1. Spirit Fanfics >
  2. Blacken my heart >
  3. Defeito de fábrica

História Blacken my heart - Capítulo 19


Escrita por:


Notas do Autor


EAEEE PESSOALLL
Mais um cap pra vcs e mais babado com certeza👀👀
Vamo ver oq vai acontecer e se desenrolar nessa história
https://open.spotify.com/playlist/5bnDe0qlBXZxiY7uTx1dgp?si=KlF2kCgdSs6TDFj8rvtPLQ pra quem ainda quiser
Obrigada demais por todos os faves e comentários
Se cuidem!!
E é isto galera... as coisas vão ficar tensas
BORA LER

Capítulo 19 - Defeito de fábrica


Fanfic / Fanfiction Blacken my heart - Capítulo 19 - Defeito de fábrica

– Filha, você já dormiu? Precisa de alguma coisa? 

                  Minha mãe me perguntou enquanto a porta estava fechada, tentei engolir o choro e a respondi como pude, mas era a coisa mais difícil que já tinha feito. 

                  – Não, mãe, tudo bem. 

                  – Hyejoo, já foi? 

                  – Sim... – respirei fundo e tentei continuar a falar, mas depois de ouvir esse nome simplesmente quis gritar toda a dor que estava sentindo. – Vou dormir mãe. Boa noite. 

                  – Boa noite, minha filha. 

                  Esperei os passos dela se afastarem, e soltei tudo o que estava prendendo. Entre soluços tentava ficar de pé, mas as pernas falhavam, não havia forças nos braços também, era difícil até mesmo me segurar na cama. Parece que toda a força de meu corpo tinha ido embora, e agora só restasse alguma coisa sem vida, sem forças e sem qualquer tipo de coragem para continuar. Meus olhos estavam ardendo de tanto que chorara, minha garganta estava dolorida e com a sensação de que havia algo ali, algo que não conseguiria digerir direito, estava voltando tudo para mim, queria sair e queria agora. 

                  Corri até o banheiro e vomitei todo o jantar que minha mãe havia feito. Tentei me segurar na parede e olhei o meu reflexo, estava péssima, meu cabelo todo desgrenhado, meu rosto vermelho e minha boca aberta em um choro que não iria parar tão cedo. Limpei meu rosto e lavei minha boca. 

                  Tentei respirar fundo, mas não consegui, não queria acreditar em tudo o que ouvira de Hyejoo. Ela... Como ela pode? Mas, também, como poderia estar sendo hipócrita, tantas pessoas que ela havia matado e quantas delas não passavam pela mesma coisa que eu? E eu estava revivendo a morte de meu pai mais uma vez, me senti como no dia do enterro, aquela tristeza que parecia fumaça entrando pelas fretas das portas e janelas. Meu corpo parecia uma casa, um lar que lentamente iria se cobrindo com uma névoa negra, algo que iria me corroer para sempre. 

                  Voltei ao meu quarto com dificuldade, agarrando-me as paredes e tentando não fazer muito barulho, não queria chamar a atenção de minha mãe e não poder comentar nada. Não iria conseguir falar isso para ela, mas também seria muito difícil guardar algo como isso para mim, e não ter ninguém para comentar. Pensei em Jiwoo, mas estava muito tarde para que eu pudesse fazer algo, talvez amanhã quem sabe. Mas, não sei se teria forças para enfrentar um dia de aula normal, talvez pedisse para minha mãe para me deixar em casa. Não queria sair desse quarto, não queria nem mesmo me olhar no espelho, não queria fazer nada. 

                  Son Hyejoo. Ela foi quem matara o meu pai. Ela o assassinou. Ela foi a última pessoa que ele viu. 

                  Meu coração apertava muito, meus olhos não conseguiam parar de soltar lágrimas e mais lágrimas. Ainda chorava muito. Minha cabeça estava para baixo, as lágrimas caindo em meus joelhos e tudo parecia tão...frágil, e eu me sentia frágil como se qualquer coisa a mais que pudesse acontecer iria me destruir para sempre. Posso estar sendo dramática, mas... Eu não queria acreditar nessas coisas que ela contara, não queria... Mas, era verdade. 

                  Como poderia olhar novamente em seu rosto? Será que iria querer olhar em seu rosto novamente. Isso não é algo que se pode esquecer, sei que... Agora ela pode estar muito arrependia, mas e quando fez? E quantas outras famílias também estavam despedaçadas assim como eu, e muito menos sabiam quem havia matado os seus entes queridos. 

                  Não queria ter que admitir, mas tinha me apaixonado por alguém extremamente errado, mas o que mais me chocara não era isso, nem de longe, e se fosse poderia ser menos difícil. O que mais me dava medo era saber que apesar de tudo isso, ainda continuaria gostando dela, e isso me fazia sentir horrivelmente suja. Parecia que meu corpo todo estava sujo. Olhei para a minha mesa de estudos e vi ali a foto de meu pai, não queria encontrar os seus olhos, pois... Gostar de Hyejoo estaria manchando a minha imagem para sempre. Estaria me manchando para uma das pessoas que mais amei nessa vida toda. 

                  Estava em um dilema, um paradoxo, algo que jamais pensaria estar vivendo. Será que era melhor Hyejoo ter me contado? Mas, como ela iria guardar isso, ainda mais quando estamos mais próximas do que nunca. Lembro dos momentos que tivemos juntas, um jantar tão feliz com minha mãe, momentos que todas nós estávamos sorrindo até que... Até que tudo ficou estranho, como se... Como se a felicidade sumisse do mundo. Tudo ficou frio e gelado. Tudo se tornara gelo e estava frágil demais. 

                  Deitei na cama e afoguei meu rosto no travesseiro ainda chorando, mas minhas lágrimas diminuindo, um gosto horrível na minha boca e meu peito doendo imensamente. Sei que estaria diante de mais uma noite mal dormida, e o pior de tudo é que ela estaria na minha mente, me atormentando e agora estaria pensando também no que fez, imaginando como teria feito, pensando em como ela observou a vida de meu pai se esvair de seu corpo.

                  Como ela pode? Como ela poderia ainda estar fazendo essas coisas? Sei que não conseguiria entende-la, ninguém iria conseguir entende-la, só ela mesma. Não havia passado pelo seu trauma, e sei que ser abandonada fora o pior acontecimento de sua vida, e tinha prometido para mim mesma que tentaria ficar ao seu lado, mesmo todo o perigo e todas as coisas erradas que fazia, mesmo que... Mesmo que ainda continuasse fazendo por uma vingança, mas não estaria sendo hipócrita agora que descobri isso? Como iria continuar ao lado dela? Como iria continuar gostando dela? 

                  Hyejoo... Mais uma vez ela estava ali na mente e eu não conseguia tira-la. Seu sorriso apareceu, minha mãe dizendo coisas da minha infância e sua cara de assustada ouvindo atentamente, fomos tão felizes naquele momento. Minha mãe nem desconfiava que estava de frente para a pessoa que assassinara o seu marido, e eu não podia acreditar que realmente era isso, na verdade, não queria. Não queria acreditar, mas era real, e eu não podia fazer nada para muda-la, tampouco, Hyejoo poderia, e eu sei que ela o faria se pudesse. 

                  Vi a expressão em seu rosto, e mesmo que não conseguisse ler ou notar seus sentimentos percebi que estava devastada assim como eu. Logo agora que estávamos nos aproximando verdadeiramente, e que tudo parecia estar se encaminhando bem, isso aconteceu, e nos tirou totalmente de orbita, nos jogando a sorte para qualquer canto que o universo quisesse. 

                  Virei de barriga para cima, fitei o teto e depois fechei os olhos. Tentando respirar profundamente, deixando que a minha expiração fosse a mais lenta possível, era um alívio momentâneo, e em segundos ainda sentia aquela dor que sei que iria me acompanhar por bastante tempo. 

                  Com os olhos fechados tentei pegar no sono, e para minha surpresa estava conseguindo. Devia ser o cansaço de ter chorado tanto. Meu corpo não iria aguentar muito, não estava aguentando bem até agora. Não tinha forças nem ao menos para me cobrir, ou tirar a roupa que estava vestindo, apenas virei para o lado e deixei que o mundo dos sonhos me levasse, pois nos sonhos entramos em um mundo totalmente nosso, deixaria que meus pensamentos viajassem para o mais longe possível, seja no mais profundo oceano, ou na nuvem mais alta. 

                  (...)

                  Minha mãe me deixara ficar em casa na sexta, e hoje como era sábado não havia aula. Então, me tranquei em meu quarto. Minha mãe ficou preocupada com meu comportamento, mas não disse nada, ela sabia que haveria um momento em que eu iria contar a mesma, embora, nem eu saiba se esse momento chegaria. Não sei se teria coragem de conta-la, mas ela merecia saber a verdade tanto quanto eu. Era o seu marido que havia falecido, o homem que jurou amor no altar e que prometeu passar o resto de sua vida, mas não imaginaria que sua vida fosse encurtada por uma pessoa. A pessoa a qual meus sentimentos ainda queriam por perto. 

                  Ainda estava deitada, olhando o teto, observando alguma coisa que parecia interessante, mas não havia nada demais. Jiwoo perguntou por que não fora ontem ao colégio e apenas respondi que não estava me sentindo bem, todavia, ela sabia que ontem Hyejoo esteve na minha casa e logo a associou que alguma coisa poderia ter acontecido envolvendo a morena, mas não quis comentar e ela me respeitou, disse que esperaria. Outra pessoa que merecia a verdade, Jiwoo sempre esteve ao meu lado, e também me dissera que Hyejoo poderia perigosa, entretanto, eu já sabia disso, sabia no que estava me metendo, mas acho que as consequências estavam vindo cedo demais.

                  Era sábado de manhã e minha mãe iria dar sua aula de piano, então não desci as escadas para não incomodar, me tranquei no quarto e coloquei minhas músicas, ouvindo as mais tristes possíveis. Ainda não havia me recuperado, mesmo que um dia já houvesse passado. E quem conseguiria se recuperar disso em tanto pouco tempo. Hyejoo tampouco me ligara ou falara comigo, deixou-me ter o meu espaço, mas todas as vezes que estava na janela podia ver uma sombra na sua, e lembrei que ela disse que me observava dali. Deveria-me sentir estranha e invadida, mas não me sentia assim, e me perguntei infinitamente o porquê disso. 

                  Porque não odiava Hyejoo? Porque não poderia simplesmente tomar um enorme desprezo por sua pessoa? Não conseguia entender o que eu tinha de errado para ainda querer sua presença ou que ela gostasse de mim, toda hora me lembrava que ela havia assassinado o meu pai por ordem e dinheiro. Tinha que me lembrar todas as vezes que lembrava do seu abraço e do seu beijo. Do seu rosto e o desejo de estar perto dela. 

                  Sentia-me defeituosa, como se não conseguisse acreditar que minhas configurações ainda me fizessem sentir falta dela, não podia estar certo, deveria ser um defeito de fábrica, era muito errado. 

                  Ouvi a porta bater lá embaixo mesmo com os fones de ouvido, minha audição era muito boa, obrigada. Soube imediatamente que a aluna de minha mãe chegara, e iniciaram os seus estudos no piano.

                  Deixei que a música me consumisse e pelo menos por agora não iria pensar em nada.

                  (...)

                  Hyejoo

                  Havia uma mensagem nova em meu e-mail, uma missão de última hora que teria de ser executada hoje mesmo. Uma foto de um homem idoso aparecia na tela, sua localização exata e o que deveria ser feito. Um tiro certeiro em sua cabeça. Um fuzil de precisão bastaria. 

                  Gritei de raiva, pois isso era a última coisa que queria fazer. Era sábado, e ainda não falara nem mencionara o nome de Chaewon, nem ao menos sabendo se um dia ela iria querer falar comigo novamente, talvez também não iria querer. Eu a marquei da pior forma que se pode marcar um ser humano, um fantasma que eu ajudara a formar dentro de sua pessoa. Ela nunca iria me perdoar, não sei nem ao menos porque estava criando esperança. 

                  Talvez porque tivesse esquecido como era ficar totalmente sozinha. Lembrei-me de quando ela estava ali naquele quarto, de quando observamos um gato entrar sorrateiramente no dela e ri fracamente com a lembrança, parecia ter sido feita há tanto tempo, nem ao menos dessa vida. Olhei para o meu relógio e sabia que deveria sair de casa o mais depressa possível, eles não gostavam de atrasos e muito menos que não executassem um plano. Não havia como recusar uma missão, quando ela era dada tinha de ser cumprida, você gostando ou não, querendo ou não. Isso não era um jogo, e havia uma regra clara. Você tem de obedecer. 

                  Nem sei ao menos sei se algum dia poderia querer sair ou pedir para sair. Por tanto tempo pensei que a minha vingança era a última coisa que faria viva que não pensei no depois, nem me imaginava viva após tudo isso. Tudo acabava no momento que iria satisfazer o meu desejo, não tinha o que pensar depois, entretanto, agora era diferente. 

                  E por que era diferente? Tudo por causa de Chaewon. 

                  Eu me lembrei como não era bom ficar sozinha, tive a sua companhia por alguns momentos e neles já tinha me acostumado, mas não poderia demorar nesses pensamentos. Rapidamente levantei e fui tomar um banho rápido. Vesti roupas novas, uma calça jeans, blusa preta, bota e um boné preto. Comi alguma coisa velha que poderia muito bem estar fora da validade, mas não me importei. Bebi água e percebi que o pote da mãe de Chaewon ainda estava ali, a comida era maravilhosa, mas descera como uma pedra. Saber que tinha matado o seu marido... E era por essas coisas que não procurava muito saber da vida das pessoas que iria matar, pois você cria remorso, você vê que a pessoa tem uma vida, tem família e pessoas que a amam, e nunca teria coragem de realizar a sua missão. Somos avisados para isso, avisados para que menos contato seja melhor, e eu sempre soube que isso iria me enfraquecer um dia. 

                  Entrementes, deixei me levar. Criei contato com Chaewon, e até mesmo com sua mãe, e agora o remorso me comia por inteira, e pensamentos de outras pessoas que havia assassinado vinha em minha mente. Não me levem a mal, disse com todas as letras que tinha orgulho, mas agora vendo a real tristeza e sofrimento de alguém que gostava era totalmente diferente. Eu era um monstro e nunca deixaria de ser, mas... Mas, deve haver monstros com sentimentos também. 

                  Fui até o quarto que tinha ensinado Chaewon a atirar e peguei uma velha mala que estava ali. Guardei munições, uma faca, a pistola que ela tinha usado e arma que usaria hoje, um rifle de sniper chamado Lobaev. Vi se estava tudo certo e se não estaria esquecendo mais nada. Fechei a mala e passei pelo ombro, tranquei a sala e saí rapidamente.

                  Deixei minha casa lançando um último olhar para a de Chaewon, observei sua janela fechada como a tinha dito para deixar. Peguei meu celular e verifiquei se as câmeras estavam funcionando, e de fato estavam, mas outra coisa também estava ali, um novo aplicativo que marcava a localização dela. Coloquei um mini gps no colar que tinha dado a Chaewon, sabendo  que Kim Taeyeon não iria se aproximar enquanto estivesse aqui, também tinha noção que poderia receber uma missão e ter de sair, deixando-a desprotegida  como estava acontecendo nesse momento. 

                  Subi na moto e acelerei, não coloquei capacete desta vez, tinha o meu boné e não queria tira-lo. O endereço era um pouco longe então deixei que a velocidade aumentasse a níveis que pessoas normais teriam muito medo, senti falta do abraço de Chaewon na minha cintura, como havia ensinado a segurar firmemente em mim. Balancei minha cabeça, estaria indo em uma missão e não poderia haver erros. 

                  Demorou mais ou menos uma hora até chegar o local. Era um velho prédio e ali haveria chefes de várias facções reunidos para discutir algo importante. Deixei minha moto em um lugar escondido, carregando a mala me posicionei em ponto estratégico. O prédio que o homem estava era todo aberto, como uma construção que não havia sido terminada, e eu estava em um que parecia que iria ruir a qualquer momento. Vi que vários homens de todas as idades se reuniam em um circulo, e o que eu tinha de executar estava no meio deles. Estava exaltado, dando ordens e colocando o dedo na cara de vários outros. 

                  Abri a minha mala lentamente, estava em uma distancia grande, mas mesmo assim sempre era bom tomar cuidado. Peguei o rifle e o ajeitei no meu corpo. Os homens ainda estavam conversando absortos, o meu alvo ainda gritando e esbravejando. O dia estava nublado, então não haveria problemas como o brilho do sol podendo dar a minha posição por causa da lente da mira. Respirei fundo e coloquei o olho na mira, esperei que ele parasse de falar, mas era difícil. Outro homem mais jovem entrou na sua frente quase no momento em que iria atirar. 

                  – Merda. – disse enquanto abaixava a arma, pois alguém tinha olhado na minha direção. Não podia me demorar, isso tinha que acabar logo. 

                  Respirei e esperei que eles tirassem sua atenção de onde estava. Na verdade, seria melhor sair dali. Peguei o rifle com uma mão, e com a outra a mala, corri abaixada e não foi nada fácil, havia muitos pedregulhos ali e quando me movimentava a poeira subia e tampava a minha visão. Tentei ficar calma, não era a primeira vez que fazia isso, eu sabia como fazer e iria. Não podia deixar de ficar calma e ser fraca. Peguei a pistola que trouxera e coloquei presa na minha calça, seria bom ter mais alguma coisa caso algo acontecesse.

                  Coloquei-me novamente em posição. Agora estava atrás de outra janela, mas essa não havia proteção, tinha de agir rápido, ou então poderiam desconfiar novamente. Quando olhei de novo o meu alvo não estava mais gritando, parecia preocupado e olhava para os lados, sentindo o perigo, eles ainda desconfiavam, teria que agir rápido e dar o fora dali. Tinha dois homens na sua frente, um segurava uma pistola e o outro um rifle de assalto, m16. Estiquei meu pescoço e coloquei o meu olhei na mira, deixei que ficasse diretamente na cabeça do homem e puxei o gatilho. Houve um estrondo e vários homens correram em sua direção, outros procuravam a fonte do tiro.

                  Depois disso tudo aconteceu muito rápido. Guardei rapidamente o rifle na mala, fechei e coloquei-a no meu ombro. Corri abaixada, tentando o mais rápido chegar até minha moto. Havia gritos agora, muitos passos e tiros que pareciam vir de todos os lados. 

                  Continuei correndo agachada, tirei rapidamente a pistola da minha calça e a deixei na minha mão direita. Já poderia ver minha moto escondida e rapidamente joguei a minha mala por ali e coloquei a chave, mas antes que pudesse fugir dois dos capangas deles me encontrou, um consegui acertar na cabeça logo que o vi, o que segurava a m16, mas o outra continuou vivo, pois o tiro que dera passou de raspão, decidi não ficar mais ali, viria mais gente e talvez não conseguisse passar por todos. Acelerei o máximo que pude fazendo um barulho absurdo com a moto e saí daquele local. 

                  (...)

                  Cheguei a minha casa com coração ainda batendo rapidamente, foi por pouco, mas consegui. Olhei o meu celular e o dinheiro já estava na minha conta, não me alegrei muito, pelo contrário, era um dinheiro amaldiçoado e eu já sabia disso. 

                  Olhei até a casa de Chaewon, mas algo estava estranho, a porta da frente estava totalmente aberta. Deixei a moto onde estava, mas peguei a minha mala, e a pistola que usei para matar o capanga ainda estava na barra da minha calça. Atravessei a rua empunhando a arma para qualquer lado que tivesse movimentando. Com passos curtos entrava lentamente na casa, parecia que estava tudo normal, mas porque não acreditava nisso? Havia alguma coisa de errado. 

                  Fui até a cozinha e a visão que tive me tirou o fôlego, a mãe de Chaewon estava desacordada no chão, corri até seu encontro e me abaixei. Os olhos dela estavam fechados, mas senti sua respiração. 

                  – Senhora Park... – disse enquanto cutucava-a. – Senhora... 

                  Lentamente ela começava a acordar, um filete de sangue saía da sua boca, quando abriu os olhos eles pareciam desfocados e depois de segundos adotaram uma expressão de pânico. 

                  – Senhora Park... – disse trazendo a sua atenção para mim. – O que aconteceu? 

                  Ela viu a arma na minha mão e se assustou achando que faria algum mal para ela. 

                  – Não... Não vou fazer nada com a senhora. – falei enquanto tentava acalma-la. – Onde está Chaewon?         

                  – E-ela foi levada.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...