História Blackbird - Capítulo 8


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Categorias Harry Potter, Pretty Little Liars
Personagens Alison DiLaurentis, Alvo Dumbledore, Bellatrix Lestrange, Caleb Rivers, Draco Malfoy, Gina Weasley, Hanna Marin, Harry Potter, Hermione Granger, Lord Voldemort, Lucius Malfoy, Narcissa Black Malfoy, Neville Longbottom
Tags Alison Dilaurentis, Gêmeos, Gêmeos Malfoy, Haleb, Harry Potter, Pll, Pretty Little Liars
Visualizações 47
Palavras 2.165
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Magia, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hey gente! Cara, faz muito tempo que não posto aqui e peço desculpas por isso. A escola estava me tomando tempo, assim como a pressão com as notas em exatas (menina de humanas aqui 🙋🏼‍♀️), além do fato de eu ter desanimado um pouco com essa história... Mas enfim, aqui está mais um capítulo (finalmente!), espero que os antigos leitores ainda estejam acompanhando, e que os novos passem a acompanhar também. Comentem o que acharam e boa leitura!

Capítulo 8 - Capítulo bônus


O sol brilhava forte em Rosewood, deixando os últimos dias de verão quase insuportáveis para as poucas pessoas que resolviam ficar dentro de casa – o que aumentou consideravelmente as vendas de ar condicionado. – Os belos e bem cuidados jardins – mesmo que regados diariamente – estavam levemente amarelados e ressecados, indicado que aquele verão fora um dos mais quentes. 

Festas nas piscinas de adolescentes ricos e populares estavam virando rotina, incomodando os moradores mais velhos que não estavam acostumados com a agitação repentina na pacata cidade. Garotos sarados tomaram o hábito de andar sem camisa pelas ruas, aproveitando-se do clima quente que chegara para se exibirem para as meninas; já as garotas aproveitavam suas férias gastando grandes quantidades de dinheiros em coisas caras e fúteis, que provavelmente nem usariam.

Contudo, um casal em específico estava confortavelmente deitado em uma grande rede de lã marrom, instalada estrategicamente em baixo de uma grande e antiga árvore que projetava uma extensa sombra, e balançava de forma suave, criando uma leve brisa, refrescando os dois adolescentes.

Eles curtiam a tranquilidade do momento em silêncio, longe de qualquer barulho de música alta que rolava á algumas casas mais a frente, relaxando sob os movimentos suaves da rede. O vento que batia em seus rostos, somados ao ar puro da natureza em volta trazia uma sensação de paz inexplicável para os dois, que apenas tinham seus olhos fechados, cochilando sob o balançar da rede.

Passaram horas assim, a garota loira deitada no peito despido do namorado que afagava seus cabelos dourados, antes de pegar no sono. O momento de paz só foi interrompido quando uma voz alta e grossa do noticiário atingiu seus ouvidos, os acordando. A notícia do pequeno – porém inexplicável – tremor que ocorreu na cidade na tarde anterior, causando um incêndio na floresta que cercava uma das residências, estava em todos os jornais. 

O garoto moreno, então, se levantou da rede e espreguiçou de forma preguiçosa, piscando algumas vezes para afastar o sono. Ele passou a mão pelos cabelos castanhos, que atingiam os ombros, jogando-os para trás de forma a tirar os fios que teimavam em cair sob seus olhos escuros. Andou até uma mesa de madeira maciça, acoplada com um grande guarda-sol branco que ocupava toda a extensão da mesa, e pegou uma latinha de cerveja, enterrada dentro de um balde metálico preenchido com cubos de gelo, e a abriu, tomando um longo e refrescante gole do líquido amargo.

— Fiquei sabendo que o incêndio aconteceu na floresta que cerca a residência dos Fields – Caleb comentou, escorando na quina da mesa e erguendo os olhos acastanhados para a garota loira que se sentava na rede.

— Emily me ligou ontem a noite, comentando o que aconteceu, mas como você ficou sabendo? – Hanna indagou com o cenho franzido.

— Além do fato de que saiu no noticiário– ele disse ironicamente, com um sorriso debochado e as sobrancelhas arqueadas – meu pai me disse de manhã – deu de ombros – ele saiu cedo para ajudar o Senhor Fields e ainda não voltou. Deve estar uma zona lá.

— Em me disse que a mãe dela está muito irritada com o que aconteceu. Todas as taças de sua coleção quebraram, mas fora isso acho que não teve muitos estragos.

— Só se for na parte de dentro da casa, porque tenho certeza que a área externa está uma bagunça – ele exclamou categórico, tomando em seguida mais um gole de sua cerveja.

— Tem razão... – ela pareceu ponderar por um momento, tentando se lembrar de algo, com o cenho franzido e mordendo o lábio inferior – Uma amiga sua ia vir ontem, não ia? – perguntou, com um certo ciúmes presente na voz fina – Alison, não é? Será que ela soube do terremoto antes de sair de casa? 

Caleb, então, arregalou os olhos surpreso e se engasgou com a cerveja, sentindo o líquido voltar, por um momento, para sua boca, atraindo a atenção da namorada, que correu em sua direção.

— Você está bem?! – ela perguntou, dando pequenos e delicados tapinhas em suas costas.

Contudo, Caleb não respondeu. Seus olhos pararam em um ponto qualquer enquanto sua mente trabalhava, encaixando as peças soltas rapidamente. O terremoto inesperado, o incêndio, a ausência de Alison... Tudo se encaixava perfeitamente, e por um momento ele se sentiu idiota por não concluir antes que a amiga bruxa estava envolvida de alguma forma nesses acontecimentos.

 A preocupação veio tão rápida quanto a conclusão tomada. Estava certo de que algo ruim aconteceu com Alison, caso contrário, ela teria o visitado.

Ele continuou com esses pensamentos, tentando, de alguma forma, pensar em algo que poderia ter acontecido á Alison, quando dedos estalaram repetidamente em sua frente, o tirando de seus pensamentos e o trazendo de volta a realidade.

Caleb piscou algumas vezes antes de notar a figura loira e confusa a sua frente.

— Caleb... Caleb! – Hanna levantou a voz, chamando a atenção do garoto – Você ouviu alguma palavra do que eu falei? – perguntou indignada, cruzando os braços a frente do corpo.

— Ah... Não... – ele deu um sorriso amarelo vendo a namorada revirar os olhos azuis impaciente. – Desculpa, é que Alison não costuma desmarcar sem avisar nada.

Hanna estreitou os olhos com ciúmes.

— Tenho certeza que não – exclamou com a expressão fechada, se despindo de suas roupas, revelando um biquíni preto combinado, que com certeza, havia sido muito caro. Jogou suas vestes em cima da mesa de madeira e entrou na piscina depois de fazer um coque desajeitado nos cabelos claros e ondulados.

Caleb revirou os olhos percebendo o desconforto da garota ao mencionar Alison. Hanna sempre foi uma menina ciumenta, e por mais que tentasse negar, era insegura. O bullying sofrido na infância por conta de seu peso só acarretou uma adolescência carregada de insegurança e auto-estima baixa, fato que intrigava Caleb, já que em sua visão – e de vários outros – Hanna era uma das meninas mais bonitas da cidade.

— O que quer dizer com isso? – ele perguntou, também entrando na grande piscina.

— Naada – ela exclamou, alongando a palavra, sem encarar o namorado que se apoiava na borda da piscina – só estou dizendo que ela deve ser uma ótima amiga, já que você faz tanta questão da presença dela...

— Bem, isso eu tenho que concordar. – Caleb disse cínico, com um sorriso de lado – Além de uma ótima companhia, ela é linda e engraçada. Não tem porque eu não fazer questão.

O garoto levou uma das mãos a boca para disfarçar o riso que ele tentava segurar ao ver Hanna semicerrar os olhos e abrir a boca descrente.

— Ah, é assim, então? – perguntou indignada – por que você não vai atrás dela? Tenho certeza que a companhia dela é bem melhor do que a minha!

— Você quer que eu vá? – ele se aproximou da loira, deixando seus lábios tão próximos que ele era capaz de sentir a respiração pesada e descompassada da garota.

Ela não respondeu. Não conseguiria, mesmo se pudesse. A respiração calorosa misturada com o leve cheiro de álcool, junto com a grande proximidade de seus corpos semi-nus se aquecendo na água gelada, fazia com que Hanna perdesse  controle de seus atos. Os olhos estavam fechados, mas mesmo assim, ela sentiu Caleb aproximando ainda mais seus lábios, os selando. 

O beijo que começou calmo e delicado, rapidamente se tornou rápido e desesperado, e as mãos grossas do garoto  que, antes, envolviam a cintura de Hanna, agora exploravam o corpo esguio e pálido em movimentos quentes e sensuais, enquanto seus cabelos castanhos, emaranhados por conta da água, eram puxados e bagunçados pela pequena e delicada mão da loira.

O beijo já estava tomando outro caminho quando um pigarro fino chegou em seus ouvidos, mas foi apenas quando uma voz entediada falou, que ambos se separaram.

— É sério isso? Eu não vim de tão longe pra ver vocês se pegando... Vão para um quarto, pelo menos.

Caleb rapidamente ergueu os olhos para a figura loira parada em sua frente. Mesmo com o sol atrapalhando sua visão não o impediu de instantaneamente reconhecer a garota.

— Alison! – ele exclamou contente e surpreso. Os olhos presos na outra loira, que tinha um sorriso divertido.

— Dã – ela revirou os olhos – Eu custo a vir aqui, e essa é a única coisa que tem pra me falar? 

— Foi mal, é que... Eu só... Não consigo acreditar que você tá aqui, não achei que fosse vir. Meu deus! – Caleb exclamou animado. A ansiedade de ver a melhor amiga parada ali em sua frente, depois de um mês sem se verem estava presente em sua voz rouca. 

Ele rapidamente saiu da piscina e pegou a toalha que estava do lado de suas roupas, em cima da mesa. Se secou rapidamente e balançou os cabelos para tirar o excesso de água e correu para abraçar a loira que tinha os braços cruzados.

Hanna por outro lado, encarava a cena com uma expressão fechada e enraivecida. Os olhos azuis claros, que estavam em um tom bem escuro, fulizavam a garota abraçada com seu namorado. Ela já tinha visto Alison, uma única vez quando começou a namorar com Caleb á dois anos atrás. A beleza da garota chamou sua atenção, despertando um ciúmes que ela nunca havia sentido, e mesmo sabendo que da parte de ambos, só existia uma amizade sincera e um sentimento de irmandade, Hanna não conseguia deixar de se sentir incomodada com tamanho afeto e aproximação dois dois adolescentes, ainda mais agora em que Alison estava ainda mais bonita do que antes. Se é que isso era possível, na opinião de Hanna.

— Pois é, eu não achei que eu fosse conseguir depois de ontem... – Ali suspirou pesadamente, mas logo sorriu novamente e encarou Hanna, que já estava fora da piscina e se secava com a outra toalha – Ah, como sou tonta, acabei esquecendo de te cumprimentar Hanna – Ali andou em direção a outra loira que sorriu falsamente.

— Sem problemas – seu sorriso era forçado e completamente sem humor, e por mais que Alison tivesse percebido, não pareceu dar importância, afinal, ela realmente não ligava para Hanna – Imagino que você e Caleb devem ter muitos assuntos para conversar.

— Sim, temos muito assunto pra colocar em dia, e a conversa é em particular, então, se não se importa... – Alison exclamou com uma voz doce, porém com uma pequena arrogância explícita, deixando o final da frase subentendido. 

— Claro que não, aliás, é bom que o Caleb aproveite bastante essa conversa, porque a que terá comigo não vai ser tão boa. – ela lançou um olhar fulminante para o moreno que engoliu em seco – Foi um prazer revê-la, Alison – seu tom ainda era irônico, contudo, Ali apenas acenou com a mão com uma expressão, disfarçadamente, debochada.

...

— Está falando sério? – Caleb perguntou descrente – digo, como eles te acharam aqui no mundo trouxa, em outro país! 

— Existem vários feitiços de localização, mas todos os que eu me lembro precisam de algo meu, como um objeto de valor sentimental, ou alguma parte do meu corpo. – Alison explicou pensativa. Ela havia acabado de contar todos os acontecimentos para o melhor amigo que tentava processar toda as informações.

— Você está, aparentemente, com todas as partes do corpo no lugar, então eles só podem ter usado um objeto de cor sentimental... – ele ponderou por um momento – Você disse que não confiava no espião de seu pai, ele pode ter pegado algo e levado para a Ordem – o garoto sugeriu.

— Não, isso é impossível. Apenas minha tia, meu irmão e meus pais tem acesso aos meus aposentos, além de mim é claro – esclareceu. 

Com o cenho franzido e os olhos perdidos em algum ponto aleatório do quarto, Ali mergulhou em seus pensamentos, tentando refazer, com o máximo de exatidão, os passos feitos no dia da captura de Blake. Se lembrava de ter surpreendido o grupo de aurores no quarto onde o ex-comensal se escondia, fugido com o homem e do pequeno confronto que teve com a Ordem logo em seguida. A humilhação que sentiu ainda se fazia presente em sua memória, assim como o ódio, e a promessa de vingança contra Alastor Moody.

A cena da agressão que sofreu apareceu em sua mente, como um flashback, assim como a resposta para sua dúvida.

"Meu cabelo" – pensou.

— Merlim, como eu sou burra! – ela exclamou indignada, encarando o garoto com uma expressão de descrença diante de sua falta de atenção. – Eles chegaram a agarrar meu cabelo enquanto duelamos. Deve ter ficado algum fio com eles.

— Faz sentido – Caleb comentou – Mas se eles tiverem mais algum fio de cabelo seu, eles podem te encontrar em qualquer lugar, e agora que eles te viram aqui em Rosewood, será ainda mais suspeito – concluiu com a voz pesada e a face preocupada. Ele olhava para a janela como se esperasse que a Ordem entrasse pela abertura a qualquer momento e capturacem a melhor amiga.

— Tem razão, será muito arriscado se eu voltar aqui. Arriscado para nós dois... – Alison disse pensativa, contudo seu rosto logo se iluminou. Um brilho surgiu em seus olhos ao mesmo tempo em que seus lábios se abriram em um sorriso divertido. – Eu tenho uma idéia...


Notas Finais


Espero do fundo do coração que tenham gostado, gente. Sei que esse capítulo não teve muita ação, mas era necessário para apresentar os "novos" personagens, e mostrar um pouco da interação do Caleb c a Alison. Deixem nos comentários a opinião de vocês, ela é muito importante pra mim. Até a próxima!


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