História Blanche - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
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Palavras 666
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: FemmeSlash, Orange
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi kk. Sim, tô tentando repostar essa coisa

Capítulo 1 - Salut, Veneza!



Era uma manhã de domingo, como qualquer outra. As pessoas passeando nas ruas, os sorrisos nos rostos, o clima leve, crianças brincando, casais namorando, idosos se exercitando. O mesmo pipoqueiro, a mesma praça, a mesma banca de jornal e tantos turistas...Tudo igual. Infelizmente.

Amélie estava cansada desses dias tão monótonos e vazios. Ela estava cansada de acordar todos os dias e vestir a "máscara de viva" para fingir ter algo ou ser alguém. Ela estava cansada  de  esconder o  seu eu verdadeiro, que estava morto, vazio e sem nada.

Simplesmente cansada.

Se sentou em um dos bancos da praça, observando aquela maré de turistas. Todos os anos e em todas as estações, Veneza recebia esse tsunami de estrangeiros. Amélie já tinha lido em um livro que devido ao aquecimento global, Veneza estava entre uma das cidades que o nível do mar engoliria em algumas décadas e pensou que, talvez, fosse por isso que as pessoas tinham tanta vontade de conhecer a sua cidade sem graça.

Observando os turistas, ela soltou um suspiro entediado, desviando sua atenção para alguns pombos que atacavam uma moça ruiva de cabelos curtos. Os pombos sem dúvidas eram os inimigos mortais dos turistas. Veneza sempre atraiu a atenção de diversas pessoas de vários países e todos os dias recebia inúmeras visitas. Amélie sempre achou que os pombos fossem ciumentos com a cidade, pois eles recebiam os turistas de forma muito bruta: com bicadas e às vezes, até com esterco.

Com a moça ruiva não foi diferente. Um bando de cinco pombos atacavam ela, bicando-lhe a cabeça e os braços. Não demorou muito e a moça derrubou quase tudo que carregava consigo: Mala, copo de café e um jornal. Apenas o enorme estojo do Violoncelo permaneceu consigo, pois estava em suas costas. A moça tentou pegar os objetos novamente, mas os pombos não deram trégua.

Sem pensar muito, Amélie se levantou indo espantar os pombos e ajudar a moça. Ela gostava de alimenta-los, então eles pareciam meio obedientes à ela. Ou talvez, ela supôs, os pombos só odeiassem os turistas. A moça ruiva sorriu, agradecendo várias vezes em um italiano embolado. Pelo sotaque da turista, Amélie deduziu que ela era uma francesa parisiense. 

Algo naquele tom de pele tão pálido, naquelas bochechas fofas e sardentas, naquele cabelo ruivo inchado e naquelas roupas tão simples chamou a atenção de Amélie. Um algo que ela não conseguia enxergar, mesmo olhando fixamente no verde claro dos olhos da francesa.

"O que, ãn...T-tem alguma coiso em meu face?" A francesa se atropelou nas palavras, fazendo feições engraçadas enquanto tentava lembrar como se falava as palavras. Amélie riu. Então, piscou os olhos lentamente devido a surpresa. Ela havia gargalhado. De verdade. Também sentiu-se grata por não receber um olhar estranho devido ao seu cabelo. Os dreadlocks de Amélie costumavam atrair todo tipo de olhares, mas a ruiva pareceu não se importar muito.

"Eu sou de uma família de guias turísticos e sou poliglota." Amélie afirmou, falando em um dialeto francês tão perfeito que deixou a turista de boca aberta. "Precisa de ajuda?" Perguntou, observando a forma desajeitada que a moça segurava tantos objetos. "Não tenho dinheiro para pagar seus serviços, mas, obrigada. Vou me virando!" As palavras da moça não condiziam com seu sorriso e tom alegre. Como alguém podia ser tão sorridente assim, mesmo sem dinheiro?

"Sou Amélie. Estou entediada hoje, nada pra fazer..." Fez um gesto abrangendo o local, onde uma maré de turistas buscavam coisas e locais, se atropelando atrás de guias turísticos. Amélie estava agradecida por não ter vestido o uniforme e sorria de forma irônica. Queria deixar claro para a estrangeira que não estava afim de trabalhar hoje. "...Posso te ajudar sem cobrar nada. Não se preocupe, isso não é um serviço que me pagará mais tarde." 

"Céus, você vai simplesmente ajudar uma completa estranha? E se eu for uma ladra que irá te roubar nesse exato momento?"

"Então com sua próxima vítima, evite avisar antes de roubá-la." Amélie respondeu, dando uma piscadela. 
 


Notas Finais


666 pacto com tio lúcifer pra não flopar (porém não efetivo


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