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História Blocage et Liberté - Capítulo 18


Escrita por: e LadyNat2128


Notas do Autor


Existem dois tipos de escritores: O que planeja e escreve toda a história; e os que se desesperam ao chegar perto da data de postagem.
Deixo claro que eu sou o segundo tipo de escritor, e pela primeira vez acumulei um número bem grande de capítulos antes de começar a postar. Mas estou chegando perto de onde parei.
Cheguei a conclusão de que essa história pode passar de 80 mil palavras, mas, você sabe, pra isso acontecer eu preciso... escrever

Capítulo 18 - Ameaças, ameaças, ameaças


- Marinette! – Ela acena, chamando-a. – Eu disse que te sequestraríamos na escola algum dia!

Marinette correu na direção ao carro ao mesmo tempo em que as portas da frente se abriram, e de lá saiu um Allan sorridente e Claude igualmente sorridente, o último fazendo toda uma cena de fingir abrir a porta para Allegra e curvar-se à sua pessoa como um mordomo.

- Vocês disseram, só espero que sua mãe saiba que você pegou o carro dela emprestado. – Disse Marinette.

Allegra colocou as mãos na bochecha em falso espanto.

- Eu não avisei! O que será que ela fará comigo, Claude? – Allegra falsamente chorou.

- Eu não sei, eu só sei que o que eu farei agora é dar um grande abraço de urso em Marinette. – Ele diz, e cumpre sua palavra.

Claude poderia facilmente rivalizar com a altura de Kim e seria ainda mais alto. Marinette facilmente é engolida no carinho de seus braços, sem notar que os amigos do qual ela anteriormente havia se despedido voltam-se para ela, decididos a não somente observar a cena.

É a vez de Allan quando Claude a solta: – Como vai a vida sem mim, mon amour?

- Tão tediosa, Allan. – Brincou Marinette com uma fungada falsa. – Tem certeza que não quer vim para minha escola agracia-la com a graça da sua presença?

- Isso é discutível. Se você pedir com jeitinho, quem sabe. – Diz Allan, com uma piscadela e sorriso desonesto nos lábios.

- Ora ora, o que temos aqui? – Diz Alya, chegando ao lado de Marinette. – Mais integrantes do harém de Marinette?

Há risadas no grupo quando Marinette esconde o sorriso e fala: – Eu não tenho um harém.

- Ei, esta é Alya, esse aqui é Nino, namorado dela. São meus amigos. Alya, Nino, estes são Claude, Allegra e Allan, novos amigos que fiz no curso de inglês. – Apresenta Marinette.

- É, caras, ela falou de vocês. Acreditem em mim quando eu digo que ela não calou a boca um segundo quando veio para a escola depois daquele dia. – Disse Nino.

- É tudo mentira, não cogitem acreditar nesse perdedor. – Rapidamente retrucou Marinette.

- Estou confirmando a história de Nino. – Acrescentou Alya.

- Ela é a namorada dele, é claro que ela o ajudaria. – Respondeu Marinette.

- Você não está ajudando a sua situação, Nette. – Disse Claude.

- Nem um pouco. – Completou Allegra.

- Me ajude, Allan. – Marinette se escondeu atrás de Allan, fingindo se sentir traída. – Eles estão sempre zombando comigo, você é o único que pode me salvar.

Alya deu um sorriso sugestivo ao ver a cena, analisando bem a expressão de Allan com Marinette agarrando seu corpo na frente dela como um escudo.

- Vamos lá, garota, guarde as garras. Então, o que você disse que queria fazer com a minha melhor amiga? – Perguntou Alya, se voltando para Allegra.

- Eles querem me sequestrar. – Disse Marinette, interrompendo qualquer palavra de Allegra. – E eu digo, por favor, levem.

- Esse é o nosso plano. – Disse Claude, puxando Marinette para deixar o braço em cima de seus ombros. – O que acha de um dia de burgueses pela cidade e uma festa no final da noite na mansão da Allegra?

- Parece tentador.

- Embora eu aprecie o momento, eu tenho uma pergunta para fazer. – Interrompeu Allegra. – Vocês são Rena Rouge e Carapace, certo?

Alya engoliu em seco antes de responder. – Uh, sim.

Allegra sorriu: – Oh, que maravilha. Eu só queria agradecer a vocês por ajudarem a salvar Paris, mesmo que por pouco tempo como foi. Eu também gostaria de agradecer a Ladybug e Chat Noir, mas nunca consigo um minuto da presença deles.

O ar ficou meio tenso, Marinette entendia. Era ainda uma dor recente que Nino e Alya não pudessem mais usar os Miraculous por terem suas identidades reveladas. No início, o assédio foi tão forte que Alya considerou desativar o Ladyblog, tantos comentário destrutivos como elogios. Marinette sabia que poderia ser legal receber elogios como esse agora, mas acidentalmente Allegra cutucou uma cicatriz que havia demorado para se fechar.

- Huh, obrigado, cara. – Disse Nino.

Ou talvez Allegra apenas quisesse achar uma maneira de alfinetar Nino e Alya, por saberem como eles estavam agindo sobre Lila. Marinette suspirou, triste. Talvez ela não devesse ter contado isso assim tão cedo. Ou devesse ter dito que Nino acreditava nela.

- Tudo bem, eu tenho certeza que eu posso fazer vocês se tornarem amigos algum dia, mas hoje eu quero muito passar um tempo com vocês que não seja fazendo um curso de inglês. – Disse Marinette.

- Claro, Nette. Apenas deixe Allan resolver algo na sua escola. – Disse Claude.

- Resolver o quê? Você não levou a sério o que eu disse sobre se mudar para cá, levou? – Perguntou Marinette.

- Mais ou menos, Mari. Eu vim aqui ver se posso fazer esgrima. No final, acho que sou eu quem não consegue ficar muito longe de você. – Suspirou Allan.

Alya levantou uma sombrancelha ao ouvir Marinette rir. Isso não parecia um flerte bobo, não mesmo.

- Isso parece bom, mas não sei se há vagas na turma de esgrima, a última foi ocupada por Kagami...

- Eu tenho certeza que vou ser bem convincente, agora, se me dá licença, minha deusa. – Curva-se Allan.

- Isso que dá ter amigos burgueses. – Comentou Marinette.

- 'Minha deusa'? – Perguntou Nino, de boca aberta.

- Marinette, por favor, me diga que está vendo isso. – Suspirou Alya.

- Estou vendo o quê? Ele é assim mesmo. – Marinette deu de ombros.

- Ele flerta com qualquer um que aparecer na frente dele, Marinette é apenas a maior obra de arte que ele viu, então ele é muito sofisticado. – Diz Allegra, e Marinette não entende porquê ela parece tão alarmada. Ela não pode estar interpretando sua reação errado, certo?

- De qualquer maneira, Marinette, bem que nós poderíamos conhecer o grande Adrien Agreste, hein? – Pergunta Claude, num sorriso que diz: Inocente.

Mas Marinette já o conhece o suficiente para ver através de seus teatros. Claude poderia estar querendo dizer tudo agora, mas a intenções que ele tinha provavelmente não eram muito inocentes.

Provavelmente ela não deveria ter contado sobre sua decepção amorosa para eles também.

- Claude, não. – Disse ela, olhando-o séria.

- Por favor? – Ele parecia quase inseguro agora, bom.

- Você não devia machucar as pessoas que eu gosto, não importa se elas me magoram. – Disse Marinette, e ela se sentiu dando lições para uma criança, e Claude tinha belos dezoito anos, mas era necessário. Seus novos amigos poderiam ser protetores demais quando queriam, quase como Alya.

O contrário de Alya é que Marinette não estava aqui para que notassem a sua angústia, embora soubessem que ela estava sofrendo. Então, pelo o que Marinette achava, Alya não foi chutar a bunda de Adrien quando ele a rejeitou.

- Discutiremos isso em um futuro não tão distante. – Acenou Allegra e Claude alegremente abriu a porta do carro, oferecendo para Marinette entrar. – Então, Mari, você vai querer avisar seus pais que você vai dormir na minha casa hoje.

Marinette olhou para ela com um olhar estranho antes de responder.

- Bem, primeiramente eu teria que pedir a autorização deles...?

- Ah, bem, faça isso por mensagem. Agora, entre no carro. – Disse Allegra.

- Sim, mas se eu puder dormir na sua casa, eu teria que pegar algumas roupas...

- Sem problemas, amiga. Sou podre de rica, te compro  lancha se você quiser. O que você acha que vamos fazer hoje? Ir no cabelereiro e outros lugares de patricinhas, é claro!

No meio de protestos, Marinette foi empurrada e colocada dentro do carro, não restando outras opções a não ser acenar em despedida para seus amigos no exato momento em que Allan chegou e os levou dali.

[...]

Era um dos raros dias em que Adrien realmente não tinha nenhum compromisso em sua agenda. A nova secretária gostava de surpreende-lo assim de vez em quando. Ele geralmente aproveitava essas chances para descansar e fazer o que mais gosta: Assistir animes e jogar. Mas hoje ele se sente inquieto demais para fazer qualquer uma dessas coisas.

Ele se sente incomodado, essa é a verdade. Pode ser seu instindo de gato (se é que isso existe), mas ele sente que algo vai acontecer em breve, algo grande.

Era noite... ele provavelmente deveria dormir, tendo uma agenda tão lotada amanhã...

Seu celular bipou com uma mensagem.


Nino: Bro, olhe para o que Marinette postou no seu instagram.

Nino: Parece que ela fez outros amigos burgueses.

Nino: Na verdade, eu sei que ela fez, eu falei com eles quando eles apareceram no final do dia na escola para buscar Mari.

Nino: Apenas vá ver aquilo, é incrível.

Nino: Nunca achei que veria Marinette dançando.

Adrien pulou em sua cadeira, como se isso o ajudasse a entrar mais rápido no instagram. O stories de Marinette era o primeiro entre todos, e ele clicou em cima.

Fotos da Marinette e seus novos amigos; Fotos deles na frente de uma grande piscina, com muitas luzes de festas. O próximo era um vídeo, uma música animada tocava e Marinette aparecia dançando com uma loira do seu tamanho. Só naquele momento ele notou as suas roupas.

Uma blusa de mangas longas e algumas palavras escritas em verde neon, com uma saia que ia até as coxas e uma meia preta de joelhos, junto com um tênis all-star. Ela estava linda e ele se viu admirando, mas ele estava preocupado com quanto que isso oferecia de proteção para ela nesse frio. Pelo menos ainda não estava nevando... mas ela estava ao ar livre, não estava? Ele pensou em mandar uma mensagem para repreende-la, mas ela provavelmente não veria, já que estava numa festa, e se visse, não se importaria.

Ele suspirou. Ver Marinette dançando era lindo, ele não achou que ela tivesse tanta coordenação motora assim. Mas ele ainda estava preocupado.

E o que era sensação de que algo grande estava vindo?

Adrien pulou quando alguém agressivamente abriu a porta e entrou, batendo a porta com tanta violência quanto a abriu.

[...]

- Uau, pareço bem.

A pequena adolescente italiana piscou para si mesma no espelho, fazendo uma pose que irradiava confiança e beleza. Claramente uma deusa da morte que desceu neste planeta miserável. Ela sentia que a sorte estava do seu lado hoje, a pequena Rossi podia sentir isso em seus ossos.

"Hoje é um dia radiante para derrubar Marinette Dupain-Cheng com apenas uma bola de boliche." Era o que Lila cantarolava perversamente, aplicando seu brilho labial laranja favorito e borrifando lufadas e lufadas desnecessárias de seu perfume de abóbora (que era um produto DKNY que a própria empresa lhe deu, isso mesmo, pequena Juleka).

Ela abriu uma das gavetas cheias de fotos de Adrien, aquelas onde ele mais estava desprovido de roupas graças à suas modelagens de verão, deu um beijo desleixado em cima de seu rosto (achando que estava sendo sedutora) e proferiu algumas coisas totalmente imundas enquanto jurava fazê-lo seu um dia.

Adrien Agreste, o marido troféu perfeito, gerado na barriga de sua mãe com o destino de ser exposto em uma estante. E Lila estaria colocando as mãos no garoto sol de Paris.

Enquanto caminhava, vários e vários planos para derrubar aquele pequeno inseto que era sua colega de classe se desenvolviam em sua mente. Sinceramente, ela nem sabe como que aguentou ficar tanto tempo em silêncio, sem fazer uma única coisa para cumprir sua promessa para acabar com a vida de Marinette.

Tudo porque Adrien Agreste ameaçou-a.

Ele a ameaçou!

Ele ousou fazer isso! Ousou pensar! Ele não deveria fazer nada além de ser um rosto bonito e covarde, uma decoração crescente para sua fama!

Quem diabos ele pensou que era?!

Mas tudo bem, ela realmente tirou proveito disso. Ela não desperdiçou oportunidades de grudar-se nele e aparecer em sua casa (que, infelizmente, mal aconteceu, graças a ele ter uma agenda tão lotada). Cravar as unhas no seu braço quando ele ousou fazer menção de afasta-la, fazer photoshoots com ele graças a seu pai (este que pensava estar um passo a frente dela, mas que estava dois atrás), etc.

Mas agora ela estava se movendo.

Ela derrubaria Marinette Dupain-Cheng de uma vez por todas e de uma vez só, ele mal teria tempo de reagir, antes de ter que ajoelhar-se e louva-la como a deusa da morte que ela é.

Apenas uma questão de tempo.

[...]

Ela odiava ser enganada.

Muito pior! Ela odiava quando a insignificantezinha Marinette estava arrastando asa para cima do seu homem!

Ela não perdeu quando Adrien discretamente olhou ao redor da sala, se garantindo de que estava sendo sutil, e pegou delicadamente a mão de Marinette, puxando-a para fora da sala fazer mais o quê, só Deus sabe.

E ela achava que eles estavam brigados! Não tendo perdido a ceninha que Marinette fez na biblioteca, mas...

E se isso fosse apenas o que parecia? Uma ceninha?

Duas pessoas em potencial que sabem que ela está mentindo, indo se esgueirar para algum lugar.

Sem falar no acordo que ela fez com Adrien. Ela tinha certeza que amigos não se esgueiravam para fora da sala, mesmo se quisessem conversar em particular.

Adrien não tinha essa autorização dela.

Ah, ela está indo buscar respostas hoje mesmo.

[...]

A porta do seu quarto bateu quando alguém abruptamente entrou, fazendo Adrien pular. Ele identificou laranja e marrom antes de sentir alguém cutucando o seu peito.

- O que você está fazendo?!

Ele apenas encarou Lila Rossi em choque e surpresa.

- O que você está fazendo com Marinette?! – Ela exigiu com voz alta e dura, assim como seu pai gostava de fazer, isso o ajudou um pouco, lembrando-o que Lila não era seu pai e de que ele não deixaria nenhum dos dois diminui-lo e colocar medo nele novamente.

Uma parte dele se xingou por não ter sido discreto mais cedo, mas ele deixou isso para mais tarde.

- Marinette é minha amiga.

- Você deveria estar prestando atenção em mim! – Rosnou a pequena Rossi.

- Eu posso prestar atenção em várias pessoas. – Disse ele, e a calma dele obviamente estava irritando a italiana mentirosa.

- Temos um acordo. – Disse Lila, lentamente. – Parte dele é que eu deixo sua amiguinha em paz enquanto você deve me dar atenção especial, esgueirar-se com sua "amiga" para alguma coisa que eu não sei o que é não está no acordo.

- Marinette é minha amiga, amigos conversam a sós, nós finalmente nos acertamos de uma briga e eu queria conversar com ela. – Ele tentou ignorar o quanto a frase dela soou como se ela estivesse falando com alguém que ela possuía. Isso mandou um calafrio em seus ossos.

- Se você vai quebrar o acordo, eu também. – Lila não quis acreditar em sua desculpa. – Você acha mesmo que eu não posso fazer-la ser expulsa da escola de novo? Por favor, mesmo com a desculpa da "doença da mentira" a diretoria não se preocupou em verificar o que eu disse. Não seria nada difícil dizer que ela está me intimidando, eu posso até dizer que ela me chantageou para mentir sobre essa doença.

Adrien congelou. Isso... ele não sabia o que fazer sobre isso. Ele não tinha como remediar caso algo acontecesse dessa vez, seus amigos e ele ainda não tinham bolado um plano para desmascara-la. Ele não podia fazer nada além de ceder.

Céus, ele algum dia ousou que ela podia ser alguém melhor e mudar?

- Isso que eu nem terminei, posso ser muito pior. O que aconteceria caso eu contasse ao seu pai de sua confissão amorosa meses atrás? E mencionar que ela só está usando você pra entrar na empresa? E isso é só ele, imagine o que pode acontecer se eu mandar algumas mensagens, dizendo que o ciúme dela está ficando pior agora que você sabe de seus sentimentos e vocês estão se falando de novo?

Ele não pode acreditar que pensou que falar com ela um dia adiantaria alguma coisa.

- Tudo bem. Chega. O que você quer? Que eu me afaste de Marinette? – Adrien sentiu um nó ao falar as palavras, por sorte, ele sempre poderia visita-la como Char Noir.

- Sim, e... – Adrien não sabia como podia piorar, mas o tom de voz de Lila transmitiu que ele não ficaria feliz, a maneira como os olhos dela brilharam e ela traçou a linha de sua mandíbula como se fosse sensual o fez ter vontade de vomitar, ele não conseguia se afastar por já estar encurralado contra a parede. – Você vai assumir namoro comigo, seu pai aprova.

Não, não, não, não, não, não...

- Não quero. – Ele sussurrou fracamente.

Lila apertou sua mandíbula com as unhas, que cravaram sua pele.

- Você não tem escolha, esqueceu? E eu posso ser pior do que mecher apenas com Marinette. O Ladyblog? Posso fazer Alya atualizar mais uma mentira lá, e será questão de tempo até que vire apenas um tablóide. Seus amigos músicos? Seria uma pena se alguém vazasse suas músicas. Aposto que seria uma tragédia se o robô de Max acabasse acidentalmente caindo do segundo andar. O grafite na sala de artes seria culpa daquele que tem acesso às latas de spray, e nem me mencione aqueles quadrinhos horríveis de Nathanael sobre Ladybug, seria horrível se alguém sabotasse as impressoras e acabasse com a publicação. Mesmo uma entorse levaria Kim e Kagami fora do jogo por um tempo, e eu nem preciso me preocupar muito com Chloé, agora que ela recém está tirando as manchas de sua reputação. O pai policial de Sabrina não ficaria feliz se encontrasse drogas ilícitas na mochila de sua querida filhinha.

Adrien não sabia como segurou o vômito, mas ele fez.

- E também não pense que está seguro. – Continuou Rossi, ele não sabia como que ela tinha tanta coisa pra falar. – Algumas lágrimas e toda a sua reputação como precioso filho de Paris é arruinada, e a marca do seu pai vai junto.

Ele teve que rir disso, foi fraco e ele soou como um maníaco, mas ele teve que rir. – Você nunca conseguiria manchar a minha carreira, Lila, você é pequena comparada ao meu pai.

Adrien sentiu a dor queimar em seu rosto quando sua cabeça empurrou para o lado. As unhas de Lila arrastaram sua pele quando ela lhe deu o tapa e ele tinha certeza que estava sangrando, três marcas ardendo sua pele.

- Não abra a boca pra falar de mim de novo. Eu sou capaz de tudo isso e muito mais? Você quer duvidar? Devo mostrar a Marinette como eu posso brincar com a vida de todos?

- Não! Não. – Adrien se sentiu um pedaço de lixo impotente, mesmo sabendo que seus amigos estavam pensando em algo para parar Lila, mesmo ele podendo visitar Marinette com seu alter-ego, ele se sentia nojento. Foi com isso que Marinette teve que lidar sozinha? – Faço t-udo que você quiser, apenas me dê uma semana.

Lila o analisou enquanto pensava. Ela provavelmente não queria esperar, mas também queria que ele fosse convincente nesse namoro falso. Apenas dar a ele alguns dias para processar poderia ajudar.

- Tudo bem, acostume-se com a idéia, okay? – Ela sorriu pra ele e diminuiu a voz no que ela achava estar sendo sedutora. Adrien quis dar um tapa na mão que foi para sua nuca e arrastou suas unhas por lá, mandando um arrepio desagradável em todo o seu corpo. Lila sorriu mais, achando que ele apenas estava mantendo pose quando claramente gostava disso. – Você vai gostar dos carinhos que eu tenho fantasiado para a gente.

Adrien desabou no chão quando ela saiu, sua visão colorindo-se de vermelho.

- Nós estamos indo matar ela. – Murmurou Plagg.

- Plagg... – Adrien podia ser convencido disso se Plagg insistisse mais, então ele repreendeu.

- Não, estamos contando a Ladybug, e aí ela vai mata-la, o sangue nem aparecerá na cor do seu traje!

Adrien riu fraco e rouco disso.

- Preciso contar aos outros. – Murmurou ele depois de mais algumas respirações fundas para acalmar.

- Você vai gostar do que eu gravei, criança. – Respondeu Plagg, e Adrien finalmente olhou para o kwami, que tinha o seu celular entre as patas minúsculas.

- Plagg! Você é um gênio! – Adrien exclamou um pouco mais alegre dessa vez.

- Me diga algo que eu não sei.

- Isso pode ajudar a gente pra falar sobre as mentiras de Lila, ela se dedurou muito aqui. Marinette provavelmente estava certa quando ela disse que Lila gosta de se gabar dos seus terríveis feitos. Se esse diário realmente existir, vamos ter a prova completa de que Lila trabalha ou não com Hawk Moth!

- Ugh, vocês ainda não poderiam para-la só com esse vídeo? – Resmungou Plagg, insatisfeito.

- Ainda não, Plagg. Quero dizer, é coisa grande, mas precisamos provar isso ou não, como você viu aqui, ela é perigosa o suficiente. – Apontou Adrien.

Ele tirou uma foto de seu rosto para constar como prova além do vídeo. As garras que se afundaram em seu queixo tinha feito feridas em meia lua que sengravam, o arranhões de quando ele levou o tapa também sangravam em um ponto. Por sorte, ele poderia esconder com maquiagem para ir à escola e modelar.

Agora era contar tudo isso aos seus amigos. Ele já imaginava como eles iriam reagir. 


Notas Finais


Estou deixando isso aqui e saindo :)


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