História Blandet - Capítulo 76


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Blandet, Hell's Gate, Killers, Leon, Mistério, Red Zone, The Killer Academy
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, LGBT, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Seinen, Shonen-Ai, Shounen, Suspense, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 76 - Arco (IV) - Angel's Fall - Eden: O Falso Paraíso


04 de Agosto do ano 3000 – 08h45min da Manhã – Trem Five Connections .

 

Deitado em uma cama na cabine do trem. Ariel começava a despertar depois das fortes emoções que passou no dia anterior. Ele estava com o rosto abatido e com os olhos inchados. Ao caminhar lentamente até a janela Ariel abriu a cortina e arregalou os olhos quando percebeu que estava num trem em movimento. Ele caminhava direto para a porta da cabine e enquanto se dirigia a saída ele passou pelo espelho na parede e percebeu que ainda estava usando o uniforme da Academia Killer. Ao olhar ao redor do quarto ele viu que sua mala estava no pé da cama e a abriu pegando umas roupas.

Após se trocar Ariel respirou fundo e abriu a porta. O corredor estava silencioso e enquanto passava pelos vagões ele percebia que o trem estava vazio. Até que ele se dirigiu ao vagão restaurante e quando chegou lá viu Raven tomando café da manhã.

- Bom dia senhor Ariel! É bom vê-lo que está bem. – Disse Raven assim que o avistou.

- Raven o que significa isso? – Perguntou Ariel nervoso.

- Só estou cumprindo ordens. Minhas ordens são de levá-lo de volta ao Eden o mais rápido possível. – Respondeu Raven.

- Não tem ninguém aqui além de nós? – Perguntou Ariel olhando ao redor.

- Correto. As linhas que vão direto para o Eden foram canceladas a pedido do conselho. O trem está funcionando especialmente para levá-lo. – Respondeu Raven.

- Entendi... – Disse Ariel frustrado.

- Sente-se e tome café da manhã. Precisa se alimentar o nosso próximo líder deve se manter saudável. – Disse Raven enquanto se levantava.

- Eu ainda não consigo acreditar que tudo isso esteja mesmo acontecendo. – Disse Ariel num tom melancólico.

- Essa é a realidade senhor Ariel. Precisa aceita-la para que possamos seguir em frente. O clã Angelicus precisa do senhor e agora mais do que nunca. – Disse Raven num tom sério.

 

Em Babilônia Fenrir se dirigia em direção à mansão Other Side e apertou a campainha que logo foi atendida por Rose.

- Fenrir... Deseja falar com alguém? – Perguntou Rose.

- O Sora está? – Perguntou Fenrir.

- Está sim. Ele está no jardim logo ao lado. Pode ir até lá. – Disse Rose sorrindo.

- Obrigado... – Respondeu Fenrir desanimado.

 

Fenrir seguiu caminho até o jardim até que finalmente encontrou Sora que estava com Lótus, Leon, Sun e Sing sentados embaixo de uma árvore. Todos eles estavam conversando animados e assim que perceberam que Fenrir se aproximava o saudarão.

- Fenrir! Que surpresa vê-lo aqui! – Disse Lótus sorrindo.

- Aposto que ele veio pegar a bóia. – Disse Sun cochichando no ouvido de Sing.

- Idiota! Acha que ele é igual você! – Reclamou Sing

- Aconteceu alguma coisa? – Perguntou Leon assim que percebeu a expressão desanimada de Fenrir.

- Desculpem atrapalhar a conversa de vocês... Mas Sora estava procurando por você. Como não estava no hotel deduzir que estivesse aqui. – Disse Fenrir.

- Bom... Precisa de algo? – Perguntou Sora curioso.

- O Ariel ele sumiu! – Disse Fenrir deixando todos chocados.

- Sumiu?! Como assim?! – Disse Lótus surpresa.

- Ontem ele não foi à cerimônia de formatura... E quando retornei ao hotel ele não estava mais lá. Suas malas e suas roupas foram levadas. – Disse Fenrir.

- Impossível! Eu e o Ariel iríamos voltar juntos para a capital semana que vem! – Disse Sora surpreso.

- Acha que ele voltou pra casa sozinho? – Perguntou Sing.

- Dada a situação... É o que parece. – Disse Sora.

- Ele voltou para casa... Sem se despedir de mim? – Disse Fenrir ainda mais desanimado.

- Talvez devemos investigar isso melhor. – Disse Lótus.

- Concordo... Sinto que tem algo de estranho... – Disse Sora preocupado

- Então devemos voltar ao hotel e fazer algumas perguntas. – Disse Lótus.

- Então não vamos perder tempo. – Disse Sora.

Enquanto todos se levantavam e partiam rumo ao hotel onde Fenrir e Ariel estavam hospedados. Lótus percebeu que os únicos que não se levantaram foram Sing e Sun.

- Vocês não vem? – Perguntou Lótus.

- Eu passo... Estou com muita preguiça hoje. – Disse Sun.

- Eu tenho algo a fazer... Sinto muito... – Respondeu Sing com um sorriso forçado.

- Bom... Avisa a Rose que voltamos mais tarde. – Disse Lótus enquanto ia embora.

Assim que Lótus, Leon, Sora e Fenrir partiram o sorriso no rosto de Sing desapareceu e ele ficou com uma expressão pensativa.

- Conheço essa cara... Você ta pensando em alguma coisa não é? – Perguntou Sun.

- Sim. É bom você ter ficado, pois vou precisar da sua ajuda. – Respondeu Sing.

Sing e Sun foram até a estação de trem da cidade. Lá eles corriam juntos olhando de um lado para o outro como se estivessem procurando por alguém.

- Tem certeza que o trem para o clã Yang parte hoje? – Perguntou Sing.

- Tenho! Só não vou para casa agora porque mandei uma carta pro meus pais avisando que ficarei mais tempo aqui. Mas minha passagem indicava essa data e esse horário. - Respondeu Sun tentando recuperar o fôlego.

- Espero que ela ainda não tenha embarcado... – Disse Sing olhando ao redor.

- Não acredito que viemos da mansão até aqui correndo... Deveríamos ter pego uma carruagem. – Disse Sun ainda cansada.

- Ali está ela! Vamos! – Disse Sing assim que avistou a pessoa que estava procurando.

- Espera! – Gritou Sun enquanto corria atrás dele.

(A linha direta para a capital do clã Yang: Xuampu irá partir em cinco minutos) – Anuncia uma voz nos altos falantes.

- Bom é melhor eu ir andando... – Disse Ling enquanto arrastava sua mala de rodinhas.

- Ling! Será que podemos conversar? – Perguntou Sing antes de Ling entrar no trem

- Vocês dois... O que querem comigo? – Perguntou Ling.

- Ariel voltou para a casa repentinamente e não avisou ao Sora muito menos compareceu a formatura... Sabe alguma coisa sobre isso? – Perguntou Sing desconfiado.

- Eu? Porque eu saberia de alguma coisa? – Questionou Ling.

- Eu também não entendi... O que a Ling tem haver com isso? – Perguntou Sun confusa.

Sing se aproximou de Ling e sussurrou nos ouvidos dela deixando Sun desconfiada.

- Eu te vi Ling. Você saiu do baile e se encontrou com alguém do clã Angelicus nos jardins do palácio de Zeus e entregou algo para ele. – Sussurrava Sing com um olhar sério.

Ling arregalou os olhos surpresa e apertou os punhos, mas manteve o controle de suas emoções.

- Ficar seguindo os outros por ai é falta de educação Sing Lullaby. – Disse ela sorrindo tentando disfarçar nervosismo.

(Senhores passageiros o trem para a capital do clã Yang está prestes a partir) – Disse a voz do alto falante.

- Bem... Eu preciso ir... – Disse Ling entrando no trem.

- Não vai responder minha pergunta? – Gritou Sing.

- A única coisa que eu posso dizer é que não tenho nada haver com isso. – Respondeu ela antes da portas se fecharem automaticamente.

Sing ficou irritado coma resposta de Ling, pois ele sabia que ela escondia alguma coisa. Mas infelizmente ele não podia fazer mais nada, além disso.

- Seja lá o que você tenha dito... Parece que no fim não conseguimos nada... – Lamentava Sun.

- Vamos voltar... Talvez os outros tenham conseguido alguma informação. – Disse Sing.

- Será que podemos pegar uma carruagem dessa vez? – Falou Sun num tom preguiçoso.

‘’Porque não consigo me livrar dessa aflição? Ariel espero que você esteja bem!’’ – Pensava Sing enquanto caminhava.

 

 

04 de Agosto do ano 3000 – 11h22min da Manhã –Eden – Capital do clã Angelicus.

 

A capital do clã Angelicus: Eden. É uma cidade totalmente construída no estilo da época medieval. Construção de maiores destaque em arquitetura eram igrejas, prédios públicos e casas de pessoas nobres. A maioria das pessoas que viviam aqui geralmente tinha um bom emprego e taxa de pobreza era bem baixa. Apesar do bom estilo de vida o preconceito e a intolerância era uma coisa viva entre o povo desse clã.

Havia uma linha de diferença entre os membros da família principal e os membros da segunda linhagem. A família principal, aqueles que geralmente nasciam com asas brancas eram chamados de anjos sagrados. Já se segunda linhagem. Aqueles que nasciam com as asas negras eram chamados de anjos caídos. A diferença entre as duas linhagens ultrapassava a cor de suas asas. Seus estilos de vida eram o completamente diferentes.

No centro da cidade havia um prédio no formato de uma gaiola forrado com de vidraças. Esse era o maior prédio da capital conhecido como: Cage. Era onde os corvos vermelhos viviam.

Os corvos vermelhos eram uma equipe oficial formada por membros da segunda linhagem do clã. Eles geralmente vestiam roupas pretas com máscaras de corvo de cor vermelha. Foram assim que receberam esse titulo. Os corvos vermelhos são responsáveis pela segurança da capital e de todo clã na maioria dos casos. Principalmente casos em que envolviam killers perigosos de outros clãs. Os anjos caídos nunca estavam envolvidos no controle de terras ou cidades. Apenas prestavam serviços como guardas de segurança.

Assim que o trem parou, Ariel e Raven desceram um após o outro e logo foram recebidos por uma equipe de quatro corvos vermelhos e no meio deles uma mulher de cabelos escuros longos vestindo a mesma roupa que eles, porém sem máscara demonstrava um sorriso gentil ao vê-los.

- Lucia! – Disse Ariel assim que a viu.

- É bom vê-lo de novo jovem mestre. – Disse Lucia com um sorriso.

- Não esperava que fosse vir nos receber pessoalmente. – Disse Raven.

- Um assassino está à solta por ai. A segurança do nosso futuro rei é prioridade. – Disse Lucia mantendo o sorriso.

- Lucia tem certeza que a Isabel é à culpada pelo assassinato de meu pai? Ainda não consigo acreditar em tal coisa. – Disse Ariel num tom melancólico.

- Senhor Ariel nós dos corvos vermelhos estamos fazendo a investigação. Mas tudo aponta para ela como culpada... Afinal temos uma testemunha. – Respondeu Lucia.

- Testemunha? – Disse Ariel curioso.

- Sim. O Cardeal Kesabel testemunhou o assassinato. – Respondeu Lucia.

- O Cardeal Kesabel?! Ele é o braço direito de vossa santidade. – Disse Ariel surpreso.

- Acho melhor irmos direto para o Eden. Não devemos falar sobre isso por aqui. – Disse Raven.

- Raven tem razão. Não se preocupe senhor Ariel o deixaremos informados caso descobrimos alguma coisa. – Disse Lucia.

- Entendi... – Disse Ariel ainda chocado.

Ariel entrou na carruagem acompanhado por Raven e Lucia e os outros quatro corvos vermelhos o seguiriam de cavalos fazendo a escolta. Enquanto a carruagem passava pelas ruas vazias. Ariel olhava pela janela percebendo a falta de pessoas nas ruas da capital.

- Está tudo muito quieto... – Disse Ariel.

- Vossa santidade declarou luto por uma semana. Além disso, atribuímos toques de recolher até que Isabel seja encontrada. – Disse Lucia.

Não demorou muito para eles chegarem até as escadarias da torre Babel. Uma enorme torre construída ao leste da capital que levava até ao palácio da família principal onde viviam apenas os anjos sagrados. Eram assim que chamavam os Angelicus que possuíam asas de cor branca.

No topo da torre de Babel havia uma ilha que flutuava acima dela. É nessa ilha onde fica o palácio real. O verdadeiro Eden. Os anjos caídos não podiam entrar nela. Era uma regra que jamais deveria ser quebrada. Apenas os anjos caídos com uma autorização poderiam entrar no Eden. Mas esses casos eram raros de acontecer.

- Daqui você seguira com o Raven. – Disse Lucia enquanto descia da carruagem.

Ariel desceu logo em seguida acompanhado por Raven.

- É melhor irmos logo. Sua mãe o aguarda. – Disse Raven enquanto subia as escadas indo em direção a porta da torre.

- Obrigado Lucia. – Disse Ariel com um sorriso gentil.

Lucia apenas sorria enquanto olhava as costas de Ariel se distanciar cada vez mais enquanto ele subia os degraus. Mas assim que ele desapareceu de suas vistas o sorriso no rosto dela sumiu. Com um olhar sério ela entrou na carruagem e partiu.

Assim que Ariel e Raven chegaram às portas gigantescas da torre de Babel dois guardas segurando lanças e usando armaduras douradas e de máscara de pombo branco os barraram.

Os guardas de armaduras douradas e de máscara de pombo branco. Eram chamados de pombas da paz. Eles eram os soldados que faziam a segurança do palácio real e da torre de Babel.

- O que faz aqui anjo caído? – Perguntou um deles olhando para Raven.

- Vim trazer escoltar o senhor Ariel até a o palácio como ordenado pela rainha. – Respondeu Raven.

- O senhor Ariel! – Disse os dois guardas surpresos ao perceber que Ariel estava bem atrás de Raven.

- Desculpe nossa indelicadeza meu príncipe. – Se desculpou um dos guardas.

- Não... Se preocupem... – Disse Ariel com um sorriso forçado.

- Ainda assim não podemos deixar o anjo caído passar sem autorização. – Disse o guarda.

- Aqui está minha autorização assinada pela própria rainha. – Disse Raven tirando um pergaminho de sua cintura.

O guarda pegou o pergaminho e conferiu e viu o selo real e a assinatura da rainha confirmou as palavras de Raven.

- Muito bem... Parece que suas palavras são verdadeiras.

- Abram o portão! – Gritou o guarda

As portas duplas de pedra começaram a se abrir e finalmente a passagem para ambos estava liberada. Ariel passou na frente já que era membro da família real e Raven vinha logo atrás.

- Um anjo caído pisando em nossa terra sagrada. Isso deveria ser mesmo permitido? – Disse um guarda.

- Se é uma ordem temos que aceita-la. – Respondeu o outro guarda.

Apesar das irritações dos guardas em ver Raven entrar num lugar sagrado para os membros da família principal. Raven ignorou as palavras deles e seguiu em frente com sua expressão tranqüila.

Depois que entraram as portas se fechou. Dentro da torre havia uma enorme escadaria dourada que subia para cima como se não tivesse fim. Ariel olhava para cima com uma expressão melancólica.

- As escadarias para o céu... – Disse Raven olhando para as escadas.

- Raven se quiser eu posso te carregar até lá em cima. – Disse Ariel.

- Não precisa senhor Ariel. As regras dizem que os anjos caídos se quiserem entrar no paraíso precisam subir as escadas até o fim. – Disse Raven enquanto subia os primeiros degraus com a mão sobre o corre-mão.

- Bom... Então vou indo na frente. – Disse Ariel abrindo suas asas brancas e voando até o topo da torre.

Raven suspirou fundo depois de ver Ariel decolar. E começou a caminhar subindo as escadas com bastante paciência.

- Será um longo caminho... – Disse Raven.

Havia uma outra regra imposta aos anjos caídos. Eles jamais poderiam voar no mesmo céu que os anjos sagrados. Suas asas negras eram consideradas uma vergonha por isso eles não tinham permissão de usá-las. Quebrar essa regra os condenaria a uma punição severa. Já que os anjos caídos são tratados como a escoria do clã Angelicus. Seres impuros que herdaram o pecado de seus pais. Essa crença do clã Angelicus vem desde a sua fundação.

Ao chegar ao topo da torre Ariel ainda voou mais uns dez metros para cima passando ao lado da escada dourada que ligava a ilha e a torre de Babel como se fosse uma linha. Ele entrou num túnel dentro do solo da ilha até finalmente subir dela. O fim do túnel dava no jardim principal do castelo. Assim que pousou as asas de Ariel começaram se transformar em cinzas e as penas voavam pelo jardim. Ele caminhava olhando ao redor e viu sua mãe abaixada no canteiro de rosas colhendo alguma usando uma tesoura. Ela estava vestida totalmente de preto o que fazia se lembrar ainda mais que seu pai havia morrido.

- Mãe... – Chamou Ariel.

- Ariel... – Disse sua mãe que se virou assim que o ouviu.

As lágrimas no rosto dela desceram e um sorriso surgiu no canto de sua boca. A mãe de Ariel se levantou e correu para abraçar o filho com bastante emoção.

- É bom te ver de novo filho... – Disse ela sorrindo.

- Também é bom te ver... Mãe. – Disse Ariel enquanto envolvia os braços no corpo de sua mãe sorrindo de emoção também.

Após esse reencontro caloroso os dois começaram a caminhar em direção ao mausoléu onde estava o corpo do pai de Ariel. Sua mãe segurava um buquê de rosas brancas e usava um véu sobre o rosto. Não demoraram muito a chegaram afinal o cemitério da família ficava bem ao lado do jardim principal do castelo. Todos os membros da família principal eram enterrados na ilha sem exceção. O mausoléu de seu pai estava ainda cheio de flores na entrada, Ariel ao ver o nome do seu pai na placa daquele lugar. Finalmente pode aceitar que seu pai realmente havia morrido.

Sua mãe foi na frente carregando as rosas e Ariel vinha logo atrás. Assim que entrou Ariel se deparou com o caixão branco de mármore com uma cruz entalhada com uma mensagem gravada abaixo dela.

 ‘’Aqui jaz Eriel Angelicus. Que Deus receba sua alma onde ele estiver’’.

Sua mãe colocou o buquê de rosas sobre o caixão e fechou os olhos fazendo uma oração. Ariel seguiu sua mãe e fechou seus olhos também orando. Os dois terminaram quase ao mesmo tempo e ambos abriram os olhos.

- Ainda não consigo acreditar que ele nos deixou tão cedo... – Disse sua mãe.

- Realmente... Meu pai era um grande homem... Como ele pode ter sido morto tão facilmente? – Se perguntava Ariel frustrado.

- Isabel vai pagar pelos seus crimes. Ao menos disso eu tenho certeza. – Disse sua mãe.

- Mãe... Não consigo acreditar que a Isabel faria esse tipo de coisa. Ela é a pessoa que mais confio... Ela me ensinou tudo que sei. – Disse Ariel nervoso.

- Querido sei que é difícil... Mas há testemunhas. O Cardeal Kesabel e alguns soldados a viu na cena do crime. – Disse sua mãe colocando a mão sobre o ombro de Ariel.

Ariel ainda não estava cem por cento convencido de que Isabel havia assassinado o seu pai. Ele estava mais dividido do que nunca. Confiar em seu julgamento ou nas testemunhas. Era algo extremamente difícil.

- Querido vamos até o palácio... Temos um assunto urgente a tratar. – Disse sua mãe num tom sério.

- Assunto urgente? – Disse Ariel curioso.

Assim que entraram no palácio eles foram até o escritório que era de seu pai. Havia um amontoado de papeis e livros por toda a parte. O escritório estava bem bagunçado e isso chamou a atenção de Ariel já que seu pai Eriel era um homem extremamente organizado.

- O que aconteceu aqui? – Disse Ariel ao ver a bagunça.

- O Cardeal Kesabel está usando essa sala desde a morte de seu pai. Também pedi para que ele se livrasse de algumas coisas... Lembranças são dolorosas... – Disse sua mãe num tom melancólico.

- O Cardel Kesabel... Ele está no comando agora? – Perguntou Ariel desconfiado.

- O Cardeal Kesabel foi indicado por vossa santidade como regente até sua coroação. – Respondeu sua mãe enquanto se sentava num sofá.

- Entendi... – Disse Ariel enquanto se sentava ao lado dela.

- Querido... É sobre isso que quero falar com você. Sobre sua coroação. – Disse sua mãe olhando em seus olhos.

Sua mãe tirou o véu revelando sua face. Madalena Angelcius era uma mulher de quarenta anos de idade com cabelos longos dourados e com um corpo magro.  Ela usava um crucifixo dourado em seu pescoço e seu anel de casamento. Seus olhos azuis pareciam cansados e eram nítidas as olheiras em seu rosto. Ariel logo percebeu que sua mãe estava sofrendo sozinha por todo esse tempo.

- Mãe... Sobre isso eu... – Disse Ariel meio nervoso.

- Não precisa se preocupar. Já estou cuidando disso. Com a morte do seu pai precisaremos adiantar o seu casamento. A coroação acontecerá logo depois dele. – Disse Madalena.

- Casamento? – Disse Ariel surpreso.

- Ariel não me diga que se esqueceu. Para se tornar rei antes precisa se casar. Sua noiva já foi escolhida. – Disse Madalena.

- Então eu vou ter que me casar mesmo?... – Disse Ariel chocado.

- Sei que vai ser difícil querido. Sei que só íamos tratar do seu casamento quando fizesse vinte anos. Mas dadas as circunstâncias teremos que adiantar nossos planos. – Disse Madalena segurando a mão de Ariel.

 

Ariel não sabia como reagir aquilo, era difícil negar o pedido de sua mãe nessa situação. Era coisa demais para ele suportar, ainda assim Ariel se mantinha calmo. Ver o sorriso da sua mãe ao falar no seu casamento o deixava completamente frágil deixando cada vez mais difícil de recusar aquela idéia. Afinal causar mais sofrimento a ela era ultima coisa que ele queria nesse momento.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


O começo de um novo arco. Espero que gostem *--*


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