História Bless Me - Capítulo 2


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Categorias Diabolik Lovers
Personagens Ayato Sakamaki, Azusa Mukami, Beatrix, Carla Tsukinami, Christa, Cordelia, Kanato Sakamaki, Kou Mukami, Laito Sakamaki, Personagens Originais, Reiji Sakamaki, Richter, Ruki Mukami, Shin Tsukinami, Shu Sakamaki, Subaru Sakamaki, Tougo Sakamaki "Karlheinz", Yui Komori, Yuma Mukami
Tags Diabolik Lovers, Drama, Harem, Romance, Vampiros
Visualizações 23
Palavras 2.470
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Bishounen, Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Hentai, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Capítulo 1


Fanfic / Fanfiction Bless Me - Capítulo 2 - Capítulo 1

“O diabo pode citar as Escrituras quando isso lhe convém.”

William Shakespeare.

[...]

Capítulo Um - Cruel Words.

Lily Suwarose.

Parei meu corpo diante da graciosa porta de madeira escura, com detalhes simples, mas que se reparassem bem pareciam ter sido feito a mão em uma época  completamente diferente do que nos encontramos agora, assim como as gárgulas que estranhamente enfeitava o redor daquela sombria, porém encantadora mansão.

Balancei minha cabeça, retirando esses pensamentos fúteis e deixei que minha mão deslizasse pela sua extensão antes de bater firmemente contra a madeira escura, repeti esse pequeno ato três vezes seguido. Antes de perceber que ninguém viria realmente atender, com isso elevei minha mão contra a maçaneta dourada e a empurrei.

Meus olhos se arregalaram levemente com a leveza e facilidade que a mesma abriu, por mais que o rangido demonstrasse que essa não era usava muitas vezes. Segurei firmemente a alça de minha mala antes de dar meu primeiro passo para dentro daquele luxuoso cômodo, apenas assim percebi que pequenas gotas cristalinas desciam do céu, o começo de uma forte chuva que me impediria de sair daquele lugar por um bom tempo.

Aquele seria o local onde eu moraria de agora em diante?

Perguntei-me sentindo uma desagradável sensação se apoderar de meu peito, mas ainda assim sendo ainda melhor do que eu sentia sempre que andava pelos corredores do convento.

E por mais que esse carregasse um ar tenso e melancólico, parecendo que pudesse dissipar qualquer sentimento bom que pudesse tentar ser criado. Pela primeira vez, eu me senti estranhamente em “casa”.

Meus olhos vagaram pelo ambiente vazio antes de começar a caminhar pelo corredor solitário, sentia a expressão curiosa se formar em meu rosto enquanto observava a decoração luxuosa e exagerada, coisa que eu não presenciei muito durante o tempo breve que fiquei no convento.

Deixei-me aproximar de outra porta de madeira escura, colocando minha mão sobre a maçaneta abri calmamente a porta. Rolei meus olhos pelo ambiente também vazio, diferente de outros que até agora eu tinha visto. Esse havia dois sofás e duas poltronas, uma enorme lareira e um lustre de cristal, tudo naquele local parecia ter saído de um livro de terror.  

— Hm, quem é você? –pronunciou uma voz atrás de mim, tendo seu timbre doce e manso. Submisso eu até diria, curiosamente virei meus calcanhares e apenas assim percebi que havia adentrado completamente naquele cômodo.

Meus olhos analisaram com curiosamente o pequeno ser parado a minha frente.

A garota deveria ter minha idade, seus cabelos curtos e cacheados carregavam a tonalidade loira e seus olhos grandes eram puros e inocentes, algo que revirou meu estomago algumas vezes em desagrado, por algum motivo desconhecido. Mas mesmo assim não passou despercebido o brilho cansando nas pedras rosadas. Usava um típico uniforme escolar e percebi que mantinha suas mãos sobre o peito, olhando-me também curiosamente ou apenas com receio.

— Me chamo Lily Suwarose –apresentei com um tom amigável que eu sabia que era falso, mas que poderia enganar a inocente garota parada a minha frente- Desculpe entrar sem permissão, mas ninguém atendeu a porta quando eu bati –dei de ombros, sentia o olhar receoso da loira queimar a minha pele- Eu fui adotada pelo dono dessa mansão –soltei a frase, vendo seus olhos se arregalaram.

— A-Adotada? –perguntou trêmula.

— Bem sim, adotada pelo dono da mansão. Tougo Sakamaki? Acho que é esse o nome dele –inclinei minha cabeça para o lado, confusa. Mas logo em seguida dei de ombros, novamente.

— I-Isso não é possível –a mesma tentava não gaguejar, mas falhava miseravelmente, suas pedras rosadas estavam arregaladas e acabou dando três passos para trás. Algo que não fui muito bem aprovado pela minha pessoa- Você é uma vampira...? –sussurrou falha, apertando suas mãos próxima de seu peito tentando esconder o tremor presente.

Suas palavras fizeram que uma de minha sobrancelhas arqueassem, uma baixa risada escapasse de meus lábios. Okay, essa menina deveria ter graves problemas mentais ou simplesmente era uma fanática pela cultura sobrenatural.

— Desculpe, poderia repetir? Acho que ouvi errado.

Minhas palavras fizeram que seus olhos se enchessem de lagrimas, se aproximando rapidamente e segurando minhas mãos. Esse simples ato fizeram meus olhos arregalados e meu corpo repulsasse pelo tal toque.

—  Deus ouviu minhas preces, ele trouxe um anjo para me ajudar –suas palavras esperançosas me enjoaram, e acabei soltando minha mão brutalmente da suas- C-Como? Você não veio me ajudar? –sua pergunta chorosa, apenas pareceu me irritar ainda mais.

Dei alguns passos para trás, deixando uma distancia razoável entre nos duas. Apenas sua presença perto de mim, parecia queimar até o quanto mais escondido do meu ser e por algum motivo trouxe-me náuseas.

— Acho que você entendeu alguma coisa errada. Eu não sou um anjo  e eu não vim te salvar –soltei a frase com uma certa brutalidade, meu estomago ainda se revirava pelo toque e tudo que desejava era que aquela garota ficasse o mais longe de mim- Eu fui adotada pelo dono dessa mansão, apenas isso –repeti as palavras dita por mim a poucos minutos atrás.

E antes que a mesma pudesse pronunciar mais alguma coisa, algo havia a interrompido.

— Quem é você e como entrou aqui? –Uma terceira voz chamou minha atenção e fez que o pequeno corpo da garota tremesse. O timbre era frio e superior, mas não me intimidou- Yui, quem é essa garota?

A pergunta feita pelo rapaz de cabelos escuros e olhos vermelhos, encobertos por um óculos preto. Usava uniforme perfeitamente alinhado em seu corpo, sem dobraduras ou amassados. Ele era extremamente bonito, mas o olhar de frieza acaba sendo um de seus pontos mais notáveis.

— Ela...é... –sua frase acabou morrendo rapidamente por conta do medo, seus olhos encaravam todos os lados menos onde o moreno se encontrava. Aquilo acabou irritando o rapaz que simplesmente arrumou a armação de seu óculos em seu rosto em um gesto impaciente, mesmo que já estivesse perfeitamente alinhada.

— Me chamo Lily Suwarose, fui adotada pelo dono da mansão –apresentei-me educadamente, curvando meu corpo para frente e deixando que os fios de meu cabelo tampasse minha visão- Você deve ser um dos filhos do senhor Sakamaki, correto? –perguntei após levantar meu tronco novamente.

— Esta certa, eu sou o segundo filho. Reiji Sakamaki –sua resposta curta e grossa não me incomodou, apenas dei de ombros- Você disse ter sido adotada por aquele homem? –apenas concordei com a cabeça- Eu não fui informado sobre isso.

— Ora, ora quem é essa beldade? –a frase manhosa ressoou por meus ouvidos, literalmente. Olhei por cima do ombro, vendo olhos verdes esmeraldas me encarando sem pudor e seu corpo próximo ao meu.

Acabei dando três passos para frente, virando meu corpo para observar melhor o garoto de cabelos castanhos avermelhados, usava um chapéu no topo de sua cabeça. Esse também era extremamente belo, mas algo me avisava para ficar longe.

— Hey Reiji, quem é a Blueberry? –talvez imperativa fosse a palavra certa para descrever essa voz, esse também tinha os olhos verdes esmeraldas mas seus cabelos eram num vermelho mais vivo.

— Teddy disse que o cheiro dela é afrodisíaco, está secando minha garganta –um menino apareceu segurando um ursinho com tapa-olho, seus olhos carregados por profundas olheiras tinham a mesma de seus cabelos, ambos numa tonalidade roxa.

— De onde vem esse cheiro irritante?! Ele me despertou –a agressividade desse acabou chamando minha atenção, obrigando que minha sobrancelha fosse arqueada assim que uma rachadura se formou onde o albino havia socado.

— Vocês poderiam falar mais baixo...atrapalharam minha música –o estava corpo esparramando no sofá azul, de uma forma completamente estranha e que poderia causar incríveis dores na costas mas não pareceu incomodar o loiro.

E antes que pudesse perceber sete presença tomaram conta do ambiente.

Okay...essa família é completamente estranha. Mas preferi guardar tal pensamento apenas para mim mesma.

— Estão todos aqui? Ótimo assim poupará tempo –Reiji concluiu, arrumando novamente seu óculos e deslizando seus olhos por todo cômodo- O filho mais velho se chama Shuu, esse que está jogando no sofá –ele não escondeu seu tom de desprezo em momento algum- Ayato é o terceiro mais velho e irmão mais velho dos trigêmeos –apontou para o ruivo que havia me chamado de Blueberry e que nesse momento abria um sorriso carregando superioridade em minha direção, logo em seguida para o outro ruivo e para o roxeado- Aquele é Kanato, quarto filho e Laito o quinto filho –apontou para ambos rapazes que se encontravam ao meus lado- E por fim, Subaru ele é o último filho –o albino apenas soltou um “Tsc” antes de cruzar seus braços e encarar a direção oposta de onde me encontrava.

A explicação foi rápida, mas simples de se entender. Dando alguns passo para trás, curvei meu corpo para frente em um simples sinal de respeito com aqueles que morariam de agora em diante. Por mais que esses demonstrassem ter sérios problemas de personalidades.

— Me chamo Lily Suwarose, fui adotada pelo pai de vocês e espero que possamos nos dar bem de agora em diante –percebi que a expressões deles acabaram se fechando com leveza, o clima pesou por poucos segundos.

Apenas dei de ombros, eu não era obrigada a me dar bem com nenhum deles, apenas deveria saber conviver de agora em diante.

— Adotada por aquele homem? Quer dizer que não é uma noiva de sacrifício? –perguntou Ayato, seu olhar emburrado durou apenas alguns segundos- Isso não significa que eu não beberei seu sangue, Bluberry –sorriu sadicamente.

Sangue? Deixei o olhar confuso se formou em meu rosto.

Okay, parece que fui enviada para algum tipo de lugar que adoram uma seita satânica.

— Você tem um gosto estranho, não acha? –falei olhando diretamente para ele que arregalou levemente seus olhos, antes de aumentar seu sorriso.

— Você não faz ideia, Bluberry –passou a língua em seus lábios, apenas franzi a sobrancelha com seu ato.

— Teddy disse que devemos contar para ela –Kanato disse após alguns segundos de silencio.

— Relaxe eu não tenho nada contra se vocês são satanistas –respondi com um simples sorrindo, forçado mas nem tanto naquele momento tenso.

— O que disse? Satanistas? –urrou o albino que até então estava em silencio, eu apenas inclinei minha cabeça para o lado. Eles não são? Então para que eles iriam querer sangue? – Somos vampiros, humana insolente –disse raivoso.

...Sérios problemas mentais.  

— Hmm, okay... –sussurrei para mim mesma, ignorando as palavras dita pelo albino, que agora me encarava ainda mais irritado pelo meu ato- Reiji-san onde é meu quarto? Eu gostaria de me retirar –disse formalmente e isso pareceu agradar o moreno.

— É no andar de cima, Yui te acompanhara até lá –afirmou, olhando para a menina de curtos cabelos loiros que engoliu seco antes de concordar com a cabeça, logo em seguida seu olhar foi direcionado em minha direção.

— V-Vamos, Lily-san –sussurrou caminhando rapidamente para a saída do cômodo, apenas concordei com a cabeça antes de caminhar junto com a mesma, porem em passos um pouco mais lento.

[...]

Meus olhos pararam pelo quarto de paredes rosadas, tal coisa não me incomodou já que nunca tive importância com cores ou algo do gênero, isso acabava sendo tornando banal para mim. Coloquei minha mala sobre a cama de lençóis rendados e delicados, sentindo o olhar de Yui queimar sobre minhas costas, mas a mesma se mantilha em um silencio.

— Gostaria de perguntar alguma coisa? –perguntei incomodada, desviando meus olhos das roupas no qual retirava da pequena mala e elevando para a jovem que apenas desviou envergonhada.

— S-Sinto muito, não desejava encarar tanto assim –sussurrou e eu apenas neguei minha cabeça em sinal de que tudo estava bem- V-Você não acredita não é?

— Acreditar? Que eles são vampiros? –perguntei confusa, vendo a mesma confirmar com a cabeça- Não sei, quem sabe? Acho que não –dei de ombro, vendo-a arregalar seus olhos.

— Não sente medo? Eles podem nos matar! –falou com um tom mais alto que o normal, meus olhos desviaram-se e eu apenas voltei a retirar minhas roupas de dentro da mala.

— Eu não temo a morte, ela é a única salvação para uma pecadora como eu –respondi, seu corpo travou com minhas palavras- Yui deixe-me contar uma coisa para você –aproximei-me da mesma suavemente- Sei que é uma seguidora divina, que acredita no bem maior mais que tudo nesse mundo.

Seus olhos curiosos me encararam abrir um simples sorriso, sem sentimentos e aquilo pareceu assusta-la um pouco.

— Abandone o seu Deus porque ele não existe, afinal se existisse ele não lhe deixaria sofrer –seu corpo afastou bruscamente do meu, antes de correr para fora do quarto.

— Beldade, isso foi maldade da sua parte não acha? –Laito perguntou para mim, deixei meus olhos vagarem em seu rosto antes de negar com a cabeça.

— Não.

— Não? Você é realmente cruel –quando menos percebi seu corpo estava colado sobre o meu- Seu cheiro é realmente tentador –sua língua deslizou por meu pescoço desnudo- Deixe-me provar? Garanto que doera mais em você do que em mim –respondeu sadicamente.

Oh, então eles são realmente vampiros.

Mas ele não fez nada além de deslizar novamente sua língua sobre meu pescoço, antes de desaparecer.

Pisquei meus olhos algumas vezes, confusa pelo acontecimento, mas apenas respirei fundo antes de passar a mão sobre meu pescoço melecado pela saliva do ruivo e careta se formou em meu rosto. Aquilo era completamente desagradável para mim.

Sentei sobre o colchão macio, formulando perguntas no qual eu tinha curiosidade no momento. Mas que foram retiradas de mim assim que toques suaves ecoaram pelo quarto, rapidamente meus olhos foram em direção da porta onde um senhor vestia uniforme de mordomo.

— Senhorita, o jantar vai ser servido em poucos minutos –disse com uma gentileza robótica. Eu abri num sorriso doce antes de me levantar da cama.

— Poderia-me dizer onde fica a sala de jantar? –me aproximei do senhor que rapidamente me deu as estrições- Obrigada senhor...com se chama? –perguntei curiosa e percebi que o mesmo ficou confuso.

— Edgar, senhorita Suwarose –respondeu.

— Muito obrigada, Edgar-san –um sorriso aberto estendeu-se em meu rosto, percebi que o homem a minha frente havia ficado surpreso porem apenas concordou com a cabeça, numa tentativa de esconder- Ah por favor, me chame de Lily, eu não sou de nenhuma família com títulos ou coisa do tipo –pisquei um de meus olhos antes de sair do local.

Porém meus passos se cessaram a poucos metros de distancia de onde agora era meu quarto.

Coloquei a mão sobre o colar pendurado em meu pescoço, assim que entrei naquele novo corredor. Suspirei fundo e fechei meus olhos, por fim abri –los lentamente antes de ver a cena que com certeza me trariam ainda mais pesadelos durantes minhas noites.

— Deseja se juntar a nós, Lily-chan?

Eu sabia havia caminhando em direção da minha própria destruição. E eu sabia que não conseguiria escapar, pelo menos não com vida.



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