História Blanche - Capítulo 2


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Categorias As Peças Infernais, Os Instrumentos Mortais
Personagens Abbadon, Agramon, Alexander "Alec" Lightwood, Alexei De Quincey, Amatis Graymark, Anna Lightwood, Asmodeus, Axel Mortmain, Camille Belcourt, Cecily Herondale, Céline Herondale, Charlotte Fairchild, Church, Clary Fairchild (Clary Fray), Eidolon, Gabriel Lightwood, Henry Branwell, Hodge Starkweather, Imogen Herondale, Irmão Enoch, Isabelle Lightwood, Ithuriel, Jace Herondale (Jace Wayland), James "Jem" Carstairs, Jem Carstairs, Jeremiah, Jessamine Lovelace, Jocelyn Fairchild, Jonathan Christopher Morgenstern, Jordan Kyle, Kaelie, Lilith, Luke Graymark, Magnus Bane, Maryse Lightwood, Maureen Brown, Max Lightwood, Max Michael Lightwood-Bane, Nathaniel Gray, Personagens Originais, Rafael Lightwood-Bane, Ragnor Fell, Rainha Seelie, Raphael Santiago, Raziel, Robert Lightwood, Sebastian Morgstren, Senhora Black, Senhora Dark, Simon Lewis, Stephen Herondale, Tessa Gray, Valentim Morgenstern, Will Herondale, Woolsey Scott
Tags Blanche, Destruição, Universo
Visualizações 6
Palavras 694
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Ficção, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Saga
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Humanos


- Quando se é eterno, você não se dá ao luxo de prender-se a alguém ou a prometer que sempre ficaram juntos.- Eu disse, sussurrando para Carstairs.- Porque o outro partirá, e eu, ficarei.
 Os olhos tão cinzas e escuros de Jem me encaravam, deixando-me um pouco acanhada. Mesmo que soubesse de sua paixão por Tessa, ele continuava sendo minha paixão da época e eu não conseguia controlar-me ao vê-lo do modo em que se encontrava, doente de amor e de yin fen.
- Prometo estar aqui quando mais precisar, e também prometo que eu iria até o inferno buscar yin fen para você, se é disso que precisa.- Voltei a falar, agora meus dedos percorriam a pele febril e meus olhos fixavam-se no sorriso fraco que o garoto esboçara.
- Tão boa para nosso mundo.- Foram as palavras que escaparam de seus lábios, como se fosse sem querer.- E ao mesmo tempo não sei porque escolheu amar a mim.
- Ah, garotos à beira da morte me fascinam mais do  que os outros.- Brinquei, ainda deitada ao lado dele, sorrindo.- Não escolhi quem queria amar, James. Mas não seria Will.
 Rimos juntos, enquanto nossos olhos encontraram-se por um segundo, movendo-se depois para o terceiro corpo no pequeno quarto de Jem. Will estava esparramado sobre a poltrona, sua aparência era de quem acabara de correr 13km, mas ainda assim, era belo.
- Lamento não conseguir ser o que você gostaria que eu fosse, Lie...- Calei-o apenas com um olhar, eu já sabia todo aquele discurso.
- Não importa.- Dei de ombros, dessa vez olhando a janela fixamente.- Eu já sei que essa é a sentença daqueles que são demasiadamente perfeitos.- Sibilei as últimas palavras, o ódio queimando sob minha garganta.- Quer que eu toque para você?
 Ele assentiu, então levantei-me, desvicilhando de seus braços fortes e frágeis, andando até o violino. Peguei-o com gentileza, apoiando-o sob meu ombro esquerdo, enquanto alcançava as pequenas cordas.  A [...] vagava entre os fios, formando uma melodia nostálgica e bela sobre as Montanhas Norueguesas.
 Meus olhos permaneciam fechados, mas eu sentia que Will havia acordado e James adormecido, aos poucos diminui a melodia, deixando-a alcançar seu fim.
- Se sente melhor, Herondale?
- A menor faísca de amor pode iniciar até mesmo um grande incêndio.- Ele murmurou de volta, como resposta. Sorri, já de costas para ele e guardando o violino. Chequei se Jem estava confortável em sua cama e estendi o palmo para Gwyllim, pronta para nos guiar de volta ao corredor.
- Shakespeare foi um cara interessante, mesmo que bebesse demais.
- Certo, museu ambulante, você também conheceu Shakespeare.- Dei de ombros, saímos lado a lado, caminhando feito fantasmas para o meu quarto. A presença de Will ali era tão comum quanto a minha própria. Suspirei ao ver que Dante não estava lá.
- Juro que se ele continuar dormindo na biblioteca, moverei a mala dele para lá.- Exclamei, me caminhando até a janela, vendo o jardim.- Como você está, Gwyl?
- Gato como sempre, você sabe.- Ele disse, juntando-se a mim e observando o jardim, encostei meu corpo ao dele, soltando um pequeno riso.- Estou bem, sério. Já sou acostumado com garotas que eu amo ficando com os caras legais.
- Você não é um badboy, Herondale. E, penso que se não fosse apaixonado por Tessa, eu poderia facilmente me apaixonar por você e suas péssimas piadas musicais.
  Nos encaramos, agora frente a frente, eu percebia o cansaço dele. A luta com Mortmain estava o esgotando, e ninguém conseguia notar isso além de James e eu.
- Oh, milady. Eu seria um tremendo tolo se não a beijasse agora, enquanto parece uma pintura divina.- Will zombou, enquanto eu gargalhava. Puxei-o para um abraço, tentando transmitir tudo que havia ali. Todo o meu amor por ele.
- Você poderia tentar, milorde. Se sairá vivo... Bom, essa é a questão.
 Separaram-se, ambos se encarando; Descrentes de que haveria uma outra noite como aquela, juntaram-se novamente, lábios com lábios, enquanto sorriam durante o beijo.
 Passaram a noite assim, feito amantes inconformados com a distância de seus amores passados. Amaram-se até o sol começar a brilhar sob o Instituto.



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