História Blackberry - Imagine Jeon Jungkook - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Visualizações 18
Palavras 2.654
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Ficção Adolescente, Fluffy, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Iaew :3
Eu nem sei o porque de estar escrevendo aqui nas notas, já que ninguém lê mesmo. Mas vamos ignorar e fingir que vocês estão super interessados em minhas palavras.
Essa é minha primeira fic, eu sei que pode estar uma merda, mas pelo menos fiz com muito amor. Então pode ser considerada uma merda cor de rosa com purpurina?
Não tem muito oque falar... Ainda estamos no começo do processo. Bom, espero que gostem. Bora lá :3

Capítulo 1 - Garoto estranho




" vai dar tudo certo Maia, respira. "


Merda de cabelo frizzado. Novamente arrumo alguns cachos com vida própria, tentando deixar apresentavel pelo menos. Sapatos, isso! Algum preto de preferência. Acho que o vans está no armário...


" não pode dar nada de errado, certo?


Dou leves batidinhas em minha camiseta escura de cor sólida, tentando tirar alguns pelinhos indesejáveis de coberta ou algo do tipo que me irritavam demais. Aonde foi que coloquei aquela calça... [?]


" vai ser bom, Novas experiências, Novos rostos, novos lugares.  "

É, acho que está bom. Agora é só pegar minha linda e bela mochila e sair pelas ruas interagindo e fazendo contato visual com seres estranhos e opacos sem graça que vagam sem rumo nenhum na vida. Humanos, o nome.


 Nossa, como é deprimente a minha forma de pensar positivo.


 Já passavam das 6:30 sendo o começo das aulas 7:10 então, talvez eu esteja um pouquinho atrasada, não vou mentir. Mais uma vez, dei uma olhadinha de relance para o espelho enorme a minha frente só para ver se tudo estava certo. Eu até gostei do fato que não era preciso uniforme obrigatório nessa escola, não estava nem um pouco afim de usar saias minúsculas e gravatas sufocantes, como de muitas escolas coreanas por ai. Estava apenas usando uma blusa qualquer que batia um pouco abaixo de minhas coxas, calças rasgadas e o meu vans surrados de sempre. Gostava do meu estilo de roupa, não queria impressionar ninguém no meu primeiro dia de aula. Sempre fui uma aluna anônima em minha antiga escola e não é nessa que irei chamar atenção.

Se bem que, uma garota estrangeira de cabelo, rosto, pele, estilo, sotaque  e entre muitas outras coisas totalmentes fora dos padrões que são impostos pela sociedade Coreana já são motivos exelentes para atrair olhares de muita gente. Isso me incômoda, porém é a verdade infelizmente.

Já com minha mochila em mãos, pego meu celular embolado em minhas cobertas apenas para ver as horas novamente, mas meus olhos são atraidos para um outro ponto. Um sorriso pequeno meu se abre apenas de ver novas mensagens em minha tela de bloqueio. Eu sabia exatamente oque era aquilo.

@Silly_Boy: [foto] Desenhei para você, o que achou? Acha que já posso me tornar um Picasso? [01:27p.m]
@Silly_Boy: Espero que goste. Dei meu suor e lágrimas 'pra fazer isso. [01:29p.m]
@Silly_Boy: Como é que você 'tá ai na coreia?  Eles andam em carros voadores e as pizzas são entregue por telepatia avançada? Me dê notícias quando puder. [01:33p.m]
@Silly_Boy: Espero que dê tudo certo no deu primeiro dia de aula. Fighting! [01:40p.m]


Eu acho que perdi a noção do tempo lendo aquelas mensagens e sorrindo como uma boba. Na foto havia um desenho de um robôzinho de palitinhos sentado em cima de uma estrela cadente, era péssimo naverdade, mas eu adorava seus desenhos sem sentidos alguns ou até mesmo suas frases idiotas. Mesmo estando tão longes um do outro, Silly conseguia me fazer sorrir com tão pouco. Brinquei respondendo um "Estou bem. A comida daqui é realmente muito boa, espero te mandar um lámen com o meu carro voador".

Sai do meu novo quarto e desci as escadas, ainda com um sorriso estampado na minha cara, Porém, não durou mais que 15 segundos quando pisei meu pé para dentro da sala. 

E lá estava ela, seu cabelo castanho preso a um coque alto, suas olheiras profundas e visíveis por baixo de seus óculos discretos, Mais alta pelos sapatos de salto pretos totalmente lustrados e brilhantes, seu blazer preto em contraste com sua gravata vermelha que combinava perfeitamente com seu batom cor sangue borrado em partes, sua tipica maleta e sua mão esquerda e ... Seu celular em sua outra mão, que se encontrava em mais uma "chamada importante da impresa".

Eu odiava aquele celular.

olhar para minha mãe me fazia setir pena, raiva, tristeza, um misto de emoções e sentimentos pesados. Ela estava cansada, eu sentia isso, eu podia ver pelo seu olhar sem vida. Já não nos falavamos mais tão frequentemente a muito tempo atrás, anos, pra ser mais exata. Era horrivel o clima tenso que pairava sob os comodos, isso quando ela estava em casa, a maior parte de seus dias são resumidos em reuniões e trabalho. É raro quando nos vemos até. 

Ela me olhou com seu olhar seco, deu um sorrisinho pequeno e voltou a conversar com sei lá quem no telefone. Não me interessava. Já estava acostumada com esses simples jestos, acredite, é bem melhor assim.

atravessei a sala abrindo a porta rápidamente e soltando o ar preso de meus pulmões quando já estava no lado de fora. Incrivel, consegui estragar meu dia que nem ao menos começou.


[•••]


A escola não ficava longe. Eu me esforçei bastante para aprender pelo menos o básico da convivência nesse pais, sei manusear o dinheiro, como pegar um ônibus, a forma de falar com as pessoas educadamente e mais algumas coisas importantes para sobreviver nesse lugar. Cansativo foi aprender tudo sozinha já que não havia ninguem para me ajudar. Triste.

É incrivel como Seul poderia ser realmente muito bonita. As ruas eram limpas, você conseguia ver o verde das poucas árvores se mesclando com os altos prédios, flores coloridas aleatóriamente pela calçada pareciam terem sido pintadas a mão de tão perfeitas. Gosto de observar coisas assim quando estou caminhando sozinha, me faz relaxar um pouco a mente. Do outro lado da rua de onde eu estava havia um senhorzinho baixinho varrendo a frente de sua papelaria, era engraçado como ele dançava sob o efeito da música de seus fones de ouvidos enormes, bem foda-se para todos que estavam em volta. Já um pouco mais a frente havia uma mulher - parecia estar morta, pelo jeito de como estava jogada - deitada em um banco de uma pracinha com um pote de sorvete em sua mão, cujo este estava sendo devorado por um cachorrinho sapeca. É inevitável não dar um sorrisinho com aquelas cenas.

  Tivemos que nos mudar para a parte mais central da cidade, por conta do emprego da minha mãe. Caso esteja curioso, ela trabalha em uma empresa imobiliária bem famosa por aqui. Foi muita sorte ela ter achado esse emprego naverdade, já que estavamos no fundo do poço no Brasil.

Depois de uns 10 minutos andando, cheguei a um enorme e largo prédio branco que só deduzir ser a escola por ver adolescentes com mochilas entrando e saindo nela. Ela era realmente muito deprimente por fora. Havia um enorme portão cujo este estava com uma cor de bege recém pintada, como se cobrisse algo escrito por baixo, a sua volta era possivel ver um pouquinho de verde e algumas árvores. Era agradavel até, o gramado.

Ah, a minha vontade naquele momento era de pegar alguma lata de tinta spray e desenhar naqueles muros todos os desenhos sem sentindo que silly me mandava. É dificil achar tinta nesse lugar?

É, parece que não tem para onde correr, irei mesmo passar meus próximos meses estudando em um hospital.

- Cheiro de escola. Tão enjoativo. 


Começei a andar para aquela coméia de olhinhos puxados e me senti uma intrusa por um segundo. Me senti estranha por realmente ser a única pessoa estrangeira dali. Ótimo, meu plano de não chamar a atenção ja estava indo por água a baixo.

Só quando finalmente estava subindo a uma enorme escada principal - que achei ser a qual me levaria para o andar das salas - percebi que algumas pessoas que passavam por mim, ou cochichavam coisas entre si ou então me olhavam discaradamente me julgando sem nem um pingo de vergonha. Não eram olhares de deboche, mais foram o suficiente para que eu mesma abaixasse a cabeça e me sentisse uma trouxa idiota por me redimir a simples olhares. 

Naverdade, eu sabia muito bem me defender em casos assim. Na minha antiga escola eu era alvo de muito bullying e aprendi a criar uma parede de proteção quando nessesario. Sabia muito bem dar respostas grossas e entre muitas coisas, o básico para que tudo não se repita outra vez. 

Um barulho alto e escandaloso se fez presente naquele prédio e aos poucos os alunos foram entrando em suas respectivas salas. Só ai eu acordei pra vida.O sinal havia tocado e eu nem ao menos havia checado qual seria a minha sala. 

Ah, mas também, não deve ser tão difícil assim. Certo?


[•••]



E foi exatamente 20 minutos depois que eu finalmente consegui encontrar a minha sala. 20.Fucking.Minutos andando atrás dessa maldita sala.

Agora eu estou com meus pés pedrificados juntos um ao lado do outro, encarando aquela porta - também branca - a minha frente. Eu torcia mentalmente para que assim que entrasse passase dispercebida por todos. Pela janelinha da porta pude ver que a sala já estava cheia, mas nenhum sinal da professora. Uma coisa boa, pelo menos. Contei até três e entrei na sala de cabeça baixa, mais pude sentir olhares para cima de mim. Tentei ignorá-los e segui até o fundo da sala, na penúltima uma mesa no lado da parede, já que a ultima estava com alguma coisa em cima que eu não pude indentificar. Quando cheguei mais perto, percebi ser um cisnei de origami vermelho pequenino, bem ali na dele, como se marcasse território. Era estranho mas não contrariei, poderia ser de qualquer um ali.

 Para mim o fundo é o melhor lugar em uma sala, é uma boa opção para quem está tentando se passar de anônima e dava tambem para ver de relance quem estava me observando. 

Merda, minhas paranóias ainda estavam em perfeito estado.

Tirei meu celular do bolço. Acho que a professora ainda pode demorar um pouquinho e poderia aproveitar e conversar com silly, ele já deve ter me respondido.

@Silly_Boy: Ah, eu estou com saudades. Que tal você mesma alto se enviar para o brasil em seu carro voador? [07:01]
@Silly_Boy: Mas trás o lamen. Nunca recusei. [07:01]
@Silly_Boy: Ah, agora estou com fome e com saudades. Tem como ficar pior? [07:04]
@Silly_Boy: Você está realmente bem ai? [07:06]


Ah silly. Como eu queria ter um carro voador nesse exato momento. Você nem faz noção.

Talvez você esteja curioso para saber mais quem diabos é esse "silly". É até cômico esse nome. Eu que o apelidei assim, ele é muito bobo e brincalhão, ele gostou e assim ficou, seu verdadeiro nome é naverdade thiago.

Thiago é um velho amigo meu, nos conhecemos na 5° série. Eu sempre fui uma menina quieta e timida com todos, então ficava sozinha na escola ou a maior parte do tempo trancada no banheiro, não sei o porquê, era pra mim o melhor lugar da escola. Me lembro perfeitamente que em uma certa aula de artes, teriamos que fazer duplas e como já todas estavam montadas, não sobrou ninguém além de um garotinho pequeno e com uma cara de retardado me olhando com um sorriso sapeca. Foi engraçado a forma como nos conheçemos. Dês de sempre ele foi muito comunicativo, e, assim que juntamos nossas mesas uma no lado da outra, aquele garotinho de aparelho e sorriso engraçado veio sem nenhuma vergonha me mostrar um desenho que ele havia feito em seu braço. Dizendo ele ser um dragão, mas para mim era apenas uns rabiscos totalmente aleatôrios e sem ordêm nenhuma. Foi dai que a nossa "brincadeirinha" interna surgiu, seguida de uma bela amizade.

Eu tenho muita sorte de o ter como amigo.

Ouço a porta sendo aberta bruscamente fazendo todos da sala se assustarem e passando por ela duas figuras. Uma mulher - Meia idade, mas acho que já está na casa dos 50 - e... um garoto. Esse estava reclamando de dor, já que a senhora estava o arrastando pelo pulso até a frente da sala.

- Me solta, tá machucando. - pediu o garoto fazendo uma careta engraçada tirando risinhos de alguns na sala. - ai, ai... Já deu né não? Já pode me largar!

- Já está repetindo novamente seus atos? Quando é que você vai tomar jeito? - ignorando o garoto, a moça gritava alto para que tivesse certeza que até a sala ao lado ouvissem seus sermões. - Quando é que você vai aprender? Seu vândalo! Vamos, me dê isto!

O garoto segurava uma latinha de tinta spray em sua mão livre.

- Ah, mas professora, a senhora tem que concordar que não fiz nada mais do que meu papel de aluno. - Havia um tom malandro em sua voz, era nítido isso. - Eu apenas estava testando novas formas de desenho para a aula de artes. Que mal isso tem? 


Sua espontaneidade me dava medo.


- Testar novas formas de desenho tudo bem, mas fazer isso nos muros da escola? - Riu o garoto. Talvez se lembrando do momento. - Você não tem jeito mesmo, moleque. Aqui é um lugar de respeito, e não para Delinquentes como você! Tomaremos atitudes a respeito disso, nem pense que irá se safar dessa ileso.

Alguns alunos soltaram um "uow", como se estivessem realmente em uma batalha de patadas. Eu não fazia nada além de observar tudo quietinha e com atenção. Afinal, quem é aquele garoto?

- Posso me sentar? Já tomamos muito do tempo da nossa preciosa aula. - Ele falava com um tom sarcástico, mas meio envergonhado, já que suas bochechas mudaram um pouco de tom. Sua cabeça se abaixou um pouco, fingindo um falso arrependimento.

A professora massageou as laterais da cabeça e soltou um suspiro, logo acenando um "sim" para o garoto. Ela parecia ser muito estressada com esse tipo de coisa, já deixei uma notinha mental de nunca a tira-lá do sério.

O garoto então, se virou e começou a caminhar para o fundo da sala. As garotas da sala diziam coisas do tipo "ah, como ele é corajoso!", outras falavam "Ele vai estudar em nossa sala! Ah, é o meu sonho se realizando!".

 Ele andava revirando os olhos com os comentários, com uma cara de tédio.

Quando me dou conta, ele estava vindo em minha direção e percebi que talvez a ultima carteira poderia ser a dele. Ele estava tentando arrumar alguma coisa dentro da sua bolça meio distraido.

Era alto, usava uma touca simples e preta, o que não me dava muito a liberdade de ver seu cabelo. Suas roupas eram totalmente deslexadas cujo estavam meio sujas de tinta. Usava uma calça rasgada que combinava com sua camiseta preta de alguma banda desconhecida por mim, seus all stars surrados o deixavam com um tom mais estiloso, e.. Aquilo eram meias vermelhas? Essa é nova. Ele se vestia diferente de todos os garotos da escola, já que os outros eram voltados a roupas caras e perfeitamente em bom estado. Sua bolça na qual tanto mexia, era totalmente coberta por bottons e adesivos de cantores, alguns eram totalmente coloridos, já outros mais discretos. Gosto peculiar.

Passou por minha mesa sem nem ao menos perceber minha existência ali. Talvez por estar distraido arrumando alguns bottons de sua mochila. 

Ok, podem me chamar de curiosa, mas realmente não me contive em me virar para trás.

O garoto estava inclinado em cima da mesa rabiscando alguma coisa em sua folha de caderno, que parecia ser bem mais interessante do que as letras da lousa na sua frente. Ele tinha uma feição serena, tão imerso em sua música incrivelmente alta que atravessavam seus fones. Era alguma música agitada, por esse estar balançando minimamente sua cabeça conforme a batida. Estava tão focada o observando que nem reparei que seu olhar havia subido em minha direção. Eram duas bolas enormes e tão blacks quando a noite, a luz da sala fazia com que o brilho de seus olhos, parecessem estrelas. Franzio as sombrancelhas e inclinou a cabeça para o lado, como se tentasse entender algum inigma a sua frente. 

Aquilo me acordou.

Me virei para frente em um pulo. Merda, não deveria fazer esse tipo de coisa. Olhar nos olhos das pessoas é uma coisa que eu venho evitando a anos. Então, porquê isso agora? 


Mesmo que eu tentasse me concentrar ao discurso tediante que a professoa ditava a minha frente, meus pensamentos voltavam para aquele par de olhos esquisitamente negros.


 Afinal, quem era aquele garoto?




Notas Finais


Iti malia, será que nois conta ou não?

Vlw por ter chegado até aqui, eu ainda estou bem insegura com essa fic. Não sei se pode ficar tão boa quanto eu imaginava, já que não acho minha escrita tão lá essas coisas. É, vamos ver daqui pra frente.

Muito obrigada e até a próxima :3


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