você quer perdoar ele? Quer dar outra chance? —  Questionou, tentando descontrair um pouco a seriedade que criou, e eu sorri fraquinho.

—  Eu acho que já perdoei... Em partes. Depois das coisas que ouvi ele dizer para os amigos, depois de tudo o que eu vi... Eu sei que ele me ama. Sei o quanto sou importante para o Draco, e que a intenção nunca foi me magoar.

—  Então você tem que conversar com ele, Harry. Draco Malfoy é algum tipo de experimento científico. Ainda está em testes, e eu sinceramente, acho que você está conseguindo transformar ele em ago parecido com um ser humano. E... embora odeie tomar qualquer posição para o lado dele, sinceramente penso que... Ele está arrependido.

—  Eu sei que ele está—  Garanti.

—  E eu também tenho quase certeza de que, quando essa prova acabar, ele vai começar a te perseguir como o lunático que ele é, e se ele me parar no corredor mais uma vez para perguntar quantas horas por noite você está dormindo, eu vou socar ele, Harry. Eu juro que vou.

Rimos juntos, porque Draco tinha deixado a entender que estava esperando apenas o tormento do torneio passar para se dedicar a recuperar o que tínhamos.

Eu sabia que no início as coisas não seriam tão... fáceis.

Sabia que uma longa conversa deveria vir, e que muitas coisas deviam ser ditas e ouvidas com clareza.

Mas ainda assim, todas as coisas que ele disse aos amigos, me fizeram perceber que no início, logo que recebi a notícia... Eu realmente tinha entendido as coisas de forma diferente.

Então todas as vezes que me lembrava de dizer que não confiava mais nele, e me recordava dos olhos dele cheios de lágrimas tentando me explicar, dizendo que me ama e implorando para conversarmos sobre o assunto...

Bem, isso realmente doía.

—  Você quer ficar com ele? —  Ron questionou, e eu sorri, acenando de forma curta.

—  Eu acho que mesmo quando rompemos... Eu nunca imaginei... Não voltar com ele.

—  E você acha que esse é o momento? É por isso que está tão inquieto?

—  Eu só... não consigo parar de pensar nisso. Porque... se as coisas derem errado...

—  Eu esqueci de dizer uma coisa —  Ele me interrompeu, com um sorriso pequeno —  Sabe o Colin? Aquele que ama tirar fotos?

—  Hã... sim —  Respondi, sem entender o assunto que ele trouxe.

—  Draco contratou ele para tirar fotos suas no torneio. Ele vai fazer um álbum sobre sua vitória —  Informou, e eu ri, sem conseguir me conter. Era algo que fazia totalmente o perfil daquele lunático —  Ele pediu especificamente para Colin tirar uma foto bonita de você segurando a taça, porque ele já comprou um porta retratos, para deixar do lado da cama dele.

—  Ele é insano! —  Bradei, e Ron riu.

—  Mas sabe... Eu acho que ele está certo. Eu... nunca te disse isso... Mas ele tem razão, Harry. Todos vamos torcer por você, e eu tenho absoluta certeza de que vai conseguir fazer essa prova, vai sair inteiro de lá, e com a taça na mão. Você não precisa fazer nada no calor do momento só por achar que algo vai dar errado, Harry.

—  Não é... Exatamente isso, Ron. É só que... Eu sinto como se precisasse dele para passar por isso —  Admiti, um tanto envergonhado.

Não era como se dependesse de Draco.

Era como se... Fosse mais fácil com ele ali.

Não podia simplesmente fingir que embora tenha errado comigo, Draco realmente se esforçou ao máximo para cuidar de mim durante o torneio.

—  É realmente muito fácil perder as pessoas, Harry. E eu não digo para a morte, ou algo assim. As vezes você faz amizade com alguém, ou acha que tem algo especial acontecendo e depois de algum tempo, percebe que são desconhecidos. As pessoas vem e vão todos os dias. É por isso que quando encontra alguém que quer manter por perto, você faz algo a respeito —  Deu um tapinha no meu ombro, com um sorriso leve —  Eu já te falei. Quem tem que perdoar Draco não sou eu, nem a Hermione. É você. Só você pode fazer isso, cara. E se você quer fazer isso.... Então vá.

—  Hermione vai surtar quando souber que você me deu conselhos.

—  Ela já falou milhares de vezes para eu nunca dar conselhos para as pessoas. O meu lance é piadas, e comentários sarcásticos — Recitou o acordo que tinha entre eles, nos fazendo rir. Conselhos eram com Hermione, piadas eram com Ron e essa era nossa regra dourada —  Foi um bom conselho?

—  O melhor que recebi essa semana —  Admiti, vendo ele sorrir orgulhoso —  Hermione vai te matar por dar um conselho que tenha sido melhor do que o dela.

—  Eu posso sobreviver a isso —  Falou sincero, e parecia verdadeiramente feliz por isso.

—  Obrigado, Ron. Hã... pela conversa. Estive fugindo de você o tempo inteiro, por achar que não conseguia entender, e no final... Foi a única pessoa —  Ri, um tanto sem jeito, vendo ele coçar a cabeça, igualmente tímido —  Mas... bem, você é meu melhor amigo. Obrigado por isso.

—  Ah, eu estava devendo algo legal, depois de ter sido um idiota sobre o começo do namoro.

—  Agora estamos quites, pode esquecer que foi um idiota. Está oficialmente redimido.

Ele riu, assentindo.

—  Leve o mapa e a capa. E não se esqueça que depois das nove horas vão ter monitores nas portas dos dormitórios. E que McGonagal vai estar aqui para checar, antes desse horário, se você esta na cama.

—  Eles realmente precisam garantir que não vamos fugir —  Revirei os olhos, mas não quis admitir que já tinha considerado a possibilidade.

Mas descobri, após uma breve pesquisa, que poderia ser processado e ter muitos problemas, porque o Cálice de Fogo selava um contrato inquebrável, a não ser pela morte.

Peguei minha mochila, checando se minha capa e mapa estavam ali, e me senti ansioso, puxando o pergaminho, já em busca do nome dele.

Não fiquei surpreso de o encontrar no banheiro da murta.

Sozinho, ou provavelmente conversando com ela, mas fantasmas não apareciam no mapa, então não poderia ter certeza.

—  Não esqueça de volta antes das nove! —  Ele me avisou, e eu assenti, acenando ao sair apressado para fora do dormitório.

Era isso.

Nada iria dar errado.

Eu só... precisava ver ele.

Precisava do abraço dele, precisava sentir o cheiro do meu namorado maluco.

E então tudo ficaria bem, eu tinha certeza.

Me apressei, correndo pelos corredores, sem me preocupar em olhar no mapa.

Tinha certeza que ele ainda estaria lá, e estava sozinho.

Não fazia ideia do que iria dizer, e de como iria resolver aquelas coisas com rapidez o suficiente para não virar uma briga, uma conversa séria, lágrimas ou qualquer idiotice.

Não era o que eu queria para hoje.

Mas eu precisava daquilo.

Precisava daquela sensação quente e calma de quando ele me abraçava, dizendo aquelas suas bobagens de sempre, que nunca faziam sentido.

Porque isso era sobre estar com Draco.

Me perguntar o tempo inteiro de onde ele saiu, sendo maluco e estranho daquela forma engraçada e sem sentido.

Embora ele sempre me deixasse irritado e confuso sobre o que dizia, fazia e pensava, eu jamais deixei de me sentir feliz ao lado dele.

É claro que frequentemente tinha vontade de cair no soco com ele por dez minutos sem comprometer o relacionamento, apenas para descontar minha raiva, mas... Droga, o amor que eu sinto por aquele desgraçado é tão... grande!

Passei pela porta, sorrindo ao ouvir a voz dele, mas já fazendo silêncio porque não queria interromper algo que não deveria.

— ... Você definitivamente está mil vezes mais ansioso do que ele deve estar —  A voz da murta soava entediada —  Você não tem amigos para reclamar? Porque veio encher meu saco com suas reclamações e choramingos?

—  Você está morta, tem tempo para perder —  Rebateu com aquela sua típica falta de educação e amargura de sempre.

—  Você não faz ideia do quanto estou torcendo para Digorry e Harry transarem no labirinto amanhã —  Ela rebateu com fúria, e assim como da outra vez, foi o suficiente para o semblante de Draco se desfazer em uma expressão muito chateada —  Esse é o meu banheiro! Não cabem dois chorões aqui, Draco! —  Se exasperou antes que ele começasse a chorar.

  Me movi um pouco mais, finamente vendo as costas largas, enquanto ele andava de um lado para o outro, ainda sem me notar ali.

—  Eu não consigo pensar em uma forma!

—  Se ainda fosse monitor, poderia ficar perambulando pelos corredores depois do horário —  Ela informou, e franziu o cenho ao me ver.

Me apressei em fazer um gesto para que ela ficasse quieta, e a garota voltou a flutuar ao redor de Draco, olhando para ele com grande curiosidade.

—  Eu não sou monitor. Preciso pensar em outra forma de ficar nos corredores sem ser pego, caso ele precise de alguma coisa, já que aquele amigo dele é um inútil imprestável.

—  Você nem tentou pedir o cargo de monitor de volta. Talvez Snape cedesse. Você não costumava ser muito ruim, embora não fosse muito bom. E todos conseguiram perceber seu arrependimento porque você anda pela escola como um idiota, choramingando e suspirando.

—  Eu não ligo a mínima para ser monitor, ou qualquer coisa do tipo.

—  Achei que gostasse disso.

—  E eu gosto! Gostava —  Se corrigiu com um suspiro —  Mas... qualquer castigo que eles me deem não é pior do que perder o Harry —  Contou em um suspiro extremamente dramático, que fez a garota revirar os olhos.

—  Então... não importa?

—  Não importa —  Ele concordou cabisbaixo —  Ser o namorado do Harry é a coisa mais incrível que eu já fui. É... o que me fazia feliz todos os dias. Sem isso, eu sou apenas um cara estúpido e idiota.

—  Mesmo quando estávamos juntos, você continuava sendo um cara estúpido e idiota —  Não evitei dizer, vendo ele pular de susto, se virando apressado na minha direção.

—  Harry! —  Bradou, me olhando receoso, quase como se não tivesse certeza que realmente era eu diante de seus olhos.

E naquele instante, em que ergui o rosto, encontrando o olhar profundo de Draco, eu finalmente senti paz.

Tudo o que eu sentia por ele ainda estava ali.

Vivo.

Eu realmente o amava, e sentia que poderíamos passar por tudo isso.

Juntos.


Notas Finais


Quem pegou as referências? Hahahahaha
Ronald sendo sensato, chocou todo mundo! Geral pensando que seria a Hermione a dar o empurrãozinho! Harry entrando em pânico sobre querer se jogar no Draco e ter medo do que as pessoas diriam, não surpreende ninguém. Ele sempre consegue um jeito de ficar paranoico hahahahaa
Ele finalmente foi buscar o loiro maluco dele aiaiaia
E sim, parei nessa parte para prolongar a ansiedade de vocês hahaha
Nos vemos no próximo!
Até!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...