História Blood - Capítulo 25


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Categorias Shingeki no Kyojin (Attack on Titan)
Personagens Annie Leonhardt, Armin Arlert, Eren Jaeger, Erwin Smith, Hange Zoë, Kenny Ackerman, Levi Ackerman "Rivaille", Mikasa Ackerman, Mike Zacharius, Reiner Braun
Tags Armin, Attack On Titan Snk, Eren, Eruri, Erwin, Erwin Smith, Hanji Zoe, Levi, Levi Ackerman, Levihan, Mikasa, Rivaille, Shingeki No Kyojin, Vampiro
Visualizações 79
Palavras 1.909
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Luta, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo-Ai, Sobrenatural, Survival, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 25 - Capítulo 24


Erwin foi dormir na cama dele depois de tudo, ou seja lá o quê que ele faz durante esse período, já eu fiquei encolhido tentando o tempo todo não chorar mais, mesmo porque poderia ter sido pior... ... a verdade é que ainda pode ser.


         Acho que acabei dormindo um pouco e infelizmente as portas das sacadas são de vidros então mal amanhece e o quarto fica claro. Merda!!! Eu puxo o edredom até a cabeça, argh não estou afim de me levantar... se eu pudesse dormir até essa maldita viagem acabar!!!

          - Bom dia! Cordeirinho! - Erwin simplesmente puxa um pouco o edredom descobrindo minha cabeça - Vamos passear de barco? Eu não sei qual será a rota que fará ou que tipo de entretenimento farão, mas pelo que ouvi das conversas dos turistas parece divertido. Humm?
         Erwin dá uma fungada no meu pescoço e procura minha boca para poder me beijar e eu não reajo e nem retribuo, ele me olha frio por uns milésimos de segundos então sorri radiante afagando meu rosto. Eu apenas fico quieto observando-o.


         Acho que já estou sentado aqui a horas no convés, esse barco é grande no estilo balsa muito espaçoso, foi reconfortante ver a cara do Erwin quando uma moça francesa toda animada disse que o passeio de barco pelo litoral duraria umas oito horas mais ou menos, mas já era tarde para sair o barco pois já havíamos desancorado mesmo assim eu mais que de pressa fui ao bar pedir algo para beber e ter uma desculpa para ele não tentar me arrastar para fora do barco e voltarmos para trás. 
         - Você não devia está bebendo tão cedo e muito menos nessa quantidade. - Erwin diz se sentando do meu lado colocando os braços nas grades de segurança. 
         - Não se preocupe Erwin, um pouco de álcool não irá estragar meu sangue. - digo sem pensar. Não vejo a hora que Erwin toma com tudo a garrafa de minha mão e joga ao mar.
        Erwin volta na mesma posição de antes numa fração de segundos, como se ele nem tivesse se mexido. Eu fico parado olhando o mar, merda!!! 
         - Quer comer alguma coisa, cordeirinho? Você ainda não comeu nada. - Erwin quebra o silêncio, calmo.
         Eu aceno sem olhar para ele.
         - Talvez... umas frutas. - digo baixo.
         Erwin me olha e sorri. 
         - Ótimo. Vamos para o salão, você está ficando vermelho demais aqui, meu lindo.

        Ele e eu comemos um pouco, bom, eu comi um pouco, pois Erwin comeu pra caramba, sempre pedindo as coisas mais esquisitas do cardápio, Erwin alegou dizendo que sempre gostava de experimentar culinárias diferentes.
         - Argh, isso é nojento... o que é isso? Não acredito que você quer comer isso? - Seja lá o quê é isso! Parece mais que alguém vomitou no prato e aí serviram...
         Vomitar... 
         Sacudo a cabeça quando pensamentos indesejados tentam romper a superfície... 
         - Tudo bem, tudo bem. - Erwin abre um guardanapo e põe sobre o prato e o afasta um pouco - Melhor? Você ficou pálido.
         - Isso é nojento! - sussurro. 
         - Verdade. Mas, não parecia tão ruim no cardápio... é propaganda enganosa.   - Erwin diz meio rindo.
        Eu fico em silêncio me sentindo enjoado de repente, Erwin se aproxima mais um pouco, porém não me toca pois estamos em público, esse demônio sabe ser discreto e respeitoso quando lhe convém.
         - Está se sentindo mal, cordeirinho? Não devia ter bebido daquela forma de estômago vazio.
         Não foi a bebida que me deixou enojado ao ponto de querer vomitar.
         - Vem comigo. - Erwin se levanta e faz sinal para segui-lo, eu vou devagar sentindo medo do que ele fará, ele não parece zangado para quer me punir, mas ele não se parece com tanta coisa é mesmo assim ele é - Entra.
         Eu entro numa cabine pequena e Erwin entra logo atrás de mim trancando a porta. Ah meu Deus!! O que ele vai fazer.
         - Calma! Cordeirinho. Você me olha como se eu fosse te matar.
         Não. Eu sei que não. O que você pretende é algo pior, que me fará desejar a morte.
        Erwin dá sinal para eu me sentar, eu obedeço prontamente do jeito que ele gosta. Ele me olha com desaprovação por uns segundos então morde a parte de dentro do próprio punho e se aproxima de mim.
         - Já sabe o que fazer. - Erwin coloca o punho perto do meu rosto, o quê? - Beba! - ele ordena impaciente.
         Eu obedeço, o gosto do sangue é horrível então sugo e engulo rápido, mas esse gosto de ferrugem vai ficar o dia inteiro na minha boca. Erwin se inclina e lambe o canto da minha boca então me beija suavemente eu não retribuo. 
         - Se sente melhor? - ele pergunta me puxando para um abraço e beijando o topo da minha cabeça.
         Realmente me sinto melhor, então acabo por assentir que sim.
         - Isso não é perigoso? - pergunto com uma ideia assustadora surgindo em minha cabeça.
        - O quê? Cordeirinho. - Erwin pergunta calmo acariciando meu cabelo enquanto me mantei encostado nele com meu rosto apoiado em seu peito. 
         - Isso... - levanto a cabeça e olho para ele - Esse negócio de ficar bebendo seu sangue...
         Ele dá uma risadinha e eu fico quieto observando-o. 
         - Olha, está tudo sobre controle. - ele afasta meu cabelo para trás e beija minha testa - O que você acha que vai acontecer se estiver com meu sangue no sistema?
         - Não sei. - sussurro, eu sei que as coisas não funciona como nos filmes, mas... é assustador o que pode acontecer.
        - Saiba que não importa o quanto eu faça você beber do meu sangue, isso jamais lhe dará a possibilidade de se tornar um de nós, se é esse seu medo. - Erwin diz acariciando minha bochecha - Nós temos uma habilidade de cura quase instantânea nos imunizando de tudo, você sabe o porquê de eu te lamber sempre que bebo de ti. - não era uma pergunta, mas eu afirmo com a cabeça rapidamente, Erwin apenas sorri - Bom, o meu sangue é noventa vezes mais potente e eficaz que a saliva que naturalmente tem um poder de cura útil. Entretanto há diferenças e limitações principalmente se a gente querer usar isso na sua raça.
         - Quais? - eu já teorizava sobre isso, mas é interessante a forma como ele explica.
         - Humm... a saliva só tem poder de cura em áreas lesadas externamente, ou seja ferimentos na pele, mas isso pode ser tornar relativo as vezes. Diferente do sangue que age de forma muito mais abrangente de dentro para fora restaurando tudo pelo caminho, por exemplo, uma pequena gota pode curar alguém de uma gripe persiste que remédios não conseguem curar ou uma quantidade maior pode curar de uma hemorragia interna que é fatal para vocês, mas como disse há limitações e cada caso é um caso.
         Erwin ri provavelmente por minha expressão parecer de chocado e eu ter ficando com a boca aberta durante sua explicação. 

       Erwin e eu voltamos para o convém minutos depois, haviam algumas crianças gritando ao verem os golfinhos tão próximos do barco enquanto o guia turismo tentavam instrui-las a se calarem para não assustarem os animais. Mas foi só Erwin e eu nos aproximarmos da borda e os golfinhos submergiram e não voltaram mais a superfície.
        - Estão vendo, vocês espantaram os golfinhos, bando de escandalosos - outro homem repreende as crianças e olha para uma mulher - Você conseguiu tirar suas fotos? - o homem pergunta a mulher e ela nega meio decepcionada.
         Erwin dá uma risadinha sarcástica olhando o mar e logo percebo o porquê.
         - Não foi as crianças, foi você. - sussurro para ele, Erwin me olha abrindo ainda mais o sorriso. 
         - Vamos tomar um sorvete? - Erwin pergunta apoiando o braço no meu ombro.
         - Não. ... Você ainda quer comer? Depois de ter comido quase tudo do cardápio. 
         - Credo, cordeirinho. Sabia que você come pouco de demais. Teremos que melhorar sua alimentação.
         Teremos...?
         Por que colocou no plural?
         Não venha querer controlar até o que devo comer.
         Erwin ignora o meu "não" e compra duas paletas de chocolates belga e leite condensado. Eu tive que comer.
        - Erwin... por que você resolveu voltar para Paradis depois de muito tempo? ... Quando matriculei minha irmã no seu colégio, eu pesquisei sobre a história dos fundadores e a última a dirigir parcialmente com o outro vice-diretor a escola décadas atrás foi Marie-Annie Smith, essa mulher... é a mãe da sua sobrinha ou é a sua sobrinha? Quem é ela? E o que aconteceu com a senhorita O'Connor? - pergunto de repente.
         - Nossa, tantas perguntas! Por que agora? - ele pergunta.
       - Não sei. Eu só me lembrei da antiga vice-diretora agora, eu acho que foi ela mesma que disse que os donos preferiam ficar na sede original, em Oxford. - não sei o porquê desse pensamento ter surgido do nada, mas Erwin está mais flexível ultimamente então contínuo - Apesar das crianças terem falado muito do novo diretor eu não prestei atenção, levei muito tempo para ligar nome à pessoa. Mesmo porque você foi o primeiro há muito tempo que resolveu toma frente do Colégio de Paradis. Mas, você também é o Emmett, né?
         - E essa linha de raciocínio só foi feita naquele dia, não foi? Por isso você foi lá buscá-la.
         Aceno olhando o mar. 
        - Eu não sei o que esperava encontrar... - me encolho apoiando um cotovelo na perna e o punho na bochecha então olho para ele - Enfim, você pode responder pelo menos uma das perguntas?
         - Marie-Annie... ela é filha de Marie. - Erwin sussurra como se tentasse lembrar de um fato importante.
         Que???
         Certo. Você me respondeu pelo menos uma como pedi.
         Mas... que porra de resposta é essa?!?!
         - Marie... Marie Smith a que inaugurou o colégio de Paradis? - pergunto confuso.
         - Sim. - estranho, Erwin parece... estranho. 
         Antes que eu pudesse fazer mais perguntas, Erwin pega o embrulho e o palito da minha mão e se levanta indo até a outra extremidade do barco jogar no lixo o que tinha nas mãos. 
         Essas duas com certeza são alguma coisa dele, Erwin ficou estranho ao falar delas e elas com certeza também são como ele.
        O mais espantoso é que os dois colégios são muito famosos e prestigiados, mas ninguém possui uma foto da família e nem de ninguém de geração alguma, mesmo nos dias atuais num mundo digital e globalizado como eles conseguem manterem-se no anonimato. 
         - Ei... cordeirinho. O capitão disse que está retornando para a costa. - Erwin diz no meu ouvido atrás de mim fazendo-me pular no banco, ele retornou tão de mansinho que eu nem percebi sua aproximação. 
         - Hã? ... Por que? - olho para ele, droga!! Ainda faltavam quatro horas para o término oficial do passeio.
        - Não sei. - Erwin olha para o céu - Talvez esteja vindo uma tempestade. Porque não há nada de errado com o barco, mas, vai saber. - ele dá de ombros. 
         Me levanto e vou até as grades de segurança, olhando o horizonte. 
         Erwin vem atrás de mim, perto o suficiente para me permitir sentir o calor do corpo dele, mas sem encostar. 
         - Eu não vejo a hora de estar sozinho com você, meu doce. 

 

 

 

 

 



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