História Black Wings - Capítulo 8


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Anjos Caídos, Colegial, Originais, Shounen, Universo Paralelo
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Saga, Shounen, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 8 - O Pai dos Anjos Caídos


    Seis horas. Já estive em situações mais preocupantes, mas mesmo assim não havia tempo a perder. O mais assustador era a velocidade com que o tempo tinha passado.
    Elizabeth estava pasma, olhos arregalados, quase boquiaberta. Cain foi o primeiro a falar.
    - Lizzie surtando em três... dois...
    - PUTAQUILPARIU! - gritou ela, já acelerando - vamo nessa. Correndo, corram! AGORA!
    Eu encarei por um momento. Gabriel e Seline não hesitaram, foram logo atrás. Cain foi em seguida. Levei algum tempo pra alcançá - los.
    Elizabeth ia na frente, sem esperar por ninguém. Embora pra mim as ruas fossem todas iguais, ela não hesitava em dobrar uma esquina atrás da outra.
    Corríamos no mesmo ritmo, os cinco juntos. É estranho... por mais que só estivéssemos naquele ritmo porque a sitação exigia... era divertido. Trocávamos de posição o tempo todo. Tinha muito aspecto de corrida, embora se eu tomasse a dianteira eu não teria ideia de pra onde ir.
    Corremos durante uns cinco minutos inteiros, sem se cansar, mas depois disso começamos a diminuir lentamente o ritmo.
    - Podíamos voar... - sugeriu Seline timidamente, em determinado ponto.
    - Íamos nos cansar tanto quanto assim, e você sabe que Cain e Iliriel não podem - respondeu Gabriel.
    - Não parece tão difícil assim... - eu respondi, me arrependendo no mesmo momento.
    - Chrisrian você ao menos TÊM asas? - perguntou Elizabeth, debochando.
    - Tenho! - respondi, como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.
    Os quatro viraram pra mim na mesmo hora. Foram desacelerando, até que pararam de vez, ainda me encarando. Estavam começando a me assustar.
    - Ele não está brincando... - disse Seline.
    - Interessante... - falou Gabriel, sorrindo - consegue abrí - las?
    Corei por um momento, antes de responder.
     - Acho que não é bem assim que funciona, mas posso tentar...
     - Então tenta - responderam os quatro, em uníssono perfeito.
     Depois de um momento estupefato, contraí minhas costas tentando abrir as asas, mas não senti absolutamente nada. Encarei os quatro, me sentindo mais idiota do que nunca.
     - Eu juro que elas saíram mais cedo...
     - Sabia que isso cheirava a K.O.
     - Peraí - disse Elizabeth, inexplicavelmente ainda esperançosa - concentre - se em um ponto entre duas das duas vértebras, Christian. Sinta a energia nesse ponto, e deixe ela aflorar. Ah, e tire sua camisa antes.
     Eu corei ouvindo, mas estava decidido a não pagar de idiota dessa vez. Me apegando q esse sentimento, tirei a camisa, ajoelhei no chão, e fiz como ela disse. Me concentrei tanto quanto pude.
    Comecei a sentir um formigamento. Agora, era uma sensação familiar. Me concentrei mais ainda, rangindo os dentes.
    Eu senti elas começando a se materializar, a energia começando a fluir. Depois de um tempo, comecei a ouvir um som de fagulhas jorrando, e mesmo de olhos fechados senti uma mudança na luminosidade.
    Mas não consegui manter a sensação. Me cansei depois de algum tempo.
    O barulho cessou. A luminosidade estranhsa sumiu. Eu levantei e encarei eles, pronto pra ser ridicularizado.
    - Não aconteceu nada, não é?...
    - Foi estranho... definitivamente, você irradiou energia - disse Gabriel.
    - Só sei que não vejo asa alguma - respondeu Cain.
     - Bom o que quer que tenha acontecido, não vai te fazer voar. Ou seja, perdemos tempo precioso. Vamos logo - disse Elizabeth. Eu recoloquei a camisa e voltamos a correr.
     Agora, eu estava pensativo. Eles viram algo, o que quer dizer que eu não paguei de idiota tanto quanto poderia. Menos mal.
    Mas minhas asas não abriram. Eu tinha certeza de que tinha chegado perto, mas faltou alguma coisa.
    Voltamos à correria. Não estávamos a toda velocidade, por isso conseguíamos manter o ritmo, mas ainda assim acelererávamos.
    Depois de muitas ruas, muitas esquinas e muitas mudanças no "placar", estávamos na porta de casa. Ficamos agachados alguns minutos, ofegando alto.  - Ok, todos vamos tomar banho de novo. Escovem os dentes e levem algo pra comer no caminho. E lembrem de por os uniformes - disse Elizabeth. Todos assentimos, e entramos.Vou poupar vocês de Cain tomando banho e outros pequenos detalhes. Quando estávamos saindo, eram sete horas.

- Olha isso, estamos com tempo de sobra! Nem precisávamos correr! - gritou Cain. 

  - Duvido muito. Sem correr chegar em casa levaria uma hora e meia, e não só meia - disse Elizabeth. 

    - Verdade - disseram Gabriel e Seline, juntos.
    - Muito bem, agora escutem. Oficialmente, é o primeiro ano de Christian, Seline e Gabriel. Vocês vão participar da cerimônia em uma sessão do salão mais próxima do palco, onde só estarão os novatos. Eu e Cain ficaremos bem no fundo. Vamos passar por um pequeno pátio atrás do prédio quando estivermos indo, é um ponto de encontro que usamos a muito tempo. Depois da cerimônia, vamos pra esse pequeno pátio de novo. Eu pensei em um lugar bem legal pra irmos de noite no nosso primeiro dia como casa... - disse Elizabeth, misteriosamente. Aquilo me deu calafrios, mas também me empolgou.
    Novamente, começamos a caminhar, na mesma direção em que fomos mais cedo.
    Ninguém falou nada durante a caminhada. Eram sete e vinte quando avistamos o prédio. Luzes de aparência  festiva cercavam - no, e muita gente entrava, por várias portas.
    - Venham. Vamos contorná - lo - disse Elizabeth. Nós demos a volta no prédio gigantesco, e do outro lado avistamos o tal "pequeno pátio". Na verdade, quatro escadas, uma de cada lado de um quadrado igualmente enorme, levavam a um patamar superior de terreno, onde ficava o castelo; mas em um canto meio escuro do patamar inferior havia uma escada que leveva a um plano mais abaixo, entrando no chão. Esse plano só tinha uns dez metros quadrados, três bancos e uma árvore, e ficava escondido de diversos ângulos por conta da altura do patamar superior.
    Nós cinco descemos as duas escadas. O pequeno pátio estava vazio.
    - Então é aqui o tal pequeno pátio... parece um bom lugar pra vir pensar às vezes - eu disse.
    - Eu ainda prefiro o telhado lá de casa à noite... mas sim, é um bom lugar - disse Gabriel. Nós cinco nos encaramos por um tempo, ainda examinando o lugar. Finalmente, Elizabeth falou.
    - Bom... vamos entrar. A cerimônia vai começar a qualquer momento.
    Nós subimos até o nível do chão, e depois de novo para o patamar superior. Entramos no castelo junto com a multidão, e atravessamos vários e vários corredores até chegar em um enorme salão.
    A arquitetura dele parecia uma vala. Havia uma grande inclinação que ia das paredes do lugar até pouco antes de um palco quadrado extenso, e pra chegando nele havia as escadas voltavam a subir por uns três metros depois da grande descida de trinta.
    Haviam bancos durante toda a descida, e a forma do lugar permitia que o palco visse e fosse visto por todos os lugares do salão.
    - Gostei da arquitetura. Bem pensada - eu disse.
    - Sim. Se considerássemos cada detalhe desse castelo, as estimativas dizem que os humamos levariam cerca de quinhentos anos para contruí - lo. Os anjos e os caídos levaram quinze - disse Gabriel.
    - Isso não é nada. O palácio de Tyfoniã é recoberto de mais ouro e rubis do que o que existe na superfície do...
    - Ok, Cain, sua família são os patricinhos do inferno. Já entendemos - disse Seline, cortando ele.
    - Enfim, eu e Cain ficaremos aqui em cima. Ali - apontou Elizebeth, para uma área do salão bem mais próxima do palco - é onde vocês devem ficar.
    Nós apertamos as mãos, e eu, Seline e Gabriel descemos. Nós três ficamos particularmente bem no nível do palco, próximos do fim da descida. Nos sentamos, e começamos a esperar.
    Comecei a ficar nervoso. Em poucos minutos, eu o veria pela primeira vez na minha vida.
    Eu estava prestes a ver meu pai.
    Até esqueci de procurar Seline e Jonathan.
    Gabriel notou meu nervosismo e puxou assunto.
    - Olha, Christian, não precisa ficar tão nervoso. Relaxe. Está começando a suar frio. Eu entendo que pode ser tenso pra você, até porque você vai ver como seu  pai discursa genialmente, e por você ser filho dele vão te cobrar uma lábia e habilidade na arte do diálogo tão bem articulada que provavelmente pouquíssimos anjos na história alcançaram, mas... 

    - Pelo amor de Deus, Gabriel! Isso era pra acalmá - lo?! Olha, escute Christian... você pode não conhecer seu pai tanto bem quanto gostaria ou mesmo como merece, mas agora você está aqui, no Instituto. Você vai conhecer o mundo dele. E ele vai passar a ser o SEU mundo. E eu tenho certeza de que mesmo vendo pela primeira vez ainda hoje, você vai começar a chamar esse lugar de "lar" bem rápido - disse Seline, me confortando. Eu sorri de volta pra ela. Talvez fosse um talento de Dríade, mas ela me fez sentir tão bem quanto Gabriel, mal.
   Mas meus devaneios foram interrompidos quando grande parte das luzes do salão foram apagadas, enquanto as do palco se acendiam. A salva de palmas começou imediatamente.
   Lentamente, virei a cabeça para o palco, e lá estava ele, bem no centro.
   Embora já fosse bem alto, algo nele o fazia parecer um gigante. O cabelo longo, até a base do pescoço, era por si só um paradoxo: desgrenhadamente impecável. A cor tanto dele quanto dos olhos, era idêntica à minha. Particularmente seus olhos eram um espelho dos meus, assim como sua cor de pele.
    Seu sorriso conseguia ser mais paterno do que o que as pessoas imaginam ser o sorriso de Deus. Afinal, era isso que ele era. Não só como líder, ele tinha tomado para si mesmo a missão de ser o pai. O pai de todos os anjos caídos.
    Ele usava barba rasa, e tanto seu terno quanto o resto de suas roupas faziam dele a representação viva da palavra "impecável". E mesmo assim, sua postura era tão à vontade conosco que ele parecia ter nos visto crescer. Todos nós.
    Mas por um momento, ignorei a postura que ele aplicava a todos a quem adotou.
     Finalmente eu conhecia meu pai.



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