História Blindados - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amizade, Comedia, Faculdade, Jovens, Romance, Universidade
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Palavras 1.847
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Festa, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Queridíssimos, isso nada mais foi que um lapso de insônia
Pensei: por que não?
E aqui estamos...
Bjs pra quem estiver lendo!

Capítulo 1 - Quem são os Blindados?


Fanfic / Fanfiction Blindados - Capítulo 1 - Quem são os Blindados?

Certo, levando em consideração que você não tem ideia do que vai encontrar por aqui, deixe-me te deixar a par de coisas essenciais antes de continuar...

Primeiro: aqui é muito quente! Muito! Até mesmo durante a chuva! Então não, você não vai ver beijos apaixonados no meio de uma tempestade fria, nem a mocinha que é agasalhada pelo casaco do galã enquanto ele enfrenta uma hipotermia.

Segundo: nem todos nós estamos no mesmo curso, o que é bom, já que conseguimos usufruir do máximo do conhecimento uns dos outros.

Terceiro: só não somos uma temporada alternativa de Malhação porque a gente não recebe cachê. Bem que queríamos!

Quarto: sim, tudo que você vai ler aqui realmente acontece no nosso cotidiano, e sim, nós temos uma carga bastante questionável de juízo e de senso do ridículo.

Okay, devidamente avisado(a), pode continuar com essa leitura.

Fazer faculdade longe de casa já é difícil por motivos óbvios, mas, além disso, morar na república em que eu vivo só torna tudo mais doido ainda. Até porque nós não vivemos, nós sobrevivemos.

Apenas imagine 10 esquizofrênicos debaixo do mesmo teto, depois some à alguns malucos agregados que costumam fazer visitas quase constantes... Eis a Blindada! A república mais próxima da única faculdade de Peneiras, a cidade pacata mais próxima da capital do estado.

Ah, deixe-me explicar a nossa história, antes de tudo, que educação a minha!

Inicialmente, fui chamada depois de quase um mês do início das aulas, junto com os outros bolsistas, e, logo no dia da matrícula, dei de cara com Marcelina e a família dela. Nossos pais se apaixonaram à primeira vista, e eu, em questão de segundos, estava me vendo dividindo apartamento com uma garota desconhecida e fadada a viver um semestre com ela em uma cidade distante de qualquer familiar. Parece pouca coisa? Experimenta essa experiência, você vai adorar a sensação de pânico e de angústia.

Dias depois conhecemos outra colega bolsista, Ana se juntou à nós e então, de repente, toda a turma misturava os nossos nomes. O nosso trio não demorou a agregar mais um, Jones foi chamado no vestibular pela lista de espera, por isso se encontrava tão perdido quanto nós.

Regra da faculdade: calouro + prova = desespero.

Agora imagine quatro calouros chorando às vésperas de uma prova da qual sequer tiveram aula. Foram tempos terríveis. Felizmente, esses desesperos nos renderam outra amizade.

Josie é simplesmente a pessoa mais apavorada que eu conheço, além de não contar a maturidade que deveria ter em seus 22 anos. No começo era engraçado vê-la sempre tão atordoada e histérica, mas a preocupação falou mais alto e eu me vi, muitas vezes, perguntando-se se ela tinha algum problema de desenvolvimento. Jones era o mais impaciente de nós, foram diversas as vezes em que era possível testemunhar as discussões deles dois.

Depois de semanas, pudemos conhecer melhor o resto de nossas atuais amizades. Rita e Jasmim moravam juntas no mesmo prédio, como eu e Marcelina, mas serviam de babás para a nossa colega mais jovem, Jolie, que praticamente cheirava à leite com os seus 17 anos. Além disso, Deby também as ajudava nesse pequeno detalhe. E foi assim que 9 calouros de medicina começaram a se aglutinar feito pão com geleia.

No meio de tanta pindaíba, duas garotas da odonto tiveram o azar de se aproximar de nós. Ah, mas no fim de tudo nota-se que elas são tão malucas quanto nós. Lily era caloura de Jenny e estava completamente podre e suja quando a conhecemos depois do trote das turmas de odonto. Uma imagem salva até hoje em nossos arquivos, visto que Lily não é o tipo de pessoa que gosta de festas, completo oposto de Jenny.

Mas enfim, depois de um primeiro período repleto de contas e de empréstimos de todos os tipos (já chegamos ao ponto de não sabermos diferenciar nossas panelas e pratos), formamos uma amizade que estava prometendo mais do que conseguíamos imaginar.

E foi assim que fomos todos parar em uma casa gigante e relativamente barata quando dividíamos os custos. A Blindada é charmosa, apesar de apertada, e nos rende bons frutos quando o dinheiro está em falta. Ora, apenas calcule quanto ganhamos em uma noite quando se coloca um som alto e se cobra 5 reais pela entrada das pessoas. Universitário só precisa de duas palavras para ser feliz: música e álcool. E assim nós lucramos.

Já se vão três anos de faculdade, dividindo o teto com esses loucos. Podemos morrer de qualquer coisa, menos de tédio.

Mas antes de começar nossas crônicas, é sempre bom familiariza-los com esses personagens não tão carismáticos quanto o desejável.

Primeiramente, Marcelina é uma ariana que insiste em negar as características do próprio signo, muito embora ela sinta prazer em trocar farpas venenosas com Jones. É tida como brincalhona, mas ama pagar de séria e responsável quando a ocasião é favorável. Ainda assim, é sempre disposta a ajudar qualquer um que peça seu auxílio, talvez herdou isso dos pais.

E então vamos à Ana, carinhosamente apelidada de Regina George em homenagem à sua peçonha destinada aos inimigos. Talvez Marcelina se sinta inclinada à seriedade por causa da sensatez de Ana, o fato é que todos nós sempre buscamos conselhos com ela. Uma das mães do grupo, sem dúvidas, além de nos disponibilizar transporte. Não, Ana não tem um carro, mas Ramon, o namorado dela, sim, e ele faz todas as suas vontades de maneira quase débil, então nos basta apenas pedir qualquer coisa para a nossa querida amiga, que Ramon nos ajudará sem reclamar. Se você acha isso exploração, fique sabendo que somos todos interesseiros, o mundo te ensina a aproveitar tudo que é grátis depois de você morar sozinho.

Certo, conhecendo as duas, você pode entender o motivo para Jones tira-las tanto do sério. É fato que eu e ele temos personalidades parecidas, a diferença entre nós é que eu consigo perceber quando a pessoa está cansada de uma brincadeira. Resumindo: ele é um palhaço, mas não tem tato com a sensibilidade dos outros, por isso arranja briga com quase todo mundo. Outra coisa interessante, ele é bissexual, não que isso interfira em muita coisa, mas seus casos desastrosos nos rendem boas histórias.

Josie não durou muito tempo na Blindada, o desespero dela por estudo não ficou no primeiro período como nos nossos casos, por isso ela preferiu morar sozinha. Ainda assim, contamos com sua presença frequente, ela sempre nos procura quando quer chorar e enlouquecer por causa de um conteúdo, talvez as discussões com Jones a desopilem.

Costumamos dizer que Rita está a alguns passos de se tornar Josie, ela é a mais estudiosa de todos nós da Blindada. A diferença é que ela tem a maturidade que nossa amiga doida deveria possuir, além de ser a única da casa capaz de cozinhar feijão na panela de pressão sem que haja uma explosão. Jones tentou beija-la em uma festa certa vez e foi um Deus-nos-acuda, detalhes futuros que contarei melhor depois, a questão é que ela não lida tão bem com brincadeiras, e isso é motivo de muitas de nossas discussões generalizadas.

Bom, enquanto Rita é mais do tipo submissa aos outros, Jasmim desfila com toda a autoconfiança que sua antiga colega de quarto não possui. Na faculdade, todos os garotos conhecem Jasmim, a maioria por já terem saído com ela, mas esse é um assunto delicado que não tocamos com frequência para evitar transtornos. Acontece que ela aparentemente se nega a assumir que está solteira e livre para sair com quem bem entender, por isso simplesmente finge demência à cada relacionamento catastrófico que arrisca e fecha a cara sempre que um de nós tenta aconselha-la. Nossa maior suspeita é que isso se deva aos pais dela, mas quem sabe?

Deby é outra que insiste em esconder uma faceta que todos já sabem existir. E não vou nem comentar sobre o noivado que fomos praticamente forçados a organizar pelo namorado louco dela. Não sei de quem sinto mais pena, se é dela tentando esconder os próprios sentimentos pelo cara do time de futebol da faculdade ou se é do noivo que achou que um anel fosse mantê-la presa a ele por muito mais tempo. Calma, futuramente você irá entender melhor o que estou tentando dizer.

Ao longo dos anos, você vai entendendo que existem pessoas de todo tipo, e Jolie é da espécie que dorme metade do curso acadêmico e pergunta o que está acontecendo na outra metade. Ela basicamente não paga aulas pela manhã, porque simplesmente ninguém consegue acorda-la. Seus cabelos coloridos são sua marca registrada, mas nada que a identifique mais do que o apelido de Hannah Montana, aquela que aproveita o melhor dos dois mundos. Sim, outra bissexual em nosso humilde lar.

Se Josie te assustou com o jeito desesperado, talvez as agonias doidas de Jenny te sirvam de diversão. Conversar com Jenny é como estar diante de um rádio que só sintoniza 3 estações: machos, festas e coisas aleatórias e sem nexo que ela vez por outra solta no meio de um assunto concreto. Mesmo com toda a sua capacidade de ser feita de trouxa, ela admite as próprias burrices amorosas, o que, de certa forma, a faz melhor que Jasmim, nesse aspecto. Há boatos que, de todos nós, Jenny é a mais desmantelada, e eu sinceramente não duvido, acredito conseguir convencer você disso até o final dessa história.

Pode-se dizer que Lily não teve a melhor veterana para ajudá-la nos estudos. Se você conhece algum estudante de odonto que estuda mais de 6 horas por dia, por favor, apresente-o à Lily, porque eles certamente terão muito em comum. Fato curioso sobre ela: é uma das poucas meninas que conheço que fica bem com o cabelo Joãozinho, sem contar com os olhos verdes, e ela faz bom uso deles ao deixar o corte em Chanel. A desgraçada sabe ser elegante, talvez por ser a mais velha de todos nós, mas larga toda a pose de executiva quando vê um copo de cerveja. Essa não é uma fraqueza só dela, devo admitir, a Blindada provavelmente é a maior consumidora de cerveja da cidade. Nós literalmente já passamos fome pra conseguir comprar um barril de Chopp, e adivinhe de quem foi a ideia? Não se engane, Lily é nerd, mas é tão vida louca quanto todos nós.

Por fim, tem eu. Sei que foi mal-educado de minha parte, mas posso me apresentar agora. Prazer, Serena, talvez em uma versão que vocês não desconfiavam existir. Mas sim, é verdade, eu moro com essa gente toda, sou tão viciada em cerveja quanto Lily e tão brincalhona quanto Jones (não é à toa que nos chamam de Fred e Jorge algumas vezes). Um fato interessante sobre mim? Tudo bem, o meu sotaque é único na Blindada, isso rende boas piadas e, por muitas vezes, comentários acerca da “fofura” da minha dicção cruamente nordestina.

Pronto, eis que já conhecem boa parte do elenco responsável pelos acontecimentos dignos de serem contados para o mundo. Como eu já disse lá em cima: de tédio nós não morreremos.


Notas Finais


Yeah, quase tudo é verdade, digo com toda a sinceridade.
Enfim, beijos da Blindada!
Dependendo do público, eu posso ou não continuar com isso.
Byeee, mores!


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