Lutessa Lena Luthor |Point of View
Sempre acreditei que nasci na época errada, mas ainda tinha muita sorte, pelo menos era o que eu achava.
Moro numa cidade do Kansas, no ano de 1860 de nosso senhor, minha família era rica, meus pais tem uma fazenda próspera. Mas ganância é algo que destrói, e é exatamente isso que esta me acontecendo agora, estou de frente pra igrejinha da cidade, pronta pra casar com o detestável Morgan Edge.
Andei até o altar como se estivesse indo para o meu velório e não deixava de ser, ele é um homem cruel e já está no sexto casamento, contando com esse. As esposas morrem subitamente e sem explicação, todos na cidade sabem que ele as mata, mas ninguém não faz nada.
Cheguei ao seu lado no altar e ele abriu um sorriso ao me ver, como se eu fosse um tipo de troféu e no fundo não passava disso.
- Estamos aqui reunidos na presença de Deus. – o padre começou e eu implorei para que Deus impedisse esse casamento. – Pra unir em sagrado matrimônio, o Sr. Edge e a Srta. Luthor.
O casamento seguiu sem nenhuma interferência, até a fatídica pergunta.
- Se tem alguém contra essa união, que fale agora ou se cale para sempre. – Eu! Eu gritei internamente, mas Deus escolheu esse momento pra me ouvir.
- A RED K! FUJAM, A RED K ACABOU DE ENTRAR NA CIDADE! – o filho do açougueiro entrou gritando desesperado.
Red K é a maior e melhor pistoleira que existe, acredito que seja do mundo todo, ninguém que viu o seu rosto está vivo pra contar história, então ninguém sabe sua aparência.
- Anda logo, Padre! – meu pai disse com urgência. – Oficialize logo esse casamento.
- Papai, por favor, não! – eu criei coragem para fugir desse odioso casamento.
- Você vai casar. – meu pai falou com raiva segurando o meu braço.
- Quando ela for minha oficialmente. – Edge falou com um sorriso maldoso. – Vai aprender a não falar na presença de homens. – Deus, eu estou perdida. – Agora termina logo, padre, pois eu quero logo o que é meu.
Antes que o padre terminasse de falar, um tiro estourou a imagem de um santo atrás dele.
- Creio que a moça já deixou claro que não quer se casar. – uma voz melodiosa e firme disse.
- Isso é um absurdo! – o padre disse indignado. – Está na casa de Deus.
- Fica tranquilo Padre, eu vou embora antes dele chegar. – Ela falou com deboche e todos fizeram um “oh” espantados por causa da sua fala. – Agora, eu quero que todos vocês passem seus objetos de valor para o meu amigo Jimmy.
Black Jimmy como era conhecido, pegou um saco grande de estopa e começou a caminhar entre os membros proeminentes da cidade, deixando os mais pobres de lado.
- Boa tarde, moça. – a pistoleira me cumprimentou e eu acenei a cabeça. – Me diga, você realmente quer se casar com esse homem?
Eu ia responder que não, mas Edge tomou a frente e com uma pequena faca atacou a pistoleira, num movimento muito rápido, ela virou e deu um tiro no meio da sua testa e voltou a ficar de frente para mim.
- Como ia dizendo, não que agora faça alguma diferença. -ela disse e pelo seu tom de voz estava rindo, mas eu não podia ver o seu rosto. – A Senhorita queria se casar com ele?
- Não. – respondi. – Eu não queria, mas que escolha eu tenho.
- Entendo. – ela disse séria. – Bom, acho que isso conta como intervenção divina, Padre. – ela falou calma. – Deus, me enviou até aqui para impedir essa união duvidosa e libertar a moça das amarras da sociedade.
- Mas isso é um absurdo! – meu pai ganhou vida. – Ela é minha filha e como tal minha propriedade.
A pistoleira levantou e andou até meu pai devagar, seus olhos que até então eram azuis, ficaram vermelhos, como isso é possível?
Ela pegou meu pai pelo pescoço e o levantou do chão, todos arfaram, pois meu pai é um homem grande.
- Propriedade? Uma pessoa não é uma propriedade. – ela disse e dava pra perceber sua raiva. – Eu deveria acabar com sua vida só por falar na minha presença.
Meu pai estava em pânico e minha madrasta chorando, junto com meu irmão mais novo impediu a pistoleira de matar o meu pai, pelo menos foi o que pareceu quando ela colocou ele no chão.
- O que você quer fazer moça? – ela me perguntou.
- Eu queria terminar meus estudos e depois dar aula para as crianças. – eu falei meu sonho.
- E se eu disser que se vier comigo poderá realizar o seu desejo. – a pistoleira falou terna e eu estranhei.
- Eu... – mas antes de eu falar, meu pai ganhou vida de novo.
- Ela não pode ir, eu ia ganhar um fortuna com ela. – ele disse indignado. – Se for com eles, eu te deserdo e juro perante Deus que você não será mais minha filha.
A pistoleira riu e meu pai a fuzilou com os olhos.
- Bom, eu lhe dei uma opção moça. – ela disse firme. – Cabe a você decidir.
Deus! Eu pedi tanto uma intervenção, vou confiar no Senhor para me manter segura.
- Eu vou com você! – falei firme e foi como se uma montanha saísse das minhas costas.
A pistoleira estendeu a mão enluvada e eu segurei, senti uma energia atravessar o meu corpo e fazer meu coração disparar, mas não era ruim e me dava uma sensação que nunca senti, casa e segurança.
- Vocês vão ficar aqui dentro por mais duas horas. – Black Jimmy disse com sua voz grossa. – Se saírem antes disso, vamos matar todos.
Saímos da igreja e o sol forte banhou nossos rostos.
- Jimmy, vá pra casa com o resto do bando e fiquem lá até eu voltar. -ela disse séria. -Eu vou vender as joias e depois levo dinheiro.
- Pode deixar. – ele disse com um sorriso na voz. – Vai ficar quanto tempo fora?
- O tempo que essa moça levar pra concluir seus estudos. – ela respondeu e eu olhei espantada, pois ela não havia mentido.
- Vou avisar o Kal. – ele falou e tocou a aba do chapéu em sinal de despedida.
Observamos o homem colocar bolsas grandes no cavalo da pistoleira e partir sabe deus pra onde.
- Vamos pra outra cidade. – ela disse calma. – De lá vamos pra capital e procuramos um lugar pra você estudar.
Assenti e ela subiu no cavalo, a pistoleira estendeu a mão e eu sem hesitar segurei, ela me puxou pra cima e me sentou de lado na sua frente.
- Segure firme, moça. – ela pediu.
- Lena, me chame de Lena. – eu falei séria.
- Esse é o seu nome? – ela perguntou e colocou o cavalo em movimento, ele estava indo muito rápido para um cavalo comum, mas não falei nada.
- Não, tecnicamente meu nome é Lutessa, mas eu prefiro que me chamem pelo meu segundo nome, apesar de não desgostar do Lutessa. – eu expliquei.
- Entendo. – ela disse com um sorriso na voz. – E o seu sobrenome?
- Luthor. – falei cabisbaixa. – Sou a filha do primeiro casamento do meu pai.
- Seu pai é rico e queria lhe trocar por mais riquezas? – ela perguntou confusa.
- Ganância. – eu respondi. – Ele estava de olho na fortuna do Edge e não se importou em colocar minha vida em risco.
- Ta ai uma coisa que eu não entendo, sobre vocês. – ela falou como se não fosse humana.
- O que exatamente? – perguntei curiosa e deixei de lado o fato dela não se incluir, nem de me revelar seu rosto.
- Ganância. – ela disse séria.
- Mas você é uma pistoleira. – falei como se fosse óbvio.
- Eu não roubo pra mim, Lena. – ela disse séria. – Não preciso de nada disso.
- Então por que o faz? – perguntei intrigada.
- Porque há pessoas que precisam dessas riquezas e não podem pegá-las. – ela respondeu séria. – As riquezas de hoje, vão para o orfanato Sta. Clara, eles estão quase fechando e precisam de ajuda.
Eu fiquei pensativa e olhando a “fora da lei” de uma perspectiva diferente, desde que eu era pequena eu escuto histórias sobre a Red K, mas aqui ao seu lado, ela não parece ter mais idade que os meus vinte e dois anos. Se o que ela diz for verdade, estou diante de uma heroína e não uma criminosa como todos falam.
- Por que me ajudou e está me ajudando agora? – questionei e vi seus olhos azuis ficarem temerosos.
- Por que eu não ajudaria? – ela rebateu.
- Eu não sei. – respondi sincera. – Mas vou deixar uma coisa bem clara, não me tome por uma pessoa burra, eu percebi que tem um motivo e que você é mais do que aparenta.
Ela riu alto e me olhou com intensidade.
- Tenho um motivo muito sério, mas não quero lhe assustar. – ela disse calma. – Mas lhe juro pela minha honra, que você não corre nenhum risco ao meu lado.
- Estranhamente eu confio em você, apesar de não saber seu nome ou sua aparência. – respondi com sinceridade. – Mas por que você não se inclui como uma de nós?
- Porque eu não sou uma de vocês. – ela respondeu sincera e eu fiquei intrigada. – Eu não sou humana, Lena.
Como assim não é humana? Será que eu morri ou estou num sonho maluco?
- E o que você é? – perguntei assustada.
A pistoleira respirou fundo e me olhou por um instante ponderando.
- Eu sou uma alienígena. – ela respondeu séria. – Vim de outro planeta há mais de 50 anos terrestres.
- Você diz das estrelas? – perguntei espantada.
- Sim, meu planeta explodiu e um pouco antes, meu pai e minha mãe, me colocaram numa nave e me mandaram pra cá. – ela respondeu com sinceridade. – Da mesma forma que meus tios mandaram meu primo, ainda bebê.
Eu fiquei em silêncio, absorvendo a informação que adquiri, ela não parecia estar mentindo e isso pode explicar a sua força e destreza, além da idade.
- Tudo bem. – eu falei firme e seus olhos azuis se arregalaram. – Seu segredo está guardado comigo.
- Simples assim? – ela perguntou divertida.
- Simples assim. – eu falei firme. – Mas antes de continuarmos você precisa saber o meu segredo.
Ela assentiu e foi minha vez de respirar fundo.
- Eu não gosto de homens. – falei temerosa. – Gosto só de mulheres.
- Você diz romanticamente? – ela perguntou calma.
- Sim. – Respondi a verdade.
- Tudo bem, seu segredo está guardado comigo. – ela repetiu minhas palavras.
- Simples assim? – questionei rindo.
- Simples assim. – Ela respondeu da mesma forma.
O resto da viagem foi feita em silêncio, pra mim foi surpreendente, pois uma viagem de três dias e meio, foi feita em meio dia, perto do anoitecer chegamos na outra cidade, a pistoleira parou perto de uma pensão e amarrou o cavalo, ela me desceu e esticou a mão.
- Vou deixar você aqui e já volto. – ela disse calma e eu fiquei com medo.
- Posso ir com você? – perguntei assustada.
- É muito perigoso. – ela falou. – Mas não se preocupe Lena, eu volto e se você me chamar também.
- Mas eu não sei seu nome. – falei apreensiva.
Ela abaixou sua máscara e eu automaticamente baixei a cabeça, ela tirou a luva e colocou a mão no meu rosto com delicadeza e levantou meu rosto. Ela é absurdamente linda, acho que a mulher mais linda que meus olhos já viram.
- Eu me chamo Kara Zor-El. – ela disse tranquilamente. – Pode me chamar de Kara ou K.
Eu assenti atordoada pela sua beleza, linda desse jeito, não podia ser desse planeta mesmo.
- Você vai ficar segura. – ela falou sorrindo. – Eu te prometo.
- Obrigada Kara. – respondi ainda atordoada e ela sorriu.
Ela me levou pra dentro e conseguiu um quarto, a mulher que era dona, parecia conhecer ela e nos deu o melhor quarto da pensão.
Kara esperou prepararem meu banho e trazerem a comida, antes de sair ela me deu a chave do quarto e mandou eu trancar a porta.
- Eu já volto. – ela me assegurou.
- Eu estarei aqui. – respondi.
Fechei a porta e sentei na cama de vez, que reviravolta minha vida deu, espero que dê tudo certo a partir de agora.
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Kara Zor-El |Point of View
Eu ia atacar o casamento de duas famílias ricas, eu tenho dinheiro para dar ao pobres, mas tirar dos ricos é mais divertido e isso ensina uma lição a eles.
Desde que cheguei a esse planeta, eu me sinto só, mesmo com o Kal, que cresceu aqui e formou família, não me sinto em casa.
Nós temos uma crença de que acharemos nossa alma gêmea quando você ou ela mais precisa, estou a um pouco mais de cinquenta anos aqui e nada.
Com o meu primo aconteceu, sem dúvida Lois é a alma dele, Kal descreveu o momento da descoberta, como se ela fosse um farol e eu ri dele, pelo menos até agora.
Entrei na cidade, e até que ela era bem desenvolvida, os mais pobres estavam levando suas vidas tranquilamente, já os mais ricos estavam na igrejinha da cidade celebrando o casamento de uma pobre coitada com um velho rico.
Alex, Kelly, Ollie, Sam e Nia, estavam invadindo as fazendas e roubando gado e cavalos. Barry, Caitlin, Laurel e Brainy, estavam roubando outros tipos de rebanho.
Eu e James fomos até a igreja, Sara e Ava, foram para o banco, nós tiramos desses ricos exploradores e já sabemos quais contas roubar.
Quando fiquei de frente pra igreja, tudo a minha volta perdeu o foco, era como se tivesse anoitecido, mas eu sentia a radiação solar, energizando minhas células, olhei pra dentro da igreja e a vi, ela estava com expressão triste e temerosa, e por Rao, ela é linda. Logo em seguida o som de seu coração atordoou minha super audição e nada no universo teria importância pra mim a partir de agora.
Eu acabei de achar a minha alma e ela estava prestes a se casar.
Assustei um rapaz e ele entrou gritando na igrejinha, me escondi na ante sala da igreja e esperei, o pai queria obrigar ela a se casar e o noivo deixou claro que iria espancá-la.
Eu agi, matei o noivo seboso sem nem pensar, dei escolha pra ela e ela escolheu vir comigo, meu coração parecia que iria sair do peito.
A coloquei em cima do Argos, um garanhão geneticamente modificado, ele tem DNA de um animal equestre de Krypton, nessa atmosfera, ele é mais resistente e mais rápido, pode viajar dias sem precisar de água.
Chegamos na pensão de uma amiga e ela nos disponibilizou o melhor quarto, Lena estava com medo de ficar só, mas eu lhe assegurei que voltaria e ela acreditou, como na hora que contei quem realmente era.
Saí da pensão e fui vender as jóias, era em outra cidade, mas com o Argos consigo isso em duas horas, cheguei no comprador e a Sara estava lá.
- Chefe. - ela falou sorrindo.
- Oi Lance. - falei séria. - Correu tudo bem?
- Sim, já troquei as jóias que achei por dólares e tenho três bolsas cheias. - ela disse animada.
- Eu vou ficar com uma bolsa e as outras duas você divide entre os outros. - falei séria. - E você vai levar a doação para Sta. Clara.
- Tudo bem. - ela disse séria. - Ava, me contou uma coisa interessante.
- E o que foi? - questionei sem paciência.
- Que você achou sua alma. - ela disse e eu a olhei séria.
- Como? - perguntei.
- James usou o comunicador. - ela disse receosa.
- Eu já disse para não usarem tecnologia fora de Smallville. - falei irritada. - Mas depois eu resolvo isso.
- Então é verdade? - Perguntou.
- Sim, é verdade e não é da conta de ninguém. - falei séria.
Ela assentiu e levou as sacolas com joias para trocar, esperei ela voltar com o dinheiro e conferi, tinha até mais que esperávamos, peguei uma das bolsas com dinheiro e tirei o excesso de dinheiro da doação e guardei na minha bolsa.
- Pra onde vamos agora? - Sara perguntou receosa com o meu humor volátil.
- Eu vou até a minha casa. - falei séria. - Você vai levar a doação e depois dividir o dinheiro com os nossos amigos.
Ela assentiu e se despediu, acoplei a bolsa no Argo e o levei para um lugar isolado, peguei um dispositivo de portal no espaço tempo e sai na minha fazenda em Smallville, deixei o cavalo com os outros e entrei na minha base de dados que estava escondida. Pedi para o Kelex fazer roupas nas medidas da Lena e enquanto não ficava pronto, eu fui fazer uma bolsa de roupas pra mim e pegar meus documentos humanos.
Fui até o estábulo e separei dois garanhões pretos da mesma raça do Argo, coloquei minha bolsa com as roupas e do outro lado com o dinheiro, fui no laboratório e peguei as roupas para Lena, guardei na bolsa e coloquei no outro cavalo com uma bolsa vazia. Enrolei duas mantas grossas e guardei cada uma num cavalo, as celas eram confortáveis e tinha espaço para cantil e mantimentos.
Tomei um banho antes de sair e coloquei uma roupa limpa e peguei um chapéu limpo, peguei munição extra e mais algumas armas, com tudo pronto, segurei as rédeas, abri o portal e passei com os cavalos.
Caminhei até a pensão e deixei os dois cavalos no estábulo, peguei as bolsas e subi para o quarto, peguei a chave extra e entrei, ela estava dormindo enrolada nos lençóis, coloquei as bolsas nas cadeiras e ela se sentou assustada.
- Você voltou mesmo. - ela disse aliviada com voz de sono.
- E por que não voltaria? - perguntei a ela com um sorriso.
- Porque você não tem obrigação de cuidar de mim. - Lena falou séria.
- Nada do que eu fizer pra você será por obrigação ou dó. - eu falei com carinho. - Eu trouxe roupas pra você e um dos meus cavalos também.
- Você mora perto? - ela perguntou curiosa.
- Nem um pouco. - respondi com calma. - Mas não posso lhe dizer como fui até lá.
- Tudo bem. - ela falou tranquila. - Você dorme?
- Claro que durmo. - respondi e ri alto.
Peguei uma manta e forrei o chão, ela me deu um travesseiro e eu agradeci, me sentei numa das cadeiras e tirei a bota e a roupa pesada, procurei um pijama e coloquei. Deitei e logo ela me olhou de cima da cama, eu ri da cara que ela fez, é muito fofa meu Rao!
- Tudo bem? - perguntei tentando me manter séria.
- Sim. - ela respondeu corada. - Eu…eu queria te agradecer.
- Você não precisa. - falei séria pra ela.
- Um dia vai me explicar porque? - Lena perguntou.
- Sim, um dia eu explico tudo. - assegurei a ela.
Ela sorriu e se deitou direito na cama.
- Boa noite, Kara. - ela falou baixinho.
- Boa noite, Lena. - eu respondi.
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…Continua.
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