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História Blizzard e Loki - You Make Me Crazy - Capítulo 61


Escrita por:


Notas do Autor


ALO, galerosos

Mais um capítulo, eu ainda não sei escrever uma nota de autor como uma pessoa normal.

Na capa estão os filhos de Dror (12 anos) Thrud (9 anos), filhos da Sif e do Thor e Luke e Hestia atualmente, que estão com 13 anos.
>Leah e Kol: 12 anos
>Fenrir e Niklaus: 11 anos
>Erik e Lorelei: 10 anos
>Freya:9 anos
>Aaron: 14 anos recém completados

Ah gente, sobre Asgard:

Nos quadrinhos ela também é destruída e por algum motivo ela passa a ser uma mega cidade flutuante sobre a cidade de Oaklahoma nos EUA.

Eu só peguei esse fato canônico dos quadrinhos Marvel, não é viagem minha kkkkk. Só pra me defender, caso pensem isso. Joguem aí no google que tem umas imagens shshshsh

Boa leitura!

Capítulo 61 - Nostalgia


Fanfic / Fanfiction Blizzard e Loki - You Make Me Crazy - Capítulo 61 - Nostalgia

Hestia Lokison

Estava eu e meus irmãos tomando café, apesar de tudo, de forma bem descontraída.

Luke estava se segurando para não fazer David morrer engasgado com qualquer coisa que sua imaginação fértil lhe sugeria. Era visível no rosto do meu gêmeo o quanto ele estava incomodado, mas ele decidira se comportar, pelo bem de nossa mãe e irmãos.

Aaron me contava sobre um último livro que havia lido, mas acabei desviando minha atenção da conversa quando ouvi alguém chamando pela minha mãe.

Na hora reconheci a voz e Luke e eu nos entreolhamos preocupados.

David levantou-se num átimo, já parecendo bem irritado, jogando o guardanapo sobre seu colo em cima da mesa.

Quando ouvi o que seria o início de uma discussão, pedi a Luke telepaticamente que abrisse um portal para Nova Asgard, onde ficaríamos com nosso tio Rei Thor e tia Sif.

Particularmente, eu preferia a Asgard onde nasci. Era tudo tão mais bonito.

E agora é uma imensa cidade flutuante sobre Oaklahoma. Mas pelo simples fato de a minha terra natal ter voltado a existir, já é o suficiente.

 

Narrador

 

— A-H-A! – Exclamou a jovem de cabelos acobreados, surpreendendo o irmão de tal forma que ele fora obrigado a desfazer a nuvem de fumaça na qual espiava a discussão entre David e seu desmemoriado pai.

Luke virou o rosto a fim de fitar a irmã. Sorriu contente, a fazendo se questionar a que se devia aquela alegria repentina em um momento como aquele.

— Estava espiando a mamãe, né? – Indagou ela, de forma provocativa.

O moreno lhe sorriu ladino.

— Papai está começando a se lembrar, maninha! – Comentou empolgado, logo se levantando da cama e caminhando até a irmã.

— Sério?! – Hestia alegrou-se. — Como chegou a essa conclusão?

— O “Thomas” – Fez aspas com os dedos e uma careta engraçada. — Apareceu na nossa casa por um portal, esqueceu? Não era para ele fazer algo assim, né? – Gesticulou.

— Sim... É verdade... Isso significa mesmo que ele está se lembrando, tanto que já consegue usar magia... – Ela levou a mão ao queixo, sustentando sua expressão pensativa. — Mas e a discussão do papai com o David? – Indagou curiosa e apreensiva, querendo saber o que havia acontecido quando eles deixaram a mansão.

— Ah... – Luke suspirou pesadamente. — A discussão foi feia, não tinha como ser diferente. Com ou sem memória, meu pai sempre vai se estranhar com aquele babaca... – Xingou-o, com nojo. — Aquele canalha teve a audácia de xingar nossa mãe! – Bradou, cheio de indignação. — Graças a ele a mamãe está brigada com o Thommy! – Acrescentou, espumando de raiva.

— Nossa, você realmente estava certo sobre o David, irmão... – Hestia balbuciou enquanto fitava o chão, surpresa com a atitude agressiva do até então “padrasto”.

— Eu vou falar com o Thomas. – O gêmeo disse repentinamente, muito decidido, já até abrindo um portal a sua frente.

— Luke! – A pirocinética o impediu de dar passos, o puxando pelo chifre de seu elmo.

— Ai ai ai! – O moreno choramingava.

Enquanto Hestia ralhava com o gêmeo, a porta do quarto do primogênito de Loki era aberta de forma dramática, revelando um deus do trovão com uma expressão nada amigável.

— Luke. Hestia. – O Rei de Asgard os saudou com uma seriedade que não lhe era costumeira. Estavam acostumados com o jeito caloroso do tio e seus abraços de urso.

Foi ali que os dois sabiam que estavam ferrados.

Os gêmeos se entreolharam com os olhos arregalados, mas logo se curvaram diante de seu Rei, como mandava a regra.

— Vossa Majestade. – O príncipe e princesa disseram em uníssono.

— Príncipe Luke, Princesa Hestia... Acho que precisamos conversar, não é? – Sustentando ainda o olhar severo, Thor os questionou retoricamente.

 

[...]

 

Em uma das salas de estar do palácio dourado, tio e sobrinhos estavam reunidos, sentados à uma mesa.

Thor estava acomodado do lado oposto a eles, apoiando seus cotovelos no vidro, sustentando o queixo com os dedos entrelaçados.

Os pré-adolescentes perguntavam-se se o seu falecido avô também fora assim, intimidador como o tio deles.

Thor sempre fora muito espalhafatoso e divertido, mas a responsabilidade de liderar todo um povo sem terra e a paternidade recente o fizeram amadurecer, e consequentemente encarar as coisas com mais seriedade.

— Luke, consegue imaginar minha surpresa quando procurei Stephen Strange para tirar algumas dúvidas sobre o feitiço performado para trazer Loki de volta e ele me dizer que não estava sabendo de nada? – Usou um tom irônico, fitando o sobrinho com descontentamento.

O moreno abriu um de seus clássicos sorrisos amarelos. Aqueles que ele dava quando era pego na mentira. Sua irmã, roía as unhas muito bem feitas, demonstrando sua ansiedade.

— É... – O Lokison balbuciou, pensando numa possível resposta que agradaria os ouvidos de seu tio. — Eu posso explicar. – Coçou a nuca, rindo nervosamente.

— Ah, eu adoraria uma boa explicação para o fato de você ter enganado seu tio! – Retrucou irônico. — E pior, seu Rei! – Acrescentou, subindo o tom de sua voz levemente.

Thor por um breve momento achou estar chamando a atenção de Loki por suas travessuras sem limites.

— Tio... Perdoe meu irmão. – A princesa de cabelos acobreados intercedeu pelo irmão. — Só queríamos nosso pai de volta... – Argumentou timidamente, com a cabeça abaixada e meio tristonha.

Luke afagou as costas da irmã, num gesto de solidariedade.

O Asgardiano sentiu seu aborrecimento se esvair ao assistir aquela cena de cumplicidade entre os primogênitos de seu irmão.

Enxergou em Hestia o irmão devotado que ele era quando na idade dela, sempre se colocando em defesa de Loki, intercedendo por ele diante de Odin.

— Eu compreendo. – O loiro se pronunciou depois de alguns segundos pensando, já com uma expressão mais suave. — Mas Hestia, seu irmão de qualquer forma me foi desobediente. – Rebateu num tom calmo. — E a senhorita foi cúmplice dele, como sempre. – A garota acenou em concordância. — Por mais que vocês tenham feito algo bom, vocês ainda sim fizeram me enganando. E Stephen tinha te proibido de fazer este feitiço sem autorização dele! – Thor pontuou, elevando um pouco o tom, para que chamasse a atenção dos dois para a gravidade do feito.

O moreno e a ruiva encaravam qualquer ponto aleatório, bem envergonhados.

— Luke, você é um aprendiz de feiticeiro do Mago Supremo e sabe muito bem os preços exigidos pela prática da magia. – Thor continuou com a argumentação.

— Perdão, tio. – Disseram os jovens herdeiros da coroa asgardiana, de forma sincera.

O Rei acenou com a cabeça, demonstrando-se satisfeito. Em seguida, procurou por algo em seus bolsos da calça, tendo sobre si os olhares curiosos dos sobrinhos.

— Estenda-me o braço, Luke. – Ordenou.

Mesmo estando confuso com o pedido repentino, o jovem trapaceiro obedeceu, pondo o braço.

Hestia acompanhava a cena como quem já sabia o que iria acontecer.

— Tio! – Exclamou o garoto, muito revoltado.

Thor havia colocado uma pulseira algema que o impediria de usar magia.

— Hihihi... – Hestia ria da desgraça do irmão.

Mas parou quando viu o mesmo acontecer também com ela, após receber a mesma ordem para estender o pulso.

— HAHAHA! – Luke gargalhou. — Vai, ri de mim água de salsicha! – Debochou, fazendo a irmã bufar de ódio.

— Sinto muito, mas vocês precisam ficar de castigo. É essencial que aprendam já na tenra idade que os atos de vocês têm consequências! – Explicou o mais velho, seriamente.

Hestia ficou sem suas habilidades telepáticas, ficando somente com o domínio do fogo e Luke sem sua magia, lhe restando sua criocinese, que pouco usava.

— Minha magia... – O Lokison choramingava, jogado no chão.

— Para de presepada, sobrinho. – Thor o levantou do chão. — Semana que vem eu removo a pulseira... De vocês dois.  – Disse os fitando.

— É tão esquisito não ter minha telepatia... – Hestia murmurou, meio deslocada.

Alguns segundos depois, chegara Dror e Lorerei, que carregava a prima Thrud no colo.

O primogênito de Thor viera chamar o primo para uma luta de espadas, e em seguida já sumiu da sala com ele e Thor em seu encalço.

Lorelei por sua vez viera se gabar pelo penteado que havia feito nos cabelos curtinhos e dourados da prima Thrud.

— Hesty, mamãe vai fazer cupcakes de sobremesa para a gente comer depois do almoço, quer vir com a gente? – A filha de Sif a convidou, segurando na mão da ruiva e balançando.

— Claro... – A princesa aceitou, sorrindo.

No caminho até a cozinha, a pirocinética questionou sua irmã mais nova:

— Lore, convidou também Leah?

— Eu não. – Lorelei respondeu, fazendo pouco caso. — Ela só sabe ficar lendo livros e ouvir música e ver séries o dia todo...

— Lorelei! – Repreendeu Hestia. — Seja mais respeitosa com Leah, ela é sua irmã mais velha! Você fala com plantas e ela não te julga por isso!

A ruiva de cabelos cacheados revirou os olhos. Iniciara uma implicância com a irmã mais velha desde que acordara num belo dia com uma das aranhas de estimação dela em sua cara. Não havia sido culpa da morena, alegando que havia escapado por descuido, mas Lorelei nunca aceitou as desculpas.

Quando as três princesas chegaram na cozinha, encontraram uma Sif muito atarefada e de avental.

Niklaus dizia estar lá para ajudar, mas na verdade só queria beliscar a comida antes de ficar pronta, usando sua velocidade.

Freya também estava e foi correndo chamar Thrud para a ajudar a decorar um cupcake. As duas tinham a mesma idade, então foi fácil para que elas se tornassem muito amigas.

Lorelei também foi depressa se por ao lado da irmã e prima, deixando Hestia na entrada do cômodo.

A Lokison mais velha caminhou até seu irmão Niklaus.

— Nik, cadê o Kol? – Hestia perguntou o mais novo, que acabara de levar uma tapa na mão da tia, por beliscar a comida.

— Ai. – Ele reclamou, alisando o dorso da mão. — Kol está na biblioteca com a Leah. Coisa de nerd.

— E Erik e Fenrir? – Continuou ela, colocando a mão no ombro do irmão de forma carinhosa.

— Você é telepata, por que simplesmente não lê minha mente? – Retrucou, impaciente.

— Não seja, ignorante com sua irmã mais velha! – Hestia puxou a orelha dele, arrancando-o um “ai”.

— Ai, sua chata. – Resmungou. — Eles também estão na biblioteca, você sabe que eles têm essa coisa de estudar e lerem juntos! Por mais que hoje seja um feriado... – Lembrou o moreno. — Por que está com essa pulseira de bloqueio de poderes? – Questionou ele, fitando o pulso dela com curiosidade.

— Tio Thor. – A ruiva respondeu somente, fazendo uma careta. Niklaus riu sem pudor da irmã.

— Niklaus, deixe de conversa fiada e venha ajudar a sua tia a cortar alguns legumes e cebolas, sim? – Sif parou ao lado do menino, praticamente ordenou com sua voz imponente. — E você, Hestia querida, pode vigiar aquela panela para mim? – A fitou com um sorriso.

— Cla-... – A ruiva foi interrompida pelo toque de seu celular. Pegou o aparelho do bolso de sua jaqueta e constatou que era sua mãe. — Tia, é a mamãe... Tenho que atender, eu volto logo mais... – Falou, apontando para o aparelho. A mais velha balançou a cabeça em concordância.

Enquanto Hestia rumava para fora da cozinha, os Lokison’s que estavam ali gritaram em uníssono:

— MANDE UM BEIJO PARA A MAMÃE!

— Eu vou mandar! – A pirocinética gritou de volta, dando uma risada divertida depois.

Já numa área mais tranquila e sem o barulho da algazarra do cômodo anterior, ela atendeu o celular:

— Mamãe! – A cumprimentou num misto de alegria e alívio de ouvir a voz carregada do sotaque britânico.

Oh, meu raio de Sol... Está tudo bem com vocês, aí? – A Taylor logo perguntou, preocupada.

— Sim, mãe. Estamos todos bem. – Respondeu, rindo levemente.

A mãe aproveitou para perguntar por Thor e Sif, se estavam bem... E se os filhos não estavam lhes causando muito trabalho, pois ela sabia o quanto eram terríveis e estavam sempre brigando entre si.

Vicktoria acabou finalmente tocando no assunto delicado de mais cedo...

Céus... – Vicktoria fez uma pausa, suspirando pesadamente. — Filha, me perdoa por fazer você e seus irmãos passarem por esse vexame de mais cedo. – Pediu, muito envergonhada.

— Mãe! – A filha a interrompeu. — Está tudo bem. – Tentou amenizar. — Eles não sabem o motivo de estarmos aqui, só Luke, Kol, Leah e eu, obviamente. Eu fiz questão de apagar da memória deles qualquer coisa que eles tenham escutado da briga do Thomas com o David.

A garota ouviu a mãe suspirar em alívio.

Perdão por fazer você de certa forma enganar os seus irmãos... – Disse a agente, ainda se sentindo muito culpada.

Está tudo bem, mãe... Meus irmãos pediram para te mandar um beijo. – Avisou ela, num tom mais descontraído, para afastar a melancolia da conversa.

A criocinética ficou muito contente do outro lado da linha. Saber que os seus filhos lhe tinham tanto carinho aquecia seu coração.

— E Aaron? Onde está ele? – A mãe soou preocupada.

Hestia finalizou a ligação prometendo a mãe que iria atrás de Aaron, esse que ela havia se dado conta só naquele momento que estava sumido.

Luke fazia questão de deixar o primogênito de David Walker desconfortável, então não foi nenhuma surpresa para a princesa encontrar o meio-irmão sentado a beira de um lago bem afastado do palácio.

Como uma gata sorrateira, ela se sentou ao seu lado.

— Oi! – Ela o saudou com seu jeito alegre e sorridente.

O garoto loiro, que olhava para um ponto aleatório no horizonte, absorto em seus próprios pensamentos, virou o rosto para a fitar.

— Hesty. – A cumprimentou, sorriu levemente, claramente numa tentativa de esconder sua melancolia. Voltara a fitar o lago.

Mesmo sem seus recursos mentais de obter informação, a filha de Loki percebeu a áurea depressiva do meio-irmão.

— Senti sua falta lá dentro. – Tentou puxar assunto com ele, que permanecia calado e distante.

— Hum... – Suspirou cansado. — Não sou bem-vindo lá, Hestia. – Tornou a fitá-la, dessa vez sério.

A ruiva o olhou com pena.

— Peço perdão pelo meu irmão. – Ela disse, numa tentativa de amenizar a situação.

— Não é sua culpa nem sua responsabilidade ficar se desculpando por tudo que seu gêmeo faz. – Aaron rebateu.

A princesa o encarou surpresa, não sabia mais o que dizer.

Os dois ficaram em silêncio por alguns segundos, até que a pirocinética disse de repente:

— Eu gosto de você... Caso isso te traga algum conforto. – Disse solidária, virando-se para o fitar e o sorrir em seguida.

Aaron sorriu levemente, sentindo-se grato pelo carinho da meia-irmã.

De todos os Lokison’s, ela era a única que não fazia se sentir como um peixe fora d’água, ou como Luke sempre dizia...

Um bastardo.

Hestia contou o menino que a mãe dos dois a havia ligado, e que ela havia mandado um carinhoso beijo para ele. Falou também do almoço, mas Aaron insistiu para que ficassem só mais um pouco ali a beira do lago, sentindo o os raios do Sol aquecerem seus corpos.

Disfarçadamente, quando Aaron não via, ela o fitou, prestando atenção em cada detalhe de seu rosto.

Ela reparou em o quão bonito o azul dos olhos dele brilhava sob a luz do Sol.

Eventualmente, Aaron percebeu os olhares e encarou. Ela rapidamente desviou o olhar, fazendo o garoto rir pelo nariz.

 

De longe vinha Luke, para chamar a irmã para o almoço. Já havia procurado por todos os lugares e estava demasiado impaciente. E com fome.

Quando o jovem trapaceiro viu Hestia e Aaron de mãos dadas sentados à beira do lago, seu sangue ferveu de tanto ódio.

Sentiu seu estômago embrulhar, pois tamanho era o nojo que sentia.

 


Notas Finais


O próximo capítulo não será uma continuação dessa cena, será um capítulo do narrando o ponto de vista da Vicktoria.

Obrigada por lerem e comentem se quiserem deixar a ruiva aqui feliz ❤


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