História Blood - Capítulo 57


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Categorias Shingeki no Kyojin (Attack on Titan)
Personagens Annie Leonhardt, Armin Arlert, Bertolt Hoover, Dot Pixis, Eren Jaeger, Erwin Smith, Grisha Yeager, Hange Zoë, Historia Reiss, Kenny Ackerman, Levi Ackerman "Rivaille", Mikasa Ackerman, Mike Zacharius, Moblit Berner, Nanaba, Nile Dok, Personagens Originais, Reiner Braun, Rico Brzenska, Ymir, Zeke Yeager
Tags Abuso, Abuso Psicológico, Alfa, Amor, Amor Proibido, Angst, Ansiedade, Armin, Armin Arlert, Attack On Titan Snk, Bad, Bromance, Confusão, Dark, Decepção, Depressão, Desejo, Destino, Dor, Drama, Drama Psicológico, Eren, Eren Jaeger, Eruri, Erwin, Erwin Smith, Hanji Zoe, Hentai, Híbrido, Horror, Hot, Intrigas, Lemon, Levi, Levi Ackerman, Levihan, Lgbt, Magia, Maldição, Mentiras, Mikasa, Mikasa Ackerman, Mistério, Morte, Obsessão, Ódio, Psicológico, Psicopata, Rivaille, Romance, Sad, Sangue, Sex, Shingeki No Kyojin, Snk, Sobrevivencia, Sociopata, Sofrimento, Suspense, Terror Psicológico, Tortura, Traição, Triângulo Amoroso, Tristeza, Universo Alternativo, Vampire, Vampiro, Vingança, Violencia, Yaoi
Visualizações 68
Palavras 1.731
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Harem, Hentai, Lemon, LGBT, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Orange, Romance e Novela, Seinen, Shonen-Ai, Shoujo-Ai, Sobrenatural, Survival, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 57 - Capítulo 56


- Oi. - digo quando ele abre a porta.
         Eu não liguei ainda para a cunhada de Eren, pois essa semana está muito corrido para mim, meu tio surpreendentemente me ligou me pedindo para fazer um serviço para ele, coisa que ele nunca me pede, é isso está tomando todo o meu tempo.
         Erwin ficou uma semana sem me ligar, me dando uma folga... até que ele me liga me chamando para jantar, como sempre, eu inventei uma história mirabolante, agora não só a minha família como para a multidão que está na minha casa me vigiando. Ou tentando fazer isso.
         Eu conseguir um escape para o final de semana todo, só espero ter auto-controle para abordar assuntos e não deixar as emoções me atrapalhar...
         - Boa noite, meu lindo. - ele diz com um pequeno sorriso.
         Vamos para a sala principal da mansão.
         - Ei... o que pensa que está fazendo? - Erwin pergunta descontraído.
         - Um drink. Quer que te faça um também?
        - Não. E você também não vai beber... eu sei que você está proibido de ingerir álcool. - Ele diz atrás de mim tirando o copo da minha mão.
         E invés dele se afastar ou me arrastar para o sofá, ele me abraça e beija o topo da minha cabeça.
         - Perdão. - ele diz de repente.
         - Hã...?
       - Eu não devia ter lhe batido, eu me arrependo muito, meu doce. - ele sussurra e beija novamente minha cabeça - Você já está com problemas demais para organizar em sua cabeça... e eu não quero acrescentar uma relação violenta no seu psicológico.
         - Ok. - é tudo que eu consigo dizer, confuso e desconfiado desse tom de voz calmo e gentil que ele está usando.
         Erwin encosta a cabeça na minha respira fundo e suspira.
      - Tem muita coisa acontecendo, coisas desagradáveis... e... e o que aconteceu com você naquele dia, foi só um efeito colateral... infelizmente, mas essa é a verdade, meu doce. 
         - ...Você... você vai me dizer... ou...
        - Você promete que não vai mais pensar em se machucar, novamente... - ele acaricia meu rosto e o vira com gentileza para olha-lo - Você sempre foi um bom rapaz, nunca tentou nada e...
         - E mesmo assim... - eu respiro fundo - Isso não garante nada, eu não tenho garantias de nada... a verdade é que eu nunca tive, não é?
         - Cordeirinho, eu nunca disse que machucaria...
        - O quê? ... Ah não! - Eu me viro de frente para ele indignado com a cara de pau desse sanguessuga - E o que VOCÊ me disse quando me trouxe nessa casa pela primeira vez? Pode não ter sido algo explícito, mas eu sei muito bem o que você quis dizer... - eu fico na ponta dos pés e toco seu rosto gentilmente para cala-lo quando ia falar algo, mas faço isso sem hostilidade para não acabar em desastre - O que eu estou tentando fala é que... não importa se eu for submisso, ser obediente não vai me garantir nada.
         - Claro que vai. Você me deixa contente por não ser estúpido e tentar alguma estupidez que me possa irritar.
         Jura?!
         Você está contente por eu ser seu brinquedinho e poder brincar quando bem entender.
         - Mas deixá-lo satisfeito não de me dá garantias. - digo novamente. 
         - Que garantias você quer? - Erwin pergunta seco.
         - De que não terei que enterrar mais ninguém, mas... você não pode me garantir isso, eu sei disso, suas promessas... não são as deles... pois agora eu sei que você não é o único que existe e muito menos nesse país, e eu... - digo sem força num sussurro.
         - Shh... você está tão pálido... - ele diz me rebocando para a cozinha, vai até a geladeira e pega uma garrafinha de água mineral.
         Eu ia pegar da mão dele, mas ele o afasta um pouco e Erwin mostra que ele mesmo fará isso, dando-me de beber na boca.
         - Agora vamos jantar? - pergunto sem saber o que dizer, eu sinto meu corpo mole de repente.
         - Sim, vamos. - ele me conduz até a mesa.


         - Você não parece que quer comer. - Erwin diz quando tudo que faço é amassar e misturar tudo no prato em vez de colocar o garfo na boca.
         - Meu estômago está ruim... - sussurro olhando para o prato.
         - Você comeu alguma coisa hoje?
         Não.
         - Sim. 
         - Mesmo?
         - Hurum... não muito, eu só almocei...
         - Por quê? Você tem que comer direito, então ficará doente. - ele diz franzino a testa.
         Eu fico em silêncio remexendo no prato, então coloco uma pequena, minúscula quantidade de comida na boca.
         - Cordeirinho...
         - Eu como sim... mas, em dias como hoje, eu... eu fico me sentindo mal... e prefiro não comer muito.
         - Dias como hoje? Dias que você está comigo? - Erwin pergunta neutro.
         E rapidamente nego com a cabeça. 
        - Em dias que eu tenho que tomar minhas medicações. - digo rápido, a verdade é que os remédios quase não fazem efeito, mas é legal fazer drama... mesmo porque seria estranho eu não mostrar nem um efeito colateral sequer dessas medicações fortes que derrubaria até um cavalo... e como eu não tenho apetite ultimamente, estou sendo autêntico.
         Erwin abre a boca num O.
         - Mas você não os toma todos os dias, né?
         - Não. Só de três em três dias. - digo.
         - É o Dr. Jaeger que administra em você? - ele pergunta. 
         - Sim. Ele ou minha psiquiatra.
         Erwin franzi a testa para a palavra "psiquiatra".
       - Você está fazendo tratamento com uma psiquiatra? Foi seu tio que mandou, não foi? Já que essa médica, a Brzenska, ela veio da Alemanha, não é? Eu só não sabia que ela era psiquiatra, achei que ela fosse psicológica.
         - E qual é a diferença, ambos cuidam de gente doida. - digo indiferente. 
         - E você não é um. - ele sussurra com a testa franzida novamente.

         - Eu não tentei suicídio. - digo de repente enquanto ele me servia a sobremesa.
         Erwin congela ao colocar o prato na minha frente.
         - Não vamos começar esse assunto agora, não quero brigar com você.
        - Mas, eu não tentei... apesar de ter parecido, não foi intencional. - fala baixo sem encara-lo, realmente isso foi um acidente... algo que saiu do meu controle, mesmo porque se eu quisesse me matar eu usaria uma arma de fogo que é mais eficaz do que remédio e muito menos faria isso na frente do pobre Eren, eu quase o traumatizei.
         - Como assim? - ele pergunta normal apesar dos olhos dele brilhar com uma censura silenciosa. 
      - Eu não fiz na intenção de me matar, naquele dia, meu segurança me levou para o hospital, porque eu estava muito machucado e desmaiei, acho que foi aí que tive meu primeiro apagão... enfim, Grisha me medicou, para eu não entrar em choque... mas o remédio que ele usa em mim, o que eles usam na verdade, é de dose única e dura uns três dias no sistema, dessa forma eles podem controlar a dosagem sem a minha interferência. No terceiro dia, quando houve a coletiva de imprensa, alguns familiares daqueles que morreram... bom, todos estavam em choque e sem entender o que aconteceu, e teve aqueles que me acusou... que a culpa foi minha e coisa e tal... , e em casa eu comecei a entrar em estado de ansiedade... - eu respiro fundo e contínuo - Eu... eu só queria me acalmar... me acalmar e dormir sem... sem pesadelos, sem pensar nada... então eu tomei dois comprimidos que costumava tomar quando tenho crises de ansiedade ou de pânico, eu... eu não me lembro de nada depois disso... quando acordei, eu já estava no hospital... Eren... ele foi me levar algo para comer e foi ele que me encontrou... ele foi rápido em agir e não me deixou parar... se ele não tivesse ido ao meu quarto eu podida ter morrido por asfixia com meu próprio vomito. 
         Ué! Não vai contar a versão original, cordeirinho.
        Diga a ele o motivo real da sua overdose... hehehe, a é!! É porque a verdade é uma só... mas o garoto Eren sabe qual é, assim como eu e você.

         - Ei... ei... - Erwin murmura saindo do seu lugar e me tira da cadeira se sentando no meu lugar ao me embalar em seu colo - Por que não me disse isso antes em vez daquela estupidez...?!
      - Porque... quando... quando eu acordei no hospital eu descobrir que realmente eu não queria ter acordado... - sussurro sem vida encostado no peito dele.
         Erwin afaga meus cabelos ao ouvir isso.
         - Eu não sentir seu cheiro lá no hospital...
      - Talvez seja por que, eu fiquei no isolamento... só Grisha é autorizado para fazer qualquer procedimento em mim ou em minha irmã quando é necessário, a saúde mental ou física de um membro da família Ackerman costuma ser segredo de estado... só o círculo menor costuma saber da verdade... 
       - Por isso a psiquiatra alemã? Verdade seja dita, seu tio é um homem tão discreto e fechado, ele é extremamente prudente em suas ações... nunca vi ninguém tão bom em fazer isso como ele. - há algo estranho no tom de voz dele... parece... frustação, talvez.
         - Que bom para ele então... - digo relaxando o corpo no colo dele, me apoiando em seu peito.
      Mas a verdade é que a Rico não está aqui por que acham que eu tenho tendência suicida, hehehehe... aahh Eren! Você foi muito extremista ao fazer o que fez... podia ter se queimado e queimado uma carreira que nem possui ainda, mas para um garoto, você foi corajoso, alguém de fibra para assumir a responsabilidade sozinho quando a verdade é outra.
         - Tudo bem, meu doce?
         - Hurum... - balbucio com o resto colado no peito ouvindo os batimentos cardíaco dele. 
      Erwin não pergunta mais nada e eu fico em silêncio, ele só me acaricia por um tempo, me afagando e alisando minhas costas em movimentos suaves, eu não sei se é a medicação com a junção das carícias e o cheiro dele que me está fazendo ter sono ou se foi o jantar... que o mesmo me fez comer mesmo sem apetite. Estou... com tanto sono agora...




 

 



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