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História Blessed for Destiny - Capítulo 2


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Notas do Autor


Volteeei
primeiro cap ja com fortes emoções, mas ainda com a Joan adolescente.
é isso, boa leitura.

Capítulo 2 - What did i do?


Fanfic / Fanfiction Blessed for Destiny - Capítulo 2 - What did i do?

A mudança da Filadélfia para Houston estava sendo de difícil adaptação.

Estava tentando ser o mais compreensiva possível como minha mãe e deixar de lado minhas crises de adolescente. Embora nem toda hora eu conseguisse isso.

— Joan anda logo, ainda tenho que ir trabalhar. — Ela gritou do térreo.

— Já vou. — Gritei em resposta, olhei novamente minha roupa arrumando a touca, peguei minha mochila e casaco.

Hoje é meu primeiro dia de aula na escola nova e também o primeiro dela no trabalho. Desci as escadas correndo e no meio do caminho peguei uma maça no balcão da cozinha.

— Rápido. — Pediu quando passei pela porta e a fechei. Entrei no carro em seguida ela saiu com o veiculo. — Esqueceu-se de colocar despertador de novo? — Me olhou pelo retrovisor.

— Aham. — Sorri tentando disfarçar e coloquei meus fones.

Não queria dizer, mas o motivo do meu atraso foi novamente um sonho esquisito.  Desde que completei doze anos no ano passado venho tendo sonhos estranhos e sentido coisas anormais.

Nesses sonhos ouço vozes, gritos de ameaça e o crepitar de chamas. Não sei exatamente o que isso significa, mas desde muito nova tenho medo de fogo e fogueiras.

Chegamos à escola nova e minha me chamou balançando minha perna. Despertei dos meus pensamentos e olhei para frente. O carro estava parado do lado oposto ao portão de entrada.

— Você esta legal? — Perguntou enquanto eu olhava as pessoas passarem pela calçada.

Alguns vestiam dois agasalhos, igual a mim, já aquelas mais calorosas usavam apenas uma camada de roupa. Mostrando que estávamos no começo do inverno.

De longe analisei aquelas pessoas entrando no local e todos ali pareciam ter saído de uma minissérie de colegial. Dessas que são cheias de patricinhas retardadas que só usam rosa e os garotos vestem moletom azul. Pensar nisso fez meu estomago embrulhar e rir, pois eu vestia preto e azul na maioria das vezes.

 — Melhor impossível. — Ironizei em resposta e saí sem me despedir da minha mãe. Sabia que ela estava me olhando de longe, mas não quis encarar.

Minha mãe sabia que odiei a ideia de sair da Filadélfia, mas tentava não tocar nesse assunto para evitar uma briga. Ela estava fragilizada ainda com tudo que aconteceu, mesmo que não demonstrasse na minha frente. Eu sempre ouvia seu choro baixinho no final da noite.

Me sentia mal as vezes por minhas crises de infantilidade e cobrança. Fazia meu máximo para não piorar a situação, mas nem sempre conseguia esse feito. Logo que passei pela entrada do local escutei o motor do carro roncando e ela saindo dali. Caminhei em silencio ignorando os olhares e cochichos dos outros alunos. Não queria demonstrar, mas estava louca para sumir dali.

Cadê o buraco quando precisamos de um, hein?

A aula do sexto ano começou e o professor pediu para esperar no corredor. Ouvi que ele falava com os alunos sobre mudanças e os caminhos que iriam traçar. A boa ladainha do começo do semestre.

— Pode entrar. — Chamou ao abrir a porta e me dar passagem. Dei passos firmes e me posicionei de frente a turma. — A partir de hoje a aluna nova será colega de vocês. Pode se apresentar. — Pediu tocando meu ombro e ficou ao lado da sua mesa. Espremi a alça da minha bolsa e mirei aqueles olhares curiosos.

— Eu... Eu...

— Que ótimo, temos mais uma gaga na sala. — Uma menina puxou o coro de gargalhada na turma, me deixando irritada e abandonando completamente o meu nervosismo.

— E você deve ser a idiota daqui. — Falei em alto e bom som, fazendo todos ali puxarem uma vaia e ela me olhar feio.

— Silencio. — Bradou o professor de química. — Continue.

— Meu nome é Joan Allen, sou natural da Filadélfia e tenho treze anos. — Falei rapidamente.

— Filadélfia? Pensei que as pessoas lá eram negras. — Novamente a menina falou, mas dessa vez ninguém achou graça.

— Seguindo o seu raciocínio idiota, como estamos no Texas, aqui todos deviam andar a cavalo. Mas o único relinche que escuto é o seu. — Rebati sem humor. Já arrumei um desafeto. Parabéns Joan, começou bem.

— O que disse? — Perguntou entre os dentes.

— Nossa, ela também rosna. Temos uma espécie mestiça? — A pergunta debochada só aumentou o barulho na sala.

Eu devia controlar minha língua? Devia. Mas aquela menina de alguma forma extraía o pior de mim. Ela me fuzilou e levantou ameaçando me atacar a qualquer momento.

— Ok, meninas já chega. Tiffany, a próxima gracinha e você vai para a sala de detenção. — Advertiu o professor. — Devo lembrar que comentários racistas é crime? — Aumentou o tom e todos ficaram mudos. — Ótimo. Procure um lugar, Allen. — Ordenou indicando um lugar ao lado de um menino.

Assenti indo até meu canto. Ao passar pela tal Tiffany a ouvi sussurrar algo para mim, mas fiz descaso e passei reto. Seja o que for já tinha um desafeto declarado e motivo para não pisar mais nessa escola.

Fui até o local que o professor indicou e tratei logo de me sentar. Do meu lado tinha um menino magro de cabelo castanho escuro e uns óculos que cobriam quase seu rosto inteiro.

— Oi. Se... Seja bem vinda. — Ele falou tímido. Deve ser o nerd da sala e aquele que mais sofre bullying por aqui.

— Oi, obrigada. — Respondi e ajeitei minha mochila na carteira.

A aula prosseguiu normal e chata como tinha que ser. Tive duas aulas de química e uma de geografia no primeiro horário e depois do intervalo, a qual eu passei dentro da biblioteca, mais duas aulas de matemática.

Como havia combinado com minha mãe eu iria voltar para casa de taxi. Assim poderia decorar o caminho e no dia seguinte voltaria a pé. Igual fazia na Filadélfia.

Peguei minha mochila indo até os armários para deixar uns livros e pegar os do dia seguinte.

— Essa escola tem regras e aqui novatos tem que respeitar veteranos. — Ouvi a voz fina da Tiffany atrás de mim e continuei colocando meu material na mochila. — Estou falando com você. — Aumentou o tom de voz e me afastei ignorando. — Você é surda Allen? — Parei nesse momento.

— Você ouviu alguma coisa? — Perguntei a primeira pessoa que passava ao meu lado, que se afastou assustada. — Devo estar ouvindo coisas. — Comentei fingindo estar pensativa e saí dali.

Sei que o estou fazendo terá consequências claro, mas estou me lixando para essa garota.

— Escuta aqui sua filha da ...

— Escuta só. — Falei de costas, interrompendo meus passos. — Você pode relinchar o quanto quiser. Não ligo para sua presença tão pouco para essas regras idiotas. — Virei para ela e a mesma parou sorrindo debochada. — Mas não toque no nome da minha mãe, entendeu?

— Ui, que medo. — Provocou fazendo todos no pátio rirem. — E vai fazer o que se eu tocar no nome da mamãe. Chorar? — Essa garota esta mexendo com a pessoa errada.

— Esta avisada. — Virei voltando ao meu trajeto.

— Viram? Não passa de uma rata da Filadélfia. — Insultou me fazendo apertar meus punhos.

— Branquela covarde.

Pare com isso!

Ordenei mentalmente continuando meu caminho até o portão e ouvi um silencio repentino.

— Vai correndo para a mamãezinha. — Parei no portão sentindo meu corpo todo tremer. Algo em mim dizia para eu sair dali e manter a calma, mas aquela idiota merecia uma surra. — Filha de chocadeira.

CALE-SE!

Bradei mentalmente quando lhe encarei com fúria. De imediato todos ali ficaram mudos e quietos. Minha vontade era voar naquela ridícula, todo meu corpo tremia de raiva e minha respiração estava irregular. Dei o primeiro passo na direção dela a fim de lhe dar umas tapas merecidas. Mas assim que fiz isso vi todos naquele pátio desmaiarem do nada na minha frente.

— Gente... — Chamei com voz trêmula sem entender o que estava acontecendo. Toda a raiva em mim havia se esvaído. Caminhei lentamente para mais perto e ao passar perto da vidraçaria vi meu reflexo. — Não... — Murmurei ficando em pânico e tratei de sair dali.

O que eu fiz? 


Notas Finais


Bem, antes de ir
momento para divulgar meu outro trabalho
https://www.spiritfanfiction.com/historia/all-i-need-is-disappear-18386724
Essa fic é em outro perfil, espero que gostem.
bjs e fui


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