História Blind Psychosis - Minific - Capítulo 1


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Categorias Justin Bieber
Personagens Personagens Originais
Tags Amor Doentio, Justin Bieber, Madelaine, Psicose
Visualizações 26
Palavras 1.032
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá meus amores, quanto tempo né? MDS...
Sejam bem-vindos e espero que gostem desse clichê não tão clichê RS

Capítulo 1 - Capítulo 1


Fanfic / Fanfiction Blind Psychosis - Minific - Capítulo 1 - Capítulo 1

 


G.L

 

Já estava mais do que na hora de começar a ter uma vida normal, assim como qualquer outro jovem, mas claro, qualquer outro jovem que consegue enxergar. Meu pai sempre dizia: "Filha, você não é todo mundo" e eu sempre recuei, mas dessa vez é diferente.

Ao ouvi-lo passar pela porta do escritório, apenas pelos seus passos firmes e apressados, o chamei.

— Pai?

— Oi querida? Algum problema? - sua voz preocupada estava mais próxima da sala.

— Só um, preciso saber se o que te pedi, vai ser concedido. - respondo cautelosamente entrelaçando meus dedos.

— Nós já falamos sobre isso, não falamos?

Eu pude ouvir sua respiração de leve tensão, tornar-se pesada.

— Não finalizarmos! Pai, eu preciso disso, preciso aproveitar minha vida um pouco mais...

— E tudo que eu te permito fazer não é o bastante? Eu só quero proteger você.

Sinto suas mãos sobre as minhas, assim como imagino que ele sentou-se à minha frente.

— Um pouco mais de liberdade, apenas isso! Por favor. - insisto em tom de súplica.

— Eu sei que vou me arrepender muito disso...

Passado alguns minutos sem dizer uma palavra, minhas esperanças estavam quase indo pelo ralo. Eu tinha em mente que a minha deficiência visual era um problema, era uma luta constante que deveria ser apenas minha.

— Pai? Eu sei que não desmaiou ou caiu duro no chão ainda...

— Tudo bem, sua cuidadora não precisa ir a todos os lugares com você e as suas amigas. — ouço seu tom de voz involuntariamente e sorrio.

— E o segurança... - indago persistente.

— E o segurança também não! Satisfeita?

Estico meus braços para alcança-lo, seguro nas suas mãos quando me ajuda com o contato físico e suspiro profundamente.

— Obrigada por confiar em mim, papai.

— Eu amo você.

Aprecio o toque dos seus lábios na minha testa, num beijo paternal, em seguida o seu abraço.

(...)

 

Minhas melhores amigas não imaginavam que esse dia fosse chegar, o dia em que meu pai finalmente se deixasse vencer pela confiança.

No telefone conferencial que a minha "babá" havia feito por mim, conversávamos saltitantes, estávamos empolgadas com a notícia boa.

— "Parece que alguém ganhou um pouco mais de liberdade por aqui..." - ouço o tom de brincadeira da Cherysse.

— Eu acho que sim.

— "O que o Sr. Larsson  pediu em troca?" - Bella pergunta receosa.

— Bom... Ele não vai dispensar o motorista aonde quer que eu vá, já é um grande começo, não é?

— "Sim, é sim. A gente vai poder aproveitar o resto do ano letivo pra sair e se divertir sem ter milhares de pessoas no seu pé! É ótimo, agora você é oficialmente uma adolelescente-jovem normal."

As palavras da Cherysse me deixavam cada vez mais animada e explodindo por dentro.

— "Mas também vamos cuidar de você, é claro! Não vamos te jogar na boca dos leões não..." - ouvíamos os risos perversos da Bella e sorrimos.

— "Se ela engravidar numa dessas nossas saídas, como vamos dizer ao pai dela que nem ela e nem nós vimos quem é o pai?"

— Eu já disse que adoro as piadas de vocês sobre a minha experiência na deficiência visual?! E eu não vou engravidar, suas doidas. - Falo ironicamente na esportiva entre os risos.

Ouvi elas rirem um pouco alto do outro lado da linha e me acomodei melhor na minha poltrona.

— "Você já deve estar cansada de ouvir as mesmas coisas relacionadas, até eu fico cansada de ouvir..." - Cherysse comenta.

— Eu vejo que sim. - respondo com ênfase na palavra "vejo" como ironia e logo ouço elas.

— "Oh não! Você para agora, eu sei o que está tentando fazer e eu ainda quero ir pro céu!" - Bella dizia de forma repreensiva mas rendida a piada.

Cherysse e eu rimos da doce e certinha, Bella.

— "Eu preciso desligar meninas, tenho que voltar ao trabalho meio período, o meu horário de almoço acabou." - ouvimos a Bella.

— Tudo bem, nos vemos mais tarde!

— "Gente, acabei de receber uma mensagem dos veteranos da universidade de Stanford. Parece que vai ter uma festa mais tarde!" - Cherysse diz empolgada.

— Não somos universitárias, Cherysse.

— "E quem disse que precisamos ser?!" - ela retruca.

— "Okay, eu vou, tô precisando mesmo ir a uma festa..." - Bella se impõe.

— "Vai ser às oito horas, eu passo aí para buscar vocês duas. Esse o seu momento, garota! Você finalmente vai sair sem uma babá e seguranças no seu pé."

Cherysse tinha razão, ao mesmo tempo eu estaria segura do lado delas, é claro.

— Tudo bem, eu também vou, vai ser legal.

"É isso aí, finalizando a ligação meninas!"

(...)

 

Depois de muito trabalho até conseguir convencer o meu pai de que seria uma simples festa entre amigos e que não haveria problemas, afinal, as meninas iriam cuidar de mim como combinado, por fim chegou no momento em que ele cedeu.

O mais novo problema seria o que eu vestiria, se eu pudesse ver, com certeza não escolheria uma roupa de missa aos domingos; o que imagino ser muitos panos sobre o corpo, como a minha cuidadora ou o meu Pai escolhem as minhas.

Entretanto, Bella avisou-me que viria me ajudar a me vestir antes de Cherysse vir nos buscar, e lá estava ela, escolhendo alguma coisa boa o bastante no meu closet.

— Você vai ficar incrível, sempre gostei de vestir minhas bonecas. Não se preocupe...

Ela falava um pouco alto devido a distância entre nós.

— Qual é a cor das roupas? - indago curiosamente.

— Ahm... — ela parecia pensar.

— Tudo bem, ainda posso imaginar as cores das coisas.

— Certo... A saia é preta assim como a blusinha e a sua jaqueta é branca e vermelha.

— Oh minha nossa, a minha mente explodiu de vez! - digo esboçando um sorriso de Chaplin.

— Você vai ser a garota mais linda dessa festa, Genevieve.

Sorrimos outra vez juntas e eu pude imaginar o que seriam tecnicamente essas cores. Preto é o escuro que eu enxergo desde que me entendo por vida, branco me parece algo leve e suave, quase inimaginável, e o vermelho é uma palavra muito forte, há um impacto que não consigo distinguir do positivo ou do negativo sem sentir elas me atravessando, algo que parecia ser extravagante demais.

 



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