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História Blonde's secret - Nosh - Capítulo 18


Escrita por: lungo

Notas do Autor


preparem seus lencinhos ://

Capítulo 18 - Denial


Fanfic / Fanfiction Blonde's secret - Nosh - Capítulo 18 - Denial

As dores em meu corpo não permitiam que eu dormisse por mais tempo; mesmo que eu precisasse. Me sentei na cama sentindo minhas pernas doerem como se gritassem por ajuda. E com certeza o causador disso, está dormindo serenamente em seu próprio quarto. 

A noite passada foi maravilhosa… eu precisava disso para desestressar, pelo menos um pouco.

— Você só me complica, Noah… — me levantei, me apoiando na escrivaninha ao lado de minha cama. Hipocrisia minha reclamar dele sendo que eu imploro por isso, aiai Joshua… 

Arrumei minha cama e percebi que meu celular havia vibrado repentinas vezes. O peguei, logo sentando na cama ao ler as mensagens com o nome “Mamãe <3” brilhar na tela.


“Filho, por quê você não responde?” há 1 dia.

“Estou preocupada, cadê você?” 07:55 AM.


[10 chamadas perdidas]


— Ai, mãe… — toquei em minha cabeça, repreendendo-me por não ter visto as mensagens de minha mãe mais cedo. 

“Oi mamãe! Não se preocupe, eu estou bem… esses dias tem sido corridos aqui no trabalho, sabe?”  08:21 AM.

Enviei a mensagem torcendo para que ela não infarte antes de ler…

“Ah, que alívio…” 08:21 AM.

“O que acha de vim ver sua família? Estamos com saudade…” 08:21 AM.

Mordi meus lábios pensando em sua proposta. Estou sentindo falta deles… seria uma ótima ideia dar um oi, principalmente para minha vó, sinto tanta falta da sua comida…

Comecei a digitar.

“Eu aceito! Mas preciso falar com o diretor antes…” 08:22 AM.

Enviei a mensagem, aguardando a resposta dela.

“Eba! Estamos contentes, venha a hora que quiser.” 08:22 AM.

Eu sorri. Minha mãe é um doce, o oposto de meu pai… bem que dizem que eu a puxei.

Coloquei meu celular de volta onde o encontrei e fui até o banheiro, fazendo minhas higienes matinais. Peguei a toalha e tomei uma ducha para me despertar. 

Fechei meus olhos, a única pessoa que vinha em minha cabeça era a de sempre… preciso conversar com ele sobre seus sentimentos. Se tem uma coisa que tenho certeza é que eu o amo… muito. Porém preciso saber se é recíproco, novamente repetindo: não posso esperar para sempre.

Saí do quarto dando de cara com duas pessoas se agarrando em meio ao corredor.

— Hum, hum… — chamei suas atenções. Krys e Bailey me encararam sem jeito e eu quis rir.

— Bom dia, Josh! — disse meu melhor amigo.

— Bom dia Krys, bom dia Bailey. — os cumprimentei.

— Bom dia… — disse o filipino.

— Desculpem atrapalhar, eu não sabia que estavam aqui, fazendo coisas… — vi meu melhor amigo corar com meu comentário.

— T-tudo bem! 

— De boas, cara. — disse Bailey, sem perder sua postura.

— Certo. — dei um passo mas voltei na mesma hora — Bailey, onde tá o Noah?

O mais alto desviou o olhar como se não quisesse responder a minha pergunta.

— Err… por aí. — tocou em sua nuca.

— Não entendi… — toquei em minha cintura e lancei um olhar cúmplice ao Krys.

— Fala. — insistiu e seu namorado logo recuou.

— Ele tá no quintal, mas não vai lá. — arqueei a sobrancelha.

— E por que não? — cruzei os braços, queria entender onde ele queria chegar, e o que diabos Noah estava escondendo para ele ficar assim?

— Josh, não é nada…  confia em mim, eu não mentiria pra você. — dei uma olhada para o Krys, que encarou seu namorado com estranheza.

— Tudo bem, obrigado. — saí andando. 

Eu não iria ao quintal, se Noah está escondendo algo ele irá me dizer, ou não… mas tudo bem, a vida é dele…

Dei batidas na porta e a abri, vendo o diretor de olho em alguns papéis.

— Olá. — entrei e fechei a porta.

— Pode falar, Josh. — colocou os papéis sobre a mesa e me encarou.

— Bom… — me sentei na cadeira —  só vim perguntar se eu posso ver minha familia, estou com saudades…

O homem pegou um caderno e balançou a cabeça em afirmação.

— O grupo não tem nenhuma atividade por enquanto, então está liberado. — me levantei.

— Obrigado! — saí da sala, sentindo a alegria me consumir. Eu vou poder ver minha mãe, finalmente…

Corri até o corredor porém vi uma silhueta familiar, então me aproximei sorrateiramente. Passei meus braços ao redor de sua cintura larga e alta e encostei a cabeça em seu peito.

— Opa, não te vi. — eu ri de seu pequeno susto. Me soltei e olhei em volta, não tinha ninguém em volta, ótimo… 

— Precisamos conversar. 

 Noah assentiu com a cabeça e nos guiou até seu próprio quarto. Ele fechou a porta e acendeu a luz. Me sentei em sua cama, batendo na mesma, o chamando para se sentar ao meu lado. 

— Pode falar. — disse o mais novo, me encarando seriamente.

— Então… — brinquei com as minhas mãos, demonstrando toda minha euforia. — Eu… eu preciso mesmo da sua resposta. 

O encarei. Droga, não consigo não corar quando olho em seus olhos.

— Está cedo ainda. Não tive tempo de pensar. — fiquei estático.

— Mas você teve muito tempo para pensar… — me levantei. — Vai me fazer esperar para sempre?

Noah passou a língua pelos seus lábios e sorriu. Idiota…

— Claro, todo dia alguém chega em mim e diz “eu tô apaixonado por você”, e eu sou obrigado a reagir na hora… — o tom irônico em sua voz me irritou, ao mesmo tempo que magoou.

— Não acredito, Noah… — me virei indo em direção até a porta, não aguentava ficar ali ouvindo essas coisas.

— Espera, Josh. — o senti tocar em meu braço.

— Me solta… — ele me puxou para perto de si. — Noah, por favor…

Senti as benditas lágrimas escorrerem por meu rosto, se ele quis me ver chorar novamente, conseguiu…

Noah tocou em meu queixo, me fazendo o encarar.

— Eu fujo de relacionamentos Josh, mas com você é diferente. Ainda estou aqui falando com você, quando podia simplesmente te evitar. — eu não sabia se ficava feliz ou triste ao ouvir isso. — Essa “coisa” que eu digo… é sobre a porra da minha cabeça sempre pensar em você, como você pensa em mim.

Senti meu coração se acelerar tão rápido quanto da vez em que me declarei para ele.

— Por isso eu preciso de tempo, não quero estragar as coisas e correr o risco de te fazer chorar toda noite. — se ele soubesse como isso era inevitável… — Não sou um expert nesse lance de namoro, quero aprender muito com você antes de fazer isso.

Abaixei a cabeça, tocando em minha própria boca, processando tudo isso que acabei de ouvir. Suas palavras tão doces e sinceras… saber que ele pensa em mim na mesma intensidade que penso nele… E foi então que o amor que eu sentia por Noah dobrou, dobrou por saber que era recíproco e que não era fruto da minha cabeça… era real.

— Noah, e-eu… — o encarei. — Eu… tô tão feliz… — o abracei fortemente e comecei a chorar em seus braços fortes.

— Uau, feliz é sinônimo de chorar? — eu nem mesmo conseguia rir de tanta emoção.

Sinto que toda minha tristeza foi embora; minhas dúvidas, minhas negações, tudo… o importante era que Noah gostava de mim, mesmo que eu verdadeiramente o ame, isso já era o bastante.

O encarei, vendo seu sorrisinho ladino que sempre era presente.

— Você é perfeito… — fiquei nas pontas dos pés, me apoiando nele.

— Eu sei… — Noah se inclinou e beijou meu pescoço, logo me encarando. — mas você é mais, Beauchamp.

Me beijou, nesse momento me entreguei completamente a ele e sua maravilhosa língua; e bota maravilhosa nisso. Parei para respirar e Noah me pegou no colo, me prendendo contra a parede.

— Foi mal, esqueci do seu braço. — se desculpou.

— Só me beija… — o desejo que eu sentia não me deixava prestar atenção em outra coisa que não seja ele. Fechei meus olhos, deixando que Noah controlasse os beijos, para mim isso era algo tão bom quanto transar… 

De repente, senti meu celular vibrar em meu bolso e me lembrei da minha família. Ai, droga… 

— Noah… — o encarei, sentindo meu coração apertar.

— O que? 

— Eu tenho que ir… — o abracei. 

— Pra onde? — me colocou no chão e eu o soltei.

— Eu tenho que ver minha familia. — ajeitei minha roupa.

— Ah… certo. — toquei em seu rosto e o dei um longo selinho. — Aproveita, gatinho…

Eu sorri com esse apelido.

— Tá bom, amor… — Noah sorriu ao ouvir isso e eu senti um arrepio percorrer sobre mim. 

Eu saí de seu quarto e toquei em meu coração, tudo o que acabou de acontecer me deixou tão bem… sinto que fui restaurado, estranho, não?

Peguei meu celular e li a mensagem de minha mãe.

“Oi meu neném, tá vindo?” 11:33 AM.

Logo a respondi.

“Sim!! Fala pra vovó preparar o almoço!” 11:34 AM.

Fui até meu quarto e arrumei minhas coisas, porém algo em específico me deixava tenso. Minhas roupas… meu pai é o típico pai machista que acha que os filhos tem que ser os machos alfas, e eu sou exatamente o oposto disso.

Suspirei pesadamente e troquei de roupa, colocando uma regata e uma calça jeans, uma roupa um tanto neutra.

Arrumei meu cabelo e passei um perfume, me encarando no espelho. Eu sou realmente muito bonito, não sei como não via isso antes; quando digo que fui restaurado não é atoa. Tudo isso graças a ele

Eu saí do quarto e encontrei minha melhor amiga, Any.

— Fiu, fiuu, Beauchamp! — eu ri de sua fala. — Tá gato, viu!! 

— Obrigado… você também tá linda. — a elogiei de volta.

— Ai, para. — rimos juntos. Percebi que Alex me encarava e fiquei meio desconfortável.

— Oi, Alex… — o cumprimentei.

— Oi… — acenou. — Onde você vai? 

— Não é da sua conta. — disse Any e eu a encarei, surpreso. — Ué, cê num é obrigado a dizer. 

O cômico é saber que eu concordo com ela.

— É, eu já vou indo… até mais. 

— Até! — disseram juntos.

Eu saí da casa, peguei meu celular e entrei no aplicativo do Uber, iria pedir uma carona. Li o preço e achei meio caro, porém minha casa era um pouco longe então é compreensível… 

— Eu sei que pareço um perseguidor, mas… — eu sorri ao ouvir aquela voz. — …quer uma carona? 

Noah brincou com suas chaves.

— Não precisa, eu vou de Uber. — ai, porque eu tô negando? essa coisa de ser gentil é ruim as vezes…

— Nem fodendo.

— Hm? Ah! — Noah me surpreendeu, me pegando no colo e levando até seu carro.

— Noah… — eu corei.

— Não vou deixar um cara qualquer te dar carona. — fechou a porta e eu suspirei com sua teimosia. Ele quer mesmo me proteger… 

Ele entrou e colocou o cinto, eu fiz o mesmo.

— Onde é sua casa? — ligou o carro. 

Eu sorri apaixonadamente.

— Era meu melhor amigo e não sabe onde é minha casa? — ergui a sobrancelha.

— Eu pensei que você tinha se mudado. — começou a dirigir.

— Que prestativo… — o encarei, eu estava hipnotizado…

— Valeu, mas olha pra frente. — disse o de olhos verdes.

— Não posso te encarar? 

— É. 

 Fiz um biquinho e cruzei os braços, olhando para a frente como o mesmo mandou.

— Tô ansioso pra ver a tia Ursula. 

— Você vai entrar? — encarei Noah em expectativa.

— Só para dar um oi, quando você quiser voltar pra casa, eu te busco. — disse firmemente.

— Noah… fica comigo. — toquei em seu braço. — Meus pais te adoram, poxa… 

Noah pareceu não se importar.

— Amor… — o vi ficar tenso. — por favor, meu bem…

Fiquei sem graça ao chama-lo por esses apelidos, porém feliz ao mesmo tempo.

— Tá.

— Eba!! — comemorei. — Obrigado! 

Olhei para a janela, alegre. Noah sempre se deu bem com meus pais, principalmente com meu pai, Ron Beauchamp, que sempre gostou do jeito de Noah. Minha mãe no começo era um pé atrás por achar que Noah iria ser uma má influência para mim, mas ela percebeu quão incrível ele é e ficou tudo bem.

Só espero que eles não notem quão apaixonado estou por ele, preciso ser discreto…



[ … ]


Horas depois, o carro parou e eu senti uma pontada de nostalgia persuadir pelos ares. Essa é minha casa… nada parece ter mudado, até o balanço que eu amava brincar com Noah quando éramos crianças continua ali.

— Eu vou chorar… — tirei o cinto.

— De novo? — perguntou e eu ri, saindo do carro dele. Me aproximei da porta, porém olhei para trás, vendo Noah ainda dentro do carro.

— Vem logo… — o chamei, ele bufou porém logo saiu do carro, se aproximando de mim.

— Tenta não chamar minha atenção. — eu disse e Noah deu um tapa em minha bunda. — Ai! 

— Relaxa, somos melhores amigos, não somos? — piscou para mim. Eu queria beija-lo, mas meu pai poderia aparecer a qualquer momento e eu odiaria ouvir um discurso homofóbico seu.

Toquei a campanhia e após poucos segundos, minha mãe abriu a porta.

— Mamãe! — a abracei com força.

— Meu bebê… como você está lindo! — ela se afastou para me olhar e eu senti meus olhos se encherem de lágrimas. 

— Eu senti sua falta, mãe… — a abracei novamente, a mesma riu e beijou minha testa. Minha mãe logo olhou para o homem atrás de mim.

— Eai, tia Ursula. — a mais velha o analisou por alguns segundos.

— Céus… Noah? — ela se aproximou dele. — Como você está grande e forte, eu quase não o reconheci!

— Obrigado, mas a senhora não mudou nada… — minha mãe riu de seu comentário.

— Que nada, tem uns cabelos brancos aqui e ali… — disse a mais velha, fazendo Noah rir minimamente. Eles realmente parecem sogra e genro… que vergonha pensar assim, mas é verdade.

— Olá. — ouvimos uma voz alta e eu já sabia de quem se tratava; meu pai. O encarei, sendo retribuido na mesma hora. — Boa tarde, Josh.

— Boa tarde, pai. — esse é Ron Beauchamp, meu pai. Um homem sério, que ama seu trabalho ao extremo; tanto que na minha infância eu só tinha – praticamente – a atenção de minha mãe.

— Esqueceu de crescer? — o mesmo comentou e eu fiz um biquinho. Pra que zoar a altura do seu próprio filho?

— Querido, esse é o Noah. — disse minha mãe e meu pai se aproximou de Noah.

— Boa tarde, Noah. — o homem estendeu a mão para o mais novo, que logo a apertou.

— Boa tarde, senhor Beauchamp. — disse seriamente. Meu pai ergueu a sobrancelha, parecendo impressionado.

— Entrem. — entramos em minha casa e eu quis chorar ali mesmo. Nada tinha mudado, apenas alguns objetos aqui e ali, mas ainda era minha casa. E pensar que eu não vinha aqui por conta do Now United…

 — Cadê a vovó? — perguntei.

— Em sua casa, infelizmente ela não estava muito bem, então ficou por lá… — minha mãe explicou.

— Poxa… tomara que ela fique bem. — fomos até a cozinha, encontrando os pratos sobre a mesa. O cheiro da comida de minha mãe pairava sobre a cozinha, me deixando faminto.

— Podem se servir. — disse dona Ursula, sorridente. Peguei um prato e coloquei minha comida, que saudade disso… 

Observei Noah fazer o mesmo e sorri em admiração. Notei que meu pai nos encarava e eu logo me sentei na mesa, fingindo estar neutro. 

— Então… como vai o trabalho? — meu pai perguntou. Era meio tenso falar sobre isso com ele, meu pai não me apoiou em entrar no NU, minha mãe ficou mais feliz ao saber da notícia de que eu iria ser cantor, juntamente de pessoas incríveis.

— Está ótimo, não imaginávamos que o grupo iria ficar tão famoso assim, é incrível. — eu sorri enquanto falava sobre meu trabalho.

— Que bom, estamos muito orgulhosos de você, meu amor… — minha mãe tocou no ombro de Noah. — De você também, Noah.

— Obrigado. — me deu uma olhada rápida.

— Hum… — Ron bufou em reprovação. Eu dei uma garfada na comida e comi, sentindo o gosto da comida de minha mãe, que era tão boa quanto da minha vó. Realmente uma pena ela não estar aqui…

— Está namorando, Noah? — me engasguei ao ouvir essa pergunta vinda de meu pai. 

— Cuidado, filho! — minha mãe exclamou e eu dei um gole no suco.

— Não, senhor. — disse firmemente. Que bom que Noah sabe lidar com coisas assim… 

— E você? — se dirigiu a mim.

— Eu… — encarei Noah, sentindo meu rosto esquentar. — Não… não tô não.

— Vocês vão achar a garota certa algum dia… — deu uma garfada em seu bife e o comeu. Uma garota, é claro… ele nem mesmo cogita a idéia de seu filho ser gay… isso é bem triste.

— Acho que ela não existe. — ouvi Noah dizer e sorri discretamente. 

— Eu concordo… — ao me ouvir dizer isso, meu pai me encarou e eu já sabia o que viria em seguida.

— Garoto você é jovem, não tem um trabalho bom, mas pelo menos trabalha. Se continuar assim vai ser um ótimo pai, ao lado de uma mulher cuja será sua segunda mãe e esposa.

Não consegui ouvir essas palavras banais de meu pai e soltei os talheres, os largando sobre o prato.

— Sabe… nem todo mundo quer viver assim. — eu disse e minha mãe me encarou em espanto.

— Mas você vai viver assim, ou quer viver como um daqueles vagabundos que moram na rua e não tem um pão para comer?! — o homem aumentou seu tom de voz e eu me levantei da cadeira.

— Você nunca prestou atenção em mim… nem mesmo se refere a mim como seu filho… — e é claro que meus olhos iriam se encher de lágrimas. Eu só não aguento mais esse discurso idiota… 

— Isso não é verdade. — se levantou. 

— Amor, por favor, não brigue com ele… — minha mãe se levantou e tocou no ombro de meu pai.

— Você sempre me apoiou, mãe… você e o Noah… — encarei a pessoa que eu amo, o vendo sorrir levemente. 

— Não vou ficar aqui ouvindo essas loucuras, saia daqui. — o homem apontou para a porta.

— Querido, ele é seu filho! — minha mãe parecia furiosa.

— Filho meu, segue meus passos, esse daí é um zé ninguém, não é um Beauchamp. — essas palavras me machucam tanto, mas quem diz que ele se importa?

Sempre foi assim, eu já sabia que uma hora outra isso ia acontecer…

Dei passos curtos até a porta da cozinha, porém ouvi Noah dizer algo pro mais velho.

— Você está morto por dentro. — ele se levantou. — Obrigado pela comida, tia Ursula.

Noah se aproximou de mim e nós saimos da casa do homem – que até então não era mais meu pai.

Entrei no carro de Noah e comecei a chorar. Isso era ser negado pelo seu próprio pai por ser você mesmo?

Que horrível… 

Isso dói tanto, Noah… — minha voz estava embriagada. 

— Você pode chorar a vontade, até mesmo gritar, vou te dar um tempo. — ele fechou a porta e se afastou. A única coisa que eu precisava era dele ao meu lado, mas comecei a gritar e a chorar ali mesmo.






Notas Finais


q tenso:/

eu sei q os pais do josh moram no Canadá, mas não custa nada adaptar, rs


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