História Blessé - Capítulo 1


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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Kai, Sehun, Xiumin
Tags Angst, Broken!chanbaek, Chanbaek
Visualizações 6
Palavras 1.027
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, LGBT, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


olá. quero deixar claro que eu, como autora, não quero romantizar relacionamento abusivo, drogas e nada disso. a história se trata de um drama e eu tento escrevê-lo da forma mais realista possível.
espero que gostem <3

Capítulo 1 - I


Você havia me dito, Chanyeol... Havia me dito que estaria aqui. Que dormiria comigo, já era tarde e fazia frio e você ainda não havia chegado. Meus olhos já não aguentavam mais manter-se abertos. Minhas mãos tremiam de nervosismo ao lembrar do sonífero colocado no café de minha mãe para que ela não descobrisse que eu estava aqui.

E você não chegava, Chanyeol. Eu havia arriscado tanta coisa por aquela noite, por você, na época eu era só um garotinho de 17 anos e você já um homem de 22. Você era uma má influência, todos diziam isso, mas eu o amava tanto, e era descrente de todas aquelas coisas que me falavam sobre você.

O som da maçaneta ecoou por aquele quarto de motel silencioso, tirando-me dos meus devaneios e choramingos. Levantei meu olhar e vi a porta se abrir. Lá estava você. A pior pessoa com quem eu poderia me envolver entrou no quarto.

Visivelmente bêbado, você me lançou um olhar frio e isso foi como uma facada em meu peito. Me levantei rapidamente e caminhei até você, eu já estava acostumado com aquilo, tirar-lhe de bares às três da madrugada, levá-lo até o banheiro mais próximo para que colocasse todo o álcool que ingeriu para fora.

"Chan... Você me prometeu que não iria beber com os meninos hoje." - eu lamentei vendo o seu estado.

Era a única coisa que eu fazia nas últimas semanas, lamentar.

"Fica quieto Baekhyun, eu estou com dor de cabeça." 

Aquelas palavras não surtiam tanto efeito quanto surtiram nas primeiras vezes que você as dirigiu á mim. Contudo, ainda havia uma raíz de dor em mim cada vez que aquelas palavras frias saíam de sua boca.

"Não, Park Chanyeol, você vai me escutar." - me impus apontando meu indicador para você. "Você não percebe que está me afastando cada vez mais de você? Você não recebe meus carinhos, não me beija mais, parece que nem me ama mais."

Você forçou o maxilar e revirou os olhos, fechei minhas mãos em punhos, sentindo a raiva daquelas pequenas ações que só demonstravam ignorância de sua parte.

"Sua mãe não te ensinou que é grosseiro apontar para os outros?" - você perguntou e eu fechei os olhos tentando acalmar aquela tempestade de raiva que se formava dentro de mim.

"Você não percebe o quanto eu me arrisquei para estar aqui hoje?! Fiz isso por você, Chanyeol, para satisfazer o seu desejo! E nem mesmo por isso você me agradece?" - gritei sentindo aquela raiva subir pela minha garganta e querendo se manifestar em meus olhos, já úmidos.

"Pare de gritar, seu mal criado, eu não te devo satisfações."

"Pare de me tratar como uma criança! Você me deve satisfações sim, eu sou seu namorado!" - me exaltei sentindo as gotículas se formarem abaixo dos meus olhos.

Era o que sempre acontecia, sempre minha raiva, quando em grande quantidade, escapava pela lateral de meus olhos. E doía gritar com você, Chanyeol, doía despejar aquelas palavras de ódio sob você, pois, eu ainda te amava.

"Não aumente o tom comigo, eu sou mais velho!" - você esbravejou se levantando da cama.

"Pare de ser ridículo!" - eu gritei e senti meu peitoral subir e descer rapidamente, eu estava ofegante, cansado por gastar minhas energias gritando com você. Então abaixei meu tom. "Eu... Eu não lhe dou amor o suficiente? É isso?"

"Não é isso, porra." - você se virou de costas correndo as mãos pelos cabelos tingidos de vermelho.

"Então o quê é? Eu não te dou carinho?" - perguntei tentando encontrar a razão para as atitudes que você havia tendo durante aquelas últimas semanas.

"Também não! Eu só... Só estou cansado." - você falou e eu senti a primeira lágrima descer pela lateral de minha bochecha.

"De mim?" - perguntei com as mãos sob meu peitoral, uma apertando a outra, tentando encontrar palavras para descrever o quão devastado eu estava.

Você não disse nada e eu logo percebi que aquele silêncio significava um sim. Era o que eu mais temia, era o meu pior pesadelo. Eu mantive o nó que se formava em minha garganta e tentei silibar as últimas palavras antes de liberar minhas lágrimas.

"Há outro?" - perguntei baixo e você suspirou andando pelo quarto enquanto meus olhos se mantinham fixos no carpete amarronzado do quarto.

"Não, Baekhyun, não há outro." - você falou como se fosse obrigado a fazer algo que não quisesse, como se realmente estivesse de saco cheio de mim.

Você estava cansado de mim, era evidente. Você não sentia mais nada por mim, eu já tinha essa impressão há tempos, mas, ouvir aquelas palavras saírem por entre os lábios que tanto beijei fizeram meu coração se partir por completo.

"Certo. Já chega disso." 

Meu coração apertou e eu segurei seu pulso deixando que as lágrimas corressem soltas pelo meu rosto.

"Chan, por favor-"

"Me solta, Baekhyun." - você ordenou mas, eu o contrariei abraçando seu braço.

Então, você fez um movimento brusco com o braço me fazendo soltá-lo, e, além disso, perder o equilíbrio e cair no chão. Uma dor instalou-se em meu joelho e eu gemi com a ardência te vendo pegar sua jaqueta e olhar para mim de soslaio.

Sem piedade. Você passou por mim e fez seu caminho até a porta do quarto.

"Chanyeol, não... Por favor."

Você fechou a porta com força fazendo as paredes do quarto estremecerem. E eu permaneci sob o carpete daquele quarto, deixando que minhas lágrimas desidratassem meu corpo, meu joelho doía, mas não era uma dor nem mesmo próxima ao que eu sentia em meu coração naquele momento.

Eu fiquei alí por algumas horas até minhas lágrimas secarem e não ter mais o que sair de meus olhos. Levantei-me com cuidado e apoiei-me no divã em frente á cama, olhei pela janela e vi um raio iluminar o céu de Seul.

Engoli em seco e saí do quarto, cambaleando pelo corredor, meu corpo não tinha forças, e fui de encontro ao elevador. Desci até o térreo sentindo minhas pálpebras doerem. Ao chegar na recepção, fui informada de que você havia pago a estadia, então, apenas entreguei a chave e saí do motel.

Eu tinha 17 anos, eram quatro da manhã, chovia muito e eu me sentia destruído. Essa foi a primeira vez que meu coração foi quebrado por você, Park Chanyeol.


Notas Finais


é isto.


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