História Blind - Capítulo 62


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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa noite, pessoal! o/

Eu não tenho muito a dizer, a não ser que estamos finalmente chegando ao final dessa história. Esse é o penúltimo capítulo, e o último será postado logo em seguida. Eu tive problemas com minha net de novo essa semana, tô achando que vou gripar e tenho um final de semana corrido pela frente, então decidi postar os dois capítulos juntos de uma vez para não atrasar a atualização. Enfim.

Boa leitura para todos! <3

Capítulo 62 - Fim de Jogo


Fanfic / Fanfiction Blind - Capítulo 62 - Fim de Jogo

 

O casal havia acabado de tomar o café da manhã quando os amigos os surpreenderam com uma súbita visita no domingo. Fazia alguns dias desde a última vez em que haviam se reunido, e eles não poderiam estar mais felizes em vê-los. 

Depois de uma manhã preenchida por risadas e conversas descontraídas, estavam sentados à mesa almoçando quando, de repente, Gayoon virou-se para o marido e surpreendeu a todos com uma pergunta bastante específica:

– Deveríamos prometer Tae Hyung à filha deles? – questionou, arrancando risos de todos os presentes. Fazia poucos dias que haviam sido notificados quanto ao sexo dos bebês. Hyuna daria a luz a um casal.

Doojoon sorriu e balançou a cabeça.

– Eu não sei. Não acho que podemos fazer isso. Mas se Tae Hyung se apaixonar por ela no futuro e for correspondido... Então terão todo o nosso apoio.

– Se a menina se parecer pelo menos um pouquinho com a mãe, meu amado sobrinho terá acertado na loteria. – Jiyoon se manifestou.

– Concordo – emendou Jihyun. – Apenas imagine. Se um casamento entre as famílias acontece vocês vão estar duplamente relacionados.

Hyuna e Hyunseung apenas de entreolharam e riram. Doojoon, por sua vez, pôs-se a questionar a esposa.

– Você não quer ter uma filha para casar com o filho deles também? – brincou.

– Deveríamos fazer isso? – Gayoon o fitou seriamente, pegando-o de surpresa. – Seria interessante. Podemos começar a tentar quando Tae Hyung completar dois anos.

– Você está falando serio?

– Porque não? – ela deu de ombros. – Para começo de conversa, eu nunca quis que ele fosse filho único, e você sabe muito bem disso. Não sei por que está agindo feito bobo agora. Eu só estou esperando Tae Hyung crescer um pouco mais. O suficiente para ser um pouquinho mais independente quando o outro bebê nascer.

– Isso mesmo, oppa. Gayoonnie está apenas matando dois coelhos. – provocou Jiyoon, sem tentar controlar o riso. Não era sempre que tinha a oportunidade de ver o irmão mais velho tão chocado.

– Meus parabéns adiantados. – Hyunseung deu duas batidinhas nos ombros do amigo.

Alheias a expressão chocada no rosto de Doojoon – que ainda precisaria de alguns minutos para reiniciar a atividade cerebral –, todas as mulheres voltaram sua atenção para Hyuna.

– Como está indo a sua gestação, por falar nisso? – perguntou Jiyoon.

– Eles estão ficando cada vez mais ativos – ela sorriu. – Sinto chutinhos quando menos espero, é uma sensação engraçada.

– Já começou a conversar com eles? – perguntou Jihyun – Sei que não podem ouvir antes da 20ª semana, mas eu falaria com eles se estivesse no seu lugar.

– Comecei a falar com Tae Hyung antes mesmo de a minha barriga aparecer, quem dirá ela. – Gayoon sorriu.

Hyuna riu.

– Acho que estamos indo mais longe.

– Como assim? – Jihyun franziu a testa.

– Lemos histórias para eles. – Hyunseung revelou com bom humor.

– Você? – Jiyoon riu. – Sério?

– Ela me pegou. – ele deu de ombros.

– Quanto custa o ingresso? Eu gostaria muito de ver isso. – disse Gayoon.

– Ha-ha.

– O que? Você sabe que eu te adoro.

– Estou vendo. Mas só por curiosidade, você nunca fez Doojoon fazer nada considerado estranho ou fora do comum?

Gayoon levou apenas um segundo para responder.

– Uma vez eu o fiz vestir um kigurumi do Rilakkuma e cantar a musica dos três ursos para acalmar Tae Hyung.

– Yeobo! – Doojoon exclamou estarrecido em meio a uma explosão de gargalhadas. Vinha guardando aquele segredo a sete chaves desde o dia fatídico.

– Como eu nunca fiquei sabendo disso? – Hyunseung perguntou quando conseguiu se controlar um pouco e levou a mão ao peito, falsamente ofendido. – Achei que não existiam segredos entre nós.

– Eu não acredito que perdi isso. – disse Jiyoon, secando as lágrimas. Era ridículo.

– Oppa... – Hyuna começou, puxando o ar para que sua respiração voltasse ao normal. O estômago começando a doer de tanto rir. – Como isso aconteceu?

– Tae Hyung estava doente – ele respondeu na defensiva. – Não parava de chorar com nada. Eu não tive escolha.

– Você podia ter filmado – Jiyoon fitou a cunhada. Depois, a imagem da dancinha veio à sua mente e começou a rir outra vez. – Um homem desse tamanho fazendo algo tão ridículo...

Gayoon riu.

– Eu podia, não é? Mas na hora eu estava preocupada demais com meu bebê. Pensando agora, foi uma oportunidade desperdiçada.

– E você nunca fez nada assim? – Jihyun a fitou com um sorriso. Havia conseguido o feito de se controlar mais rápido que o restante.

– Nunca. E espero nunca ter que apelar para isso eu mesma. Prefiro ficar com meu filho nos braços por horas do que me sujeitar a isso.

– O que? – Doojoon voltou total atenção à esposa. O choque nítido em sua voz. – E toda aquela história de que Tae Hyung era mais importante? E aquilo sobre engolir o orgulho e fazer por ele?

– O seu orgulho, querido. Não o meu. Eu teria feito se não houvesse outra escolha. Faria qualquer coisa pelo nosso filho, mas tinha você para fazer naquela ocasião. Tudo o que eu disse foi verdade – Gayoon sorriu compassivamente e pousou a mão sobre a dele. – E eu te recompensei naquela mesma noite. Você não pode reclamar.

 – Ah é... – Doojoon sorriu involuntariamente com a lembrança. Um sorriso que casais conheciam muito bem.

– Sem vergonha. – disse Hyunseung, cutucando-o.

– Disse o santo. O casto – o amigo rebateu. – Você é muito pior do que eu.

– Só estou apontando essa qualidade sua. Nunca disse que sou melhor ou pior.

– É uma coisa boa você ser tão autoconsciente.

– Obrigado.

– Eu não estava tentando te elogiar. Só apontei um fato.

– Mesmo assim, me sinto honrado.

Doojoon o encarou em silêncio por um instante, mas no momento em que abriu a boca para comentar tamanha idiotice, foi interrompido pela irmã. Aparentemente, ela havia se cansado de assistir a conversa dos dois.

– Então, como anda a escolha dos nomes? – Jiyoon olhou para Hyuna. Gayoon limitou-se a esperar a resposta, embora estivesse nitidamente interessada no tópico.

– Verdade – Jihyun juntou as mãos animadamente. – Eu estava prestes a perguntar sobre isso.

Hyuna sorriu.

– Estamos quase lá.

– Você já tem alguns no páreo – disse Gayoon com conhecimento de causa, cruzou as pernas e sorriu. – Só não quer arriscar nos dizer agora e pensar em algo melhor depois.

– Min Ho e Min Ah – anunciou Hyunseung, e sorriu quando a esposa lhe deu um olhar divertido. – O que? Eu não acho que vamos ter uma ideia melhor. Pensamos o bastante.

Hyuna riu e o beijou no rosto.

– Acho que você tem razão.

– Então é isso mesmo? – Jihyun perguntou animadamente.

– Só vocês para escolherem um nome tão rápido – declarou Jiyoon. – Se fossem meus filhos eu ainda estaria às voltas - riu –, mas estou realmente feliz em saber disso agora.

– Menos um item na lista de tarefas – brincou Gayoon. – Eu gostei.

– Eu também. Combinam perfeitamente. – disse Doojoon.

– Agora, acho melhor ligar para minha mãe e avisar a ela. Se ela pelo menos sonhar que não foi a primeira à saber teremos muitos problemas. – emendou Hyunseung, apanhando o celular ao mesmo tempo em que todos riam. Sabia muito bem que nenhum dos amigos contaria, mas não podia correr o risco. Afinal, madame Jang parecia ter olhos na nuca.

Enquanto transmitia a notícia ao restante da família e os convidava para se juntar a eles, podia ouvir a esposa ao fundo discutindo a respeito do enxoval que em breve começariam a comprar e organizar. Depois sorriu, ciente de que todos os presentes já haviam comprado algumas coisas aquela altura – embora soubessem que não havia necessidade de começar tão cedo –, incluindo eles mesmos. Mas era algo que não podia ser evitado.

Aproximadamente cinco meses depois, Gayoon estava grávida de uma menina, Jihyun havia se casado, Jiyoon finalmente aceitara o pedido de casamento do namorado e o promotor telefonou confirmando a data do julgamento de Choi Dae Yeon.

 

...

A sala do tribunal era exatamente como o que se via na televisão. Seriados e Dramas captavam a aparência excepcionalmente bem, mas não a essência. Como o cheiro de desinfetante misturado ao gélido ar condicionado, ou os bancos de madeira desconfortáveis.

Hyunseung havia cumprido a palavra e trajava um de seus melhores ternos – era difícil escolher um só quando todos eram feitos sob medida. Com exceção da camisa branca, todo o restante era preto, incluindo seus sapatos. Doojoon por outro lado, usava um terno cinza – também sob medida – com uma gravata preta e camisa branca. Poucos minutos atrás haviam se despedido de suas respectivas esposas e seguido juntos para assistir ao julgamento. Felizmente, nenhuma delas havia demonstrado interesse em acompanhá-los. Ouviriam o essencial deles mais tarde.

Ao descerem do carro, depararam-se com um mar de repórteres amontoados do lado de fora e incontáveis vans e parabólicas bloqueando a rua. Podiam afirmar sem sombra de duvidas que todas as emissoras de TV estavam lá. De gigantes a pequenas.

Choi Dae Yeon seria submetido a júri popular, e o país todo aguardava a audiência com ansiedade.

Como esperado, foram reconhecidos por alguns repórteres. Sem fazer qualquer comentário, os dois apenas trocaram olhares e passaram entre eles. Não fariam o papel de alimentá-los.

Ao entrarem no tribunal, não se surpreenderam ao encontrar o local praticamente vazio – embora todas as coisas já estivessem onde deveriam estar. O relógio marcava oito e meia da manhã. O julgamento começaria às nove. Por causa da imprensa, o restante dos espectadores, ou seja, os familiares das vítimas identificadas, haviam sido orientados pelo promotor a não chegar antes da hora, de modo a poupá-los da pressão que os repórteres sem dúvida nenhuma fariam para conseguir alguma migalha de informação. Assim, ambos tomaram seus lugares na primeira fileira sem a mínima pressa, e em seguida puseram-se a conversar para matar o tempo.

Quinze minutos mais tarde, os familiares começaram a chegar um atrás do outro. Cinco minutos depois de um fluxo constante de pessoas entrando pelas pesadas portas de madeira maciça, todos os lugares já estavam lotados.

– Você acha que todas essas pessoas vão surtir algum efeito nele? – Doojoon perguntou após cumprimentar o promotor – que havia acabado de surgir na sala – com um maneio de cabeça.

– Duvido muito – respondeu Hyunseung. Os braços cruzados enquanto estudava os membros do júri, que um a um adentravam o recinto e tomavam seus lugares. O fim estava prestes a começar. – Talvez apenas satisfação pessoal por toda atenção.

Logo depois, um jovem defensor publico enfiado em um terno azul mediano adentrou a sala e ocupou a mesa da defesa, ignorando as ofensas nada sutis vindas dos espectadores. Não aparentava querer estar ali, mas parecia decidido a tentar conduzir seu trabalho da melhor forma possível. Tinha que começar em algum lugar.

No momento em que o juiz foi anunciado, todos se levantaram, e a sala caiu no silêncio enquanto o julgamento era iniciado. Pouco depois de todos se sentarem, dois guardas adentraram o recinto trazendo Choi Dae Yeon. Havia emagrecido perceptivelmente e usava um macacão azul característico. A cabeça erguida a despeito das mãos algemadas, nenhum traço de medo.

Assim que o viu, Hyunseung sentiu uma onda de ódio revolver seu estômago. Chegava a ser interessante o quanto ele havia se tornado insignificante, mas sua raiva por ele não se atenuava. Sempre que pensava nele sentia vontade de mata-lo com as próprias mãos. Contudo, qualquer sofrimento era pouco para o que ele tinha causado, e passar o resto de seus dias sendo arrebentado na prisão sem qualquer perspectiva de escapar talvez fosse melhor do que abençoa-lo com a morte após poucos dias de tortura. Tinha certeza de que Dae Yeon não suportaria as coisas que havia imaginado para ele por mais tempo que isso.

Ao vê-lo na “plateia”, o assassino abriu um sorriso frio. Hyunseung quase esperou que uma língua bipartida escapasse para fora dos lábios finos. Depois, começou a olhar em volta como se procurasse por uma peça importante e fechou a cara antes de se sentar ao lado do advogado.

Foi à vez de Hyunseung sorrir. Sabia muito bem por quem ele estava procurando: Hyuna. E sua esposa tinha consciência de que ele o faria. Aquele era apenas mais um dos itens da longa lista de motivos pelos quais ela não estava presente. O principal deles sendo que já se encontrava na reta final da gravidez – o que também explicava o fato de sua mãe não estar lá, bem como seu pai e irmão.

O julgamento durou mais de quatro horas.

A defesa foi a primeira a falar, seguindo a linha mais previsível possível. Choi Dae Yeon, começou o advogado, voltando-se para o júri com o mesmo discurso de seu antecessor: Cidadão modelo.

Seu cliente, disse ele, sempre fora um homem de boa índole. Tinha raízes, dedicava sua vida a servir a cidade como patrulheiro e ainda encontrava tempo para se dedicar a serviços comunitários e causas beneficentes, continuou, parecendo se esquecer de que aquilo não era uma audiência para solicitação de fiança. Seu cliente não tinha, absolutamente, nenhuma culpa de seus atos. Era um homem bom com uma mente doente, que na verdade possuía um caso gravíssimo de – pasmem – dupla personalidade.

Ao ouvir aquilo, Hyunseung quase começou a rir, mas o bom senso o ajudou a se controlar. Era uma alegação sem fundamento, mas uma das táticas de defesa mais populares tentada por um número considerável serial killers – embora com uma impressionante falta de sucesso. E pensar que ele realmente tentaria jogar uma carta tão ridícula quanto aquela para livrar a cara. Mas por mais imbecil que fosse, fazia um pouco de sentido, uma vez que nenhum psiquiatra em sã consciência poderia declará-lo legalmente insano.

Não que alegar personalidade múltipla fosse muito melhor. Não era. E a acusação sabia disso.

A imagem pintada pelos psiquiatras nomeados pelo tribunal, no entanto, foi extremamente diferente da do advogado.

O acusado havia sido criado por um pai alcoólatra, violento e extremamente abusivo – que o ridicularizou a maior parte de sua infância até ser vítima de cirrose quando Choi Dae Yeon tinha 11 anos. Tornou-se um hipocondríaco com mania de organização e aversão aos demais. Na tentativa de parecer o mais “normal” possível, tentou sustentar alguns relacionamentos que acabaram não dando em nada.

Tomava um cuidado excepcional na escolha de suas vítimas para que não pudesse ser ligado diretamente a nenhuma delas. A maioria era constituída de parias sociais. Muitas vezes as abordava em terminais rodoviários e pontos de ônibus usando a farda como um disfarce, outras, perseguia por dias a fio até estabelecer um padrão em suas rotinas e assim escolher a melhor hora e lugar para atacar. Era extremamente metódico e quase nunca – salvo a última vez – agia por impulso. Seu interesse particular por uma detetive da divisão de homicídios a qual pensava ter liquidado em um ato anterior incalculado ocorrido três anos antes – que também agira como estopim para sua série de assassinatos – havia sido a única coisa que o levara a começar a provocar a polícia.

Apesar de ter confessado os crimes quando fora confrontado com todas as provas descobertas em sua casa durante a serie de interrogatórios a que fora submetido por Hyunseung e Doojoon, Dae Yeon e seu advogado ainda tentaram convencer o júri de que todas aquelas atrocidades haviam sido cometidas por um álter ego maligno – mesmo após a exibição chocante das ditas provas aos jurados.

No fim, as considerações finais do promotor encurralaram o jovem advogado de tal maneira que seu discurso final acabou por ser apenas uma repetição de abobrinhas incansavelmente ditas. Em suma, o mais fraco e menos impressionável da história.

Enquanto esperavam a deliberação da sentença, ninguém tinha a menor duvida de que o assassino seria condenado. Uma hora depois, todos voltaram ao tribunal para ouvir o resultado. O tão esperado ponto final que encerraria de uma vez por todas aquele terrível e escabroso capítulo na vida de todos.

Como imaginado, o júri recusou-se a acreditar nas alegações simplistas da defesa e sentenciou Choi Dae Yeon à prisão perpetua por suas atrocidades. Aquele era seu fim. O destino fora selado.

Cerca de dez anos mais tarde, morreria no pátio da prisão, assassinado violentamente por outro detento.

 


Notas Finais


Vejo vocês no próximo capítulo! <3


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