História Blind Out, interativa - Capítulo 2


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Categorias Gossip Girl, La Casa de Papel
Tags Assassinato, Bling Ring, Gossip Girl, Interativa, Mistério, Roubo, Suspense
Visualizações 310
Palavras 2.342
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


oieee gente, tudo bem com vocês? espero que sim <3
primeiramente, me perdoem o atraso. A muito tempo venho prometendo esse teaser mas ele só conseguiu ficar pronto agora. Pelo menos hoje faz um mês que a fanfic foi postada, e só passamos um pouco da metade do prazo então não me atrasei tanto.
Pra quem não viu o aviso que postei esses dias: o prazo da fanfic foi adiado para dia 20/09.
Eu atualizei o jornal da fanfic e coloquei a Emília nos "personagens", incluindo sua photoplayer. Corram lá depois :)
No mais, desejo a vocês uma ótima leitura, qualquer erro que acharem não hesitem em me chamar, já que o capítulo não foi betado. <333

Capítulo 2 - .um: céu estrelado.


Fanfic / Fanfiction Blind Out, interativa - Capítulo 2 - .um: céu estrelado.

“Começo o meu dia na cobertura
Não há nada como este tipo de visão
Ligo a TV
Eu prefiro notícias de novidades caras
Novo carro, nova "garota"
Nova corrente, novos óculos
Novo relógio, bons tempos, querida
São bons tempos, sim”

 

— Super Rich Kids; Frank Ocean

+++

Isabella mal sabia para onde estava indo. Ela deixava seu corpo a guiar, esquecendo, inexplicavelmente, o seu carro, que a mesma já não lembrava onde o havia estacionado. O vento frio parecia cortar sua pele branca, na região dos braços e pernas, mas ela não ligava.

Era de se esperar que uma coisa tão insignificante como não poder entrar em uma festa, tomasse proporções inimagináveis na cabecinha mesquinha e mimada de Isabella Aubert. Talvez o tempo na prisão tivesse realmente exterminado o seu último neurônio em funcionamento.

O som de uma imponente limousine branca faz a garota finalmente acordar de seus devaneios, e o impacto de perceber o frio que estava ao redor fez a mesma se desequilibrar por um segundo, logo recuperando a compostura para que pudesse analisar melhor aquele grande e belo veículo que, com a mais absoluta certeza, merece sua total atenção nesse momento.

Ver a figura de um garoto, facilmente reconhecido como Isaac Nitrovich, colocando a cabeça para fora do automóvel, fez com que Bella rapidamente se escondesse atrás da primeira árvore que visse no momento; evitando qualquer tipo de contato com os carros que passassem na rua, e ser confundida com uma mendiga, considerando seu estado.

Foi um período de tempo consideravelmente curto entre o momento em que o garoto joga alguma coisa ao chão, o voltar a andar do carro e a hora em que duas pessoas, vestidas maravilhosamente bem — claro que nem tanto quanto ela, a garota concluiu — se dirigem até o espaço anteriormente ocupado pelo veículo, para pegar o que o garoto havia deixado cair, concluiu ela.

— Mas o que…

— Estão aqui. — diz uma das vozes. Bella fez o máximo de esforço possível para não ser vista, ao mesmo tempo em que procurava ver o que os dois estavam fazendo. Aparentemente abrindo o envelope.

— Ótimo. Avise aos outros que está tudo certo. — é a vez da segunda pessoa falar, pegando o envelope das mãos do outro com certa brutalidade e tirando alguns pedaços de papel de dentro do mesmo. — São três. — ele os conta.

— O combinado fora quatro. — a irritação na voz era aparente.

— Deixe para lá, o garoto cumpriu sua tarefa. Não deve ser fácil organizar um assalto a empresa do próprio pai.

— Foda-se o que o garoto pensa. Ele sabia dos riscos quando decidiu entrar. Precisamos dos quatro convites para que tudo ocorra bem. Blind Out vive.

A expressão no rosto de Bella, ainda escondida atrás da árvore, não podia ser outra senão choque e surpresa — e não era devido as formigas que migravam, em peso, do tronco do objeto até seu vestido. Não podia acreditar no que acabara de ouvir. A simples possibilidade de uma pessoa ajudar a desfalcar o pai, era inacreditável. Não podia ter certeza, mas a dedução era óbvia: Isaac Nitrovich era um ladrão. Assim como ela um dia fora.

E o pior: Blind Out. Poderia ser mais uma brincadeira de mal gosto mas Bella havia ouvido direito. A gangue estava de volta, e a idéia de ter o caos retornando a Empire Side a assustava e alegrava ao mesmo tempo; enquanto a mesma fazia uma única pergunta em sua cabeça: “Porque não havia sido chamada?”.

 

+++

 

Sob os olhares fervorosos de jornalistas e paparazzis, como esperado, Martín, Lydia e Isaac Nitrovich desciam lentamente da incrível limousine e encaravam e encantavam a todos. Uma família perfeita, ao menos visualmente. Mas Deus era testemunha do caos e catástrofes que andavam lado a lado dos Nitrovich.

— Martín, poderia nos dizer de onde veio inspiração para reviver a marca anos após a morte de Emília? — uma jornalista perguntava, aparentemente revoltada e preocupada com tamanha movimentação dos outros ao seu redor.

— Emília fora uma mulher maravilhosa, assim como Lydia é. — o homem puxa, sutilmente, sua mulher para perto de si, obrigado a ruiva a formar sorrisos e caretas simpáticas às lentes das câmeras. — Eu sinto que devo isso a ela e ao meu filho. Emília não gostaria de ser esquecida, e aposto que estaria muito feliz ao ver o sucesso que a marca dela ainda faz nos dias de hoje.

— A sua marca, o senhor quis dizer? — a jornalista rebate, arranjando um espaço atrás da grade que a impedia de pisar no tapete vermelho, onde Martín e sua família estavam. — Você acha que Emília estaria feliz em ver que a marca na qual ela e sua família tanto trabalharam, hoje não passa de uma fachada e uma fonte de dinheiro para o marido que a agredia?

A tensão imposta no lugar de uma hora para outra era muito perceptível. Os flashes iam diminuindo à medida em que os fotógrafos notavam s expressão séria e perturbada que Martín adotara em sua face. Aquela fala o havia atingido.

— O seu chefe sabe que a senhorita distorce fatos e aponta calúnias aos outros em um local onde deveria predominar a felicidade e comemoração? — Lydia pergunta, tomando a frente e defendendo seu marido. O mesmo estava furioso e a ruiva percebia isso pela sua veia saltada no pescoço. — Peço para que pare de tentar difamar meu marido. Emília definitivamente estaria feliz com o sucesso não somente de sua marca, como o do homem que a amou.

Em um gesto rápido e curto, Martín simplesmente encara a jornalista com a fúria retratada anteriormente, enquanto colocava a mão na cintura de sua mulher e a empurrava, sutil e lentamente, para dentro do hotel; dessa vez evitando ao máximo olhar para as lentes ou responder as perguntas e gritos que lhes eram jogados.

Isaac já estava bem a frente, já que simplesmente odiava qualquer tipo de contato com seres humanos, especialmente jornalistas. O menino tentava esconder sua empolgação, ao mesmo tempo em que revirava os olhos para o vexame que seu pai acabara de passar. A mulher estava certa: de jeito algum Emília estaria feliz com isso. E Zach convivera tempo suficiente com sua mãe para ter a certeza disso.

Uma coisa que não se podia negar, obviamente, era toda a magnitude e ostentação do evento. Isaac tirou alguns minutos de seu tempo para poder analisar melhor todo o ambiente ao seu redor: o salão após a recepção era enorme. Vários pilares se erguiam nos incontáveis cantos do lugar, rodeados por pequenas caixas de vidro, que iam do chão até a altura de seu joelho, contendo os mais tipos de jóias e diamantes. Pessoas iam daqui a ali para observar melhor a exposição. No canto direito estava o bar, com algumas mesas.

Do outro lado do salão, consequentemente na frente de Zach, estava uma escada, por onde descia um tapete vermelho vivo que cortava o lugar ao meio e ia até onde o moreno estava. Se aquilo não fosse a definição de grande estilo, ele não sabia o que era. Seria uma verdadeira pena se tamanho glamour não fosse construído às custas de uma vida.

— Com licença, tenho alguns assuntos a tratar com meus amigos e clientes, volto em alguns minutos. — Martín disse, fingindo uma cordialidade e gentileza que de maneira alguma condizem com sua verdadeira postura longe dos fotógrafos.

Isaac viu seu pai subir as escadas com vários homens e mulheres igualmente elegantes, se perguntando que tramóias aconteceriam em uma sala onde os todas as mais importantes figuras de Empire Side estariam presentes. Coisa boa não deveria ser, com a mais absoluta certeza.

— Bem, ficamos só nós dois. — Lydia diz, dispensando o garçom que lhe oferecia uma taça de champanhe, com um simples gesto de dedos.

— Você quer dizer, ficou só você. Eu já cumpri minha cota de gentileza. Minha mandíbula doendo de tanto fingir sorrisos. Vou arranjar alguma sala e me esconder até a festa acabar. Me chame quando isso acontecer.

Zach se preparava para se retirar, afrouxando ligeiramente a gravata, sendo impedido logo em seguida por sua madrasta, que fincou suas mãos e unhas em seu braço direito com uma força desproporcional ao seu corpo magricela.

— De jeito nenhum. — ela exclama. — Essa é uma festa muito importante para o seu pai e…

— “Como bons cachorrinhos devemos fazê-lo ficar feliz e não o desagradá-lo”; você já disse isso mil vezes só hoje. Acho que você tem que parar de se importar tanto com o que o meu pai vai dizer. Você não vive. As surras estão sendo freqüentes? — Isaac pergunta, com um tom debochado e, ao mesmo tempo, preocupado. Ele sabia que Lydia estava sofrendo o mesmo que sua mãe sofrera anos atrás, mas, novamente, não tinha nada o que pudesse fazer. Talvez ele realmente tivesse medo de seu pai.

— Não fale isso! — Lydia estava irritada. Uma rápida olhada ao redor, seguido pela confirmação de que ninguém tinha ouvido as baboseiras que o garoto disse, e já estava preparada para brigar novamente com o mesmo. — Não volte a repetir isso, por favor.

— Está bem.

Isaac deu meia volta, dessa vez sem a interrupção de sua madrasta. Ele odiava esses diálogos com ela. A sensação de não poder fazer nada o embrulhava o estômago. Martín podia ser seu pai mas estava bem longe de ser a figura mais amada pelo garoto.

— Isaac, você viu o senhor Nitrovich?

A voz fez o garoto dar um pulo. Não era pra menos já que Zach estava, naquele mesmo momento, bebendo de uma taça de bebida, mesmo sendo menor de idade. O menino reconheceu o dono da pergunta como sendo um dos homens que trabalhavam na recepção do hotel.

— Ele está em uma reunião muito importante com os outros engomadinhos e odiaria que você o interrompesse. Eu, no entanto, amaria ver sua figura rolando escada abaixo.

O homem revirou os olhos.

— Isso é sério. Há uma garota na entrada insistindo para falar com ele. Já havia a expulsado alguns minutos antes por não possuir convite mas ela insiste em tentar novamente.

— Despache ela. Achei que esses braços fortes serviam para alguma coisa. — Isaac diz, seus olhos encarando a estatura musculosa do homem à sua frente.

— Ela é Isabella Aubert. Não sei o que fazer, apesar de achar que Martín não gostaria nada de ter uma ladra rondando sua festa. — o trabalhador diz, ignorando os olhares furtivos de Isaac.

— Por que não me disse isso antes? Por acaso não sabe que tenho uma queda pelas criminosas? — Zach dava meia volta, ligeiramente preocupado. O nome lhe era estranhamente familiar: uma das integrantes da Blind Out.

— E por quem você não tem uma queda? — o garoto pôde ouvir o homem dizer, enquanto caminhava mais rápido que o normal para a entrada. Optando por tomar um caminho por entre os arbustos e, consequentemente, evitar os paparazzis ainda na frente do hotel.

Mesmo nunca tendo a conhecido pessoalmente, o garoto avista Isabella com facilidade, decorrente de suas fotos que já viu na internet.

— O que você quer com meu pai? — ele chega, curto e grosso.

— Olha, olha, olha, quem temos aqui. Se não é o filhinho mimado de Martín Nitrovich. — Bella tirava sarro do terno de Zach, o olhando de cima abaixo, o rosto colado ao portão do hotel que os separava.

— Acho que você não detém de uma moral elevada para dizer isso de mim, ladra. — mesmo não conhecendo-a, Isaac achava que detinha de intimidade o suficiente. — Matou um leão hoje? Você costumava ser mais bonita em 2009.

— Você também costumava ser mais legal lá. — começa a garota, ajeitando os cabelos, nitidamente se incomodando com as críticas à sua aparência. — Quando não planejava assaltos contra seu próprio pai.

Isaac ficou petrificado. E permaneceu assim por mais alguns minutos, até tomar a devida coragem para tentar desmentir o que lhe fora dito.

— O que? Me disseram que você estava com problemas mas não imaginei que fosse caso de psiquiatra. A senhorita está doida.

— A senhorita aqui está certíssima. — Bella diz, tomando para sim o controle de toda a situação. — Podemos pular essa parte onde você finge mentira. Vamos direto para o assunto principal: eu sei que você disponibilizou convites para que os ladrões pudessem entrar na festa.

— Ótimo, você ganhou. Não vou perguntar como descobriu isso, já que, como a mesma diz: já pulamos essa fase. É claro que você não vai contar nada a ninguém, não deve ser sua vontade mexer com cachorro grande.

— Eu acho que essa é bem a minha vontade. — diz ela. — Imagina só o que eu não ganharia por ter sido a pessoa que salvou a festa do ano e impediu um roubo de acontecer. Martín me recompensaria, não creio que ele seja tão mão de vaca.

Isaac sentia o sangue subir aos seus olhos. Tudo fora tão bem planejado e ele não deixaria que uma vadiazinha colocasse tudo a perder.

— O que quer que você queira, eu também posso te oferecer. Ou então não estaria perdendo tempo falando comigo. O que é?

— Agora estamos começando a nos entender. — Bella soltava uma risada debochada, enquanto prosseguia. — Para início de conversa quero poder entrar na festa e ver com meus próprios olhos o “ressurgimento da Blind Out”. Sabe… ver se você e seus amigos fazem jus ao nome da minha gangue.

— Só isso? — Isaac pergunta. — Não posso lhe prometer nada.

— É claro que você pode. Você é o filho do dono. E não quer que eu abra minha linda boca, não é mesmo? Pois trate de falar com o segurança, presidente ou quem quer que seja. Eu quero entrar e me divertir assim como todo mundo.

— Vou ver o que posso fazer. — Zach diz, encarando Isabella nos olhos, já começando formar planos de como se livrar dessa rocha que entrara em seu sapato.

— Veja rápido por favor. — Bella começa. — Ou então Martín saberá de seus planos.

Enquanto Isaac sentia seus pelos eriçarem de medo e Bella retoca a sua maquiagem, a noite em Empire Side já se iniciava da pior forma possível — para alguns. Era uma noite de crime. E o céu estrelado como única testemunha.


Notas Finais


então aaa gostaram?
tenho que pedir desculpas porque realmente não sabia o que escrever nesse teaser. Não podia focar muito no desenrolar da festa porque quero fazer isso com os personagens de vocês; e também não podia fazer flashback, já que esse é o foco dos contos (que vão voltar normalmente semana que vem, toda sexta, espero).
Me contem o que acharam, como andam as fichas? Estou muito contente com o retorno que venho tendo e qualquer coisa que queiram falar/perguntar não hesitem em me chamar.
love y'all, breitor <3


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